quarta-feira, agosto 31, 2011

Pablo Amândio Mónica

Já fez, comigo e com a Sandrinha, muitas milhas no Veronique, entre outros Mares,  na Biscaia.
A Sandrinha chamava-lhe, na altura, o Artista. Eu chamava-lhe Matisse, o nome do  DC deles, dos Matisses. Na verdade chama-se Amândio Mónica.
Fez esta magnífica tela sobre a minha humilde pessoa, favorecendo-me claramente.

Regresso de Vila do Conde, há dois anos

Foi há dois anos. Regressavamos do Ave com vento frescalhote de ENE.
Sabem, imaginam, os meus Amigos o gozo que dá fazer assim 45 milhas? à conta do orçamento de estado, isto é, à borla, com o vento fresco nas orelhas e nas fuças, um Mar que não chateava, aqui, velas cheias e o barquinho, de dez toneladas, nos 7 nós?
Serão um prova da existência de deus estas velejadas sem o barulho da máquina?

segunda-feira, agosto 29, 2011

Pois foi...


Em fotografia copyright Bolha ou Médico de Bordo, a sério que não sei, euzinho, numa das tarefas que mais gosto de fazer a bordo, encher meio copinho de chaimpain.
Em cenário o sempre esbelto NVV Veronique, e em primeiro plano euzinho.
O local, a nossa Ria, na Ilha do Rebocho, do Monte Farinha, dos Ovos, do Amoroso, de Sama, na Cale do Ouro, Cale de Espinheiro, Cale da Vila, esteiro do Gramato, na marinha de Bulhões,..., descubram Vossas Mercês.

sexta-feira, agosto 26, 2011

O Inobador

Já foram aos milhares, mas o trabalho era penoso e estuporado.
A limpeza que faziam da nossa Ria manteve-a desimpedida. Os adubos quimicos ditaram-lhe o fim.
Ainda restam uns quantos a fazer passeios. É o caso do Inobador, do Clube de Vela da Costa Nova, um dos Clubes Náuticos de que sou sócio.
A fotografia é de quarta feira ao fim da tarde no Canal de Mira (ou do Desertas neste troço).

Passeio na Ria

A iniciativa não é minha, é do Bolha, mas conta com o alto patrocinio do Ventosga.

terça-feira, agosto 23, 2011

Os livros deste Verão

O engº Senos da Fonseca editou mais um trabalho, 'Embarcações que tiveram berço na Laguna' que, como habitualmente,   surpreendeu pela positiva,  habituado que estou  à qualidade dos seus textos.
Com uma escrita fluente e rigoroza transporta-nos à construção naval da nossa Ria (Laguna como ele escreve), às suas  raízes e aos seus desenvolvimentos pela nossa costa fora.
Aos factos, à História,  junta a sua interpretação, inteligente e fundada.
Tão diferente doutros autores locais, descritivos e insossos, o Engº Senos da Fonseca dá mais um contributo, decisivo, para a compreensão de quem somos, os Povos Ribeirinhos da Laguna.

Esta critica esteve a cargo de João Madail Veiga, visconde da Boavista, electricista de segunda, Par do Reino, engenheiro de profissão e gestor por maldição, marinheiro amador profundamente  conhecedor dos meridianos  horários, gerente da afamada casa de diversão nocturna Starlight, agora a trespasse, campeão de remo noutros tempos e estudioso de temas de história  maritima.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Ria de Vigo

Num cenário tipicamente Galego, peniqueiro portanto, a lembrar as brumas celtas,  com rumo à Ilha de São Simão, podemos admirar o NVV Veronique, a todo o pano, excelentemente mareado.
As águas, essas, lembram o (tenebroso) Mar da Palha.

TV Galiza

quinta-feira, agosto 18, 2011

Ria de Arousa

Na Ria de Arousa fundeamos no Ilhote Areoso, caracterizado por um gradiente de declive do fundo  quilhado.
Essa caracteristica da tença criou problemas terriveis às tripulações para conseguirem unhar os seus ferros.
A todas as tripulações?   Não!
O Nagual dispunha de um guincho automático, alimentado a broa, bruena em castelhano, que, às ordens do skipper e sob o olhar atento da armadora, sucessivamente subia o ferro  e o voltava a descer.
Curiosamente o nosso amigo Bolha demonstrava aqui uma excelente forma física, evidenciando assim a sua frequência do ginásio de Montemor, de que aliás  é associado.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Ria de Aldan

A Ria de Aldan fica na Ria de Pontevedra, que é maiorzinha.
Esta praia é a da Areia Brava, assim lhe chamam os Galegos. O acrobata, esse  é o Pardal, em mortal encarpado à frente com pirueta e duplo parafuso, um espanto.
A fotografia 'assim-assim'  é do Bolha, copyright registado.

sexta-feira, agosto 12, 2011

A Rota Marítima do Cavaleiro das Conchas.


                                                             Fundeado na Ria de Arousa

São conhecidas as minhas ideias agnósticas e profundamente anti-clericais.
Delas não abdico, antes pelo contrário, mais certo estou da sua justeza, tanto mais vou estudando e lendo as posturas das igrejas ao longo dos tempos.


Que faz então um tipo como eu numa peregrinação a Santiago?


Os caminhos de Santiago têm, penso, um carácter muito diferente das peregrinações a Fátima ou a Meca, ou a outros destinos.


Fazem-se há séculos, por motivos religiosos no inicio, por certo, de meditação e de encontro mais actualmente.


Viram-se Homens de muitos países e credos, ou sem credo nenhum, numa viagem mística de, encontro.


Foi o caso do Veronique e da sua tripulação, enquadrada na flotilha Galega do Liceu de Bouzas, no que foi uma das realizações mais belas em que participámos.


O Caminho Marítimo é um deles, ao lado do Caminho Português ou do Caminho Francês.


O Veronique já tinha navegado naquelas águas por mais de uma vez, mas desta fê-lo em retiro, em busca, em encontro.