quinta-feira, março 01, 2012

Da web

"...
OPTIMISMO! OPTIMISMO!

Já não era sem tempo!
Finalmente, notícia que nos permite sentir algum orgulho...

Um estudo recente conduzido pela Universidade Técnica de Lisboa mostrou que cada português caminha em média 440 km por ano.
Outro estudo feito pela Associação Médica de Coimbra revelou que, em média, o português bebe 26 litros de vinho por ano.

Conclusão:

Isso significa que o português, em média, gasta 5,9 litros aos 100km, ou seja, é económico!
Afinal, nem tudo está mal, neste País!
..."

Comentários:
Por um lado a estatistica deixa-me contente, pois o meu carro também está nos 5,9 l/100Km.
Mas, se a média é essa, e eu contribuo com uns miseráveis 376 litros por ano e só caminho para aí uns 25 km, 20 vá, isto quer dizer que, da minha parte, estou ao nível das antigas Berliet e existem muitos Portugueses que só bebem água. Eis um case study interessante para uma tese de doutoramento.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Barra de Santa Maria

Em solitário, depois de ter sido corrido das amarrações de Olhão e de ter estado fundeado na Culatra

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Este sim...


Quando do lançamento deste livro escrevi umas coisas sobre ele, que mantenho e sublinho.
O livro está bem escrito e dá-nos a conhecer melhor os barcos da nossa Ria. Não é gongórico e adjectivado como outros e merece, com mérito, lugar de destaque na minha biblioteca, mas também nas publicas e nas de cada um de nós.
Grande obra esta.

A elegância castelhana

Em baixo uma sequencia de emails trocados com uma empresa castelhana de venda de bilhetes para toiradas. Não esquecer que o mais recente está mais acima. Notar ainda que a ultima resposta já é dada em castelhano, sendo a primeira, para vender, em Português.

"....
 Lamentamos las posibles molestias ocasionadas, procedemos a revisar nuestras bases de datos para eliminarle en la mayor brevedad posible.

Un saludo,

Servitoro.com



De: Fisola [mailto:xxxxxxx@.telepac.pt]
Enviado el: lunes, 20 de febrero de 2012 10:16
Para: 'Servitoro'
Asunto: RE: Servitoro serviçio Oficial de venda de bilhetes Olivenza


Não solicitamos nem gostamos e muito menos apoiamos touradas
Queiram retirar-nos da vossa lista.

Ah, já me ia esquecendo, OLIVENÇA é Portugal, não é castela.

João Madail Veiga


De: servitor@server.servitoro.com [mailto:servitor@server.servitoro.com] Em nome de Servitoro
Enviada: segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012 09:12
Para: xxxxxx@mail.telepac.pt
Assunto: Servitoro serviçio Oficial de venda de bilhetes Olivenza


Estimados Senhores,

Vimos por este meio apresentar a nossa empresa.

SERVITORO surge como a melhor plataforma virtual de pesquisa, reserva e compra de bilhetes para os espetáculos tauromáquicos por toda Espanha.

Todas as feiras de Espanha ao seu alcance com um simples clique. Compre os seus bilhetes fácilmente e receba-os em Portugal. Compre ao preço mais barato com a confiança de que somos um serviço Oficial de venda de bilhetes para touradas.

Já à venda: Olivenza

Feria de Olivenza:
Secta Feira 2 março: novilhos de José Luis Marca para Tomás Angulo, Tomás Campos y Álvaro Sanlúcar .
Sabado 3 de março: touros de Garcigrande para Julián López El Juli, Miguel Ángel Perera y Alejandro Talavante.
Domingo 4 de março: touros de Zalduendo para Enrique Ponce, Antonio Ferrera y Cayetano.
Domingo 4 de março (tarde): touros de Núñez del Cuvillo para Juan José Padilla, Morante de la Puebla y José Mª Manzanares.


Toros
Abonos (4 festejos)
Grada Sol
40,00 €
126,00 €
Tendido Sol
48,00 €
155,00 €
Grada Sombra
57,00 €
185,00 €
Tendido Sombra Alto
72,00 €
230,00 €

COMPRAR

Contacte-nos

 Tel: 0034 96 330 85 93
 E-mail: servitoro@servitoro.com
 www.servitoro.com

Agradecemos antecipadamente a sua atenção, receba os melhores cumprimentos.

Servitoro.com
..."

domingo, fevereiro 19, 2012

Fenando Dacosta

"...
Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.


O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber. Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira. O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor. Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros. Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados. As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.


Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»


O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.


“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.


Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta crescentando os outros. “Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.


Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.
..."
Fonte Tempo Livre, Fernando Dacosta





terça-feira, fevereiro 14, 2012

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A Aterragem no Douro


Continua a ser, para meu gosto, a mais linda das barras Portuguesas. É emocionante entrar nela, ter o Passeio Alegre a Bombordo, São Pedro da Afurada do outro lado e  a Arrábida, imponente, ao fundo.

"....
Quem vem e entra no Rio
Junto à praia da Afurada
Vê um velho casario
Que se estende até à ponte

Quem te vê ao vir do Mar
és cascata, são-joanina
Erigida como um altar
no meio da neblina.


Por ruelas e calçadas
da  Foz até à Ribeira
por pedras sujas e gastas
e o Douro à nossa beira

 
E esse teu ar grave e sério
de muito Sal e de Vento
que nos oculta o mistério
de  luz bela e lamento


(fotos do 1º Grumete de Máquinas)

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Instantâneos da Biage de Regresso

Borrasca de WNW com Mar Cavado e Vento muito fresco na casa dos 25 nóses 

Completamente amurado a estibordo, o NVV Veronique range.

Antes da Borrasca, o MMMMBAS e o imediato a malharem.

(fotos do 1º Grumete de Máquinas)

Velejada



Regresso do Douro com vento fresco e Mar cavado, com o Veronique a passar os 10 nós nas surfadelas das ondas. Um luxo.
(filme do 1º grumete de máquinas)

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Os Nórdicos

Civilizados, maduros e racionais, donos do dinheiro, os nórdicos.
O Olof Palm já foi, há uns meses o maniaco noruegues, ontem em Gotemburg.
Do JN de Hoje:

"...
Uma rapariga de 10 anos foi esta segunda-feira esfaqueada à saída de uma escola em Gotemburgo, a segunda maior cidade da Suécia, divulgou a polícia local, informando que o alegado agressor é um homem com cerca de 20 anos.
A rapariga ficou gravemente ferida no pescoço e foi transportada para o hospital ainda com a faca cravada na zona da agressão, referiram as autoridades locais.
De acordo com o porta-voz da polícia, Bjorn Blixter, a criança, que está a ser submetida a uma cirurgia, estava consciente durante o transporte para o hospital, tendo afirmado que não conhecia o agressor.
Segundo o testemunho da criança, o agressor é um homem com cerca de 20 anos.
A polícia sueca está à procura do alegado agressor e começou a recolher os depoimentos de possíveis testemunhas, incluindo outras crianças que frequentam a escola de Bergsgards, para eventuais novas pistas.
O porta-voz da polícia, citado pela agência noticiosa norte-americana Associated Press, afirmou que os motivos que desencadearam o ataque são ainda desconhecidos, afastando, neste momento, a hipótese das outras crianças da escola terem corrido qualquer risco..."

Jorge Jesus e Artur apanhados a enganar o árbitro no Benfica Sporting



Em 1972 fui campeão nacional de yolle de 4, na Barragem de Montargil.
O avanço que ganhamos para o 2º classificado foi tal que o nosso timoneiro, entusiasmado, se levantou no barco, cortando a meta de pé.
Tal atitude foi considerada, e bem, desrespeituosa para os nossos adversários e o resultado foi uma severa repreensão escrita que tivemos do Clube e da Federação Portuguesa de Remo.
A diferença para o video é clara.

domingo, fevereiro 05, 2012

Marina da Afurada

Grande e portentoso Cruzeiro de Inverno à barra do Douro e à inauguração da Marina da Afurada.
Navegação para Norte com vento contra, as 30 milhas foram rápidamente convertidas em 35 ou 40 com os bordos e contrabordos feitos, apesar da máquina sempre a ajudar. As ultimas 3 milhas foram  penosas.
Lá arribamos, com uma recepção de luxo. Acompanhamento via rádio e via bote, com um marinheiro a acompanhar-nos até ao local de amarração e outro no finger a auxiliar.
O jantar em local magnifico, não divulgo para não estragar, mas em frente ao trapiche da lancha de travessia,uma vista deslumbrante e um serviço muito apresentável.
A viagem de regresso foi quase sem história, mas, uma vez mais a 3 milhas da barra de Aveiro, entrou uma refrega rija de NW, a trazer o vento aos 25 nós com rajadas de 30 e a por  o Mar a crescer, tornando  radicais as ultimas milhas  e a entrada na Barra.
A repetir.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Serviço Publico

10 Dúvidas e respostas sobre a ingestão de VINHO


 
1. O VINHO PODE MATAR?
Pode. Há uns anos, um rapaz foi atingido por um barril de vinho que caiu de um camião levando-o a morte instantânea.

2. O USO CONTINUADO DO ÁLCOOL PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de vinho pesa cerca de 900 gramas .

3. O VINHO CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. Cerca de 89,7% dos psiquiatras, psicólogos e psicanalista entrevistados preferem cerveja.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas operações STOP a polícia nunca faz o teste do balão às grávidas.

5. O VINHO PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Experiência com mais de 500 condutores: foi dada uma grade com garrafas de vinho para cada um abrir e beber. As últimas foram abertas e bebidas no mesmo tempo gasto com as primeiras. Em nenhuma das garrafas os reflexos foram alterados.

6. O VINHO É MAIOR CAUSA DE ACIDENTES RODOVIÁRIOS?
Não. Segundo as últimas estimativas, em 2010, 13.8 % dos acidentes rodoviários foram provocados por condutores com níveis de taxa alcoolémia superior a 0.5º.  Todos os outros condutores envolvidos nos mesmos acidentes - 86,2%,  haviam ingerido apenas águas e sumos. Estatisticamente é muito mais perigoso conduzir sem beber.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito depressa. Se deixar uma garrafa de vinho aberta de um dia para o outro, altera o paladar e o aroma e chega mesmo a avinagrar passadas algumas semanas.

7. O VINHO CONDICIONA NEGATIVAMENTE O RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Algumas universidades estão a aumentar os lucros com a venda de vinho a copo nas cantinas e bares.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
O estudo confirma que, em primeiríssimo lugar, o empregado de mesa.

9. O VINHO ENGORDA?
Não. Tu é que engordas.

10. O VINHO CAUSA PERDA DE MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Pungente

Pungente instantâneo do Camarada Presidente e da Primeira Dama verificando, in loquo e in extremis, que estavam tesos.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Marcha dos Marinheiros, em Português

Abandono de Navio




Operação nautica conhecida como 'Abandono de Navio', magistralmente dirigida pelo MMMMMBAS, que não foi o primeiro a embarcar no bote salva vidas.
Nota-se um dos tripulantes que, com o risco da própria vida, salvou o Diário de Bordo e um dos romances que o MMMMMBAS estava na altura a ler.
Perderam-se, infelizmente, três garrafões de vinho, dois presuntos, dois queijos da serra, uma caixa de paios e uma caixa de chaimpain.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Caras de Bacalhau

Em plena faina com umas carinhas de bacalhau com bróculos, muito azeite e vinho tinto, um grupo de intrépidos marinheiros da Avela, fazem jus à sua fama.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

O Reino da Estupidez

As estórias são conhecidas do tempo da Viradeira mas, infelizmente, conhecem-se identicas antes e depois.


Teria os meus doze anos e, a mote livre da professora de Português, fiz uma redação em estilo de ironia que já na altura cultivava. Falava nesse texto de frivolidades em moda nos anos sessenta com a irreverência dos doze anos e doutras menos frivolas, que iamos ouvindo aos mais velhos e vendo também, se mais atentos.
Assinava o texto com um nome inventado, qualquer coisa como Zé Más Linguas da Silva.
A professora, uma semana depois de corrigido o texto, à frente de toda a turma, fez-me uma chamada oral, provou à turma que eu era um ignorante, chamou-me cinico requintado e acusou-me de entregar um teste anónimo.
Claro que a sótôra  sabia que o texto era meu por um pormenor de extrema simplicidade, é que as folhas de exercicio de então tinham um cabeçalho onde era definido o nome do aluno, ano, numero e turma.
O que a sótôra não compreendeu, às tantas porque era ministra de tal Reino, é que o a assinatura final fazia parte integrante do texto, justificando-o mesmo.

Hoje escrevo ainda umas merdaças, ao mesmo estilo irreverente, e crio figuras, personagens e situações virtuais, que auxiliam os textos que vou fazendo.
Criaram-se assim a casa de diversão nocturna Starlight, a minha gerência da mesma casa, a Faty al Mustafá diligente funcionária da dita casa e chefe do corpo de baile, e, mais recentemente Madame Veiga, minha estremosa, bigodada  e paquiderme esposa.
Esta ultima ideia nem sequer é original, tendo sido usada por humoristas portugueses de renome, de que destaco Brum do Canto e Vilhena, com as Madame Canto e Madame Vilhena.
Quem não entende que as Madames fazem parte dos textos e que, em nenhum dos casos tem qualquer relação com a realidade e com as reais esposas de cada um de nós, enferma do mal secular no nosso país, do Reino da Estupidez.
E se com alguém gozo e brinco é comigo próprio, caso tivesse uma esposa com as caracteristicas descritas.
E, como diz Vitorino de Almeida, mil vezes um vigarista a um estupido.
Vou voltar ao tema.

domingo, janeiro 15, 2012

Costa Nova


Por azelhice do MMMMBAS do NVV Veronique, isto é, eu, toquei ligeiramente no fundo do Canal de Mira e aí fiquei até que a maré me soltasse.
O CVCN, de que sou sócio, recebeu-me a mim e ao NVV Veronique, com a galhardia dos grandes Clubes, na estadia e no auxilio no desatascamento.
Fiquei cliente e, continuando a receber-me assim, lá voltarei mais vezes, com mais cuidado no entanto.

Adenda:
Independentemente da minha azelhice, tenho paga e em devida ordem a Taxa de balizagem e farolagem do NVV Veronique.
E se a um imposto não podemos associar qualquer serviço, a uma taxa podemos e devemos fazê-lo.
Onde estavam as boias ou as  marcas sinalizadoras do canal, pelas quais e respectiva manutenção as Autoridade Fiscal e Maritima são tão diligentes cobradoras?
É que eu, a montante da Ponte da Barra,  não vi nenhuma.
E as duas que se vem na foto, uma está no meio de um  seco e a outra, mais proxima, é de entrada na marina do CVCN.