terça-feira, julho 31, 2007

Marinha

A noticia é do Correio da Manhã.
A ser verdade explica muita coisa que nós que andamos por aí de barco assistimos.
Da minha parte, sempre que saio para o Mar, ainda este Domingo o fiz, chamo a Policia Maritima (PM) pelo 16 para dar conhecimento da minha saída, da tripulação que me acompanha, do destino que traço.
Contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram dedos, as vezes que a PM me respondeu. Este domingo também não respondeu. Na penultima saída, pela minha insistência na chamada, responderam os Pilotos da Barra.
Compreende-se porque não respondem, estão ocupados com outras tarefas.
Em tempos enviei uma nota à entidades competentes sugerindo que a PM emitisse por VHF, em intervalos regulares, notas meteorologicas. Tinham os meios, tinham a informação e tinham as gentes. Era só ler os comunicados de tempos a tempos.
Chamaram-me burro, o moderno era o GMDSS que, com vantagem, diziam, nos informaria a todos do estado do Mar e dos escolhos flutuantes.
Cinco anos depois o GMDSS mal funciona (funciona????), o Navtex é uma anedota, a PM não responde às chamadas por VHF e nós continuamos a recorrer ao "cheiro" e à internet para obter as informações meteorologicas.
Compreende-se, a rapaziada anda ocupada com outras tarefas.
A nossa sorte é sermos um País de Marinheiros, se não fossemos, imaginem o que seria de tudo isto.

"...

2007-07-30 - 13:00:00

Marinha de Guerra tem saco azul

Capitães e polícias ganham 20 por cento das multas.A Marinha de Guerra tem um ‘saco azul’ para pagar aos a capitães dos portos e a todo o pessoal da Polícia Marítima. O Estado estará a ser lesado em milhares de euros. Jorge Veloso, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, e Álvaro Martins, dirigente da Associação Nacional de Sargentos, exigem uma investigação à forma como é gerido o dinheiro resultante das multas a pescadores (profissionais e desportivos), donos de embarcações de recreio, paquetes de turismo, navios comerciais.

As acções de fiscalização no mar são habituais.
Segundo o Correio da Manhã apurou, o Estado está a pagar uma verdadeira fortuna a oficiais que se encontram na reserva e que passaram por uma das 18 capitanias existentes no País. Quando por ali passam, os capitães dos portos têm interesse em que a Polícia Marítima, às suas ordens, multe – porque quanto mais cobrar em multas mais ganham, tanto no salário como mais tarde na reforma. Alguns dos capitães de porto, segundo Jorge Veloso, chegam a reformar-se com ordenados cinco a seis vezes superiores do que os atribuídos a militares exactamente com o mesmo posto e o mesmo tempo de serviço.
Vinte por cento do total das multas reverte para os oficiais da Marinha ao serviço das capitais – e para todo o pessoal da Polícia Marítima. A verba forma uma espécie de bolo, que depois é dividido – em partes diferentes – por capitães de porto, polícias marítimos e até funcionários de limpeza.
A multa mais baixa, que é aplicada a qualquer pessoa que não cumpra as regras, como por exemplo não ter a licença de navegação, um extintor a bordo ou não possuir licença de pesca desportiva, nunca é inferior a 250 euros.“Em capitanias com muito movimento, como é o caso de Lisboa, Setúbal, Portimão, Funchal e Ponta Delgada, o bolo mensal pode ultrapassar os 30 mil euros. O dinheiro é repartido da seguinte forma: o capitão do porto recebe seis partes da verba, os agentes da Polícia Marítima duas partes e o restante pessoal, afecto às secretarias e aos serviços de limpeza, uma parte e meia. “Todos lucram com as autuações feitas pelos polícias marítimos”, disse ao CM uma fonte militar.
A mesma fonte acrescentou: “Enquanto na PSP e GNR quem faz serviços gratificados sabe que vai receber uma determinada verba, quem faz a segurança marítima anda à deriva. Nunca sabe quanto é que vai receber. Depende das multas. O capitão do porto é que faz as partilhas. Nós não sabemos se a verba em causa é ou não real, porque, que se saiba, não há qualquer controlo.”Segundo fontes da Armada, alguns capitães de porto chegam a receber mais de cinco mil euros por mês, fora o salário, verba que depois conta para efeitos de reforma. “Os agentes facturam em média, nas capitanias, entre 500 a mil euros. Só que, ao contrário da maioria dos capitães de porto, que apenas passam dois anos na Polícia Marítima, trabalham uma vida inteira para terem esse dinheiro na reforma”, rematou Jorge Veloso.

CAÇA À MULTA.
A vontade de multar quem anda no mar chega ao ponto, revelou um agente da Polícia Marítima, de “serem empenhados mais de 200 elementos, entre militares e agentes, apenas para se fiscalizar uma traineira”. “Encontra-se sempre uma infracção e isso dá dinheiro a toda a gente”, confessou.
'SINDICATO' GERE AS COLOCAÇÕES
Todos os militares da Armada já ouviram falar da sua existência, mas ninguém sabe explicar quem está por trás da respectiva gestão e muito menos como funciona. Chamam-lhe “O Sindicato” e existem fortes suspeitas de que opera de forma semelhante às máfias italianas. “Quem faz parte do ‘Sindicato’ consegue sempre as melhores colocações e vai para as capitanias onde são feitas mais multas, que é como quem diz, sítios onde se ganham mais emolumentos”, assegurou ao CM um responsável militar que diz ter sido sempre prejudicado por não fazer parte da referida organização.E a mesma fonte concretizou: “Chamam-lhes os militares movimentadores e quem integra a tal organização secreta tem de pagar uma determinada verba por mês. Quem paga está nos lugares apetecíveis e quem não adere ao esquema fica nas secretarias atolado de papéis.”Segundo uma denúncia já feita aos serviços internos da Armada, o alegado ‘Sindicato’ movimenta milhares de euros e controla as colocações em cantinas, bares e sectores de compras. Os fornecedores daqueles serviços da Armada serão também obrigados a pagar uma percentagem, que varia entre os 15 e os 50%, para, por exemplo, abastecerem a Armada de mantimentos.
MARINHA E GNR ENTRAM EM COMPETIÇÃO
Está instalada uma verdadeira competição entre a Armada e a Guarda Nacional Republicana pelo controlo da segurança marítima. Até agora, quem tinha a missão de patrulhamento da zona costeira, até às 12 milhas, era a Polícia Marítima, que se encontra sob a tutela da Armada. Porém, a nova legislação relativa ao Sistema de Autoridade Marítima veio reforçar os poderes de fiscalização da GNR sobre as actividades desenvolvidas na zona costeira nacional, nomeadamente através da Brigada Fiscal. “Há um sentimento de desconfiança bastante forte entre os responsáveis da Armada e da GNR. Ainda ninguém sabe bem quem vai fazer o quê. A verdade é que a Marinha está a tentar adquirir meios para tentar não perder o controlo das 12 milhas. Trata-se de uma missão que dá muito dinheiro aos cofres das capitanias e à própria Armada”, confidenciou ao CM o dirigente de uma associação sócio-profissional das Forças Armadas, solicitando o anonimato. A mesma fonte acrescenta que a alteração profunda em curso nas diversas forças de segurança deixa a Marinha de fora e coloca a segurança marítima em causa.
DINHEIRO DE DESISTENTES EM PARTE INCERTA
Uma das situações já denunciada internamente mas que nunca mereceu a elaboração de qualquer queixa à Procuradoria-Geral da República por parte dos responsáveis da Armada tem a ver com o dinheiro dos recrutas que resolvem abandonar aquela instituição militar. Segundo a queixa interna, a que o CM teve acesso, a maioria dos recrutas é pessoal voluntário e deixam a Armada por se sentirem defraudados com as condições que lhes são oferecidas, nomeadamente instalações e navios degradados. A entidade processadora dos vencimentos dos desistentes continuará, alegadamente, a enviar para a Escola de Fuzileiros (local onde se efectuam as recrutas) os recibos dos ordenados que são pagos à referida entidade em dinheiro. Apenas os militares do quadro recebem os salários por transferência bancária. O Serviço de Apoio Administrativo da Armada é igualmente acusado de má gestão de verbas. As associações sócio-profissionais exigem uma sindicância independente à forma como este dinheiro é gerido.
EXPLICAÇÕES NÃO SURGEM
O Correio da Manhã confrontou a Marinha com as denúncias efectuadas por vários militares da Armada e dirigentes das Associações Sindicais. Apesar das questões terem sido colocadas na passada terça-feira e dos diversos contactos com o respectivo gabinete de Relações Públicas, a resposta obtida foi, até ao final do dia de ontem, o silêncio.
INVESTIGAÇÃOCONCURSO IMPUGNADO
A Armada encomendou a construção de 12 navios para patrulhar a zona costeira portuguesa. Os navios estão prontos, mas não foram entregues porque a empresa que ganhou o concurso não terá respeitado o caderno de encargos.
MATERIAL MILITAR
A Polícia Judiciária alargou em Dezembro último as investigações à compra de material militar, que inicialmente visaram negócios da Marinha de Guerra, ao Exército. As buscas levadas a cabo pela PJ permitiram a apreensão de documentos que indiciam favorecimento na aquisição de equipamentos para as 260 viaturas blindadas – encomendadas ao consórcio austríaco Magna-Steyr.
NEGÓCIO DE MÍSSEIS
Em Outubro último um militar da Marinha e dois empresários foram detidos por decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. As investigações da PJ incidiram sobre negócios relacionados com a aquisição de componentes para mísseis, armamento e munições, que “envolvem largas centenas de milhares de euros”, alegadamente pagas pelos intermediários às pessoas envolvidas.
SUBMARINOS
A Polícia Judiciária investiga o destino de 24 milhões de euros no negócio da compra de submarinos para a Marinha. Escutas telefónicas, no âmbito do caso Portucale, levantaram dúvidas sobre o destino do dinheiro e o Ministério Público ordenou a separação processual abrindo assim um novo inquérito.
SAIBA MAIS
5000 euros é o valor aproximado que o capitão de um porto com muito movimento, como por exemplo Portimão, Lisboa, Funchal ou Ponta Delgada consegue ganhar em multas.500 são os efectivos da Polícia Marítima que também recebem uma percentagem sobre os emolumentos cobrados aos infractores marítimos.
EMBARCAÇÕES DE RECREIO
Os barcos de recreio são um dos alvos das autoridades de fiscalização marítima. Sempre que a bordo não exista a documentação exigida por lei, como livrete, licença de navegação, seguro e selo, o dono é autuado, no mínimo, em 250 euros por documento em falta. O mesmo sucede caso não cumpra qualquer dos requisitos de segurança: ter a bordo extintor, colete salva-vidas para cada ocupante, caixa de primeiros socorros, lanterna e faca de ponta redonda. A multa é 250 euros por cada equipamento em falta.
PESCA DESPORTIVA
Uma das missões atribuídas à Polícia Marítima é a fiscalização da pesca desportiva e profissional. As infracções detectadas com mais frequência pelos agentes são a falta de licença de pesca e pescado com dimensões inferiores ao mínimo.
NOTAS DÍVIDA AOS MILITARES
As Forças Armadas têm actualmente uma dívida para com os militares, relativa aos complementos de pensão de reforma, que já ultrapassa dez milhões de euros.
EXPOSIÇÃO AO PARLAMENTO
A Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima fez recentemente uma exposição ao Parlamento onde denunciava crimes alegadamente praticados por comandantes de portos.
PSP E GNR NADA RECEBEM
Na PSP e na GNR os agentes não recebem qualquer percentagem sobre as multas que aplicam. O dinheiro é dividido por várias entidades, de acordo com a lei.
Carlos Tomás

..."

segunda-feira, julho 30, 2007

Marina Oceânica




Duas fotografias da Marina Oceânica de Aveiro, justamente baptizada com o nome do seu criador, Marina Oceânica Dr Alberto Souto.

Regata de Moliceiros


O Veronique em través "cerrado", vendo-se ao fundo o POPA, o Moliceiro da Avela, num muito honroso 13º lugar, magistralmente tripulado por tripulação de luxo, onde infelizmente o arrais Bolha não pode participar, por ter sido substituido à ultima hora.
Não ficou a perder, o Bolha, porque a velejada no Veronique foi ainda de mais luxo. Pode ainda tirar algumas fotografias "assim assim" que publicou no espaço manhoso que mantêm.

segunda-feira, julho 23, 2007

O Veronique

Para quem ainda não acreditava que o Veronique era o mais lindo veleiro do Universo, e da Dinamarca, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, tem aqui a prova definitiva.

Numa pagina de um veleiro HR que o JC fez o favor de nos indicar, aqui vem ele, impante.
Fredag d. 19.5 ankom vi til Viana do Castelo. Vi blev mødt af havnefogeden og skulle fremvise skibspapirer med det samme. Herlig by - der var meget rent alle vegne. Vores udflugt gik til kirken Santa Luzia som lå højt, 400 m over byen. Man kunne gå derop ad nogle trapper, men vi foretrak at tage en taxa. Turen derop var smuk men også trist, idet man kunne se hvor meget skade skovbranden, sidste år, havde gjort.
Mandag 22.5 tog vi videre til Aviero, det var dejligt vejr Verøniquå, men en hård tur med mange store dønninger. Vi ankom til en meget faldefærdig havn, hvor der var anlagt en ny bådebro til ca 10- 15 både. Nogle lokale hjalp med at fortøje, der var en kraftige strøm. De fortalte, at der senere på aftenen ville komme en med en nøgle, så vi kunne komme i land. Men akke nej, der kom ingen. Næste morgen fik Flemming fat i en kvinde der var ombord på sin båd for at gøre rent - hun hjalp os med at komme ud, så vi kunne komme en tur i byen. Byen var en overraskelse. De flotte muslingebåde blev brugt som gondoler, så man kunne sejle en tur på de romantiske kanaler. Vi spiste frokost i havnens Cantina, som også var meget forfalden, men på sin måde charmerende - søde madmor manglede en tand - flere lokale fiskere kom ind bare for en kop kaffe og læse dagens avis, meget afslappet.
Efter frokost ledte vi efter en som kunne hjælpe os med en nøgle, men der var ingen. Så nu var gode råd dyre - et langt bræt ville hjælpe, så vi gik i gang med at lede i det gamle skrammel der lå alle vegne. Vi fandt et, nu kunne vi komme over. Så skulle vores cykler og madvarer over, det kunne brættet ikke bære, så der kom vore dejlige fender/landgangsbrobræt til sin ret. Det var
godt at det var højvande, ellers havde brættet været for kort


Para quem não entende dinamarques, aqui vai a tradução:
"...

Cambada, estibemos em Abiero chegados de Biana e atracamos ao lado do Beronique (Os dinamarqueses falam assim, com os BBs carregados).
Como podem ber, trata-se dum beleiro ainda mais lindo que o nosso...come-se muito bem em Abiero, recomendo particularmente uma caldeirada de enguias na cantina do Jé Jé das caldeiradas..."
Depois traduzirei o resto

sexta-feira, julho 20, 2007

XULOS, AZEITEIROS

2007 vai ser o ultimo ano em que o Veronique enverga no mastro de honra a bandeira portuguesa.
O meu veleiro é de 1982.
O ano passado, com a passagem para Oceânico, foi escrito no livrete que o 1º registo era 2000, o que era apenas verdade por ser o primeiro registo nacional, mas o primeiro dos primeiros registos do Veronique é de 1982.
Quem conhece estes meandros sabe que ser o registo anterior ou posterior a 1986 representa mais do dobro do Imposto Municipal.
Expliquei isto à zelosa funcionária da administração fiscal, mas não a demovi, o que estava no livrete PORTUGUÊS era 2000 e a fotocopia do livrete antigo que exibi e que mostrava a verdade, 1982, não quiz dizer nada!!!
Ainda fui ameaçado, por nos anos anteriores ter pago apenas o equivalente ao registo de 1982, com as contas feitas pelo próprio fisco , de poder vir a pagar o erro do fisco no calculo do meu imposto municipal de circulação (pelo Mar).
[é sabido de todos as elevadas verbas que o erário publico dispende anualmente na conservação das vias de circulação no Mar].
O ano de registo, o espirito dessa norma, é penalizar as embarcações mais recentes, o que não é o caso do Veronique.
Então porque alimentar estes azeiteiros quando, nas calmas e na legalidade, posso registar o Veronique no estrangeiro?
Assim não levam mais nada e acabou-se.
Para 2008 o Veronique vai ser belga, com pena minha, mas para azeiteiros já chega.

O nosso dinheiro vai servindo para os 230 assessores da Assembleia da Republica, para os 8 assessores do Sá Fernandes em Lisboa (se este vereador, dos ultimos, tinha 8 assessores, quantos tinham os primeiros?)
Se ligo por VHF à Policia Maritima, ninguém responde, se no Mar necessito de informação meteorológica, como em qualquer país europeu se tem direito, eu que me desenmerde, se ouço um Aviso à Navegação com um perigo entre o Cabo da Roca e o Cabo Finisterre e peço especificação da posição, eu que me desenmerde, se preciso de atracar num porto de recreio, primeiro é preciso que o haja, depois tenho de o pagar, é justo, e tenho de declarar ao SEF, à Guarda Fiscal e à Policia Maritima coisas absurdas como a velocidade do meu veleiro e o numero de animais a bordo !!!!!, se saio dos canais de navegação comercial na Ria de Aveiro não há boias, não há estacas, não há indicações, só há secos e taxa de farolagem.
Essa taxa de farolagem, para embarcações oceânicas, é também quase 10 vezes mais cara que para costeira restrita, o que se entende por ser em Alto Mar que estão as boias, as estacas e as farolagens!!!!
Se quero fundear na Baía de São Jacinto, ao abrigo das estramagueiras da Base Aérea, rápido vem a Policia Maritima e os Paraquedistas armados, a enxotarem-me(nos), a invocar segurança militar, numa zona em que tecnicamente é impossivel desembarcar e frequentada em terra por dezenas de civis dos diferentes aero-clubes que usam aquela zona da base !!!!!!
Rico país de Marinheiros, os Heróis do Mar!!!!!

Que bom seria 10 Berieves carregadinhos de sugo, bosta, merda, a descarregar sobre estes gajos em Lisboa.
Tenho fé que esse dia chegará...

quinta-feira, julho 19, 2007

Christophe outra vez


Aquele tipo foi pai outra vez, desta vez em Cartagena. Lá vão os quatro agora pelos sete mares afora.

domingo, julho 15, 2007

Miguel de Vasconcelos

Nunca gostei do homem, por questões ideologicas, de caracter e estéticas.
Deram-lhe a taça na Suécia muito mais por marketing da mulher que por mérito de escrita.
Há em Portugal, país que existia muito antes de espanha, e que existirá muito para lá de certos cretinos que com a idade vão para senis, muito mais escritores merecedores, que não tem o marketing castelhano a trabalhar para eles.
O Cardoso Pires, o Lobo Antunes, o Torga, (o Eduardo Agualuza e o Mia Couto), a Sophia, o Eugénio de Andrade, o Guerreiro de Sousa, o Sena e tantos tantos outros.
Todos são lusos, de cultura lusa, universalistas, não são como esse vendido por meio prato de lentilhas castelhanas, e podres.
Tenho pelos espanhois o respeito que uma cultura rica me merece, como a dos franceses, dos nórdicos ou dos americanos e dos orientais. Nem um pouquinho mais.
Não deixarei de gostar, por conta do cretino das canárias, do Cervantes ou do Lorca ou do Perez Reverte, mas...

Vai apanhar no cu ó saramago.

"
Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha
"

terça-feira, julho 10, 2007

Nós é mais Mar...
















Duas fotografias 'assim assim' do Bolha, ambas a partir do Veronique, uma há dias na entrada da Barra de Aveiro, com um Mar jeitosinho e outra em 2001, comigo ao leme, na Biscaia, debaixo de uma depressãosita de 1005 hpa, e três fotografias de Papai, a bordo do Santa Maria Madalena, na Terra Nova, no inicio da década de 50. Pode ver-se o Santa Maria Manuela fundeado em São João da Terra Nova.

NOTA IMPORTANTE DA AVELA


Caros Amigos,

A solicitação do nosso Presidente Paulo Reis sou a informar:

1/ A Avela negociou com o Clube Naval da Povoa a atracação das embarcações na Povoa do Varzim durante o tempo que durarem as obras do Polis. Solicita-se aos sócios interessados que, o mais rápidamente possivel, contactem a direcção da Avela para esta entregar a lista das embarcações ao C N Povoa.

2/ As embarcações mais pequenas poderão ficar no Canal das Pirâmides ou no Clube de Vela da Costa Nova. Mais uma vez solicita-se aos interessados que contactem a direcção da Avela para a apresentação da lista aos clubes receptores e colocação de moirões novos no Canal.

3/ Gorou-se a possibilidade de atracar as embarcações na marina dos pescadores na Lota Nova. Em alternativa a Avela está a estudar a possibilidade de colocação de um pontão na baía de São Jacinto.


Aveiro, 10 de Julho de 2007

sábado, julho 07, 2007

Nas Termas




A minha ultima ida à termas, neste caso às da Figueira da Foz. Optimas águas, aquelas.

sexta-feira, julho 06, 2007

TERMAS

Seguindo o conselho do meu Amigo Toni, inscrevi-me nas Termas de Mondariz para Setembro que vêm.
Não foi fácil, a lista de espera era grande, e também tive de negociar os copos de água diários que tinha de beber.
Assim, fiquei com a obrigação de beber meio copinho de água por dia, logo de manhã, para não ser muito violento.
Entretanto já marquei mesa para o Restaurante Riancho, que tem umas chuletitas de carneiro deliciosas, também para Salva Terra do Minho, tem lá um restaurante de peixe do rio memorável, para Baiona, está claro, para o Pedro Madruga, para o Moscon, para o Clube de Iates, onde se comem uns bocadilhos espectaculares, tudo regado com Alvarinho branco e rioja tinto, um espanto.
No meio tempo ainda vou com a Marieke a RibadeTea malhar uns cozidinhos galegos feitos pela MariCarmen, acompanhados por um verdasco do aido dela, que só de me lembrar já estou cheio de sede.
O meu Amigo Licas também vai connosco para as termas, embora já tivesse marcado outras, as da Mealhada/Curia, também muito boas para as unhas encravadas, queda de cabelo, espondilose, bicos de papagaio, penariços, mau olhado, urceras benignas e malignas, e sobretudo hemerroidal, aceitou vir comigo até Mondariz.
Não se vai arrepender e, com um pouquinho de jeito, ainda vamos até às termas da Curia ainda este ano.

domingo, julho 01, 2007

Também Galegos



É seguro que Galiza e Portugal se axuntarán algún día
Con que dereito se nos obriga a deprendermos a lingua de Castela
e non se obriga aos casteláns a deprenderen a nosa?
Os galegos tiñan unha cultura anterior e superior á de Castela,
e contaban con institucións foraes que concedían aos labregos un
comezo de propiedade
Os ingleses aldraxan aos escoceses; os franceses aos bretóns; os
casteláns aos galegos. E todos eses aldraxes non son máis que un
recoñecemento tácito do "carácter nacional"
A partir de Galiza e de Asturias foise gañando aos mouros o que
despois soio sirveu para engrandecer a Castela.
Nós queremos ser hespañoes, pero a condición de que este nome
non nos obrigue a sermos casteláns.
Pero dentro de Portugal quedounos a mitade da nosa terra, do noso
espírito, da nosa lingua, da nosa cultura, da nosa vida, do noso ser
nacional.