quarta-feira, maio 09, 2007

VERDEEEEEEEEEEEEEEEE



Verde como o bixo da fotografia.
"...
Bonjour à tous

Cette lettre débute sur le Rio Chagrès de Panama. Deux semaines ont filé, l’équipage de Téou, mouillé au beau milieu de cette forêt primaire, n’a plus comptabilisé les jours…
Ici, les chants de la forêt bercent nos jours et nos nuits. Cette forêt s’éveille au lever du jour avec les perroquets, toujours en couple, bruyant, haut dans le ciel, volant d’une rive à l’autre en jacassant. Merci, en levant les yeux, nous apercevrons les Toucans faire de même en silence. Le poids de leur bec déséquilibre leur vol entre chaque série de battement d’ailes, des groupes de trois à cinq individus perchés sur les arbres ne sont pas rares. L’autre gueulard matinal se prénomme le « singe hurleur ». En groupe, bien planqué dans les feuillages, haut perchés, ils s’en donnent à cœur joie, notre position de l’entre deux rives nous offre la stéréo. Après ce court opéra, 7h du matin, le petit déjeuner peut avoir lieu, le soleil monte, la température aussi. Avec le kayak, nous longeons les berges et pénétrons les bras de ce Rio, quel plaisir de ressentir cette sensation de découverte totale, chaque bruit est capté par nos sens à nouveau sollicités, ici, on peut croire que tout peut arriver, on se sent véritablement épié. Nous approcherons martin pêcheurs, aigrettes, ibis, lézards capable de courir sur l’eau, iguanes, crabes, tarpons, écureuils, grisons, paresseux, et singes en planque, seuls les crocodiles, chassés ne se laissent pas surprendre. Fin Avril, la saison des pluies a débuté…et il pleut à verse tous les jours, le taud de soleil sert également à récupérer l’eau de pluie, nous regorgeons d’eau douce.
Après la pluie, le beau temps, c’est bien connu… 2 mai ce jour, dire que l’on a oublié de fêter le 1, et que vous allez élire notre nouveau Président, maniant un discours plus écologique que ces prédécesseurs, normal, c’est de rigueur, incontournable. Vu d’ici, difficile de croire tous ces politiciens en quête de pouvoir, l’élément Nature est bien trop loin de leur quotidien, le problème écolo reste bien un problème de pays riche. La chance de ce Rio est d’être classé « Parc National », sans chemin balisé, sans droits d’accès, les élus locaux n’ont pas encore eu idée de rentabiliser le lieu, pardon, leurs poches, sous le couvert de la protection du site…ouf, la Nature y trouve son compte, elle est quasi intacte. Nous nous serons régalés, reposés, ressourcés, dans quelques jours, nous servirons d’équipier à bord d’un voilier ami, pour le passage du Canal de Panama, puis nous réapprovisionnerons notre bord en fonction de la prochaine destination.
Timéry vocalise , imite ses copains singes, leurs cause toute la journée, et nous montre tous les oiseaux ou poissons qui nous entourent, un régal.
Colon,4 Mai, deux heures de navigation pour un retour brutale à la civilisation. Internet nous est à nouveau accessible pour une petite semaine, puis nous filerons en Colombie, à Cartagene, découvrir cette ville et ainsi décider d’y rester si elle nous enchante, le temps d’accueillir notre deuxième enfant..
A tous, bonne continuation, à bientôt.
Les Téou.
Ps, merci de tous vos courriers, vos photos, notre nouvelle adresse
catateou@gmail.com fonctionne,merci de l’enregistrer, à bientôt.
..."

terça-feira, maio 08, 2007

O Veronique na Povoa

A fotografia é do Ferrugens, e mostra o veleiro mais lindo do Universo, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, atracado na Povoa do Varzim.
Não pude fazer a pernada de Baiona (com I) até à Povoa, mas o Veronique estava bem entregue.
Digam lá se não é bonito?!!

terça-feira, maio 01, 2007

segunda-feira, abril 30, 2007

As Estelas

Estelas com pato em voo rasante, foto do Bubbles que, finalmente, fez a cadeira de "Patos em Voo Rasante III", do seu curso de fotografia cee, uma das mais dificeis cadeiras deste curso, infeliz e incompreensivelmente ainda não homologado em universidades prestigiadas, como a de Coimbra, a Independente, e outras.

Bar Fetiche

Já muita vez falei deste Bar em Baiona, um dos meus dois bares 'fetiche', a junto com o Peter's.
Este tem uma 'genebra' como dizem os galegos, bastante saboreira, fica ao lado dos veleiros de uma das mais bonitas baías do mundo, a seguir, claro, a Saint Jacint sur Mer, e tem a particularidade de, quando me apetece, ser fácil lá chegar.Desta vez levei lá ...., bem, não posso dizer quem lá levei, e malhámos uns gins à maneira, saboreiros e aromáticos.

Amanhecer no Cabo Sileiro


Tinhamos largado às 1630 locais e uma hora depois saíamos a Barra de Aveiro, rumo nos 358º, directos ao Sileiro.Ao passar Montedor inflectimos um pouco para Oeste, mesmo assim ficamos a cerca de meia milha de terra.
O Sol nasceu entre Montedor e Caminha e umas horas depois dobravamos o Cabo Sileiro.
Uma viagem tranquila com a amarração em Baiona a estar concluida pelas 1100 Lusas. Seguiram-se as visitas da ordem ao Mar y Arte e aos Museus. Mas isso já são outras estórias.

terça-feira, abril 24, 2007

Se duvidas houvera

Ao passar junto às boias do Canal de Navegação, nos moliceiros, com os Amigos da ANC, contou-se-lhes a história de que, uma vez, lá tinhamos deixado o nosso Presidente.
Não acreditaram, não eramos suficientemente democráticos (ou malucos) para lá deixarmos o Paulo Reis à espera que o fossem buscar.
Reparem, ao fundo, o Celta Morgana, de onde se prova que já nessa altura o Celtinha era atreito a estas andanças.
Pois bem, eis aqui a evidência, o Presidente da Avela em cima de uma boia, num fim de tarde de Outubro, à espera de melhores momentos.

segunda-feira, abril 23, 2007

Academices

Em época de duvidas académicas, aqui juro por minha pessoa, que me licenciei na UC (1) e sou o membro da minha Ordem nº1944. Apreciei muito mais das andanças pela FEUP, mas gostava era de ter andado por Paço d'Arcos.
Enfim, foi por onde a Vida me fez andar.
Aqui em cima a Cédula Marítima do Comandante Fernando Veiga, que a Vida não deixou fazer mais que meia duzia de Viagens.

(1) "...Local onde gerações de estupidez estratificada glorificam a nossa ignorância..." Fernando Namora in "Fogo na Noite Escura"

sexta-feira, abril 20, 2007

Rescaldo

Como já disse atrás, decorreu em ambiente de franca camaradagem Náutica a Recepção à Associação Nacional de Cruzeiros no fim de semana passado.

Queria, ainda nesse âmbito, endereçar os meus mais sinceros e muito sentidos agradecimentos (1) em primeirissimo lugar, pela lealdade, amizade e coerência, ao Pardal, Toni na clandestinidade, à Sónia (mulher do Toni), ao Luis Vilela, o eterno distraído e à Maria de Lurdes, a mulher do eterno distraido, ao Licas e à Lurdes, os meus mais bem dispostos Amigos, ao Bonito Galacho, boqueiro mas Amigo e Leal, à respectiva Mulher e Filho João, de muito luxo os dois, ao Eugénio Bolha Sempre Fotografante e à Adelaide, ao Paulo Reis, Amigo, Presidente e Leal, aos Arrais, Sócios e Amigos Simões e Dias, ao Vitorino Madaleno, ao Aníbal Marques, da Nazaré, sempre presente, ao meu Amigo Berna, grande Marinheiro, e à Elvira , ao duplamente vizinho César Ferreira, grande marinheiro também, e à Marieke, a sensual galega.
Aos Mouros Ruy Ribeiro e Mulher, um abraço forte, à Julia Torres e ao Fernando, gostei muito de o ouvir, muito obrigado pela presença, ao Francisco e Isabel Snoopies, luxoooooo, SARAVÁÁÁÁ, ao Oliveira, colega, e mulher, às doces Amélia e Ofélia, SARAVÁÁÁ, ao Rui Moreira e esposa, à Paula Isidoro, aos Katzenteins e aos Sacaduras, SARAVÁÁÀÁÁÁ.
Ao pessoal da Associação Náutica da Torreira pela recepção e pelo Porto, ao Museu Maritimo de Ilhavo, à Morgadinho do Santo André pelo acompanhamento simpático, ao faroleiro do Farol de Aveiro pela recepção, disponibilidade e acompanhamento, ao pessoal do Hotel de Ilhavo, ao Alcides dos Leitões, ao Fernando Vieira Barrocão que entrou com o Diamante Negro, ao pessoal da Avela que preparou e limpou a sala para o encontro, às pessoas que estiveram presentes, o meu muito Sentido Obrigado.

(1) Falo aqui como se a realização fosse minha e por isso me visse obrigado a agredecer. Nada mais errado, a Recepção e a Festa foram da Avela, da ANC e das pessoas que a puseram de pé. Em verdadeira análise, todos deviamos agradecer a todos.
Eu, pela minha parte, expresso-o aqui e deste modo, depois de o ter feito pessoalmente a quase todos.

LLoyd


Pois esta é que é a questão, com o Veronique em fabricos de frigorifico e veio de hélice, uma quarta feira de correria para Lisboa, e volta, sem almoço e quase sem jantar, lá fomos para a Casa da Musica ouver o Charles Lloyd.
Foi a segunda vez que lá fui, sendo que a primeira, para a Carla Bley, ainda estava tudo em obras, estive sentado num tijolo.
O LLoyd está como o Vinho Porto, a melhorar com a idade. Gostei de ouvir onde estavam as origens do Jarreth e do Garbarek, estava tudo alí. Foi nele que eles foram beber, e desenvolver, os seus estilos.
Para a semana já vai haver Mar e voltaremos aos temas com sal.
Pois.

terça-feira, abril 17, 2007

Recepção à ANC

Decorreu em Ambiente de franca camaradagem náutica a recepção aos nossos Amigos Mouros.
A ideia do Pardal, Toni na clandestinidade, finalmente frutificou e podemos orgulharmo-nos da forma como correu o fim de semana passado.
O passeio de moliceiro foi magnífico, fizemos a cale de Bulhões, o meu muito conhecido e querido esteiro do Gramato, a cale do Parrachil mais a do Ouro, para chegar ao Bico da Murtosa
O almoço, com uma também magnifica caldeirada de enguias, deliciou-nos e aos alfacinhas, que só conheciam os bitoques da Portugália.
A Associação Náutica da Torreira presenteou-nos com um Porto de Honra, e aos discursos prometeu-se mais cooperação entre as Associações de Lisboa e as da Ria.
Depois navegámos até Aveiro pelo Canal de Ovar, subiram-se, e desceram-se, a pé, os 62 metros do Farol de Aveiro, (desculpa-me oh Machadinho e oh João David), chegando à Avela mesmo a tempo de malhar uma leitoada a primor, servida pelo Alcides dos Leitões, com um Diamante Negro de estalo.
O Domingo, em Ilhavo, foi para visitar o Museu Marítimo, como sempre de lágrima no olho, e o arrastão Santo André.
Fotografias desta vez não há. Aconselho, que remédio, a visita ao Hortas que, fazendo jus ao cursos cee que coleccionou, tem uma razoável reportagem sobre o evento.

sábado, abril 14, 2007

Lota Velha, Correctamente

Esta fotografia, retirada do Blog do Bubbles, está correcta aqui. Nas aulas da CEE de fotografia, o Bubbles faltou a Ampliadores III, precisamente nas aulas onde se ensinava a colocar correctamente os negativos no Ampliador. Depois teve de copiar pelos colegas e o resultado é o que se vê.

sexta-feira, abril 13, 2007

Fotografia

Esta não é minha, nem o balão que lhe foi aposto.
Uma vez, há muitos anos, foi-me reinvidicada pelo Sr Vilhena, bibliotecário em Aveiro e amante das coisas da fotografia. Mas nunca me foi possível confirmar essa autoria.
O Paulo Silva, cunhado do Bolha, tinha um exemplar desta fotografia na sua casa da Torreira e também não me confirmou a origem.
É do tempo em que havia moliceiros, e moliço, na Ria.

A Lota Velha

Aqui o rapaz não tem jeito para o desenho. Há uns anos tirei uma fotografia e sobre ela desenhei, a tinta da china, este boneco.
O Bolha ontem lembrou-mo. Aqui está.
Trata-se da Lota Velha de Aveiro, onde hoje está o trapiche da AVELA e o Veronique, naquela altura com as traineiras e, momentaneamente, com uma barca e dois outros veleiros, de passagem.

quinta-feira, abril 12, 2007

Rio Novo do Príncipe

Rio Novo do Principe, há muitos anos.
Era uma tripulação engraçada, estavamos a começar, ganhamos (e perdemos) muitas vezes mais, até que arrumamos definitivamente os ' finca-pés '.
Praticamente com os mesmos elementos ganhamos mais dois campeonatos em juniores, e mais uns quantos em séniores. Até um campeonato da MP em yolle de 4, que sabia a campeonato do mundo, pois mais ninguém usava aquele barco.
Era o Modesto, moço de sal até há bem pouco, o Emidio, colega de liceu e de faculdade, o Estima, mais tarde selecionador nacional e presidente da FPRemo, o Magalhães, moço de sal então, mais tarde campeão de box e empresário da noite e este vosso amigo.
O Magalhães resolveu há dois anos ir remar e lutar para outras paragens, mais calmas, ao que consta.

quarta-feira, abril 11, 2007

Fim de Semana com a ANC

É já este fim de semana que vamos receber os Amigos da ANC.
Na impossibilidade de contactar os Avelistas pessoalmente, ou por anuncio na sede, convido-os desta forma a estarem presentes para o passeio de moliceiro até à Murtosa para a caldeirada de enguias, passagem na Torreira para o Porto de Honra, regresso a Aveiro e leitoada na sede da Avela, isto no sábado.
Domingo teremos a visita ao farol e aos museus de Ilhavo e Santo André.
Os contactos são os meus (imodéstia, toda a gente os tem) e os do Vilela, que está a tratar da caldeirada murtoseira.

terça-feira, abril 10, 2007

Pensamento do dia

QUEM SE METE COM GAROTOS TEM TODAS AS POSSIBILIDADES DE SAIR BORRADO.

sexta-feira, abril 06, 2007

Mais Clandestinos




Numa tarde de Sol e de cima para baixo, o Canal do Cojo, o Cais dos Botirões e a Galega Marieke com a Assembleia Municipal em fundo, tudo clandestino.

quarta-feira, abril 04, 2007

Novos (e outros) Mares

Haja Vida, estou recuperado das solipampas das semanas anteriores.
O Bolha foi em peregrinação a Braga participar na semana santa e de regresso passou por aqui, pela minha guerra, e fomos almoçar à Casa Tanoeiro (*).
Iniciámos as hostilidades com umas petinguinhas de escabeche que estavam, simples e como habitualmente, deliciosas.
O branquinho, não havia vinho, tivemos de ir no Branco, de uvas Maria Gomes, fresquinho, deixava-se beber nas nuvens.
O pãosinho, do Fontão, sem os fermentos venezuelanos das padarias convencionais, esturnicava-se nos beiços com uma volupia indescritivel.
Por fim vieram os afamados rijões, os melhores do Mundo, quiçá mesmo os melhores de Angeja, com uma molhanga fortemente alhada, deliciosos.
Não havendo Mar, ficamo-nos por estas actividades.
O Bolha, que nunca na vida tinha visto petinguinhas de escabeche espetadinhas num palito, pensando que se tratava de uma espetada de porco com espinhas, à moda do litoral, malhou só à sua conta umas boas duzias delas.


(*) Chamo mais uma vez a vossa atenção para a forma de extrema educação, polimento e bom gosto, como o autor destas modestas linhas se refere a um restaurante a que a maioria dos autores chama, de forma muito mais prosaica, o 'Manel dos Cornos'.

segunda-feira, abril 02, 2007

Galiza



Sábado fui à Galiza.
Desta vez não comi bem, os padrons do Rianxo estavam secos e a Galiza parecia um penico, tal a quantidade de água que dos céus caía.
Ficam as fotos, a Catedral de Riba de Tea, o propriamente dito Tea, as termas de Mondariz, onde estou inscrito para uma cura de aguas especial, meio copinho de agua por dia, para não ser muito violento o tratamento.
Ainda deu para, no regresso, passar por Baiona, a Real, que continua linda e, como toda a Galiza sábado passado, um penico.Pois.

O Haff Delta de Aveiro


Dizia hoje o Dr Fernando Rebelo, geógrafo, que a Ria de Aveiro, correctamente Haff Delta de Aveiro, será, num futuro proximo uma planicie litoral.
Segundo ele o processo natural de sedimentação orgânica e de areias, interiores na laguna, acabará por torná-la numa planície seca. O Homem poderá atrasar o processo, mas será isso que os nossos netos terão.
Nós, que andamos na Ria, vemos isto todos os dias. Ainda ontem, ao passar com o Veronique no esteiro do Gramato, se sentia a verdade destas frases, que muito nos custam a ouvir.
Acredito que a nossa Ria ficará limitada aos canais de navegação comercial, ficando todos os outros transformados em pantanos, em praias de junco e esteiros de lodo.
Nós ficaremos com as recordações e o Estado com as taxas cobradas aos 'clandestinos' pelo privilégio de terem as lanchas à porta de casa.
As fotos são do Cais dos Botirões, ao lado do Canal de São Roque, junto à Praça do Peixe.

domingo, abril 01, 2007

San Blas, Panamá


Vale a pena termos inveja, ficarmos verdes? Às tantas não, o que eles foram de diferente foi na coragem de tomarem as decisões que eu(nós) não fui(fomos) capaz(es) de tomar.
O resultado são os emails que vamos recebendo do Christophe por um lado, a rotina das empresas e a xaxada da socialidade por outro.
As conclusões serão as vossas:
"
Bonjour à tous
Tout l’équipage s’excuse pour notre manque de news, ces derniers mois ont filé, les quelques charters nous laissant peu de temps libre, propice à l’écriture.
Primo, comment allez vous ?
Secundo, vos nouvelles, news, projets nous intéressent, alors surtout, n’oubliez pas d’écrire...A ce sujet, nous changeons d’adresse email, merci de bien prendre note : catateou@gmail.com
Pour la suite du voyage, nous allons créer notre blog afin que tous puissent suivre notre périple, avec plus d’images.Un site également est en construction, afin de promouvoir notre activité Charter, mais sachez que nous n’avons pas accès à Internet ici, aux San-Blas, alors le blog et le site verrons le jour à Carthagène, Juin 2007.Afin de vous donner un aperçu du programme à venir, Maiken devrait accoucher d’un petit Colombien, début Juillet.
Après sa naissance, nous profiterons des infrastructures de Carthagène pour refaire un lifting à Téou, afin de le préparer pour notre prochaine saison de Charter aux San-Blas, de fin Novembre à fin Avril, puis nous traverserons le canal de Panama pour voguer dans le Pacifique, vivre de nouvelles destinations.Ici, cet archipel est bien cool à vivre, l’alizé après soufflé toujours entre 15 et 25 nœuds, s’essouffle en cette fin de Mars, les journées sont carrément chaudes et les couleurs époustouflantes.
Les Kunas en cayuco viennent au cata, nous vendrent leurs fameux mola, mais aussi, poissons langoustes ou crabes, pains, toujours avec le sourire.
La chasse sous-marine nous permet de partager entre amis, un bon poisson frais…et ces îles toutes couvertes de sable blanc et de cocotiers, habitées quelques fois, nous offrent des mouillages protégés, tous plus beaux les uns que les autres.
Le temps file, seul hic de l’endroit, l’absence de possibilité à ce jour de communiquer ensemble à travers le net…Maiken s’envole donc pour Panamacity, afin que ce mail vous arrive, concernant les photos, si l’ordinateur vous réclame un programme pour les ouvrir, ouvrez les avec « aperçu des images Window » ou autre programme de lecture d’images.
L’email se lit sous « Word ».
A très bientôt
L’équipage de Téou.
..."

sexta-feira, março 30, 2007

Mais Clandestinos

É a rua que vem, ou vai, da Ponte de Juncal Anxo até à Ponte da Vista Alegre.
O Canal é o Boco.
As gentes da margem Poente, a que se vê, e também as da Nascente, a outra, vivem aqui há gerações, pagaram as suas propriedades às Administrações Portuárias e as Contribuições à Comunidade.
Todos clandestinos.(Não há uma musica assim do Manu Chao ?)

Baiona 2002




Largámos de Baiona para as Cyes com vento norte de força 5 ou 6. As águas eram interiores pelo que o risco naquela travessia não existia. O Mar também estava baixo, vagas de vento inferiores a 1 metro, que no entanto molhavam, com surriada, sobretudo na viagem para norte, salpicando quem estava no poço.
Chegados às Cyes não encontrámos baía onde se pudesse fundear com sossego tal era o vento que se sentia. Rumámos então um pouco mais para NNW, para a enseada da Barra, mesmo no sopé do monte de Ravinaldes, promontório com uns bons 200 metros de altura, o que nos garantia um bom resguardo de vento.
Fundeámos então, juntos com o Valhala, e de bote fomos a terra para as lapas e mexilhões, abundantes nas rochas da margem.
Deram uma magnífica refeição, preparadas com esmero pelo Ricardo, a bordo do Valhala.
Sentia se que a viagem de regresso, proa à passagem entre o Monte Ferro e as Estelas, seria mais suave, pois teríamos o vento e as vagas a favor, e assim foi na verdade.
A travessia foi feita integralmente à vela, em popa arrasada, com o vento a cair para os 15 nós, forte mas certinho, sem rajadas, e com o mar a cair também para uma ‘marejada’ suave inferior a 1 metro.
A tripulação não se sentiu, mesmo assim, nada bem.
Na verdade, o Mar ama-se ou odeia-se, não há termo médio. Foi complicado aguentar os nervos e os ânimos, durante as escassas 6 milhas, sobretudo depois de sairmos do abrigo das Cyes e até às Estelas.
A canção não era de facto a mesma para os tripulantes do Blue Tooth.

quinta-feira, março 29, 2007

Malte(s)

Hoje tive um dia estuporado.
Comecei pelos dossiers a entregar na capital sem falta até às 1500 UTC e acabei pelas listas de aumentos da minha guerra.
Felizmente havia picanha, e boa, para o jantar (depois do cozido do almoço) e um Bushmills de Malte que, sendo bom, não chega aos calcantes do meu Glenfidich.
Isto no meio de Graça Morais, Bandarra, Barreth, Pino, Cargaleiro e Julio Pires, um privilégio identico aos meus Piazzollas.
Ainda me cruzei na A25 com o meu bébé que ia lançado para o Porto e para os gémeos e também pelo LILI II do José Inácio, é sempre bom ver um barcalhão daqueles.
E agora, balanço de um dia estuporado com o maltesinho da ordem e com o Piazzolla. Que mais um gajo pode querer?

domingo, março 25, 2007

São Jacinto à Tarde






É a voltinha dos tristes com barco, quando não dá para ir mais longe, vai-se a São Jacinto tentar atracar onde calhar e regressa-se ao fim da tarde....
Já era tarde quando largamos da Lota Velha e, diga-se em verdade, estava um pouco cansado e a sofrer as consequencias da mudança da hora e mais de uma leitoada na véspera, nas Caves do Barrocão, e de um excelente pica-no-chão ao almoço, bem regado com um Douro do meu antigo patrão, o senhor Philip Bergkvist, o Quinta La Rose, sózinho tinha malhado três meias garrafinhas.
Por estes pequenos nadas sentia-me, digamos, um pouco pesado, pelo que o Machadinho levou o Veronique enquanto eu ferrava uma sestinha reparadora.
Em São Jacinto, no cais do Ferry, esperava-nos o nosso Amigo Delmar que pouco depois largava, para 'pôr velas' e ir até ao Mar, que estava, dizia, chão.
Da nossa parte fomos velejar para o Terminal uns carapauzinhos de escabeche, bonzinhos.
Regressamos às 1800, na enchente, sem velas, e cruzamo-nos com o Zurk que, a todo o pano, seguia também para a cidade clandestina.
E foi assim este meu fim de semana manhoso.

sexta-feira, março 23, 2007

Meia Desfeita



"Sai uma Meia Desfeita para a Mesa do cantoooo"....era e é assim nos Galegos do João do Grão, parentes ainda da Marieke. (ao que vou sabendo os Galegos são todos parentes uns dos outros, vá se lá saber porquê !! )
Na distância da Capital vamos, em rigor com vantagem, aos meus amigos do Baptista, o melhor Bacalhau do Universo, quem sabe mesmo o melhor da Cidade de Aveiro (aqui com algumas e fortes reservas).
As fotos ilustram a minha companhia, o Machadinho e a Sara, bem como a senhora estalajadeira, Dona Né Né.
Pelo caminho ainda passei pela Feira de Março, a ser inaugurada, já com entrada marcada para logo à noite, a seguir ao Clube de Vela, para matar saudades de umas boas farturas e do verde branco fresquinho, ahhhhh.
Pois.

quinta-feira, março 22, 2007

Marieke

Marieke, a sensual galega, como Diogo Soares, d'ailleurs, ao leme da mais majestosa embarcação do Universo, quiçá mesmo a mais esbelta da Ria de Aveiro, sulcando a Cale da Vila num fim de tarde de Inverno, frio ao que parece.

quarta-feira, março 21, 2007

Dia Mundial da Poesia (III)

Ultimo, antes de me ir deitar, xoinar, dormir, para vosso deleite e meu Tango:

"....
Te me acercas
contándome al oído milagros
de miles de leyendas
que quedaron entre tus aguas.

Me salpicas
con espumas inundadas de misterios
de otros tiempos y distancias,
con lamentos de promesas
que perdieron sus palabras
en tus bajamares intensos...

Y yo me acerco y te salpico
sabiéndome tan pequeño,
tan desconsoladamente chico,
tan solo entre mis gentes cotidianas,
que me apabullan tus mareas,
tus olas y tus resacas.

A veces me respondes...
Pero de continuo callas y resbalas
en las arenas de mi playa
que esperan impacientes tus respuestas....

...."

Da minha parte prometo praticar, às escondidinhas, debaixo das escadas e na casa de banho sem ninguém ver, entre um integral e um somatório, ou talvez entre uma altura e um azimute.
(as coisas que o Piazzolla e o Glenfidich me fazem dizer!!!!)

Dia Mundial da Poesia (II)

Muito bem Pessoal, muitos me pediram uma original e eu, que sou bem mandado, aqui vos remeto uma:

"...
Há duas coisas na Vida
A que um Homem nunca foge
Ao Amor Forte e Profundo
E Ainda não bebi nada Hoje
..."

Dia Mundial da Poesia

Ok Pessoal, eu sei que é repetida, mas, concordem, é muito bonita e muito de nós está alí....

"....
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
...."

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, março 19, 2007

Saudades

Com as minhas actuais maleitas, as saudades do Mar ficam mais fortes.
A fotografia é da passagem do São Vicente, Agosto passado, depois de três dias fundeado ao abrigo da Ponta de Sagres, com nortada rija e um sobrolho aberto.
Voltarei....

quinta-feira, março 15, 2007

A Cidade Clandestina

(a cidade clandestina)

Pois foi, é a nossa sina.
Ele foi o Duque de Aveiro de candeias às avessas com o Marquês, até nos chamaram na altura a Nova Bragança -- com todo o respeito por Bragança, de que até gosto muito, PHOENIX --, depois os Revoltosos Liberais do 16 de Maio de 1826, que acabaram todos, ou quase, nas forcas da Praça Nova no Porto, depois os Congressos da Oposicrática, quando os bem instalados do País usufruiam das benesses do Regime, os reviralhistas cagaréus apanhavam no tótiço pelo atrevimento de pensarem e escreverem, agora somos clandestinos, ou priviligeados, por vivermos à beira mar!!!!
De pé oh Cagaréus, Ceboleiros, Gafanhotos e Ilhavotos, Murtoseiros, Matolas e Vareiros....

quarta-feira, março 14, 2007

13 de Março, o dia de todos os Hospitais

A questão é simples, a resistencia fisica aos 53 anos não é a mesma dos vintes. Pois.
Paguei, estou a pagar, a factura de um fim de semana a caçar escotas a frio e de uma corrente de ar manhosa que, por baixo do estrado do poço, me atingiu as costas. Resultado, não me podendo mexer, fui até ao Zé Endireira que me estendeu ao comprido e me torceu as aduelas todas.
Enfim, melhorei um pouco, pelo menos a dor inicial ficou camuflada no meio das outras todas.
Deu-me também uns comprimidos que tomei.
E não é que a meio do almoço me senti mal, mesmo muito mal, e desmaiei.
Veio o INEM, veio o caraças, e lá fui eu outra vez de xarola para o Infante Dom Pedro.
Ele há dias....!!!!

segunda-feira, março 12, 2007

A vida é assim


(fotografias do Amandio Matisse e da Garinensis Maritimus Aquaticus)
Não fui a Montemor e perdi, ao que sei, uma lampreiada de luxo.
Fui dar umas voltinhas de barco, e ganhei uma dor de costas do caraças. Estou derreado, a esquerda alta das minhas costas têm as aduelas todas quilhadas.
Vou-me deitar outra vez.
PS: Se repararem, no trapiche do Ferry, estou e o meu Imediato.

domingo, março 11, 2007

Duvidas











Dividido na decisão de rumar a Baiona ou ir a Montemor malhar umas lampreias, a opção foi Montemor. Vamos a ver se consigo aqui colocar as MMS que fui recebendo, sim, porque acabei por não ir a nenhuma dessas partes.
A verdade é que, como só ia para MM à hora de jantar, fui dar uma voltinha ao Mar.
Ele, o Mar, estava crescidito, uns 3 a 4 metros, mas muito largos, que rebentavam com fúria na Praia.
(Se ampliarem a segunda fotografia, vê-se o cucuruto do farol)
O vento estava de muito luxo, SE de 15 nós, a permitir uns bordos lá fora, com uns "virar por davante" como há muito tempo não me lembrava de fazer.
Neste tempo todo o Machadinho, meu imediato de serviço, esteve a xoinar, a meditar.
Reentrados na Barra, fomos merendar a São Jacinto e, nem imaginava que existia daquilo alí, serviram-nos umas sapateiras pequeninas, do tamanho de navalheiras, muito frescas, que condenaram logo alí a viagem a MonteMor.
O 2º Grumete Galacho, alentejano militante e convicto, ficou-se pelos carapauzinhos que, diga-se, também estavam deliciosos.

terça-feira, março 06, 2007

AVELA














Como hoje se diz, "...já fui muito feliz neste local", o Rio Novo do Principe. Ganhei lá muitas Regatas e também perdi outras. Para quem não conhece, foi feito, a meados do seculo XIX, um canal de regularização de correntes, no ultimo troço do Vouga, antes de entrar na Ria, a que se chamou Rio Novo, em contraponto com o Rio Velho, e do Principe, porque foi um principe qualquer que o mandou abrir. Foi a melhor pista de Remo em Portugal durante muitos anos, antes de ser morto pela Portucel e pelas suas descargas (pela Celulose do Caima também). A Fotografia é de parte da flotilha da AVELA, num dos Cruzeiros dos Esteiros, que todos os anos organizamos. Aqui vêm os barcos mais pequenos e, claro, o POPA. Eu lá estou, no Lorelei, um Cornue lindissimo que era pertença na altura do nosso Presidente.

segunda-feira, março 05, 2007

4PorTango


Desencaminhado pelo Pardal, Tony na clandestinidade, lá fomos até São Pedro do Sul ouvir Astor Piazzolla.
Os gajos, 4PorTango, até tocaram bem, e o percussionista, quando se pôs a cantar o Tango do Louco até arrepiou.
Falhou a Ti Fernanda, que resolveu encerrar sem aviso prévio; foi boa a companhia do Pardal e do Licas, com quem ri às lágrimas, como se não houvesse amanhã, aqueles dois são impagáveis.
Valeu a paragem em Vouzela, onde, para cumprir a tradição, se compraram vários quarteirões de pasteis da dita, os melhores do Mundo ( seguir aos ovos móis, aos dom rodrigos, às barrigas de freira, aos papos de anjo, às encharcadas, às.....)
Valeu o jantar no restaurante de substituição, arranjado à Vasco da Gama (descoberta e aventura), que nos serviu umas gambas fritas com uma molhanga de se lhe tirar o chapeu, uns nacos de vitela na brasa, tudo acompanhado com Douro Quinta da Igreja, a condizer com a nossa condição de antigos eclesiaticos.
As versões 4PorTango do Piazzolla são de muito apurado gosto, ouvido também, e virtuosas.
Da minha parte recomendo.

POPA















O nosso Popa hoje está bom e recomenda-se, mas tempos houve em que metia água e muita.

O Veronique era o veleiro mais perto e calhou-me a mim muitas vezes por a bomba de fundo a trabalhar para vazar aquela água toda.Estou numa dessas alturas, com o Presidente Beto a olhar (também é importante olhar) e um jorro de água salgada a saír das cavernas do Popa.
Pois.



sábado, março 03, 2007

Costa Nova am Strandt















Descobri uma fotografia muito antiga, Costa Nova Am Strandt.

Nesses tempos, por influência de meus Pais, era a minha Praia. Hoje prefiro a Barra, mas era assim, fosse nas casas da Frente dos meus Avós ou nas Arrecoletas (sabem o que são?), com as cumuas(*) (e isto, sabem o que é?) de toda a gente, chegava fins Agosto e lá íamos nós, quando Papai chegava da Faina da Terra Nova.

Podem ver que o mulherio estava todo à minha volta, maninha também está lá, e todas as outrinhas em top lé, o que nos anos cinquenta era obra.

(ontem fui comer uns negalhos ao coração da Bairrada (sabem o que são negalhos?) e, para além de estarem muita bons, ouvi o sr Zé a falar e a lembrar-me o Malhadinhas do Aquilino).

(*) Gostam de Kusturika? Aparecem lá, mas são originárias da Costa Nova am Strandt.

Pois.


quinta-feira, março 01, 2007

Bisnetos

Grandes Futuros Marinheiros, os gémeos Leonor Veiga e Francisco Veiga.
Ele Imediato e Encarregado Geral de Odometros e Outros do Veronique, ela Grumete Arvorada de Quarto ao Leme e Faina Geral de Mastros e Primeira Piloto. Ou vice versa.
Já têm beliches reservados no veleiro mais lindo do Universo, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, o Veronique.
Pois.