quinta-feira, agosto 17, 2017

E o Mar Invadiu a Planície

Texto antigo, de uma médica, que veio a talho de foice no almoço de hoje...
"...
Juntando  algumas das pedrinhas soltas da nossa conversa de hoje e pensando naquela tua imagem de estares despido sem o teu barco, e sem rumo fora do mar….recordei uma história que ouvi contar ao meu pai, naqueles tempos em que a juventude me permitia que as histórias ficassem na memória...dizia ele que um dia lhe entrou pelo gabinete lá nos Açores , o amigo Damião, conhecera-o anos antes, nos tempos em que ele esteve a trabalhar na nossa terra, e o inesperado daqule reencontro.... agora  com a situação invertida, era o ribatejano que se encontrava deslocado naquela linda ilha no meio do oceano, lá na terra dele, e o açoreano não podia estar mais espantado dizendo com aquele sotaque tão peculiar –“É homem então você está cá?”
E foi nessa altura que lhe confessou as saudades que, perdido lá no meio de tanta terra,  lá no ribatejo,  sentia da sua ilha e sobretudo daquele mar imenso ...e  na   altura em que as chuvas de  inverno faziam  subir as águas do rio e os campos ficavam inundados,...aí  ele ia para cima da ponte e sentia que respirava melhor rodeado de toda aquela água que cobria  a planura da lezíria, aquela água a perder de vista...e assim recuperava um pouco as forças para continuar ..longe ...era o que de mais parecido encontrava com a imensidão do seu mar.
..."

21 de Dezembro de 2004-12-21

 Luisa Rosa  

segunda-feira, julho 24, 2017

Berlenga 2017

As minhas viagens à Berlenga, longe de se tornarem rotineiras, representam sempre um conjunto de vivências e experiências únicas, pela presença do mar e do Vento e da sensação de se estar sobre as ondas e de flutuarmos sobre elas.
Desta vez não foi diferente, com a viagem a iniciar-se, como sempre, de noite, com largada de Aveiro pelas 2000, directo à ilha mágica.
Navegar à noite tem um encanto especial e, apesar de nos mantermos a dez milhas da costa, podemos sempre observá-la, com as suas luzes, os seus faróis, os seus contrastes.

A noite foi de lua cheia pelo que associámos às luzes o prateado das aguas, particularmente calmas.
A umas quinze milhas da ilha mágica, já de dia, fomos escoltados por cinco ou seis golfinhos, que emprestaram ao fim da viagem um encanto suplementar.
A escolta do Veronique

Pelas 1000, como previsto, fundeávamos na enseada da Flandres, na Ilha Berlenga Grande, para pouco depois nos deslocarmos ao restaurante do nosso amigo Arnaldo, onde almoçamos uns magníficos peixes na brasa, em melhor  companhia ainda.
No regresso pela Nazaré, com um vento de NW de 10 nós, fez-se uma bolina folgada até a cerca de 4 milhas do porto de abrigo, altura em que se fecharam as janelas e o vento caiu, obrigando-nos a ligar a máquina para os últimos passos até ao finger que acolheu o gracioso veleiro.
Da Nazaré até à Figueira não houve história, um Norte chato e frio e um Mar trapalhão acompanharam a viagem.
Na boca da Barra da Figueira esperava-nos o Bolha para a reportagem fotográfica.
A arribada à Figueira da Foz

Já a viagem da Figueira para Aveiro, feita com vento WSW de 10 nós e Mar de pequena vaga, foi um luxo.


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O video do Bolha, 1º grumete arvorado do Veronique

O Veronique chegava amiúde aos sete nós e, muitas vezes, passava-os.


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A todo o pano e a meia máquina

E se era certo que a máquina ia ligada, tínhamos muita pressa de chegar a Aveiro, não era menos certo que ia nas 1200 rpm, isto é a meia força, porque não adiantava força-la, que não andávamos mais por isso.
Ao largo da Praia de Mira

Entrada triunfante na nossa Ria, com mais amigos a fotografarem o gracioso veleiro.


A reentrada na nossa Ria de Aveiro



quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Three Men in a Boat, Açores 2004



Candidato ao Óscar de melhor filme estrangeiro, do laureado  realizador Eugénio Bolha, o trailler do "Three Men in a Boat, Açores 2004

Léts luque ate de trêiler