sexta-feira, abril 27, 2012

Em busca do Achar Perdido

A história que agora conto tem o seu inicio durante os Festivais da Figueira da Foz.
Não era só cinema que por lá se via, também se ia ao ‘Escondidinho’, portentoso restaurante goês do Sr. Rodrigues, onde se comia a melhor bibinka, os melhores paparis, os portentosos caris, enfim, tudo manjares do melhor, com óptima entrada e pior saída.

O ‘Escondidinho’ do Sr. Rodrigues tinha um preparado de limão, em que uma  só colher de chá temperava toda uma travessa de arroz, dando-lhe um aroma fresco e diferente. Era o Achar de limão.
Tentei várias vezes que o Sr. Rodrigues me desse a receita do achar, mas ele era peremptório, a receita do achar só podia passar da boca de um goês para o ouvido de outro goês, e como eu não era, nada feito, não ma podia dar, podia ceder-me alguns frascos da deliciosa iguaria, mas a receita não, que tirasse dali a ideia.

Corri os livros de culinária, achei algumas receitas, mas nada parecido com o sabor do achar do Escondidinho da Figueira da Foz.
Fui às lojas gourmet tentar encontrar uns frasquinhos do dito achar e achei, mas, uma vez mais, nada do sabor original da Índia Portuguesa.

Uma vez, trabalhava eu na altura na Renault em Cacia, e um colaborador meu timorense, ainda parente do Xanana, sabendo do meu gosto pelo achar de limão, disse-me que a mãe o fazia muito bem, e quis-me oferecer um boiãozinho, mas receita népias, eu não era goês.
No dia aprazado o meu timorense apresentou-se na empresa com um ar pesaroso, a mãe não tinha achar de limão feito, parece que demora uns meses a preparar, mas tinha um achar de marmelo que, segundo ele, nada ficava a dever ao de limão.

Tudo bem, vou experimentar. E fiquei com o frasco.
O frasco era daqueles de Tofina, com tampa roscada de plástico, que, naquele caso, estava partida, deixando o delicioso aroma sair para todo o ambiente.

Fiz a viagem de Cacia para Aveiro com o frasco de achar de marmelo no carro, com um cheirinho tal que, só com ele, com o cheiro, malhei três finos até chegar a casa. Imaginem o resto.
O achar de marmelo não era de limão, mas era de facto muito bom. Durou vários meses até  a Dª Julia, empregada lá de casa à época, se lembrar de fazer um frango guisado com aquele restinho de tempero que estava no frigorifico. O frango ficou bom, mas o restinho de achar de marmelo foi-se.
E a saga da busca do achar de limão continuou, infrutífera.

Este Verão, um amigo moçambicano, em conversa comigo, teve conhecimento daquele meu gosto e, apesar de eu não ser goês (e ele era apenas arraçado de goês), dentro de grande clandestinidade, deu-me a receita que de imediato testei, com excelentes resultados, muito excelentes resultados, diga-se.
Neste momento já sei fazer achar de limão e faço-o com maestria.
Para manter a tradição, no entanto, a receita só pode passar da boca de um cagaréu para o ouvido de outro cagaréu. Essa é que é essa.

O autor destas modestas linhas absorto na leitura desse monumento da literatura universal e do conhecimento humano, logo após Kant e Heideger, o Camasutra.



(estória do autor publicada no Paskim)

quarta-feira, março 21, 2012

Nova Época

O NVV Veronique, atracado na Marina da Avela na Lota Velha, à espera de que o lavem e escovem, o ponham (mais) bonito. Grandes Velejadas e Navegações se aproximam.
Já atestei o paiol do tinto e o do chaimpain, bem como o da água das pedras, o mais fácil, pois leva apenas um quartilho. Falta o dos presuntos, o do queijo e o dos paios.

segunda-feira, março 19, 2012

Sugestões

Caro Dr Gaspar,
Tendo conhecimento que VEXA anda atribulado a contar os tostões e, já com a imaginação esgotada, pouco mais lhe lembrando para taxar, aqui deixo o meu modesto contributo, rebuscado na gaveta da memória, para VEXA e o estado poderem sacar mais uns cobres à rapaziada.



(foto sacada ao FB de CMS)

segunda-feira, março 05, 2012

Xuntanza


Aí está um nome engraçado para a gente se juntar, uma Juntança, ou, em Galego, uma Xuntanza.
À Juntança foi servido um cozido Galego, versão local do Cozido à Portuguesa, acompanhado por um tinto estaleiro e arrematado por umas aguardentes medicinais, medixinais em Galego.

quinta-feira, março 01, 2012

Da web

"...
OPTIMISMO! OPTIMISMO!

Já não era sem tempo!
Finalmente, notícia que nos permite sentir algum orgulho...

Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de vinho por ano.

Conclusão:

Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja, é económico!
Afinal, nem tudo está mal, neste País!
..."

Comentários:
Por um lado a estatistica deixa-me contente, pois o meu carro também está nos 5,9 l/100Km.
Mas, se a média é essa, e eu contribuo com uns miseráveis 376 litros por ano e só caminho para aí uns 25 km, 20 vá, isto quer dizer que, da minha parte, estou ao nível das antigas Berliet e existem muitos Portugueses que só bebem água. Eis um case study interessante para uma tese de doutoramento.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Barra de Santa Maria

Em solitário, depois de ter sido corrido das amarrações de Olhão e de ter estado fundeado na Culatra

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Este sim...


Quando do lançamento deste livro escrevi umas coisas sobre ele, que mantenho e sublinho.
O livro está bem escrito e dá-nos a conhecer melhor os barcos da nossa Ria. Não é gongórico e adjectivado como outros e merece, com mérito, lugar de destaque na minha biblioteca, mas também nas publicas e nas de cada um de nós.
Grande obra esta.

A elegância castelhana

Em baixo uma sequencia de emails trocados com uma empresa castelhana de venda de bilhetes para toiradas. Não esquecer que o mais recente está mais acima. Notar ainda que a ultima resposta já é dada em castelhano, sendo a primeira, para vender, em Português.

"....
 Lamentamos las posibles molestias ocasionadas, procedemos a revisar nuestras bases de datos para eliminarle en la mayor brevedad posible.

Un saludo,

Servitoro.com



De: Fisola [mailto:xxxxxxx@.telepac.pt]
Enviado el: lunes, 20 de febrero de 2012 10:16
Para: 'Servitoro'
Asunto: RE: Servitoro serviçio Oficial de venda de bilhetes Olivenza


Não solicitamos nem gostamos e muito menos apoiamos touradas
Queiram retirar-nos da vossa lista.

Ah, já me ia esquecendo, OLIVENÇA é Portugal, não é castela.

João Madail Veiga


De: servitor@server.servitoro.com [mailto:servitor@server.servitoro.com] Em nome de Servitoro
Enviada: segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012 09:12
Para: xxxxxx@mail.telepac.pt
Assunto: Servitoro serviçio Oficial de venda de bilhetes Olivenza


Estimados Senhores,

Vimos por este meio apresentar a nossa empresa.

SERVITORO surge como a melhor plataforma virtual de pesquisa, reserva e compra de bilhetes para os espetáculos tauromáquicos por toda Espanha.

Todas as feiras de Espanha ao seu alcance com um simples clique. Compre os seus bilhetes fácilmente e receba-os em Portugal. Compre ao preço mais barato com a confiança de que somos um serviço Oficial de venda de bilhetes para touradas.

Já à venda: Olivenza

Feria de Olivenza:
Secta Feira 2 março: novilhos de José Luis Marca para Tomás Angulo, Tomás Campos y Álvaro Sanlúcar .
Sabado 3 de março: touros de Garcigrande para Julián López El Juli, Miguel Ángel Perera y Alejandro Talavante.
Domingo 4 de março: touros de Zalduendo para Enrique Ponce, Antonio Ferrera y Cayetano.
Domingo 4 de março (tarde): touros de Núñez del Cuvillo para Juan José Padilla, Morante de la Puebla y José Mª Manzanares.


Toros
Abonos (4 festejos)
Grada Sol
40,00 €
126,00 €
Tendido Sol
48,00 €
155,00 €
Grada Sombra
57,00 €
185,00 €
Tendido Sombra Alto
72,00 €
230,00 €

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 Tel: 0034 96 330 85 93
 E-mail: servitoro@servitoro.com
 www.servitoro.com

Agradecemos antecipadamente a sua atenção, receba os melhores cumprimentos.

Servitoro.com
..."

domingo, fevereiro 19, 2012

Fenando Dacosta

"...
Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.


O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber. Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira. O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor. Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros. Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados. As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.


Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»


O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.


“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.


Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta crescentando os outros. “Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.


Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.
..."
Fonte Tempo Livre, Fernando Dacosta





terça-feira, fevereiro 14, 2012

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A Aterragem no Douro


Continua a ser, para meu gosto, a mais linda das barras Portuguesas. É emocionante entrar nela, ter o Passeio Alegre a Bombordo, São Pedro da Afurada do outro lado e  a Arrábida, imponente, ao fundo.

"....
Quem vem e entra no Rio
Junto à praia da Afurada
Vê um velho casario
Que se estende até à ponte

Quem te vê ao vir do Mar
és cascata, são-joanina
Erigida como um altar
no meio da neblina.


Por ruelas e calçadas
da  Foz até à Ribeira
por pedras sujas e gastas
e o Douro à nossa beira

 
E esse teu ar grave e sério
de muito Sal e de Vento
que nos oculta o mistério
de  luz bela e lamento


(fotos do 1º Grumete de Máquinas)

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Instantâneos da Biage de Regresso

Borrasca de WNW com Mar Cavado e Vento muito fresco na casa dos 25 nóses 

Completamente amurado a estibordo, o NVV Veronique range.

Antes da Borrasca, o MMMMBAS e o imediato a malharem.

(fotos do 1º Grumete de Máquinas)

Velejada



Regresso do Douro com vento fresco e Mar cavado, com o Veronique a passar os 10 nós nas surfadelas das ondas. Um luxo.
(filme do 1º grumete de máquinas)

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Os Nórdicos

Civilizados, maduros e racionais, donos do dinheiro, os nórdicos.
O Olof Palm já foi, há uns meses o maniaco noruegues, ontem em Gotemburg.
Do JN de Hoje:

"...
Uma rapariga de 10 anos foi esta segunda-feira esfaqueada à saída de uma escola em Gotemburgo, a segunda maior cidade da Suécia, divulgou a polícia local, informando que o alegado agressor é um homem com cerca de 20 anos.
A rapariga ficou gravemente ferida no pescoço e foi transportada para o hospital ainda com a faca cravada na zona da agressão, referiram as autoridades locais.
De acordo com o porta-voz da polícia, Bjorn Blixter, a criança, que está a ser submetida a uma cirurgia, estava consciente durante o transporte para o hospital, tendo afirmado que não conhecia o agressor.
Segundo o testemunho da criança, o agressor é um homem com cerca de 20 anos.
A polícia sueca está à procura do alegado agressor e começou a recolher os depoimentos de possíveis testemunhas, incluindo outras crianças que frequentam a escola de Bergsgards, para eventuais novas pistas.
O porta-voz da polícia, citado pela agência noticiosa norte-americana Associated Press, afirmou que os motivos que desencadearam o ataque são ainda desconhecidos, afastando, neste momento, a hipótese das outras crianças da escola terem corrido qualquer risco..."

Jorge Jesus e Artur apanhados a enganar o árbitro no Benfica Sporting



Em 1972 fui campeão nacional de yolle de 4, na Barragem de Montargil.
O avanço que ganhamos para o 2º classificado foi tal que o nosso timoneiro, entusiasmado, se levantou no barco, cortando a meta de pé.
Tal atitude foi considerada, e bem, desrespeituosa para os nossos adversários e o resultado foi uma severa repreensão escrita que tivemos do Clube e da Federação Portuguesa de Remo.
A diferença para o video é clara.

domingo, fevereiro 05, 2012

Marina da Afurada

Grande e portentoso Cruzeiro de Inverno à barra do Douro e à inauguração da Marina da Afurada.
Navegação para Norte com vento contra, as 30 milhas foram rápidamente convertidas em 35 ou 40 com os bordos e contrabordos feitos, apesar da máquina sempre a ajudar. As ultimas 3 milhas foram  penosas.
Lá arribamos, com uma recepção de luxo. Acompanhamento via rádio e via bote, com um marinheiro a acompanhar-nos até ao local de amarração e outro no finger a auxiliar.
O jantar em local magnifico, não divulgo para não estragar, mas em frente ao trapiche da lancha de travessia,uma vista deslumbrante e um serviço muito apresentável.
A viagem de regresso foi quase sem história, mas, uma vez mais a 3 milhas da barra de Aveiro, entrou uma refrega rija de NW, a trazer o vento aos 25 nós com rajadas de 30 e a por  o Mar a crescer, tornando  radicais as ultimas milhas  e a entrada na Barra.
A repetir.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Serviço Publico

10 Dúvidas e respostas sobre a ingestão de VINHO


 
1. O VINHO PODE MATAR?
Pode. Há uns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que caiu de um camião levando-o a morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa cerca de 900 gramas .

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalista entrevistados preferem cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste do balão às grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma grade com garrafas de vinho para cada um abrir e beber. As últimas foram abertas e bebidas no mesmo tempo gasto com as primeiras. Em nenhuma das garrafas os reflexos foram alterados.

6. O VINHO É MAIOR CAUSA DE ACIDENTES RODOVIÁRIOS?
Não. Segundo as últimas estimativas, em 2010, 13.8 % dos acidentes rodoviários foram provocados por condutores com níveis de taxa alcoolémia superior a 0.5º.  Todos os outros condutores envolvidos nos mesmos acidentes - 86,2%,  haviam ingerido apenas águas e sumos. Estatisticamente é muito mais perigoso conduzir sem beber.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros com a venda de vinho a copo nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Pungente

Pungente instantâneo do Camarada Presidente e da Primeira Dama verificando, in loquo e in extremis, que estavam tesos.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Marcha dos Marinheiros, em Português

Abandono de Navio




Operação nautica conhecida como 'Abandono de Navio', magistralmente dirigida pelo MMMMMBAS, que não foi o primeiro a embarcar no bote salva vidas.
Nota-se um dos tripulantes que, com o risco da própria vida, salvou o Diário de Bordo e um dos romances que o MMMMMBAS estava na altura a ler.
Perderam-se, infelizmente, três garrafões de vinho, dois presuntos, dois queijos da serra, uma caixa de paios e uma caixa de chaimpain.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Caras de Bacalhau

Em plena faina com umas carinhas de bacalhau com bróculos, muito azeite e vinho tinto, um grupo de intrépidos marinheiros da Avela, fazem jus à sua fama.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

O Reino da Estupidez

As estórias são conhecidas do tempo da Viradeira mas, infelizmente, conhecem-se identicas antes e depois.


Teria os meus doze anos e, a mote livre da professora de Português, fiz uma redação em estilo de ironia que já na altura cultivava. Falava nesse texto de frivolidades em moda nos anos sessenta com a irreverência dos doze anos e doutras menos frivolas, que iamos ouvindo aos mais velhos e vendo também, se mais atentos.
Assinava o texto com um nome inventado, qualquer coisa como Zé Más Linguas da Silva.
A professora, uma semana depois de corrigido o texto, à frente de toda a turma, fez-me uma chamada oral, provou à turma que eu era um ignorante, chamou-me cinico requintado e acusou-me de entregar um teste anónimo.
Claro que a sótôra  sabia que o texto era meu por um pormenor de extrema simplicidade, é que as folhas de exercicio de então tinham um cabeçalho onde era definido o nome do aluno, ano, numero e turma.
O que a sótôra não compreendeu, às tantas porque era ministra de tal Reino, é que o a assinatura final fazia parte integrante do texto, justificando-o mesmo.

Hoje escrevo ainda umas merdaças, ao mesmo estilo irreverente, e crio figuras, personagens e situações virtuais, que auxiliam os textos que vou fazendo.
Criaram-se assim a casa de diversão nocturna Starlight, a minha gerência da mesma casa, a Faty al Mustafá diligente funcionária da dita casa e chefe do corpo de baile, e, mais recentemente Madame Veiga, minha estremosa, bigodada  e paquiderme esposa.
Esta ultima ideia nem sequer é original, tendo sido usada por humoristas portugueses de renome, de que destaco Brum do Canto e Vilhena, com as Madame Canto e Madame Vilhena.
Quem não entende que as Madames fazem parte dos textos e que, em nenhum dos casos tem qualquer relação com a realidade e com as reais esposas de cada um de nós, enferma do mal secular no nosso país, do Reino da Estupidez.
E se com alguém gozo e brinco é comigo próprio, caso tivesse uma esposa com as caracteristicas descritas.
E, como diz Vitorino de Almeida, mil vezes um vigarista a um estupido.
Vou voltar ao tema.

domingo, janeiro 15, 2012

Costa Nova


Por azelhice do MMMMBAS do NVV Veronique, isto é, eu, toquei ligeiramente no fundo do Canal de Mira e aí fiquei até que a maré me soltasse.
O CVCN, de que sou sócio, recebeu-me a mim e ao NVV Veronique, com a galhardia dos grandes Clubes, na estadia e no auxilio no desatascamento.
Fiquei cliente e, continuando a receber-me assim, lá voltarei mais vezes, com mais cuidado no entanto.

Adenda:
Independentemente da minha azelhice, tenho paga e em devida ordem a Taxa de balizagem e farolagem do NVV Veronique.
E se a um imposto não podemos associar qualquer serviço, a uma taxa podemos e devemos fazê-lo.
Onde estavam as boias ou as  marcas sinalizadoras do canal, pelas quais e respectiva manutenção as Autoridade Fiscal e Maritima são tão diligentes cobradoras?
É que eu, a montante da Ponte da Barra,  não vi nenhuma.
E as duas que se vem na foto, uma está no meio de um  seco e a outra, mais proxima, é de entrada na marina do CVCN.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Amanhã

Amanhã, queridos leitores, o autor destas modestas linhas vai rumar a Montalegre e a Vilar de Perdizes para, juntamente com o meu Amigo Fontes, deslindar mais uns capitulos desse expoente da literatura universal que é o Livro de São Cipriano.
Infelizmente  fiz desaparecer o exemplar que possuia no Solar, autografado pelo sr Abade Fontes, porque, numa crise de desentria, nada mais tendo encontrado    à mão,  foi o Livro dos Livros que lhe serviu, destruindo desta forma séculos de sabedoria e conhecimento.
Por sorte tinha guardado algumas fotocópias do documento e é com essas cópias que vou agora rumar a Montalegre.

Comentário anónimo a este post: " Mais valia ires à merda ".
Minha resposta:   Certamente que sim, desde que me ensine o caminho, indo, obviamente, à frente.

Capitão Machadinho

Já em campanha eleitoral, o senhor Capitão Machadinho ganha um novo e importante apoio na Casa Batista, com a sua   esforçada Gerente Dª Néné, aqui depois de um razoável cozido à portuguesa, embora sem o tradicional sabor a SuperPop que  tão bem o caracterizava  anteriormente.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

VII Grande e Fantabulástica Regata da Lua Cheia


Vai ter lugar este fim de semana, de Aveiro até ao CVCN, com jantar no Dori e almoço em Saint Jacint sur Mer no dia seguinte.
Já estamos a fazer contas, complicadas, para passar o NVV Veronique debaixo da Ponte da Barra, que esperamos estarem concluidas até lá.


Feijoada de leitão ao almoço, ah pois é !!


Num almoço à pressa, mas com uma feijoada de leitão de se lhe tirar o chapéu, um grupo de intrépidos marinheiros da Avela, de que se destacam o Comandante Licas, recentemente aderente da maçonaria, o que se pode constatar pelo avental, Hanna a bióloga portuguesa  und Georg,  von Freitag Dreizehn, para além do Berna, do Ginhas, do Zé Lou  e do Comandante Machadinho.
Moi je, fui o tirante da foto, pelo que, malgré tout, não apareço.

Do Vitorino, pelo contrário, só se vê a têsta.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Breaking News

O Governo de Portugal aumentou o Imposto de Circulação dos veleiros em mais de 7%, o que é justo pois só tem veleiros quem pode. (ou quem abdica de outras merdas para ter um veleiro)

Felizmente somos um país de marinheiros se não o aumento seria mais alto. O Governo explicou a medida com a necessidade de dragagens constantes no Mar, que ficam carissimas, bem como dos canais que a ele conduzem, de que destacamos os canais da Ria de Aveiro, completamente navegáveis e muito bem sinalizados.
Aliás esta sinalização e balizagem é também alvo de uma taxa adicional, pois  fica caríssimo mudar as lampadas fundidas das boias de sinalização, sobretudo das que não existem, pela dificuldade em as encontrar.
Por outro lado tem se verificado um aumento generalizado do custo do vento nas bolsas internacionais, pelo que não restava outra alternativa ao executivo que os presentes aumentos.

A redação do Ventosga foi também informada da colocação de pórticos de cobrança de portagem no canal Cale da Vila e na Cale de Espinheiro, estando em estudo a colocação de pórticos idênticos no canal de Mira e no Canal de Ovar, aguardando apenas o parecer técnico das 32 comissões nomeadas para o efeito sobre a altura desses  pórticos, para permitir a passagem de veleiros, que terão, para isso, de reduzir os seus mastros para um máximo de 5 metros acima da linha de água.

Correcção:
Depois de lermos o comentário CPF investigamos e, de facto, são 31 comissões técnicas que etudam a altura dos pórticos.
A 32ª comissão demitiu-se há dois dias por discordar do material em que deviam ser construidos estes porticos, defendendo que  deviam ser em madeira e não em aço, como os seus amigos da Madeirex SA (empresa especializada em mobilias, pontes e outros artefactos em madeira) pretendiam.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Estou cá com uma carga !!!

os homens com gripe

Pachos na testa,
terço na mão,
uma botija,
chá de limão

Zaragatoas,
vinho com mel,
três aspirinas,
creme na pele

Grito de medo,
chamo a mulher :
Ai Lurdes Lurdes
que vou morrer !

Mede-me a febre,
vê-me a goela,
cala os miúdos,
fecha a janela.

Não quero canja,
nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes,
não vales nada !

Se tu sonhasses
como me sinto,
já vejo a morte
nunca te minto

Já vejo o inferno,
chamas, diabos,
anjos estranhos,
cornos e rabos

Vejo demónios
nas suas danças
tigres sem listras,
bodes sem tranças

Choros de coruja,
risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes
fica comigo

Não é o pingo
de uma torneira,
Põe-me a Santinha
à cabeceira

Compõe-me a colcha,
fala ao prior,
pousa o Jesus
no cobertor.

Chama o Doutor,
passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes
nem dás por nada !

Faz-me tisanas
e pão de ló,
não te levantes
que fico só

Aqui sozinho
a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes
que vou morrer !

António Lobo Antunes


quarta-feira, dezembro 28, 2011

Termas

À espera do Bombai Saphir

Já regressei, das termas.
Foram boas, magnificas mesmo, direi, com direito a xin bombai no Mar y Arte e tudo.
Tivemos na primeira sessão uma pescada à sevilhana muitissimo boa no balneário do Lau, em Cerveira, seguiu-se uma tapada em Baiona, com xoupas, calamares, padrons e por aí fora, tudo regado com Ribeiro.
Dali fui ao Mar y Arte, tradição é tradição.
Para terminar, num dos balneários galegos que mais frequento ultimamente, a Finca do Parrulo, entre outras iguarias, umas setas grelhadas a acompanhar um Rioja Tinto de estalo.
Pelo meio ficou o banho no Talasso e o meio copinho de agua à saída do banho que o meu médico me obriga a beber. Qualquer dia mudo de médico, o gajo que beba o meio copinho se gosta.
Agua, deus nosso senhor ma livre dos pés, que da boca a livro eu.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Boia de Barlavento

Prestes a rodar a Boia de Barlavento, numa das suas melhores classificações de sempre, o NVV Veronique, ainda na sua armação clássica, magistralmente timonado pelo Comandante Zé Angelo, coadjuvado por mim na navegação, pelo Bolha na cozinha e pelo Varinhas no Chaimpain.

domingo, dezembro 25, 2011

Cagaço


Recebi, há dias, um cartão de Boas Festas, à antiga, como eu gosto de receber e de enviar. Escrito à mão, personalizado.
O envelope era como aqui reproduzo e, mesmo antes de ver o remetente, aqui educadamente censurado, li Ministério das Finanças e, como qualquer Português quando recebe uma carta desta proveniência, acagacei-me todo, fiquei branco, ia desmaiando.
Depois lá li o remetente, fiquei contente e acalmei, mas demorei umas boas horas a regularizar o ritmo cardiaco. Phoenix, sustos destes, Amigos, não se pregam.

sábado, dezembro 17, 2011

Goa

O gen. Vassalo e Silva, ao centro, prisioneiro do Exercito Indiano.

O dia da nossa chegada é o Dia da Marinha.
Há 50 anos saímos.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

NVV Veronique, como sempre, desportivo

Num momentâneo segundo lugar em Regata, que em breve seria primeiro, ganhando com esta estonteante vitória o 254º leitão e a 321ª Caldeirada de Enguias do seu palmarés, aqui vemos o NVV Veronique, excelentemente mareado, numa das Rias Galegas.

Feliz Natal desde a Galiza

domingo, dezembro 11, 2011

Busca e Salvamento

Uma vez mais e sem qualquer recompensa para além da satisfação do DEVER cumprido, o NVV Veronique saíu esta manhã de domingo em missão de Busca e Salvamento (BES, Search And Rescue em estrangeiro), desta vez para auxiliar o veleiro Galego Bionta UM.
Ainda pensamos em rebocar o veleiro para a Ribeira, ou mesmo para São Jacinto, o que fariamos sem exitar se se tratasse de uma embarcação moura ou  castelhana, mas, tratando-se de um veleiro Galego rebocamos mesmo para o Pontão da Avela, tendo préviamente prevenido e solicitado a devida autorização ao Camarada Presidente.
Durante a noite ainda o Boavista Radio Controlo entrou em contacto com o Bionta Um e com a Guarda Costeira (PM) para coordenação desta missão BES.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Ainda o Gustavo

Comprei a 2ª de Mahler, com direcção do Rattle (o do cabelo igual ao da castelhana nonagenária que se casou há dias) e tocada pela Orquestra de Berlim.
O estranho era eu não conhecer ainda esta interpretação.

sábado, dezembro 03, 2011

Ainda a Virgem do Sameiro

Se eu sou obrigado a ter, e bem, uma Epirb, que paguei do meu bolso, e o NVV Veronique só tem 10,5 metros de fora a fora, porque carga de água um pesqueiro não é também obrigado a ter? 
E porque tem de ser o Estado, isto é, nós todos, a pagar as Epirbs aos pesqueiros?
Até porque estes aparelhos nem são excessivamente caros, sobretudo quando comparados com o preço total das embarcações e, mais ainda, sem comparação aqui, com a vida dos marinheiros?
Safaram-se os caxineiros e AINDA BEEEEEEMMMMM.
Esmeraram-se os serviços lusos de busca e salvamento e encheram me o coiro de orgulho.
Mas, pergunto outra vez, porque carga de água, no sec XXI e por meia duzia de tostões, o Virgem do Sameiro não tinha Epirb?
E o VHF com DSC que também sou obrigado, e bem, a ter, porque não existia a bordo do pesqueiro ?
Se o Virgem do Sameiro tivesse um destes dois aparelhos, os seus naufragos, em vez de três dias, seriam recolhidos algumas horas após a emissão do sinal de socorro.
A questão é que se o helicoptero não os tivesse encontrado, muito provavelmente morreriam os pescadores.
E porquê, se  a tecnologia de localização está hoje disponível e a preços tão baixos ?!!!!

Em busca das montanhas azuis.

Há bué de anos, trabalhava eu intermitentemente em Paris, Champigny sur Marne mais em concreto, o Sérgio Paulo Silva pediu-me  que lhe trouxesse da Gilbert Jeune um disco do Ferré, "Verlaine et Rimbaud"  e o "Ecrits Intimes" do  libertino do Roger Vailland.
A Gilbert Jeune é uma livrariazinha  deliciosa que eu, das pouquissimas  vezes que vou, ia,  a Paris, visitava  sempre em peregrinação.
Aproveitei e comprei dois exemplares de cada.

O disco do Fausto lembra muito o Ferré a cantar Verlaine et Rimbaud, Il patinait merveilleusement, por exemplo.
Não será cópia, sendo o disco do Leo Ferré é de 80 ou 81  é diferente. A forma de abordar os textos é que se assemelha e muito.
Fui buscar o meu velho vinil, dos melhores conservados que tenho, e ora o Verlaine et Rimbaud, ora as Montanhas Azuis, alternei os temas.
Deliciosamente belos, os textos, as melodias e as interpretações.
Serão provas da existencia de deus estes dois trabalhos.

Novo Blog melhor do Mundo

É ir bisitar, acho muito bom.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Virgem do Sameiro

Desta vez safaram-se os caxineiros.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Viva Portugal

Claro que temos governantes FDPs, mas são nossos, não são castelhanos.

terça-feira, novembro 29, 2011

Breaking News

De um amigo recebi a seguinte noticia:
"...

Nos EUA fabricaram uma máquina que apanha gatunos.
Testaram-na em New York e em 5 minutos apanhou 1500 gatunos;
Levaram-na para Itália e em 3 minutos apanhou 3500;
Na África do Sul só em 2 minutos apanhou 6000 gatunos;
Trouxeram-na para Portugal e, num minuto, roubaram a máquina…

O caso está em segredo de justiça para se apurar se faz parte do processo Face Oculta ou do processo BPN
uma vez que a referida máquina tanto pode estar numa sucata como pode ter ido parar a um offshore.
..."

segunda-feira, novembro 28, 2011

A Termas

 Uma cuidada dieta durante o fim de semana, que se iniciou em Vilarinho de Samardã, em pleno  coração deTrás os Montes, com uma singela posta Mirandesa, que se tinha seguido a uma alheira e uma moira assadinhas na brasa.


De fronte a um dos fontanários visitados, o autor destas modestas linhas esforça a sua imaginação no que deveria solicitar para a refeição seguinte.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Folclore

Continua a decorrer mais uma manifestação de folclore, patrocinada por diversos agrupamentos sindicais, desta vez com a designação de GREVE GERAL (Interrupção temporária  dos Serviços Publicos).
No Fandango temos os ladrões do costume de um lado e do outro bailadores de tacão e patilhas compridas.
No Vira vemos vigaristas de colarinho branco e associativos de banho retrasado, de braços ao alto a estalar os dedos.
No Malhão, a dança mais concorrida, vemos os grupos todos a malhar no Zé que, indefeso, grita e tenta escapar.

quarta-feira, novembro 23, 2011

domingo, novembro 20, 2011

O Navegador de Vagos

As buscas do Camarada Presidente, da Avela, claro, sobre este tema, como sobre outros, estão dar resultados imprevistos.
A confirmarem-se estas noticias e umas outras que também por aqui se vão apurando, às tantas, da minha parte, comem mas é merdelim.
Ou o acompanhante de Vagos não sabe no que se meteu e com quem se meteu?!! (é o mais certo)

quarta-feira, novembro 16, 2011

Interludio

Este vosso amigo, no meio de uma semana estuporada de aturar tudo quanto é filho da puta, vai, quinta feira, à Alfandega Velha da Imbicta, ouvir a Orquestra do Norte a interpretar as aberturas da Flauta Mágica e das Bodas de Figaro do Amadeus e também von Weber, Wagner e Lizt.
Um jantarzinho para aí no Don Tonho, ou por alí ao lado e  a musica óspois.
Vai ser uma navegação de luxo.
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Um jantar de degustação meio bom, um carpaccio de bacalhau (vulgo punheta de bacalhau) muito saboroso, um maigret de pato com rizoto  bom e uma mousse de queijo de cabra com gelado de broa,  assaz manhosa.
Valeram os Portos, cada prato com o seu, muito bons.

A acustica da sala da Alfandega era manhosa, os metais estavam desafinados, mas dos metais as trompas estiveram muito bem. As cordas e a soprano também.
Faltou garra ao Mozart e ao Wagner. Esperava, porque ouvi outras interpretações, mais vida e  mais genica nas peças tocadas.
No cais da Ribeira estava uma barca, cheia de gajas boas, com pano redondo no traquete e latino na mezena, lindissima.

MAFIA "Verde"

Do jornal Ionline de hoje, o texto em baixo, que subscrevo militantemente, com inumeros e escandalosos exemplos:
"...
A sustentabilidade ambiental transformou-se num negócio de milhões. Num curto espaço de anos foram criadas centenas de estruturas, públicas e privadas, que, em nome do ambiente, cobram elevadas maquias em troca dos seus préstimos transformados em lei. Para desespero do promotor, refém do parecer favorável de mais de uma dezena de entidades, um projecto de investimento pode ficar meio milhão mais caro e ainda assim demorar vários anos para ser aprovado. As queixas já chegaram a Bruxelas. As histórias são infindáveis, mas são poucos os que querem dar a cara. Afinal, nunca se sabe quando voltarão a precisar de recorrer aos serviços municipais, ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade ou a qualquer outro dos sete existentes, a uma das cinco comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) ou a qualquer outra comissão, direcção ou órgão consultivo, A prudência manda pagar e calar, como, tarde de mais, percebeu um investidor estrangeiro que decidiu recorrer aos tribunais. O ex-ministro da Administração Interna, Ângelo Correia, que presidiu à Comissão Parlamentar do Ambiente, disse ao i que, ao nível da gestão, “devem prevalecer as regras da clareza e da velocidade adequada de resposta aos problemas. Nem uma nem outra condições estão asseguradas em Portugal. Em nome do ambiente montou-se um esquema” que acaba por prejudicar o próprio ambiente. Para Ângelo Correia, “dá a impressão que tudo foi feito de forma a que os portugueses tenham que pedir a intervenção do Estado.” Um promotor contou ao i que pagou por um estudo de impacto ambiental 200 mil euros. E teve que pagar à Agência Portuguesa do Ambiente taxas no valor de 100 mil euros. Ângelo Correia diz também que “há em Portugal uma deficiente organização nos espaços e organismos que tutelam o ambiente”. O secretário de Estado do Ambiente, Pedro Afonso de Paulo, concorda que existe demasiada burocracia e diz que o objectivo do actual governo é simplificar. A reorganização do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, anunciada no fim de Setembro, permitiu eliminar mais de 30% das estruturas e dos dirigentes, poupando ao Estado cinco milhões de euros de uma penada. Mas isso não chega. Além da duplicação de funções e da existência de demasiados decisores ao longo da aprovação de um projecto, os investidores queixam-se daquilo que descrevem como o exercício de um poder mesquinho: ter na mão a possíbilidade de vetar ou autorizar um negócio de milhões. A arquitecta paisagista e quadro superior da CCDR Alentejo, Margarida Cancela de Abreu, foi ao longo de muitos anos temida e odiada por investidores que viam os seus empreendimentos voltar sistamaticamente para trás. Faltava sempre qualquer coisa. Mas, ao que parece, não é possível exigir responsabilidades a quem tem o poder de decidir. Porquê? A resposta do secretário de Estado diz tudo: “No quadro actual, nem sempre é claro de quem é a responsabilidade, dado o número de entidades, técnicos e decisores frequentemente envolvidos, e dos circuitos burocráticos a respeitar. Trata-se muitas vezes da chamada ‘responsabilidade difusa’. Mas um dos pontos centrais da revisão dos regimes jurídicos dos Instrumentos de Gestão Territorial, e da Urbanização e Edificação irá precisamente incidir sobre os aspectos administrativos e de procedimento.” Será um avanço, mas continua a faltar coerência estratégica. Muitas vezes existe receio em assumir a responsabilidade pela emissão de pareceres e alguns podem até ser contraditórios. A verdade, é que todos estes constrangimentos custam milhões. Para Ângelo Correia, parte da solução passaria por uma separação clara entre o que são entidades como a Quercus ou Liga para a Protecção da Natureza e o Estado. Por outro lado, seria fundamental criar padrões standard sobre o que se pode ou não tolerar e deixar isso escrito e objectivado para que todos possam conhecer as regras.
..."

segunda-feira, novembro 14, 2011

Serviço Publico

O Mar Adentro Ventosga orgulha-se de participar no esforço de Serviço Publico que deve nortear todos os Portugueses.
Apesar da ideia não ser minha, aqui a reproduzo, em tom de aconselhamento fiscal:

Não esquecer na vossa declaração fiscal para o ano de 2011 de referir o nome dos membros do governo e do parlamento na rubrica "Pessoas a Cargo"!!!