quarta-feira, agosto 26, 2009

Política

Portugal é um país de gente generosa e boa, mas tem as suas porras.
Durante a inquisição, talvez o mais sórdido, a par com as atrocidades da padralhada, foi a bufaria generalizada das gentes, que aproveitavam as denuncias fomentadas pelo sistema para se vingarem dos vizinhos malquistos.
A bufada era feita, o bufado quilhava-se e ao bufante ninguém pedia responsabilidades sobre a verdade ou inverdade da bufa.
Depois veio o tempo da pide, e o sistema manteve-se e até era pago à bufa, criando no país uma rede de bufaria que constituiu, talvez mais que a própria pide e o regime, uma das maiores vergonhas Portuguesas.
Agora reedita-se.
O governo democrata e socialista manda ' técnicos de supervisão e informação' para os organismos de estado. Motivo, prevenir e reprimir o crime económico e, já agora, verificar se os aparatchicks colocados nesses organismos de estado pelos diferentes e sucessivos aparelhos partidários cumprem com desvelo as directrizes do chefe.

Como com o Coy, e cada vez mais, os únicos locais habitáveis ficam, pelo menos, a mais de dez milhas da costa mais próxima.

terça-feira, agosto 25, 2009

Porto 2009

Nada favorecido nesta fotografia, que a luz não estava na altura certa, ilustra ela a viagem da barra do Douro à de Aveiro, ao leme de um Jouet de "...e tal pés", no que seria uma viagem tranquila no Mar Oceâno.

segunda-feira, agosto 24, 2009

A Marina do Forte da Barra

Pé ante pé, que é como quem diz velejada ante motorada, as flotilhas da Avela, da Ange e do CVCN, aproveitando o Festival do Bacalhau a decorrer no Jardim Oudinot, fizeram uma entrada ao estilo 'Desembarque na Normandia' e, durante todo o fim de semana, atracaram na mais recente e melhor Marina da Ria de Aveiro.
Foram o NVV Veronique, o Zurk, o Tibariaf, o Liberum, o Lusitano, o Ritual, o Baccus, o Petit, o Zás Trás (este famosíssimo pela participação num dos mais belos filmes portugueses de sempre), o Badaire e mais uma catorzena de lanchas, das quais destaco a do Francisco Grangeia, que nos ofereceu um concerto de saxofone durante a noite, que não desmerecia em nada o Jan Garbarek.
O Festival esteve ao seu melhor nível, embora eu faça melhor a feijoada de samos, as caras de bacalhau estavam muitíssimo boas, o arroz doce delicioso, o vinho de estalo, as postinhas de bacalhau frito a raiar a excelência, as choras triviais, a Marieke faz bem melhor.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Ainda as Seixelas

A nossa sorte é sermos um povo de marinheiros, senão estávamos quilhados.
O Jorge Fernandes, de Caminha, presenteou-me com este roteiro, que só por acaso é que foi feito pelos galegos de Tui, que mais premente ainda torna o cruzeiro às Seixelas. Ainda este ano lá vou.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Afinal não fui às Seixelas

Pois é, finalmente chegaram os curtos dias de férias e uma arreliante Nortada, de Norte mesmo, ocupou os primeiros dias impedindo-me de rumar ao Norte.
E eu, que para apanhar porrada fico em casa, preferi ficar em casa.
Ósdepois uma também arreliante avaria na bobine de chamada do motor de arranque do gracioso NVV Veronique tirou-me mais dois dias de Mar.
E já não chegavam os dias para ir, e vir, às Seixelas. Mas fica a vontade e, às tantas, ainda este ano lá vou.
Ficaram lidos o Barroco Tropical do Agualusa, o Quase um Deserto do Sousa Tavares, lê-se numa tarde, um ensaio muito engraçado sobre a origem do Colombo, do Manuel Rosa, o Jesusalem do Mia Couto e ainda acabei o Mar das Especiarias do Magalhães de Castro.
Ainda tive tempo para ir a Saint Jacint sur Mer à abertura da caça, onde, num escasso fim de semana, pusemos abaixo um arroz de galo pica no chão que não desmerecia nada ao do Ruca's, umas carinhas de bacalhau demolhadas nas águas limpas da baía, um bacalhausinho abanado que preparei, e uma fritada de peixe alí pescado, com sarguetas, fanecas, ruivos e carapaus, regado com uma molhanga que o sr Rangel endrominou, de estalão.

Ahhh, São Jacinto continua a mesma merdaça, condições de alta segurança nas estramagueiras da base, má educação a rodos nas lanchas que passam e nas que estão encostadas a um trapiche onde nada pagam e são donos daquilo, e tudo o resto já descrito em postes anteriores.
Valha o Terminal, de cara lavada, com um robalinho escalado muito saboroso!

sábado, agosto 08, 2009

Regata Atlantico Azul

Apesar do NVV Veronique não poder estar presente,por estar em cruzeiro pelas Seixelas, aqui fica a divulgação da Regata.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Férias nas Seixelas

Não fora o trabalho hoje e a Nortada amanhã, daqui a dois dias, ou três, eu e o NVV Veronique estariamos a aportar a essas paradisiacas ilhas Seixelas, localizadas, como se sabe, entre Seixas e Lanhelas.
Assim, mal o Norte abrande, lá iremos nós....
PS: Durante as minhas curtas férias nas Seixelas o Ventosga fica sem moderação de comentários. Agora avacalhem isto que eu quilho-vos.

quinta-feira, julho 30, 2009

A Segurança Militar

A Ria de Aveiro não é prodiga em locais de fundeio. São poucos e desabrigados. Muitas das vezes é dificil encontrar boas sondas e tenças, poucas correntes e ventos, para uma tarde bem passada.
Um desses poucos locais era a baía de São Jacinto, na zona encostada à vegetação densa de estramagueiras quea protege do Vento Norte, dominante nesta região. Correntes não tinha, ventos poucos, a tença era boa e a sonda na casa dos 4 a 8 metros.
A Base Aérea de São Jacinto, naquele local, tem um muro alto para a Ria que impossibilita o acesso a partir de água.
Também aquela zona da base está com acesso cedido ao Aéro Clube de Aveiro, que alí mantem os seus hangares.
O edital, no ponto 7, que aqui reproduzo, já existe há muitos anos. No entanto até há dois anos tem prevalecido o bom senso dos comandantes da Base e do Porto de Aveiro, e os veleiros da Ria tem usufruido daquele local que, diga-se, é magnifico.
Desde 2007 que se tem feito cumprir o edital tornando proibido o fundeio naquela zona.

Entendo que devemos respeito às normas da sociedade e, neste caso, trata-se apenas de uma actividade de recreio que está a ser limitada numa área, apesar de tudo, muito pequena.
Contudo essa área pequena é quase a totalidade da área disponivel da baía de São Jacinto, uma vez que a restante é seca, ou canal de navegação, ou muito desabrigada ( a área mais a Norte).
E depois, será que a segurança militar é assim tão importante? e a ser, porque então se permite o acesso ao Aéro Clube de Aveiro, exactente na mesma área?



ZP = Zona Proibida
Sc = Secos, sondas inferiores a 0,5 metro
Cn = Canal de Navegação, ferry e lanchas de carreira
HACAv = Hangares do Aero Clube de Aveiro
Fd = Zona de fundeio livre

Edital da Capitania do Porto de Aveiro n.º 01/2007 de 28 de Dezembro de 2006 e reeditado para 2008 e 2009.

7. Zona de Segurança Militar

Por razões de segurança militar é proibido fundear, pescar ou efectuar construções de qualquer natureza, no interior da baia de São jacinto, a uma distancia inferior a 50 metros de uma linha base, desde a porta de armas do Regimento de Infantaria nº10 até à raiz do molhe sul , da mencionada baía (decreto lei 42239 de 28 de Abril de 1959)

Desconfio que o interesse da Autoridade é lançar uma taxazinha para a malta pagar pelo direito de alí fundear. Sempre contribui, juntamente com as multas, para o Orçamento dos Aventais.

quinta-feira, julho 23, 2009

Taxa de Farolagem

"Somos um povo de bananas governado por sacanas", Carlos de Bragança, marinheiro amador e rei de Portugal, em inumeras situações.

Como reza a Lei, assinada pelo 'socialista' Guterres, a taxa de farolagem foi criada (DL 12/97 de 16 de Janeiro) para fazer face "...à necessidade de manutenção das infra estruturas que lhe estão afectas, nomeadamente faróis, bóias, balizas, marcas..." e, segundo o mesmo diploma, "...a prestação deste serviço publico exige, como contrapartida, a criação de uma taxa de farolagem e balizagem."
Quem navega na Ria de Aveiro sabe bem como estão as tais bóias e marcas fora dos canais de navegação comercial. Ou não existem, ou estão mal colocados, fora dos canais, deverei dizer regos, ou partidos a meia água, ou outra coisa qualquer.
O mesmo diploma também estipula que o período de validade da taxa paga deva coincidir com a data de emissão do primeiro certificado de navegabilidade da Embarcação a que diz respeito.
No entanto, desde que foi criada esta taxa, o período que a Autoridade Maritima (AM) tem considerado era o do pagamento da taxa, isto é, cada patrão apresentava-se a contas na Capitania no dia d e no dia d+1 ano teria de a pagar outra vez.
Foi isso que fiz, ontem, 22 de Julho, ao apresentar-me na Capitania do Porto de Aveiro para pagar a taxa para o tal serviço público que não existe. (não será antes um imposto? oh amigos juristas)
Mas a AM agora entende aplicar a Lei, e os 56 euros que paguei vão valer apenas até ao dia 23 de Outubro deste ano, data do 1º registo nacional do NVV Veronique.
Em Outubro terei de pagar outros 56 euros, isto é, em vez de pagar uma vez por ano, terei de pagar a mesma taxa/imposto duas vezes no mesmo ano !!!!
Atenção rapaziada que isto é para todos, não é só para mim.

É grande a aptência do Estado por dinheiro , mas será esta a forma correcta de o arranjar (ou deverei dizer sacar) ??

quinta-feira, julho 16, 2009

O País do Medo

O Diário de Aveiro de hoje noticiava um problema de poluição no esteiro de Esgueira. E, no meio do texto, este parágrafo:
"...
Para quem sempre viveu na zona, o caso gera alguma revolta. “Chegámos a tomar banho neste braço da Ria. E peixes, como douradas ou linguados, também existiam muitos”, lembra um morador de Mataduços, que preferiu não ser identificado.
..."
Mas que País é este em que as pessoas são perseguidas por um simples relatar de um facto objectivo que nem sequer chega a ser uma opinião?!!!
O que faz um cidadão ter medo de testemunhar um facto objectivo, visto por ele e por mais umas dezenas largas de pessoas? As retaliações do poder? Só pode!!!!!
Desde os tempos do António que tal se não via, só que nessa altura, pelo menos ele, o António, vivia só com o que recebia do estado.
Agora vive-se o mesmo medo de falar, mas as retaliações, que existem na mesma, são mais sofisticadas, mas igualmente brutais e injustas.
A Verdade incomóda os gajos do poder. Até quando vamos viver no medo?

Mais actual que nunca o poema do Alegre:
"...
Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas.
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.

Em qualquer parte estou presente
Todo o navio da canção
E vou direito ao coração de toda a gente.

Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas.
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.
Venho dizer-vos que não tenho medo.
..."

terça-feira, julho 14, 2009

Meia Laranja

Ora digam lá se a Baía da Meia Laranja, Praia Velha como alguns lhe chamam, com o NVV Veronique, e 'moi mêmme, não é do mais lindo que se pode ver?
Em fundo o meu kleine Wohnung da Barra, actualmente ocupado pelo fâscismo.
A Pic é do meu Amigo Licas.

quarta-feira, julho 08, 2009

Cinema

Com os pedidos de desculpa, aqui vai à pagina da frente o comentário agora recebido:

"...

Obrigado pela divulgação do trabalho dos Projectos Diferidos, pena que não seja feita referência directa à nossa página. :)Não hesitem em comentar este e outros vídeos em http://projectosdiferidos.blogspot.com

PS - Temos uma conterrânea no grupo! Aveiro, Aveiro!!

..."

Os Companheiros do Balde

O Diário de Noticias revela hoje ligações perigosas da Maçonaria à Justiça, com tráfico de influências e outras actividades próprias desta simpática associação recreativa.
Questionado um relevante membro da agremiação, respondeu-nos prontamente, com a tradicional farda aventalista, embora fugindo, como é hábito, à questão de fundo.

sexta-feira, julho 03, 2009

O Xarroco

(Imagem retirada a solicitação de um grupo de pescadores incomodado, às tantas amigos do Xarrroco)
Não é fácil, num grupo de tanta incompetência e sobranceria, apontar o dedo ao campeão. Mas este era o campeão.
Misto de Cazal Ribeiro e Cantinflas, mas em mau, ele era um fartar de vilanagem no apoio às empresas do regime e no ataque a todas as outras.
Dizia-se representante da minha terra no parlamento, mas dela apenas conhecia o troço da A1 que lhe passa ao lado, e, ao que consta, a mais de duzentos à hora.

Admirador de Nostradamus, anunciou várias vezes o fim dos problemas dos Portugueses, quando estes mal começavam.
Atoardas, aldrabices e fanfarronices, mais que muitas. A Verdade desmentia-o a velocidade alucinante. O homem saberia o que dizia?

E depois, achar que duzentos e cinquenta e tal meliantes agem com 'espirito de taberna' é insultar os meus Amigos Taberneiros, e são muitos, mais inteligentes e a anos luz de honestidade daqueles azeiteiros.
E é isso que eu penso. E a esmagadora maioria dos Portugueses, oh azeiteiros.

Como é que um Povo tão bom, com gente tão boa ( a Maria João Pires agora não quer ser Portuguesa ), é governado por sacanas destes?!!

Mal criado, ordinarote e badalhoco mesmo, à imagem do chefe, que fique bem longe de nós por muitos e bons anos...

quinta-feira, junho 25, 2009

O Gaspar

A ultima vez que o vi foi na Marina de Cangas, o Verão passado.
Aqui está ele, na nossa Ria, numa fotografia do Domingos Batel.
PS: A fotografia acima chegou-me num email do Domingos Batel, mas aparece no site da Jaifoto (www.jaifoto.com). O que não quer dizer que não seja dele. Desconheço assim a autoria, mas fica aqui o reparo.

domingo, junho 21, 2009

Baiona e Mar y Arte

À entrada do seu bar fetiche,o Mar y Arte, em Baiona


Duas horas e cinco Saphiras Bombay depois, o autor destas modestas linhas sai do seu bar fetiche, o Mar y Arte, em Baiona, na eminência da chegada da autoridade e pressionado pelo seu imediato Bolha, que cismava em ir comer um gelado na casa ao lado.

terça-feira, junho 16, 2009

Berlenga 2009, o repasto

Depois de algumas sardinhas, malhadas no mais adequado dos cenários, heis-me aqui a olhar a imensidão do Mar Oceâno, tão imensa tão imensa, que só o Mar da Palha se lhe compara.

Notar que as coca colas já estavam na mesa, ao meu lado mora um copo de tinto.

segunda-feira, junho 15, 2009

Arribada a Leixões

O tempo, que faz, sempre às avessas.
Nos dias da Berlenga uma Nortada de Sul, rija, impediu-me de saír a Barra.
(O Rifon, que saiu de Aveiro às 10h00m do dia 10, só chegou à Berlenga no dia seguinte às 13h00m)
No fim de semana, já que não fui à Berlenga, de barco, quiz ir para Vila do Conde, e não é que se pôs uma Nortada, de Norte mesmo, a rondar os 30 nóses e um Marzinho acima dos 4 metros, desencontrado, nada de mais, e tive de arribar a Leça, doze longas e penosas horas depois de sair a Barra de Aveiro.
Mas nem tudo foi mau.
Na Quinta Feira fui de de carro até Peniche, velejei com o Snoopy até à Berlenga, onde malhei umas sardinhas assadas de luxo, antecididas por uns 'understands' como nunca tinha malhado antes.
No regresso a Peniche outra velejada, desta vez com o Dominó, de muito luxo também.
Sábado largamos, eu e o médico de bordo, com rumo a Vila do Conde, no NVV Veronique, barco actualmente um pouco 'abixanado', diga-se.
O Vento cresceu, o Mar também, o médico de bordo recolheu à enfermaria, o Vento cresceu ainda mais, o Mar deu um malagueiro do caraças, e arribei a Leça, onde, diga-se, também há muito bons restaurantes.
Nem deu tempo para comer, durante a viagem, umas excelentes postinhas de bacalhau frito que o médico de bordo fez o favor de levar, nem tão pouco de confeccionar o projectado arroz de tomate para acompanhar.

(a chegar à Boavista vi uma série de reportagens nas televisões com as pessoas a responderem de voz distorcida e na penumbra....porque seria? De que teriam medo para falarem assim? Quem os estaria a ameaçar?
os bufos e a pidaria regressaram pela mão dos azeiteiros e os Portugueses acagaçaram-se. Essa é que é essa.
E quando as gentes não tiverem nada a perder? Cuidem-se ó aventais)

segunda-feira, junho 08, 2009

Politica

A memória é uma coisa quilhada.
Mas eu lembro-me bem do Doutor Afonso Queiró, Presidente da Câmara Corporativa antes do golpe de Abril, que era também regente da cadeira de direito corporativo em Coimbra, sustentáculo ideológico do regime de então.
O coerente candidato era o seu assistente dilecto.
Também me lembro da força de choque do PC durante o Prec e do emproado lente ao seu comando.
Uma porra isto da gente se lembrar das coisas.
Os Portugueses compreenderam e a aliança dos aventais com os azeiteiros levou na cara.

terça-feira, junho 02, 2009