BASES DO SORTEO CM DA AMIZADE GALEGO-PORTUGUESA
REGULAMENTO DO SORTEIO CM DA AMIZADE GALEGO-PORTUGUESA
1. Objectivo
A divulgação da Cultura Marítima e do património material e imaterial marítimo que nos têm legado as comunidades marinheiras assim como o mar como meio natural, é a motivação que nos move, como administradores de páginas electrónicas de temática marítima, a promover o Sorteio Cultura Marinheira da Amizade Luso-Galega. Temos como principal objectivo transmitir que um aspecto destacado da cultura marinheira é a amizade entre os povos, o respeito e o conhecimento mútuos através do mar e, em particular, dos povos galego e português.
2. Livros a sortear
2.1. Sorteamos os seguintes livros em galego:
- «O Patrimonio Marítimo de Galicia», de Dionisio Pereira. Editora FGCMF Oferta da Federación Galega da Cultura Marítima e Fluvial. Exemplar com dedicatória e assinatura do autor;
- «Lanchas e Dornas», de Staffan Mörling. Editora Xunta de Galicia. Oferta da Libraría Sisargas
- «A Odisea», de Homero. Editora Toxosoutos. Oferta da Libraría Sisargas.
- «O bote polbeiro de Bueu», de Fidel Simes . Editora Xunta de Galicia. Oferta do Grupo de Cultura Mariñeira da Asociación Cultural O Xeito.
2.2. Sorteamos os seguintes livros em português:
- «Cais e Navios de Lisboa», de Luís Miguel Correia. Oferta do Autor. Exemplar com dedicatória e assinatura do autor;
- «História do Batel Vae com Deus», de Raúl Brandão, Editora Edieum. Oferta da Livraria Luso-Galáica «Orfeu»;
- «A noite abre meus olhos», de José Tolentino Mendonça, Editora Orfeu. Oferta da Livraria Luso-Galáica «Orfeu».
- «A Campanha do Argus, de Alain Villiers. Oferta de Mar Adentro Ventosga.
3. Participantes
Integram o sorteio os administradores de páginas electrónicas escritas em qualquer das línguas oficiais dos povos da Península Ibérica, que participem realizando comentários nos blogues promotores. O direito a um boletim para o sorteio adquire-se pela participação em cada um dos blogues promotores, até a um máximo permitido de seis boletins. Aos agraciados ser-lhes-ão remetidos os livros para o endereço postal que indicarem. O espaço geográfico em que se desenvolve a iniciativa é a Península Ibérica, sem prejuízo de valorarmos a possibilidade de ampliar o âmbito territorial do sorteio em função dos pedidos recebidos e do eventual aumento dos gastos de envio que tal implique.
4. Período de participação
O período de obtenção de boletins de participação decorre desde a publicação do presente Regulamento em cada blogue promotor até 31 de Dezembro de 2007 (inclusive), realizando-se o sorteio na segunda semana de 2008 no local das livrarias promotoras através do sistema da «mão inocente», garantindo os responsáveis da libraria e dos blogues promotores a correcta realização do mesmo.
5. Livros em Língua Portuguesa
Os livros em Língua Portuguesa são sorteados entre os bloguistas que tenham participado nos blogues galegos na Libraría Luso-Galáica «Orfeu», de Joaquim Pinto da Silva, em Bruxelas. Rue du Taciturne, 43 Willem de Zwijgerstraat Bruxelles 1000 Belgique. Telefone: +32(0)27350077. URL: http://www.orfeu.net
6. Livros em Língua Galega
Os livros em Língua Galega são sorteados entre os bloguistas que tenham participado nos blogues portugueses na Libraría Sisargas, de Roberto Castro, en Rúa Curros Enriquez, 9 15002, A Coruña, Galiza. Telefone: +34(0)981200082. Correio Electrónico: libreriasisargas@gmail.com
7. Bloguistas promotores:
Sailor Girl, do blogue «Atlântico Azul»
Luis Miguel Correia, do «Blogue dos Navios e do Mar»
João Veiga, do blogue «Mar Adentro-Ventosga»
O Fartura, do blogue «Singradura da Relinga»
Manuel, do blogue «Homes de Pedra en Barcos de Pau»
Lino, do blogue «Amigos da Dorna Meca».
8. Bloguistas apoiantes:
Adquirem o estatuto de bloguista apoiante do Sorteio CM da Amizade Galego-Portuguesa todos aqueles que nas suas páginas electrónicas publiquem uma entrada com o presente Regulamento e incluam as ligações dos blogues promotores nas suas recomendações, comunicando-o a Sailor Girl e a O’Fartura, o que lhes confere o direito à obtenção de sete boletins suplementares de participação no Sorteio.
Amigas e amigos, até 31 de Dezembro do 2007, administrar um blogue e navegar participando activamente nos blogues promotores do Sorteio CM da Amizade Luso-Galega dá direito a prémios!... Sem mais, recebe um abraço marinheiro. Participa e boa sorte!!!...
1. Objectivo
A angueira da difusión e socialización da Cultura Mariñeira, concebida como concepto integral que acolle o patrimonio material e inmaterial marítimo que nos teñen legado as comunidades mariñeiras así como o mar como medio natural, é a motivación que nos impulsa como administradores e administradoras de bitácoras de temática marítima a promover o Sorteo Cultura Mariñeira da Amizade Luso-Galega. Temos como obxetivo transmitir que un aspecto destacado da cultura mariñeira é a amizade dos pobos desde o respeto e o coñecemento mutuo e a través do mar, e singularmente dos pobos galego e portugués.
2. Libros a sortear
2.1. Sorteamos os seguinte libros en galego:
- «O Patrimonio Marítimo de Galicia», de Dionisio Pereira. Editora FGCMF Oferta da Federación Galega da Cultura Marítima e Fluvial. Exemplar con adicatoria e asinatura do puño do autor;
- «Lanchas e Dornas», de Staffan Mörling. Editora Xunta de Galicia. Oferta da Libraría Sisargas
- «A Odisea», de Homero. Editora Toxosoutos. Oferta da Libraría Sisargas.
- «O bote polbeiro de Bueu», de Fidel Simes . Editora Xunta de Galicia. Oferta do Grupo de Cultura Mariñeira da Asociación Cultural O Xeito.
2.2. Sorteamos os seguinte libros en portugués:
- «Cais e Navios de Lisboa», de Luís Miguel Correia. Oferta do Autor. Exemplar con adicatoria e asinatura do puño do autor.
- «História do Batel Vae com Deus», de Raúl Brandão, Editora Edieum. Oferta da Livraria Luso-Galáica «Orfeu»;
- «A noite abre meus olhos», de José Tolentino Mendonça, Editora Orfeu. Oferta da Livraria Luso-Galáica «Orfeu».
- «A Campanha do Argus, de Alain Villiers. Oferta de Mar Adentro Ventosga.
3. Participantes
Entrarán no sorteo os administradores e administradoras de bitácoras, escritas en calquera das línguas oficiais dos pobos da Península Ibérica, que participen realizando comentarios nos blogs promotores. O dereito a un boleto adquírese pola participación en cada un dos blogs promotores sendo o máximo posible seis boletos. Aos agraciados ou agraciadas seranlles remitidos os libros por mensaxería ao seu enderezo postal. O espazo xeográfico no que se desenvolve a iniciativa é a Península Ibérica, aínda que valoraremos a posibilidade de ampliar o ámbito territorial do sorteo en función das solicitudes recibidas e do incremento dos gastos de envío que a ampliación supoña.
4. Período de participación
O período de obtención de boletos de participación abrangue desde a publicación das presentes bases en cada blog promotor ata o 31 de decembro do 2007 incluido, realizándose o sorteo na segunda semana do 2008 no local das librarías promotoras a través do sistema da man inocente, garantizando a limpeza do sorteo os responsables da libraría e dos blogs promotores.
5. Libros en Língua Portuguesa
Sortearanse os libros en Língua Portuguesa entre os blogueiros e blogueiras que teñan participado nos blogs galegos en: Libraría Luso-Galáica «Orfeu», de Joaquim Pinto da Silva, em Bruxelas. Rue du Taciturne, 43 Willem de Zwijgerstraat Bruxelles/Brussels 1000 Belgique/België. Tfno: +32(0)27350077. Bitácora: http://www.orfeu.net
6. Libros en Língua Galega
Sortearanse os libros en Língua Galega entre os blogueiros e blogueiras que teñan participado nos blogs portugueses na: Libraría Sisargas, de Roberto Castro, en Rúa Curros Enriquez, 9 15002 A Coruña Galiza Tfno: +34(0)981200082. Correo Electrónico: libreriasisargas@gmail.com
7. Blogueiros e blogueiras promotores:
Sailor Girl, de «Atlântico Azul»
Luis Miguel Correia, de «Blogue dos Navios e do Mar»
João Veiga, de «Mar Adentro-Ventosga»
O Fartura, de «Singradura da Relinga»
Manuel, de «Homes de Pedra en Barcos de Pau»
Lino, de «Amigos da Dorna Meca».
8. Blogueiros e blogueiras adheridos:
Adquirirán o carácter de blogueiro ou blogueira adherida ao Sorteo CM da Amizade Galego-Portuguesa todos aqueles que nas súas bitácoras publiquen unha entrada coas presentes bases e incluan as ligazóns dos blogs promotores nas suas recomendacións, comunicándollo a Sailor Girl e a O’Fartura, o que dará dereito á obtención de sete boletos de participación no Sorteo.
Amigas e amigos, ata o 31 de decembro do 2007 administrar un blog e navegar participando activamente nos blogs promotores do Sorteo CM da Amizade Luso-Galega ten premio.
"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
quarta-feira, novembro 07, 2007
John Masefield
I must go down to the seas again, to the lonely sea and the sky,
And all I ask is a tall ship and a star to steer her by,
And the wheel's kick and the wind's song and the white sail's shaking,
And a grey mist on the sea's face and a grey dawn breaking.
I must go down to the seas again, for the call of the running tide
I must go down to the seas again, for the call of the running tide
Is a wild call and a clear call that may not be denied;
And all I ask is a windy day with the white clouds flying,
And the flung spray and the blown spume, and the sea-gulls crying.
I must go down to the seas again, to the vagrant gypsy life,
I must go down to the seas again, to the vagrant gypsy life,
To the gull's way and the whale's way where the wind's like a whetted knife;
And all I ask is a merry yarn from a laughing fellow-rover,
And quiet sleep and a sweet dream when the long trick's over
domingo, novembro 04, 2007
Alfonso Castelao
é seguro que Galiza e Portugal se axuntarán algún día
¿Con que dereito se nos obriga a deprendermos a lingua de Castela
e non se obriga aos casteláns a deprenderen a nosa?
os galegos tiñan unha cultura anterior e superior á de Castela,
e contaban con institucións foraes que concedían aos labregos un
comezo de propiedade
os ingleses aldraxan aos escoceses; os franceses aos bretóns; os
casteláns aos galegos. E todos eses aldraxes non son máis que un
recoñecemento tácito do "carácter nacional"
A partir de Galiza e de Asturias foise gañando aos mouros o que
despois soio sirveu para engrandecer a Castela.
Nós queremos ser hespañoes, pero a condición de que este nome
non nos obrigue a sermos casteláns.
Pero dentro de Portugal quedounos a mitade da nosa terra, do noso
espírito, da nosa lingua, da nosa cultura, da nosa vida, do noso ser
nacional.
Alfonso Daniel Manuel Rodríquez Castelao naceu na parroquia de Santa Comba e vila de Rianxo (A Coruña) o 30 de xaneiro de 1886, as 10 horas, e morreu no hospital do Centro Galego da cidade de Bos Aires (a Arxentina) o 7 de xaneiro de 1950, as 23 horas.
O día 9 foi enterrado no cemiterio da Chacarita, no panteón do devandito centro, desde once foi trasladado a Galicia, ó Panteón de Galegos Ilustres, en San Domingos de Bonaval (Santiago), o 28 de xuño de 1984.
Foi o fillo máis vello de Mariano Rodríguez de Dios, mariñeiro (segundo a partida de bautismo de Alfonso) e de Xoaquina Castelao Genme (así escrito o segundo apelido na citada fonte), os dous naturais de Rianxo.
A nai falecerá o 24 de xaneiro de 1945, sen ter diante o seu fillo.
En 1895 emigrou con súa nai a Arxentina, a onde emigrara antes o pai. Este radicárase preto de Bernasconi (A Pampa), onde naceron Teresa (aínda viva en 1999) e Xosefina, irmás de Alfonso.
Volveron nai e fillos a Rianxo en 1900 (e o pai pouco despois), ano en que Alfonso ingresa no Instituto de Santiago (29 de setembro), onde estudia por libre o bacharelato en tres anos. Acada o grao de bacharel o 18 de xuño de 1903, ano en que comeza Medicina, tamén en Santiago, na que se licencia o 9 de xuño de 1909, segundo consta no Arquivo Histórico Universitario (atado 1225, núm. 16).
O 28 de setembro deste ano expídense certificacións oficiais desde Santiago para a Universidade de Madrid, na que Castelao pensa doutorarse, o que nunca fará.
Volve a Rianxo, casa na Estrada (Pontevedra) con Virxinia Pereira Renda o 19 de outubro de 1912, e teñen un fillo en 1913, Alfonso Xesús, que morrerá o 3 de xaneiro de 1928.
En 1915 aproba oposicións a funcionario do Instituto Geográfico Estadístico, e obtén praza en Pontevedra, once residirá ata 1936. O 18 de xullo deste ano, inicio da Guerra Civil, está en Madrid, a onde fora para lle presentar ó Presidente das Cortes o Estatuto de Autonomía de Galicia, aprobado o 28 de xuño de 1936. Ata 1938 permanece en España. A partir deste ano viaxa a Rusia, Estados Unidos e Cuba.
En 1940 radícase definitivamente na Arxentina.
¿Con que dereito se nos obriga a deprendermos a lingua de Castela
e non se obriga aos casteláns a deprenderen a nosa?
os galegos tiñan unha cultura anterior e superior á de Castela,
e contaban con institucións foraes que concedían aos labregos un
comezo de propiedade
os ingleses aldraxan aos escoceses; os franceses aos bretóns; os
casteláns aos galegos. E todos eses aldraxes non son máis que un
recoñecemento tácito do "carácter nacional"
A partir de Galiza e de Asturias foise gañando aos mouros o que
despois soio sirveu para engrandecer a Castela.
Nós queremos ser hespañoes, pero a condición de que este nome
non nos obrigue a sermos casteláns.
Pero dentro de Portugal quedounos a mitade da nosa terra, do noso
espírito, da nosa lingua, da nosa cultura, da nosa vida, do noso ser
nacional.
Alfonso Daniel Manuel Rodríquez Castelao naceu na parroquia de Santa Comba e vila de Rianxo (A Coruña) o 30 de xaneiro de 1886, as 10 horas, e morreu no hospital do Centro Galego da cidade de Bos Aires (a Arxentina) o 7 de xaneiro de 1950, as 23 horas.
O día 9 foi enterrado no cemiterio da Chacarita, no panteón do devandito centro, desde once foi trasladado a Galicia, ó Panteón de Galegos Ilustres, en San Domingos de Bonaval (Santiago), o 28 de xuño de 1984.
Foi o fillo máis vello de Mariano Rodríguez de Dios, mariñeiro (segundo a partida de bautismo de Alfonso) e de Xoaquina Castelao Genme (así escrito o segundo apelido na citada fonte), os dous naturais de Rianxo.
A nai falecerá o 24 de xaneiro de 1945, sen ter diante o seu fillo.
En 1895 emigrou con súa nai a Arxentina, a onde emigrara antes o pai. Este radicárase preto de Bernasconi (A Pampa), onde naceron Teresa (aínda viva en 1999) e Xosefina, irmás de Alfonso.
Volveron nai e fillos a Rianxo en 1900 (e o pai pouco despois), ano en que Alfonso ingresa no Instituto de Santiago (29 de setembro), onde estudia por libre o bacharelato en tres anos. Acada o grao de bacharel o 18 de xuño de 1903, ano en que comeza Medicina, tamén en Santiago, na que se licencia o 9 de xuño de 1909, segundo consta no Arquivo Histórico Universitario (atado 1225, núm. 16).
O 28 de setembro deste ano expídense certificacións oficiais desde Santiago para a Universidade de Madrid, na que Castelao pensa doutorarse, o que nunca fará.
Volve a Rianxo, casa na Estrada (Pontevedra) con Virxinia Pereira Renda o 19 de outubro de 1912, e teñen un fillo en 1913, Alfonso Xesús, que morrerá o 3 de xaneiro de 1928.
En 1915 aproba oposicións a funcionario do Instituto Geográfico Estadístico, e obtén praza en Pontevedra, once residirá ata 1936. O 18 de xullo deste ano, inicio da Guerra Civil, está en Madrid, a onde fora para lle presentar ó Presidente das Cortes o Estatuto de Autonomía de Galicia, aprobado o 28 de xuño de 1936. Ata 1938 permanece en España. A partir deste ano viaxa a Rusia, Estados Unidos e Cuba.
En 1940 radícase definitivamente na Arxentina.
(Oh pá, não sei agrupar os links do grupo "Amizade Luso- Galaica"!!!!!!!)
terça-feira, outubro 30, 2007
Porto 2007, a crónica

Pelas 0800 do dia 27 de Outubro, do ano da graça de 2007, largava donairoso do cais de Saint Jacint sur Mer, o NVV Veronique, rumo ao Mar Oceano, virando pouco depois da Barra à direita, ao Norte, vá, com Rv=22º, se bem que o filho da mãe do vento não deixasse e tivessemos que navegar umas boas milhas por Mar Adentro, nos 345º
Para manter a tradição, o Policia de Serviço, desconfio que foi o filho do alentejano Bonito Galacho, estava a meditar e só depois de muita insistencia respondeu, ainda que com a voz do filho do alentejano Bonito Galacho.
A tripulação do NVV Veronique, para além de minzinho, o MMMMMBAS, era composta pelo arrais de gaivotas e fotógrafo de serviço Bolha, pelo amotinado João Christien Fletcher Pargana, Médico de Bordo, e pelo passageiro secretário geral da M.A.M.A, bandarilheiro de 2ª e marinheiro de 1ª, João Rodrigues.
À parte alguns piquenos problemas de circunstâncea, a viagem correu bem, malgrado 50% da tripulação ter enjoado (1) naquelas vagas alterosas, a rondar os 42,5 cm, 43 cm vá.
A entrada na Barra do Douro fez-se com pompa e com a tradicional garrafa de champanhe, Diamante Negro, expreplêndica.
(sobre a autorização de atracar no Cais de Gaia não me pronuncio, estou a concorrer para secretario geral de um organismo publico e não me quero lixar)- (Oh JR, leste os emails de autorização?)
Um telefonema ao meu amigo Rui e lá estavamos nós a atracar no Cais da Estiva Velha, na Ribeira mesmo, magnífica.
A noute foi linda, com fogo de artificio em nossa honra, que me custou os olhos da cara, mas, as organizações Veiga, que correm que nem manteiga, foram e são assim, excelentes.
No regresso, até Espinho, a velejada foi de muito, muito mesmo, luxo. Um través com vento de leste na casa do 20 nóses e o NVV Veronique a chegar ao 7 e 8 nósinhos, sem espinhas. Depois fecharam as janelas e o vento só regressou para sul da Torreira.
Na entrada da Barra de Aveiro, outra vez com a pompa devida e com nova garrafa de champanhe, que foi aberta e malhada.
Já no cais de Saint Jacint sur Mer o comandante Licas aguardava a flotilha com uns camarõesinhos e mais uma garrafinha de champanhe, que uma só até podia fazer mal.
Ah, aprendi que as ondas no Mar Oceano são mais calminhas que as do Mar da Palha, que consta poderem passar os 43 cm, o que por aqui raramente acontece.
Para manter a tradição, o Policia de Serviço, desconfio que foi o filho do alentejano Bonito Galacho, estava a meditar e só depois de muita insistencia respondeu, ainda que com a voz do filho do alentejano Bonito Galacho.
A tripulação do NVV Veronique, para além de minzinho, o MMMMMBAS, era composta pelo arrais de gaivotas e fotógrafo de serviço Bolha, pelo amotinado João Christien Fletcher Pargana, Médico de Bordo, e pelo passageiro secretário geral da M.A.M.A, bandarilheiro de 2ª e marinheiro de 1ª, João Rodrigues.
À parte alguns piquenos problemas de circunstâncea, a viagem correu bem, malgrado 50% da tripulação ter enjoado (1) naquelas vagas alterosas, a rondar os 42,5 cm, 43 cm vá.
A entrada na Barra do Douro fez-se com pompa e com a tradicional garrafa de champanhe, Diamante Negro, expreplêndica.
(sobre a autorização de atracar no Cais de Gaia não me pronuncio, estou a concorrer para secretario geral de um organismo publico e não me quero lixar)- (Oh JR, leste os emails de autorização?)
Um telefonema ao meu amigo Rui e lá estavamos nós a atracar no Cais da Estiva Velha, na Ribeira mesmo, magnífica.
A noute foi linda, com fogo de artificio em nossa honra, que me custou os olhos da cara, mas, as organizações Veiga, que correm que nem manteiga, foram e são assim, excelentes.
No regresso, até Espinho, a velejada foi de muito, muito mesmo, luxo. Um través com vento de leste na casa do 20 nóses e o NVV Veronique a chegar ao 7 e 8 nósinhos, sem espinhas. Depois fecharam as janelas e o vento só regressou para sul da Torreira.
Na entrada da Barra de Aveiro, outra vez com a pompa devida e com nova garrafa de champanhe, que foi aberta e malhada.
Já no cais de Saint Jacint sur Mer o comandante Licas aguardava a flotilha com uns camarõesinhos e mais uma garrafinha de champanhe, que uma só até podia fazer mal.
Ah, aprendi que as ondas no Mar Oceano são mais calminhas que as do Mar da Palha, que consta poderem passar os 43 cm, o que por aqui raramente acontece.
PS: A fotografia é do Bolha, já na fase da tecnica "Quase Sem Luz".
Reparem nas duas marujas tripeiras em primeiro plano, e no casal de marinheiros logo a seguir, a despedirem-se, pois ele vai embarcar em breve para a Terra Nova.
(1) Chamo a atenção, uma vez mais, para a elegancia com que o modesto autor destas linhas trata este tão delicado assunto, evitando dizer quem estava enjoado que nem uma pescada, embora possa adiantar que o nome começava por
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx(censurado)
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
O MMMMMBAS esteve, como sempre, à altura das suas responsabilidades.
segunda-feira, outubro 29, 2007
REUNIÃO AVELA
A pedido do nosso Presidente Paulo Reis, convoca-se uma reunião com caracter de URGÊNCIA para esta quarta feira dia 31 de Outubro, pelas 21h30m na sede da Avela na Lota Velha.
Trata-se de decidir o que fazer com o nosso pontão da Lota Velha, que necessita de intervenção ao nível dos tubos de suporte dos trapiches.
Trata-se de decidir o que fazer com o nosso pontão da Lota Velha, que necessita de intervenção ao nível dos tubos de suporte dos trapiches.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Porto 2007
A APDL reservou-nos o Cais de Gaia para atracarmos.
A Preia Mar na Barra do Douro no dia 27 é às 1519 UTC (1619 legais).
A maré é viva e forte (Lua CHEIA a 26) , pelo que é melhor entrar antes das 1619.
Proponho saída às 0800 de São Jacinto, a 5 nós devemos chegar à Barra do Douro pelas 1400.
De 27 para 28 muda a hora, passa a hora legal a ser igual à UTC
Baixa Mar na Barra do Douro a 28 é às 0950 UTC=legais.
A saida da barra deverá ser depois desta hora.
Sol, dados para o Porto:
27/Out >> nasc 0659 ocaso 1737 (UTC)
28/Out >> nasc 0700 ocaso 1736 (UTC)
Este ano não marco jantar, ide-vos lixar(1). Já basta o que ouvi o ano passado, marquem vocês.
Em Gaia há muitos restaurantes, a começar pelo Tromba Rija, para quem tenha muita fome.
A primeira lancha do Forte para São Jacinto sai às 0720, pelo que dá tempo de chegar, aparelhar as embarcações e largar à Barra e ao Mar.
Bons ventos, lá nos encontraremos.
(1) Reparem na forma educada e polida com que o modesto autor destas linhas trata este tão delicado assunto. Outro qualquer teria simplesmente mandado foder os intervenientes, mas esse linguarejar é completamente interdito neste espaço de intervenção cívica.
A Preia Mar na Barra do Douro no dia 27 é às 1519 UTC (1619 legais).
A maré é viva e forte (Lua CHEIA a 26) , pelo que é melhor entrar antes das 1619.
Proponho saída às 0800 de São Jacinto, a 5 nós devemos chegar à Barra do Douro pelas 1400.
De 27 para 28 muda a hora, passa a hora legal a ser igual à UTC
Baixa Mar na Barra do Douro a 28 é às 0950 UTC=legais.
A saida da barra deverá ser depois desta hora.
Sol, dados para o Porto:
27/Out >> nasc 0659 ocaso 1737 (UTC)
28/Out >> nasc 0700 ocaso 1736 (UTC)
Este ano não marco jantar, ide-vos lixar(1). Já basta o que ouvi o ano passado, marquem vocês.
Em Gaia há muitos restaurantes, a começar pelo Tromba Rija, para quem tenha muita fome.
A primeira lancha do Forte para São Jacinto sai às 0720, pelo que dá tempo de chegar, aparelhar as embarcações e largar à Barra e ao Mar.
Bons ventos, lá nos encontraremos.
(1) Reparem na forma educada e polida com que o modesto autor destas linhas trata este tão delicado assunto. Outro qualquer teria simplesmente mandado foder os intervenientes, mas esse linguarejar é completamente interdito neste espaço de intervenção cívica.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Concurso

Já que estamos em maré de concursos bloguers, também lanço o meu:
A presente fotografia representa o inicio de uma merenda em Abril passado.
1ª pergunta: nome do restaurante e localidade?
2ª pergunta: quantas duzias de finos os três convivas beberam nessa merenda?
3ª pergunta: quantas curvas deu o NVV Veronique até se imobilizar completamente, atracado na Lota Velha?
A resposta correcta às 3 perguntas dá direito a uma fotografia autografada da tripulação do NVV Veronique, composta pelo arrais de 2ª Bolha, o imediato João Christian Fletcher Pargana, médico de bordo, e por mim, o MMMMMBAS.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Cabo de São Vicente
Era Agosto do ano passado.Fotografias minha, a 7 milhas do Cabo de São Vicente e da M.A.M.A com sulada rija no Tejo.
terça-feira, outubro 16, 2007
Veronique, Hamburg
segunda-feira, outubro 15, 2007
Bota Abaixo


Depois de nove anos, onze meses , vinte e dois dias e algumas horas de aturados esforços de construção, 10 anos vá, o nosso Amigo Alfredo Vizinho, o Ripinhas (nick name derivado do convés do seu novo veleiro), procedeu, perante avantajada e entusiasmada assistência, ao bota abaixo do Sussurro, elegante Van de Stadt de fibra e teca.
Adivinham-se já grandes sestas no Sussurro, nome deveras apropriado, nas tardes solarengas e outonais que se aproximam, na Marina da Bruxa.
Seguiu-se brilhante vernissage a que não pude asistir por me ter perdido da comitiva logo após a cerimónia. A verdade é que me dirigi para o Bar da Bruxa enquanto o Sussurro era amarrado a um dos fingers, ainda malhei uma empalhada e dois fininhos, mas quando dei conta, já não dei conta dos bota abaixantes. Uma pena.
PS: Reparem no tradicional ramo no mastro e no Comandante Delmar ao leme numa das fotos.
Na outra vê-se o Alfredo Ripinhas na proa.
Duelo de Mega-Fones

Depois do Bolha ter adquirido nos chineses, para o NVV Veronique, um Mega Fone com que eu, o MMMMMBAS, passei a enviar para a embarcação as ordens de faina Geral de qualquer coisa, mastros por exemplo, este Mega Fone fez a inveja da flotilha da Avela atracada no Porto de Recreio de Saint Jacint sur Mer.
Acontece que os Comandantes Licas e Berna se dirigiram, igualmente aos chineses, para adquirir identicos equipamentos.
Este domingo foi bonito de se ver pedirmos os copinhos de branco e de champanhe, uns aos outros, ao som dos Mega Fones.
Foi ao som do Mega Fone que provei um branquinho de luxo, da Adega Cooperativa da Mealhada, premiado pois, de muito luxo.
As lanchas da carreira e os cacilheiros, esses, continuam a só conhecer duas velocidades, parado e à vante a toda a força. Precisam de fazer uns cursos, da CEE de preferência.
Acontece que os Comandantes Licas e Berna se dirigiram, igualmente aos chineses, para adquirir identicos equipamentos.
Este domingo foi bonito de se ver pedirmos os copinhos de branco e de champanhe, uns aos outros, ao som dos Mega Fones.
Foi ao som do Mega Fone que provei um branquinho de luxo, da Adega Cooperativa da Mealhada, premiado pois, de muito luxo.
As lanchas da carreira e os cacilheiros, esses, continuam a só conhecer duas velocidades, parado e à vante a toda a força. Precisam de fazer uns cursos, da CEE de preferência.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Aniversário AVELA

A pedido do Presidente Paulo Reis
Informam-se os sócios e Amigos da Avela que o aniversário da nossa Associação decorrerá, este ano, em São Jacinto, no próximo sábado dia 20 de Outubro.
Constará de um DIA ABERTO de VELA em que se solicita aos sócios armadores que disponibilizem as embarcações para um passio à vela ao Mar ou ao Muranzel, conforme a meteorologia, com a população de São Jacinto como convidados.
Nesse sentido é favor comunicar essa disponibildade com URGENCIA ao Presidente Paulo Reis.
Ao fim da tarde será desmanchado um porco, ou mais, ao carvão, nas piscinas de São Jacinto.
Informam-se os sócios e Amigos da Avela que o aniversário da nossa Associação decorrerá, este ano, em São Jacinto, no próximo sábado dia 20 de Outubro.
Constará de um DIA ABERTO de VELA em que se solicita aos sócios armadores que disponibilizem as embarcações para um passio à vela ao Mar ou ao Muranzel, conforme a meteorologia, com a população de São Jacinto como convidados.
Nesse sentido é favor comunicar essa disponibildade com URGENCIA ao Presidente Paulo Reis.
Ao fim da tarde será desmanchado um porco, ou mais, ao carvão, nas piscinas de São Jacinto.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Porto 2007

No próximo fim de semana de 27 e 28 vamos outra vez ao Douro.
O Toni está a arrebanhar veleiros para a grande penetração no rio Douro, que só se realizará se o Mar estiver até os quatro metritos de ondas.
Dos cinco metritos para cima vamos fluvialmente até à Torreira e de lá até ao Bico (da Murtosa) malhar uma caldeiradona. Sim, que para apanhar porrada, já bastam as nossas casas e os nossos trabalhos.
Digam lá se não é um programa de muito luxo.
Todos ao Toni apresentar as inscriçõeeeeees....
O Toni está a arrebanhar veleiros para a grande penetração no rio Douro, que só se realizará se o Mar estiver até os quatro metritos de ondas.
Dos cinco metritos para cima vamos fluvialmente até à Torreira e de lá até ao Bico (da Murtosa) malhar uma caldeiradona. Sim, que para apanhar porrada, já bastam as nossas casas e os nossos trabalhos.
Digam lá se não é um programa de muito luxo.
Todos ao Toni apresentar as inscriçõeeeeees....
Requiem
Os cemitérios estão cheios de gajos porreiros.
Muitas vezes assim será, faço parte do rol dos ingénuos que acredita que as pessoas tem sempre um lado bom, que prevalece sempre, e que as circunstancias tramadas da vida impedem esse lado bom de se manifestar. Enfim, crendices.
Deste, desculpem-me, só me lembro, porque assisti, das faltas intermináveis ao emprego, onde só aparecia muito de vez em quando, e quando aparecia era no snack bar do rés do chão com as namoradas, da sobranceria com que pedia o “scotch” e tratava os subordinados, da mulher em casa a tratar dos filhos e ele a passear as amantes, das jogadas aparatchiks empregantes de bastidores.
Terá sido importante e terá tido as suas coisas boas, acredito, e inúmeras.
Só que agora não me estou a lembrar de nenhuma.
Muitas vezes assim será, faço parte do rol dos ingénuos que acredita que as pessoas tem sempre um lado bom, que prevalece sempre, e que as circunstancias tramadas da vida impedem esse lado bom de se manifestar. Enfim, crendices.
Deste, desculpem-me, só me lembro, porque assisti, das faltas intermináveis ao emprego, onde só aparecia muito de vez em quando, e quando aparecia era no snack bar do rés do chão com as namoradas, da sobranceria com que pedia o “scotch” e tratava os subordinados, da mulher em casa a tratar dos filhos e ele a passear as amantes, das jogadas aparatchiks empregantes de bastidores.
Terá sido importante e terá tido as suas coisas boas, acredito, e inúmeras.
Só que agora não me estou a lembrar de nenhuma.
sábado, outubro 06, 2007
A Minha Terra
quarta-feira, outubro 03, 2007
kAMAKAWIWO
Peregrinação
Diogo Soares
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais
Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencedo e lutando
Por quem paga mais
Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais
Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais
Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim
E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim
Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais
E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais
Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:
"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim"
O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto
Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto
"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado
Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado"
Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustadaTremendo
E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego
A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo
E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego:
"Ó gentes Ó gentes
Saí como raios
Na ira das chuvas
Na ventania do açoite
E o fogo consuma
Seus últimos dias
E lhe despedace
As carnes no meio da noite"
Em menos de um credo
Numa grande grita
P'lo amor dos aflitos
Juntou-se ao velho o povo inteiro
Com tamanho furor
E sede de vingança
Arrastaram-no preso
Diogo Soares ao terreiro
E o povo a clamar
Que a sua veia seja
Tão vazia de sangue
De quanto está o inferno cheio
E subiu ao cadafalso
Cada degrau beijou
Murmurando baixinho
O nome de Jesus a meio
Seu filho Baltasar Soares
Que vinha de casa
O qual vendo assim
Levar seu pai
Lançou-se aos seus pés a chorar
E por largo tempo abraçados
No abraço dos mortais
"Senhor porque vos levam
Cruéis e vingativos
Senhor porque vos batem
E porque vos matam medonhos?"
"Pergunta-o aos meus pecados
Que eles to dirão
Que eu vou já de maneira
Que tudo me parece um sonho"
E foram tantas pedras
Sobre o padacente
Que este morreu bramindo
O rosário dos seus pecados
Ensopado na baba
Do ódio dos homens
Escuma animal
De todos os cães esfaimados
As crianças e os moços
Trouxeram seu corpo
Sem vida pelas ruas
Arrastado pela garganta
E a gente dava esmola
Oferecida aos meninos
Dava como se fosse
Uma obra muito pia e santa
Assim terminam os anais
Do grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais.»
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais
Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencedo e lutando
Por quem paga mais
Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais
Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais
Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim
E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim
Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais
E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais
Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:
"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim"
O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto
Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto
"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado
Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado"
Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustadaTremendo
E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego
A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo
E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego:
"Ó gentes Ó gentes
Saí como raios
Na ira das chuvas
Na ventania do açoite
E o fogo consuma
Seus últimos dias
E lhe despedace
As carnes no meio da noite"
Em menos de um credo
Numa grande grita
P'lo amor dos aflitos
Juntou-se ao velho o povo inteiro
Com tamanho furor
E sede de vingança
Arrastaram-no preso
Diogo Soares ao terreiro
E o povo a clamar
Que a sua veia seja
Tão vazia de sangue
De quanto está o inferno cheio
E subiu ao cadafalso
Cada degrau beijou
Murmurando baixinho
O nome de Jesus a meio
Seu filho Baltasar Soares
Que vinha de casa
O qual vendo assim
Levar seu pai
Lançou-se aos seus pés a chorar
E por largo tempo abraçados
No abraço dos mortais
"Senhor porque vos levam
Cruéis e vingativos
Senhor porque vos batem
E porque vos matam medonhos?"
"Pergunta-o aos meus pecados
Que eles to dirão
Que eu vou já de maneira
Que tudo me parece um sonho"
E foram tantas pedras
Sobre o padacente
Que este morreu bramindo
O rosário dos seus pecados
Ensopado na baba
Do ódio dos homens
Escuma animal
De todos os cães esfaimados
As crianças e os moços
Trouxeram seu corpo
Sem vida pelas ruas
Arrastado pela garganta
E a gente dava esmola
Oferecida aos meninos
Dava como se fosse
Uma obra muito pia e santa
Assim terminam os anais
Do grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais.»
terça-feira, outubro 02, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
Arte Xávega


Praticada nos rios, lagos e lagoas do nosso País, a pesca por Arte Xávega foi descrita com maestria, entre outros, pelo Brandão. É livro de cabeceira aqui do rapaz.
Nestas fotografias, retiradas do livro "A SAFRA" de Helena Lopes e Paulo Nuno Lopes, pode ver-se uma sequência feita algures entre o choupalinho e montemor, de um "dois remos" a iniciar a faina, desconhece-se se no mondego, se no têjo.
Pode no entanto constatar-se que as maroletas do rio estavam, nesse dia, um pouco pró manhoso.
terça-feira, setembro 25, 2007
Recepção
Foram recebidos em Aveiro em ambiente de franca apoteose o Presidente da Direcção, o Tesoureiro, o Presidente do Conselho Fiscal e o Presidente da Assembleia Geral da M.A.M.A. de Alhandra, todos personificados na pessoa do nosso Amigo João Manuel Rodrigues.
Depois do almoço servido na Casa de Pasto Batista, e aos brindes, desejaram os convivas longa vida as nossas Associações, a Avela e a Mama, ficando já agendadas multiplas realizações de indole cultural e desportivo, das quais salientamos a participação na 45ª Pré Inauguração da churrasqueira do MMMMMBAS Joao Veiga e do CXruzeiro ao Douro no próximo mês de Outubro.
Depois do almoço servido na Casa de Pasto Batista, e aos brindes, desejaram os convivas longa vida as nossas Associações, a Avela e a Mama, ficando já agendadas multiplas realizações de indole cultural e desportivo, das quais salientamos a participação na 45ª Pré Inauguração da churrasqueira do MMMMMBAS Joao Veiga e do CXruzeiro ao Douro no próximo mês de Outubro.
segunda-feira, setembro 24, 2007
O Naufrágio do Leitão


Depois da grande viagem de Viana até Aveiro e da participação no simulacro de Vila do Conde, o NVV Veronique ficou atracado ao PIC IC em Saint Jacint sur Mer.
No domingo impunha-se fazer uma barrela ao barco e foi o que fui fazer.
Ora estava então o nosso Amigo Licas a comer umas cabras recem pescadas nas marinhas ao lado e eu fui estrear o mega-fone que o Bolha comprou para eu dar as minhas ordens a bordo, provando assim que assimilou a minha liderança, contribuindo para o bom funcionamento do NVV Veronique, para além dos contra luzes com que nos brinda de tempos em tempos.
Ora estando nós a merendar as cabras, notámos que o vizinho de pontão, o alentejano Bonito Galacho, se tinha ausentado a terra, possivelmente para tomar café ou outra coisa qualquer, deixando só e abandonada uma gamela cheinha de delicioso leitão assado, já partidinho e saboroso.
Acontece que o Licas descobriu, como por encanto, umas quantas garrafinhas de palhete e outras tantas de Colinas de São Lourenço perdidas no seu frigorifico, confesso que nem sei como estariam as tais garrafas perdidas.
Salvámos então a gamela com o leitão, que corria sérios riscos de ir por agua abaixo, não havendo 'busca e salvamento' que lhe valesse.
Malhavamos nós o leitãozinho, eis que chega o alentejano Galacho e, ao ver a "sua" gamela no Zurk, alí ao lado, estranhou.
Nós fomos então de uma simpatia sem nome, convidando o alentejano para merendar connosco aquel leitãozinho delicioso.
O alentejano Galacho achou familiar o sabor do leitãozinho e também a gamela que o sustia, mas deve ter pensado ser uma das muitas coincidências que testemunha à barra dos tribunais, do tipo a carteira deste senhor apareceu-me, sem eu dar conta, no meu bolso.
Para a posteridade uma foto do NVV Veronique já em Saint Jacint sur Mer e outra do Zurk, podendo ver-se o Licas, o César e a Lurdes e o Zé Candido. Ao centro a gamela e o que restava do tó.
Eu, pobre de mim, registava a imagem para sempre.
domingo, setembro 23, 2007
Simulacro

"Breaking News"
O NVV Veronique participa em simulacro de Busca e Salvamento ao largo da Apulia.
Não percam os desenvolvimentos, em próximos aditamentos a este post, a editar brevemente.
(Agora não me apetece escrever, vou para Saint Jacint sur Mer, onde já se encontra o NVV Veronique, fazer a minha faxinazinha e a barrelazinha ao NVV Veronique, que ontem arribei tarde e só deu tempo para comer um robalinho escalado acompanhado com Colinas de São Lourenço no Terminal, com o Bolha, o Pardal - mais conhecido por Toni, o Médico de Bordo Giuidicci, o alentejano Bonito Galacho, o Cirurgião Plástico e a Marieke, a sensual galega )
Primus:
Ao largo da Apúlia navegava o NVV Veronique, mareado a um largo por estibordo com vento de 15 nós de NW e Mar de 3 metritos, quando, coisa nunca vista, um May Day no rádio era escutado:
---Mê dê, Mê dê, Mê dê, Aqui Mãe Purissima (etc...)
Posição xxxx Norte, yyyy Oeste, rombo na casa das máquinas, (etc...) Crrrr...
É pá, nós estamos perto, oh nosso médico (o Pargana), vamos lá?
Vamos aguardar e decidimos.
Pouco depois...
---Aqui Vila do Conde, Busca e Salvamento, há feridos a bordo? crrrr
---Aqui Mãe Purissima (etc..) não há feridos a bordo...(etc) crrr...
---Aqui Busca e Salvamento de Vila do Conde, mantenham a calma, meios de salvamento a caminho (etc...) crrr...
Ok, está tudo a correr bem, mantemos o rumo no NVV Veronique, estávamos a 5 milhas dos naufragos.
Logo a seguir:
---Mê Dê , Mê Dê, Mê Dê, Aqui Mãe Purissima.... Temos feridos a bordo, afundamos-nos dentro de duas horas...(etc)... crrr.
Oh nosso médico, agora é a sério, mudar rumo de imediato, vamos lá...
---Aqui ER NVV Veronique chama Mãe Purissima, estamos a 5 milhas de vocês, já estamos a caminho, dentro de menos de uma hora estamos aí....crrrr
---Aqui Mãe Purissima, Obrigado Veronique, é apenas um exercício....crrrr
Foda-se, estes gajos estão a xuxar connosco, ok, não vamos, para a próxima vão ao fundo que se lixam....
---Aqui Lisboa Rádio chama Mãe Purissima, se é um exercicio nós não temos conhecimento, crrrrr
Isto está bom, pensámos, agora é que vai aquecer...
---Aqui Mãe Purissima, como não têm conhecimento (?!!), acontece que o senhor Capitão do Porto está aqui connosco...!!!!
Oh nosso médico de bordo, esta merece um copo, Bar Aberto no NVV Veronique para comemorar e esquecer.
( a seguir virão outros comentários)
Dexius:
Mais a Sul, já quase a chegar à nossa Barra, o VHF voltou a falar:
"Securité Securité, Securité, Para Aviso importante à Navegação passar ao Canal 12 crrrr"
Outra vez, estes gajos estão doidos, mas vamos lá ver o que querem.
"...Pessoa desparecida nas coordenadas xxxx Norte, yyyy Oeste, solicita-se atenção às embarcações na área, fim de transmissão crrrr"
Nem deu tempo de anotar a posição e os gajos não repetiram. Nós já sabiamos que o desaparecimento tinha sido em Espinho e já estavamos longe, mas, e se não soubessemos ? perderiamos tempo a ligar para os senhores a pedir a repetição da posição.
E foi assim, no simulacro da manhã tivemos rádio a potes no 16, mais de duas horas, com toda a conversação feita no 16. No infelizmente a sério aviso, 10 segundos bastaram ao zeloso funcionário para pedir atenção às embarcações na área.
Possivelmente para não embatermos no desaparecido, vá se lá saber.
terça-feira, setembro 18, 2007
Jorge na Vagueira
Já lhe conheci trezentas e duas profissões, mergulhador, vendedor de fotocopiadoras e mais para aí umas outras trezentas.
Agora tem um restaurante onde se come o melhor peixe do Universo, quiçá mesmo o melhor peixe nas margens da Ria de Aveiro.
Corremos o risco de discutir com ele, ou pior que isso, ele se sentar à nossa mesa e comer a par connosco. Acrescento que a caldeirada de enguias é das melhores que já me passou pelos beiços, semelhante em paladar a uma outra, no Forte da Barra, cuja cozinheira procuro hà duas décadas, de rasto completamente perdido.
Boa praça e melhor assador, o Jorge.
Agora também é armador, diz que adquiriu um veleiro e pretende ir outra vez para o Mar, recordar os tempos em que ganhava a vida à caça, submarina.
sábado, setembro 15, 2007
Regata no Tejo
Interludio
Frase que ganhou o concurso da frase mais surrealista, promovido pela Radio Nova, e cujo prémio eram dois bilhetes para a exposição Salvador Dali:
"...
Aqui há atrasado o Nuno Gomes marcou um golo
..."
"...
Aqui há atrasado o Nuno Gomes marcou um golo
..."
quinta-feira, setembro 13, 2007
O POPA

O nosso moliceiro, da Avela, o POPA.
Para os nossos Amigos da Galiza verem como é um Moliceiro, apresento esta fotografia, já com três invernos.
Nela estou eu a tirar a agua dentro do Popa, que estava com água aberta.
Hoje está bem melhor, tem mastro e velas novas e novas pinturas nos painéis da proa e da popa, condizentes com a tradição deste barcos.
terça-feira, setembro 11, 2007
Baiona, a Real, Terceira
Antes da Largada de Baiona, o NBB Beronique, como os antigos lugres em São João da Terra Nova, cansados do Mar e da Faina (Maior), sujitos mas orgulhosos, assim a minha embarcação.
O orgulhoso e babado MMMMMBAS João Madail Veiga.
NA:Notar, para além do pavilhão Luso, o castelhano e o Galego no vau de estibordo, a flamula da Avela e o pavilhão Atlântico Azul a Bombordo.
AVISO A V E L A - 2

A pedido do Presidente Paulo Reis, informam-se os armadores das embarcações atracadas ao novo pontão de São Jacinto, que ontem foi inaugurada, com pompa e circunstancea, a iluminação eléctrica neste pontão, pelo que já poderão ligar os frigoríficos, deixando assim de beber a cerveja choca.
Também se informa que existe uma FORTE possibilidade de ampliação deste pontão, com colocação de trapiches definitivos. A concretizar-se esta possibilidade, vai ser necessário remover as embarcações, por curtos dias, que poderão ficar em Aveiro ou na Povoa do Varzim.
Entretanto as obras em Aveiro decorrem como planeado, tendo ainda ontem chegado ao estaleiro mais seis tijolos e um quarto de quilo de cimento.
Também se informa que existe uma FORTE possibilidade de ampliação deste pontão, com colocação de trapiches definitivos. A concretizar-se esta possibilidade, vai ser necessário remover as embarcações, por curtos dias, que poderão ficar em Aveiro ou na Povoa do Varzim.
Entretanto as obras em Aveiro decorrem como planeado, tendo ainda ontem chegado ao estaleiro mais seis tijolos e um quarto de quilo de cimento.
Também se informa que os mergulhadores já iniciaram os trabalhos de assentamento na extremidade Sul, junto às eclusas.
Aveiro, 11 de Setembro de 2007
Aveiro, 11 de Setembro de 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
As fotografias virão depois
A entrada do NVV Veronique em Viana do Castelo foi emocionante. Nunca lá tinha entrado, a barra é francamente boa e o Rio Lima fantástico.
A entrada na marina faz-se por baixo de uma ponte rolante e os funcionários são de uma simpatia que só no Minho se encontra.
Mas o importante é que vou contar:
Perguntou-me o sr Carlos, o funcionário da Marina, se o Veronique já não tinha arvorado o pavilhão alemão. Claro que sim, o barco era do sr Georg Poeftscher.
Pois o sr Jorge, contou o Carlos, "...passou dois anos em Viana (Biana em Minhoto) e tinha a caracteristica, assaz curiosa, de ter o Beronique sempre carregado de grades de cerbeja..."
Imaginem o meu contentamento em saber que a alma do NBB Beronique se manteve, e mantêm, para lá do sr Georg (*).
Fiquei de conversar com o sr Carlos com mais tempo, que me prometeu longas narrativas do Beronique em Biana.
NA:
Gosto mesmo muito de Biana, que é, conjuntamente com Setubal, a minha cidade preferida.
Aliás "...Abeiro e Biana são tão irmãs, tão irmãs, que até bêm uma a seguir à outra no dicionário: Abeiro - Biana..."
A entrada na marina faz-se por baixo de uma ponte rolante e os funcionários são de uma simpatia que só no Minho se encontra.
Mas o importante é que vou contar:
Perguntou-me o sr Carlos, o funcionário da Marina, se o Veronique já não tinha arvorado o pavilhão alemão. Claro que sim, o barco era do sr Georg Poeftscher.
Pois o sr Jorge, contou o Carlos, "...passou dois anos em Viana (Biana em Minhoto) e tinha a caracteristica, assaz curiosa, de ter o Beronique sempre carregado de grades de cerbeja..."
Imaginem o meu contentamento em saber que a alma do NBB Beronique se manteve, e mantêm, para lá do sr Georg (*).
Fiquei de conversar com o sr Carlos com mais tempo, que me prometeu longas narrativas do Beronique em Biana.
NA:
Gosto mesmo muito de Biana, que é, conjuntamente com Setubal, a minha cidade preferida.
Aliás "...Abeiro e Biana são tão irmãs, tão irmãs, que até bêm uma a seguir à outra no dicionário: Abeiro - Biana..."
(*) O Sr Georg Poeftscher malhou com o costado no porão do arrastão "António Cação" à data a ser desmantelado nos estaleiros do Mestre Alberto, o da fragata Don Fernando e Glória, vindo a falecer em Janeiro de 2000, nos HUC.
Tinha sido convocado para uns gins com o britânico Andrew (**), que uns meses antes tinha naufragado na nossa barra, mandando para o fundo o seu trimaran e a sua mulher de então.
Ver, a propósito, a fantastica história do Veronique, depois NBB Beronique, em posts anteriores.
Nota da Nota (**)
As duas ultimas vezes que vi o Andrew, foi, uma na Culatra, muitissimo bem acompanhado de três modelos teens e duas garrafas de champanhe, e na "Petisqueira-O Rei dos Presuntos" na Praça da Bastilha(***), em Aveiro, curiosamente a praça que me viu nascer, ainda melhor acompanhado, com uns tintos de luxo, dois nacos de queijo da serra e a ex-cunhada, irmã da esposa que foi ao fundo com o seu tri maran.
(obviamente malhamos mais uns tintos juntos, que nisto de malhar, estamos para as curvas, sobretudo tinto, embora que, não havendo vinho, também malhamos branco ou palhete)
Nota da Nota da Nota (***)
A Praça da Bastilha chama-se, real e republicanamente, Praça 14 de Julho, mas eu, desde tenra idade, sempre lhe chamei Praça da Bastilha. Hoje é pedonal, não o era na minha juventude, e tinha, para além da Petisqueira, o "Cão que Fuma", o café na esquina e, nos invernos, um castanheiro daqueles com carrinhos com fogareiros a carvão. Também se lá viam espectáculos de 'marrecos' com cabras e saltimbancos.
quinta-feira, setembro 06, 2007
NVV Veronique
Desde que sou armador do Veronique que todos os anos vou 'em peregrinação' a Baiona e ao Mar Y Arte. As mais das vezes de barco, com o Veronique, mas algumas outras, confesso, de carro.
Em 2001, estava eu em Baiona, fui vizinho de pontão do Mala Moja, veleiro quase tão lindo como o Veronique, do Moreira Rato. Passamos uns dias, poucos, a partilhar o pontão do Monte Real, trocamos emails, e o João Moreira Rato já fez o favor de participar nos nossos Cruzeiros Berlengueiros. Deu-me na altura um cartão de visita, que não tenho agora comigo, em que o sobressaía era, para além do nome e referências, o N/V Mala Moja. Fiquei roído e verde de inveja e, pouco tempo depois, fiz o meu próprio cartão de visita, que reproduzo.
Notar que o Veronique em 2001 ainda era C2, hoje já é Oceânico.
Na altura ainda N/V Veronique, à semelhança do Mala Moja e das designações dos veleiros antigos.
Pouco depois, se NRP era Navio da Républica Portuguesa, USS United States Ship e HMS His Majesty Ship, porque não NVV ser o Navio à Vela do Veiga?
E foi assim....(em fundo o parvo do Tom Waits arranha o 'Old Boy Friends'....)
quarta-feira, setembro 05, 2007
AVISO A V E L A
A Pedido do Presidente Paulo Reis, informo:
Solicita-se aos proprietários das embarcações atracadas no que resta do cais da AVELA na Lota Velha que retirem as mesmas até sábado que vem.
O pontão Avela em São Jacinto já está disponível.
Quem não quizer ficar em São Jacinto deverá dirigir-se à Póvoa do Varzim e fazer a sua inscrição, normalmente, na marina.
A Avela depois fará a gestão das contas com o Clube e com os sócios da Avela que optarem pela Póvoa.
O pontão Avela em São Jacinto já está disponível.
Quem não quizer ficar em São Jacinto deverá dirigir-se à Póvoa do Varzim e fazer a sua inscrição, normalmente, na marina.
A Avela depois fará a gestão das contas com o Clube e com os sócios da Avela que optarem pela Póvoa.
Aveiro, 5 de Setembro de 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
quinta-feira, agosto 30, 2007
Baiona, a Real, Segunda
Pelas 2230, com apenas duas horas e meia de atraso à hora prevista, largou o NVV Veronique do que resta do pontão da Avela, em direcção ao Mar Oceano, com tripulação reduzida mas valorosa.
À passagem da Meia-Laranja os Pais da minha tripulante Sara Marinheiro recomendavam-nos, em muito alta voz, que fossemos de vagar, não excedessemos os limites de velocidade, entendi eu, que isto de radares multantes até no Mar se vêm. Cuidado Pois.
Na minha qualidade de 'patrão da lancha' e de 'pau de cabeleira' ( a Sarinha seguia com o namorado que, para além de namorado, tinha a especial e dupla qualidade de proprietário do Posto 5 da Costa Nova e herdeiro de uma das melhores pensões das Termas de São Pedro do Sul, o que se viria a revelar de capitular importância umas milhas mais adiante), dei logo ordens para que se não excedessem os cinco nós, pelo menos na primeira fase da viagem, antes do paralelo do Furadouro.
Chamada a Policia Maritima, como sempre costumo fazer, responderam-me desta vez, embora fosse eu a solicitar a mudança de canal, do dezasseis para o nove. Enfim, modernices a que me vou habituando.
O Mar, esse, apresentava, em temporal desfeito, uma vagas alterosas e desencontradas de 52,5 cm, vá 53,00 cm (+-0,5 cm), e um vento tempestuoso de 2,35 nós (dp [a sigma -1] =0,05), de Este, ESE, vá.
Motorada valente por esse Mar Adentro, o Lombardini ajudava o que o vento se baldava em cooperar.
A noite estava magnifica de Luar e nós esperavamos ver a segunda lua, Marte, que os astrónomos, e os astrólogos também, juravam ir aparecer, mas que ninguém no NVV Veronique consegiu vislumbrar num céu estrelado e luarengo.
Pelas 0100 cerrou-se o nevoeiro em pouco mais de dois minutos. Radar a trabalhar, e bem, e um cozido de chouriças de São Pedro do Sul, a acompanhar com um Douro Tinto da Casa Ferreirinha, de estalo.
Às 0500 entrei de quarto, chovia, molha tolos (não era o meu caso, espero, pelo menos por agora).
O vento, ainda de Este, refrescou o suficiente para envergar o estai e pôr o NVV Veronique a uns espantosos e alucinantes 6 nós.
Assim se manteve até ás 1000, hora a que a marinheira, grumete de segunda, Sara Marinheiro, preparou um magnífico pequeno almoço, composto de ovos mexidos, papas de flocos de aveia tipo 'porridge', as minhas perferidas, um suminho de laranja, sandochas de queijo e presunto e um café cheireiro de categoria .
Pelas 1200, já passada a foz do Rio Minho, o vento rodou primeiro para Oeste e depois para Sul, possibilitando uma velejada de muito luxo até à Marina do Porto Deportivo de Baiona, permitindo-nos realizar as 90 milhas do percurso em 16 horas; façam os meus amigos e conhecidos as contas, para ver a média que fizemos.
Com estas tralhas todas, amarrar o NVV Veronique, formalidades de entrada e os restos, só chegamos aos almoços às 1600 lusitanas. Tudo na Galiza estava fechado (uma lástima a corrigir, diga-se).
Acabamos por merendar/almoçar/jantar em 2 (dois) estabelecimentos em simultâneo (autêntico), de um umas sandochas miseráveis e no outro uns calamares, uns pimentos padroneses, uns mexilhões (Puis on ira manger Des moules et puis des frites Des frites et puis des moules Et du vin de Moselle Et si t`es encore triste On ira voir les filles Chez la madame Andrée Parait qu`y en a de nouvelles ........) magníficos.
Enfim, uma jornada a recordar.
Pelo meio, claro, o(s) chin(s) chez MarYarte.
NA:
As fotos virão em próximos posts.
À passagem da Meia-Laranja os Pais da minha tripulante Sara Marinheiro recomendavam-nos, em muito alta voz, que fossemos de vagar, não excedessemos os limites de velocidade, entendi eu, que isto de radares multantes até no Mar se vêm. Cuidado Pois.
Na minha qualidade de 'patrão da lancha' e de 'pau de cabeleira' ( a Sarinha seguia com o namorado que, para além de namorado, tinha a especial e dupla qualidade de proprietário do Posto 5 da Costa Nova e herdeiro de uma das melhores pensões das Termas de São Pedro do Sul, o que se viria a revelar de capitular importância umas milhas mais adiante), dei logo ordens para que se não excedessem os cinco nós, pelo menos na primeira fase da viagem, antes do paralelo do Furadouro.
Chamada a Policia Maritima, como sempre costumo fazer, responderam-me desta vez, embora fosse eu a solicitar a mudança de canal, do dezasseis para o nove. Enfim, modernices a que me vou habituando.
O Mar, esse, apresentava, em temporal desfeito, uma vagas alterosas e desencontradas de 52,5 cm, vá 53,00 cm (+-0,5 cm), e um vento tempestuoso de 2,35 nós (dp [a sigma -1] =0,05), de Este, ESE, vá.
Motorada valente por esse Mar Adentro, o Lombardini ajudava o que o vento se baldava em cooperar.
A noite estava magnifica de Luar e nós esperavamos ver a segunda lua, Marte, que os astrónomos, e os astrólogos também, juravam ir aparecer, mas que ninguém no NVV Veronique consegiu vislumbrar num céu estrelado e luarengo.
Pelas 0100 cerrou-se o nevoeiro em pouco mais de dois minutos. Radar a trabalhar, e bem, e um cozido de chouriças de São Pedro do Sul, a acompanhar com um Douro Tinto da Casa Ferreirinha, de estalo.
Às 0500 entrei de quarto, chovia, molha tolos (não era o meu caso, espero, pelo menos por agora).
O vento, ainda de Este, refrescou o suficiente para envergar o estai e pôr o NVV Veronique a uns espantosos e alucinantes 6 nós.
Assim se manteve até ás 1000, hora a que a marinheira, grumete de segunda, Sara Marinheiro, preparou um magnífico pequeno almoço, composto de ovos mexidos, papas de flocos de aveia tipo 'porridge', as minhas perferidas, um suminho de laranja, sandochas de queijo e presunto e um café cheireiro de categoria .
Pelas 1200, já passada a foz do Rio Minho, o vento rodou primeiro para Oeste e depois para Sul, possibilitando uma velejada de muito luxo até à Marina do Porto Deportivo de Baiona, permitindo-nos realizar as 90 milhas do percurso em 16 horas; façam os meus amigos e conhecidos as contas, para ver a média que fizemos.
Com estas tralhas todas, amarrar o NVV Veronique, formalidades de entrada e os restos, só chegamos aos almoços às 1600 lusitanas. Tudo na Galiza estava fechado (uma lástima a corrigir, diga-se).
Acabamos por merendar/almoçar/jantar em 2 (dois) estabelecimentos em simultâneo (autêntico), de um umas sandochas miseráveis e no outro uns calamares, uns pimentos padroneses, uns mexilhões (Puis on ira manger Des moules et puis des frites Des frites et puis des moules Et du vin de Moselle Et si t`es encore triste On ira voir les filles Chez la madame Andrée Parait qu`y en a de nouvelles ........) magníficos.
Enfim, uma jornada a recordar.
Pelo meio, claro, o(s) chin(s) chez MarYarte.
NA:
As fotos virão em próximos posts.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Baiona, a Real
Para os meus Amigos, Inimigos e Conhecidos (pe, o Bolha), informo que o NVV Veronique já se encontra em Baiona, a Real, com uma velejada de muito luxo entre a foz do Rio Minho e Baiona própriamente dita, atracado no 'Porto Deportivo de Baiona' por conta de uma qualquer regata com o asturiano Filipe de castela nos próximos fds, que ocupou todos os pontões do MonteReal. Enfim, monarquices....
Da minha parte, malhei o tradicional chin no Mar Y Arte, as tradicionais tapas e bocadilhos nas ruelas das traseiras, o tradicional Alvariño por onde calhou.
Quanto às cronicretas, repletas como sempre de comezainas e tempestades medonhas, aparecerão nas próximas edições.
NA (Nota do Autor)
1-NVV = Navio à Vela do Veiga
2-Não tivemos, desta vez, motivos de diversão, como um certo tripulante cujo nome não revelo, mas que a primeira letra é um "B", a última um "A" e que no meio tem as letras "OLH" que confundiu o mercado do Bolhão com o Farol de Montedor, que, embora não contribuisse para uma navegação segura, contribuia decidamente para a boa disposição da tripulação.
Da minha parte, malhei o tradicional chin no Mar Y Arte, as tradicionais tapas e bocadilhos nas ruelas das traseiras, o tradicional Alvariño por onde calhou.
Quanto às cronicretas, repletas como sempre de comezainas e tempestades medonhas, aparecerão nas próximas edições.
NA (Nota do Autor)
1-NVV = Navio à Vela do Veiga
2-Não tivemos, desta vez, motivos de diversão, como um certo tripulante cujo nome não revelo, mas que a primeira letra é um "B", a última um "A" e que no meio tem as letras "OLH" que confundiu o mercado do Bolhão com o Farol de Montedor, que, embora não contribuisse para uma navegação segura, contribuia decidamente para a boa disposição da tripulação.
domingo, agosto 26, 2007
Cruzeiro da Ria 2007



O NVV Veronique navegou este fim de semana pelas alterosas aguas da Ria de Aveiro até ao Muranzel onde fundeou e assistiu à passagem das embarcações do Cruzeiro da Ria.
Noutros tempos iam todos até ao Canal Central da nossa Ria e eu ficava incontáveis horas a ver os barcos. Gostava particularmente dos Flying Dutchman.
Este sábado ainda tivemos a companhia da Policia Maritima a avisar que os Beriéves andavam a apanhar água na Cale de Ovar, e tivemos todos de nos chegar à margem direita, eu com especial cuidado pois já alí tinha encalhado, há 3 anos, de regresso de um São Paio.
Mas tudo correu bem, vinhamos à vela, e chegamos à Baía de São Jacinto 'sem espinhas'.
NA (Nota do Autor):
Embora colocada posteriormente, e face às expeculações entretanto verificadas, passo a esclarecer: NVV = Navio à Vela do Veiga.
terça-feira, agosto 14, 2007
Regata Atlantico Azul
Com a participação do arrais Bolha em representação do NVV Veronique, vai decorrer no Tejo a Regata Atlantico Azul.
Esperando, embora com duvidas, que o nosso arrais Bolha se porte em termos de gente, desejamos a todos os participantes no evento uma optima Regata, com vento qb, e ainda melhor confraternização.
Esperando, embora com duvidas, que o nosso arrais Bolha se porte em termos de gente, desejamos a todos os participantes no evento uma optima Regata, com vento qb, e ainda melhor confraternização.
Aljubarrota
Se Portugal se tornou independente com Afonso Henriques, foi nos campos de Aljubarrota que, de forma definitiva, afirmou a sua vontade de ser independente como Povo, como Cultura própria.
Foi nos Campos de São Jorge que a 'arraia miuda' mostrou que em Portugal mandam os Portugueses e que o vizinho castelhano compreendeu que no torrãozinho não era bem vindo.
Bons Muros fazem bons vizinhos, e os castelhanos serão tão mais bons vizinhos quanto melhores forem os muros que nos 'unam'.
Continuaremos a ler e gostar de Lorca, Cervantes e Reverte, da mesma forma que lemos e gostamos de Steinbeck, Hemingway, Malreaux, Camus e Vailland, mas leremos sempre com muito mais gosto Pessoa, Lobo Antunes, Sophia, Guerreiro Jorge, Camões, Roiz de Castelo Branco, Eugénio de Andrade,Torga, Eça, Ortigão, Guerra Junqueiro, Aquilino, e tantos e tantos outros que fazem a nossa identidade como Povo, são tão bons como os melhores e falam a nossa lingua e são nossos, Portugueses.
Foi nos Campos de São Jorge que a 'arraia miuda' mostrou que em Portugal mandam os Portugueses e que o vizinho castelhano compreendeu que no torrãozinho não era bem vindo.
Bons Muros fazem bons vizinhos, e os castelhanos serão tão mais bons vizinhos quanto melhores forem os muros que nos 'unam'.
Continuaremos a ler e gostar de Lorca, Cervantes e Reverte, da mesma forma que lemos e gostamos de Steinbeck, Hemingway, Malreaux, Camus e Vailland, mas leremos sempre com muito mais gosto Pessoa, Lobo Antunes, Sophia, Guerreiro Jorge, Camões, Roiz de Castelo Branco, Eugénio de Andrade,Torga, Eça, Ortigão, Guerra Junqueiro, Aquilino, e tantos e tantos outros que fazem a nossa identidade como Povo, são tão bons como os melhores e falam a nossa lingua e são nossos, Portugueses.
segunda-feira, agosto 13, 2007
As Quatro Horas de Vela da Costa Nova
Bem, a competição foi um dossier já fechado por mim há muito. Não deixa no entanto de ser bonito ver a Cale de Mira repleta de veleiros de todas as classes, a maré cheia, apesar do dia ter estado enevoado.
Fica o registo e a chapelada aos nossos amigos do CVCN.
(agora é só retirarem a proibição aos barcos de terem cozinha e peço a minha admissão como sócio ao David Calão)
terça-feira, agosto 07, 2007
Regresso
O Bruminha chamava-se então Giudicci (nome estranho) e era seu armador o nosso Médico de Bordo.
Foi do Giudicci que esta fotografia foi feita, de madrugada, ao largo do Cabo Sileiro, com borrasca a aproximar-se ao fundo.
A viagem foi boa, arribamos à Barra de Aveiro pelas 2300 com direito a escolta da Policia Maritima.
PS:
O Veronique ainda envergava as velas originais, de um HR que o sr Poeftscher arranjara algures e que ficavam a matar no esbelto casco Feltz.
segunda-feira, agosto 06, 2007
Bolha
Apesar de confundido com os sinaleiros, este conhecido terreiro de Montemor, terra do Fernão Mendes Pinto, prepara-se, à semelhança do seu ilustre conterrâneo, para descrever as coisas inusitadas e estranhas que viu nos canais da cidade mais linda do Universo, quiçá mesmo a mais linda de todo Portugal e toda a Galiza.
quinta-feira, agosto 02, 2007
Veronique outra vez
Fantabulásticas fotografias do mais lindo veleiro do Uiverso, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, a todo o pano, na Cale de Aveiro, publicadas pelo 'Nós e o Mar'.
Obrigatório ver.
Obrigatório ver.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Comentários
No Ventosga, de tempos em tempos, há comentários que me merecem especial atenção e destaque.
Este é um deles. Devo dizer que conheço alguns agentes da Policia Maritima, e tenho por eles o maior dos respeitos, não me acreditando mesmo que fossem capazes de pensar, sequer, nas coisas de que o Correio da Manhã escreve.
Mas a instituição não é a média aritmética dos seus colaboradores, é antes afectada pelo comportamento dos mais visiveis.
Como evolução da noticia ver o Expresso Online.
"....
Anónimo disse...
Pergunto:porque será que um blog catita sobre o mar e seus amantes como este, é tão rápido a disparar uma notícia que de tão cabeluda até o mais ingénuo deveria desconfiar? Será que a resposta está na introdução à reprodução da notícia? Não anda aí raivinha a mais?E já agora seja igualmente rápido a divulgar o comunicado da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima que desmente estar na origem da notícia do CM.De qualquer modo que fique bem claro:se de tanta falcatrua enumerada alguma fôr provada,os culpados deverão ser punidos.
..."
Este é um deles. Devo dizer que conheço alguns agentes da Policia Maritima, e tenho por eles o maior dos respeitos, não me acreditando mesmo que fossem capazes de pensar, sequer, nas coisas de que o Correio da Manhã escreve.
Mas a instituição não é a média aritmética dos seus colaboradores, é antes afectada pelo comportamento dos mais visiveis.
Como evolução da noticia ver o Expresso Online.
"....
Anónimo disse...
Pergunto:porque será que um blog catita sobre o mar e seus amantes como este, é tão rápido a disparar uma notícia que de tão cabeluda até o mais ingénuo deveria desconfiar? Será que a resposta está na introdução à reprodução da notícia? Não anda aí raivinha a mais?E já agora seja igualmente rápido a divulgar o comunicado da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima que desmente estar na origem da notícia do CM.De qualquer modo que fique bem claro:se de tanta falcatrua enumerada alguma fôr provada,os culpados deverão ser punidos.
..."
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