segunda-feira, setembro 18, 2017

Senhora dos Navegantes 2017

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Não sendo crente nem religioso, emociono-me com estas manifestações, mais pagãs que religiosas, sobretudo quando fluviais e marítimas.
A nossa Ria tem destas coisas, com os pescadores e outros profissionais do Mar a terem os seus santos de devoção, as suas festas, as suas crenças e superstições.
Eu e o Veronique estamos sempre presentes nestas andanças, com foguetório, merenda e amigos.
Largamos do Oudinot uma horita antes da procissão chegar ao Forte da Barra, ainda fomos até à Meia Laranja, sempre com a máquina a ajudar e, de regresso, fundeamos mesmo em frente à doca, fora do canal de navegação, devidamente sinalizados, e aguardamos.
Lá chegou então o cortejo, o foguetório durou mais de meia hora,rijo como convém.
Sinalizamos o Zás Tráz com priminha Anabela, o moliceiro São Salvador, vizinho, os outros vizinhos todos, o Delmar, o Saravah e  o Jasine, os amigos da Ange como o Badanas e o Chemmy, muita rapaziada do CVCN como o Vitaminas do meu antigo timoneiro Velhinho.
O Veronique, que transportava o presidente da Balsa da Vagueira, arvorava impante o pavilhão de navio Almirante.
O Gustavinho também esteve presente com a lancha Praia da Costa Nova, e ainda víamos uma miríade de veleiros e lanchas, robaleiras, traineiras, a piloteira, etc etc.

sexta-feira, setembro 08, 2017

Golfinhos no Sado




Foi nas férias de 2014 que o gracioso veleiro Veronique rumou a Tróia.
Depois de uma viagem atribulada, com escala na Figueira, 
em Cascais, em Alhandra e em Sesimbra, lá arribou a Tróia.
(a viagem de regresso seria ainda mais atribulada)

Na marina Oceânica de Alhandra com a (famosa) carranca do Veronique arvorada

A passagem ao largo do Terreiro do Paço, a caminho de Alhandra


A manobra de amarração em Tróia

Nas duas semanas de estada em Tróia, apenas uma comigo presente, tivemos só uma saída para o Rio e, já de regresso a amarrar o veleiro no finger, fomos avisados que havia golfinhos (animais humanos) ao largo e, antes que perdêssemos a oportunidade, levantamos de novo as amarras e o Bolha, First Mate do gracioso veleiro, fez este video assim-assim.

Novas aventuras esperavam o Veronique.

quarta-feira, setembro 06, 2017

de Aveiro para a Figueira




Uma das viagens habituais do gracioso veleiro sempre foi  até à Figueira da Foz.
Desta vez juntamos a viagem à recepção à Sagres na entrada da barra de Aveiro, fazendo rumo conjuntamente com mais uns quantos  veleiros amigos.
Esta viagem, como todas as outras, foi mágica.
O Veronique levava a bordo o presidente do CVCN, arvorava por isso o pavilhão de navio almirante.
O fim da viagem foi em mareação de borboleta, linda.
Terminou com um jantar no Cepórtên (núcleo do Sporting da Figueira da  Foz) com um variado de peixe grelhado e por aí fora.


Berlenga 2016





Foi esta  a saga de 2016.
Tripulação do gracioso veleiro renovada, com a srª Vera como 1ª marinheira arvorada de vigia, a srª Emília a  2ª grumete encarregada do sino do rancho, o sr Bolha, o autor deste video e First Mate e, the last but not the least, este vosso criado como Capitão e  ELTEVBP (Encarregado de Levar  Todas Estas Vidas a Bom Porto).

Suspendemos do Oudinot num fim de tarde de nevoeiro, tão espesso tão espesso, que o sr Bolha teve de ir à proa com um faca a abri-lo para podermos progredir.
Ainda não chegados à Vagueira e já jantávamos  uma belíssima vichyssoise seguida de outra não menos apurada chanfana. O jantar acabou com uma sobremesa internacional, arroz doce.
Pelo raiar da madrugada arribávamos à baía da Flandres, na ilha mágica da Berlenga, onde fundeamos.
O almoço em terra, no restaurante do sr Arnaldo, foram uns magníficos robalos escalados.
A todo o pano rumámos a  Peniche, onde nos calhou em sortes um bacalhau abanado, confeccionado pelo imediato  e first mate sr Bolha, sobre uma velha receita de  família


terça-feira, setembro 05, 2017

Corsários na Ria de Aveiro

Acordado que fui da minha sesta pelo alarido ululante dos corsários do galeão São Salvador, preparadas as armas, os canhões e os copos, bastou a sua visão para abortarem a abordagem.


Estremunhado, o comandante do gracioso veleiro observa a aproximação do galeão São Salvador

Registada  na Crónica de Bordo esta façanha, digna de Fernão Mendes Pinto, patrício do Bolha e coevo dos seus avós, proprietário de uma famosa taberna em Montemor antes de partir para as Índias.




O galeão corsário São salvador em manobra de abordagem

Consta aliás que o dito Fernão M. Pinto terá embarcado na Armada das Índias logo a seguir a uma noite em que, só ele, teria esvaziado um tonel de dois almudes de tinto da Bairrada.
Depois disso nunca mais bebeu, tanto mais que, quando acordou, já tinha passado o Espichel.


Passada já a ameaça, uma nova sesta se impôs



© Fotos de Emilia Castro, Vera Silva e Teresa Santos

quinta-feira, agosto 17, 2017

E o Mar Invadiu a Planície

Texto antigo, que me chegou às mãos há uns anos, de uma médica, e que veio a talho de foice no almoço de hoje...
"...
Juntando  algumas das pedrinhas soltas da nossa conversa de hoje e pensando naquela tua imagem de estares despido sem o teu barco, e sem rumo fora do mar….recordei uma história que ouvi contar ao meu pai, naqueles tempos em que a juventude me permitia que as histórias ficassem na memória...dizia ele que um dia lhe entrou pelo gabinete lá nos Açores , o amigo Damião, conhecera-o anos antes, nos tempos em que ele esteve a trabalhar na nossa terra, e o inesperado daqule reencontro.... agora  com a situação invertida, era o ribatejano que se encontrava deslocado naquela linda ilha no meio do oceano, lá na terra dele, e o açoreano não podia estar mais espantado dizendo com aquele sotaque tão peculiar –“É homem então você está cá?”
E foi nessa altura que lhe confessou as saudades que, perdido lá no meio de tanta terra,  lá no ribatejo,  sentia da sua ilha e sobretudo daquele mar imenso ...e  na   altura em que as chuvas de  inverno faziam  subir as águas do rio e os campos ficavam inundados,...aí  ele ia para cima da ponte e sentia que respirava melhor rodeado de toda aquela água que cobria  a planura da lezíria, aquela água a perder de vista...e assim recuperava um pouco as forças para continuar ..longe ...era o que de mais parecido encontrava com a imensidão do seu mar.
..."

21 de Dezembro de 2004-12-21


 Luisa Rosa  

segunda-feira, julho 24, 2017

Berlenga 2017

As minhas viagens à Berlenga, longe de se tornarem rotineiras, representam sempre um conjunto de vivências e experiências únicas, pela presença do mar e do Vento e da sensação de se estar sobre as ondas e de flutuarmos sobre elas.
Desta vez não foi diferente, com a viagem a iniciar-se, como sempre, de noite, com largada de Aveiro pelas 2000, directo à ilha mágica.
Navegar à noite tem um encanto especial e, apesar de nos mantermos a dez milhas da costa, podemos sempre observá-la, com as suas luzes, os seus faróis, os seus contrastes.

A noite foi de lua cheia pelo que associámos às luzes o prateado das aguas, particularmente calmas.
A umas quinze milhas da ilha mágica, já de dia, fomos escoltados por cinco ou seis golfinhos, que emprestaram ao fim da viagem um encanto suplementar.
A escolta do Veronique

Pelas 1000, como previsto, fundeávamos na enseada da Flandres, na Ilha Berlenga Grande, para pouco depois nos deslocarmos ao restaurante do nosso amigo Arnaldo, onde almoçamos uns magníficos peixes na brasa, em melhor  companhia ainda.
No regresso pela Nazaré, com um vento de NW de 10 nós, fez-se uma bolina folgada até a cerca de 4 milhas do porto de abrigo, altura em que se fecharam as janelas e o vento caiu, obrigando-nos a ligar a máquina para os últimos passos até ao finger que acolheu o gracioso veleiro.
Da Nazaré até à Figueira não houve história, um Norte chato e frio e um Mar trapalhão acompanharam a viagem.
Na boca da Barra da Figueira esperava-nos o Bolha para a reportagem fotográfica.
A arribada à Figueira da Foz

Já a viagem da Figueira para Aveiro, feita com vento WSW de 10 nós e Mar de pequena vaga, foi um luxo.


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O video do Bolha, 1º grumete arvorado do Veronique

O Veronique chegava amiúde aos sete nós e, muitas vezes, passava-os.


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A todo o pano e a meia máquina

E se era certo que a máquina ia ligada, tínhamos muita pressa de chegar a Aveiro, não era menos certo que ia nas 1200 rpm, isto é a meia força, porque não adiantava força-la, que não andávamos mais por isso.
Ao largo da Praia de Mira

Entrada triunfante na nossa Ria, com mais amigos a fotografarem o gracioso veleiro.


A reentrada na nossa Ria de Aveiro



quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Three Men in a Boat, Açores 2004



Candidato ao Óscar de melhor filme estrangeiro, do laureado  realizador Eugénio Bolha, o trailler do "Three Men in a Boat, Açores 2004

Léts luque ate de trêiler