O Governo de Portugal aumentou o Imposto de Circulação dos veleiros em mais de 7%, o que é justo pois só tem veleiros quem pode. (ou quem abdica de outras merdas para ter um veleiro)
Felizmente somos um país de marinheiros se não o aumento seria mais alto. O Governo explicou a medida com a necessidade de dragagens constantes no Mar, que ficam carissimas, bem como dos canais que a ele conduzem, de que destacamos os canais da Ria de Aveiro, completamente navegáveis e muito bem sinalizados.
Aliás esta sinalização e balizagem é também alvo de uma taxa adicional, pois fica caríssimo mudar as lampadas fundidas das boias de sinalização, sobretudo das que não existem, pela dificuldade em as encontrar.
Por outro lado tem se verificado um aumento generalizado do custo do vento nas bolsas internacionais, pelo que não restava outra alternativa ao executivo que os presentes aumentos.
A redação do Ventosga foi também informada da colocação de pórticos de cobrança de portagem no canal Cale da Vila e na Cale de Espinheiro, estando em estudo a colocação de pórticos idênticos no canal de Mira e no Canal de Ovar, aguardando apenas o parecer técnico das 32 comissões nomeadas para o efeito sobre a altura desses pórticos, para permitir a passagem de veleiros, que terão, para isso, de reduzir os seus mastros para um máximo de 5 metros acima da linha de água.
Correcção:
Depois de lermos o comentário CPF investigamos e, de facto, são 31 comissões técnicas que etudam a altura dos pórticos.
A 32ª comissão demitiu-se há dois dias por discordar do material em que deviam ser construidos estes porticos, defendendo que deviam ser em madeira e não em aço, como os seus amigos da Madeirex SA (empresa especializada em mobilias, pontes e outros artefactos em madeira) pretendiam.