Continua a decorrer mais uma manifestação de folclore, patrocinada por diversos agrupamentos sindicais, desta vez com a designação de GREVE GERAL (Interrupção temporária dos Serviços Publicos).
No Fandango temos os ladrões do costume de um lado e do outro bailadores de tacão e patilhas compridas.
No Vira vemos vigaristas de colarinho branco e associativos de banho retrasado, de braços ao alto a estalar os dedos.
No Malhão, a dança mais concorrida, vemos os grupos todos a malhar no Zé que, indefeso, grita e tenta escapar.
"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
quinta-feira, novembro 24, 2011
quarta-feira, novembro 23, 2011
domingo, novembro 20, 2011
O Navegador de Vagos
As buscas do Camarada Presidente, da Avela, claro, sobre este tema, como sobre outros, estão dar resultados imprevistos.
A confirmarem-se estas noticias e umas outras que também por aqui se vão apurando, às tantas, da minha parte, comem mas é merdelim.
Ou o acompanhante de Vagos não sabe no que se meteu e com quem se meteu?!! (é o mais certo)
quarta-feira, novembro 16, 2011
Interludio
Este vosso amigo, no meio de uma semana estuporada de aturar tudo quanto é filho da puta, vai, quinta feira, à Alfandega Velha da Imbicta, ouvir a Orquestra do Norte a interpretar as aberturas da Flauta Mágica e das Bodas de Figaro do Amadeus e também von Weber, Wagner e Lizt.
Um jantarzinho para aí no Don Tonho, ou por alí ao lado e a musica óspois.
Vai ser uma navegação de luxo.
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Um jantar de degustação meio bom, um carpaccio de bacalhau (vulgo punheta de bacalhau) muito saboroso, um maigret de pato com rizoto bom e uma mousse de queijo de cabra com gelado de broa, assaz manhosa.
Valeram os Portos, cada prato com o seu, muito bons.
A acustica da sala da Alfandega era manhosa, os metais estavam desafinados, mas dos metais as trompas estiveram muito bem. As cordas e a soprano também.
Faltou garra ao Mozart e ao Wagner. Esperava, porque ouvi outras interpretações, mais vida e mais genica nas peças tocadas.
No cais da Ribeira estava uma barca, cheia de gajas boas, com pano redondo no traquete e latino na mezena, lindissima.
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Um jantar de degustação meio bom, um carpaccio de bacalhau (vulgo punheta de bacalhau) muito saboroso, um maigret de pato com rizoto bom e uma mousse de queijo de cabra com gelado de broa, assaz manhosa.
Valeram os Portos, cada prato com o seu, muito bons.
A acustica da sala da Alfandega era manhosa, os metais estavam desafinados, mas dos metais as trompas estiveram muito bem. As cordas e a soprano também.
Faltou garra ao Mozart e ao Wagner. Esperava, porque ouvi outras interpretações, mais vida e mais genica nas peças tocadas.
No cais da Ribeira estava uma barca, cheia de gajas boas, com pano redondo no traquete e latino na mezena, lindissima.
MAFIA "Verde"
Do jornal Ionline de hoje, o texto em baixo, que subscrevo militantemente, com inumeros e escandalosos exemplos:
"...
A sustentabilidade ambiental transformou-se num negócio de milhões. Num curto espaço de anos foram criadas centenas de estruturas, públicas e privadas, que, em nome do ambiente, cobram elevadas maquias em troca dos seus préstimos transformados em lei. Para desespero do promotor, refém do parecer favorável de mais de uma dezena de entidades, um projecto de investimento pode ficar meio milhão mais caro e ainda assim demorar vários anos para ser aprovado. As queixas já chegaram a Bruxelas. As histórias são infindáveis, mas são poucos os que querem dar a cara. Afinal, nunca se sabe quando voltarão a precisar de recorrer aos serviços municipais, ao Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade ou a qualquer outro dos sete existentes, a uma das cinco comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) ou a qualquer outra comissão, direcção ou órgão consultivo, A prudência manda pagar e calar, como, tarde de mais, percebeu um investidor estrangeiro que decidiu recorrer aos tribunais. O ex-ministro da Administração Interna, Ângelo Correia, que presidiu à Comissão Parlamentar do Ambiente, disse ao i que, ao nível da gestão, “devem prevalecer as regras da clareza e da velocidade adequada de resposta aos problemas. Nem uma nem outra condições estão asseguradas em Portugal. Em nome do ambiente montou-se um esquema” que acaba por prejudicar o próprio ambiente. Para Ângelo Correia, “dá a impressão que tudo foi feito de forma a que os portugueses tenham que pedir a intervenção do Estado.” Um promotor contou ao i que pagou por um estudo de impacto ambiental 200 mil euros. E teve que pagar à Agência Portuguesa do Ambiente taxas no valor de 100 mil euros. Ângelo Correia diz também que “há em Portugal uma deficiente organização nos espaços e organismos que tutelam o ambiente”. O secretário de Estado do Ambiente, Pedro Afonso de Paulo, concorda que existe demasiada burocracia e diz que o objectivo do actual governo é simplificar. A reorganização do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, anunciada no fim de Setembro, permitiu eliminar mais de 30% das estruturas e dos dirigentes, poupando ao Estado cinco milhões de euros de uma penada. Mas isso não chega. Além da duplicação de funções e da existência de demasiados decisores ao longo da aprovação de um projecto, os investidores queixam-se daquilo que descrevem como o exercício de um poder mesquinho: ter na mão a possíbilidade de vetar ou autorizar um negócio de milhões. A arquitecta paisagista e quadro superior da CCDR Alentejo, Margarida Cancela de Abreu, foi ao longo de muitos anos temida e odiada por investidores que viam os seus empreendimentos voltar sistamaticamente para trás. Faltava sempre qualquer coisa. Mas, ao que parece, não é possível exigir responsabilidades a quem tem o poder de decidir. Porquê? A resposta do secretário de Estado diz tudo: “No quadro actual, nem sempre é claro de quem é a responsabilidade, dado o número de entidades, técnicos e decisores frequentemente envolvidos, e dos circuitos burocráticos a respeitar. Trata-se muitas vezes da chamada ‘responsabilidade difusa’. Mas um dos pontos centrais da revisão dos regimes jurídicos dos Instrumentos de Gestão Territorial, e da Urbanização e Edificação irá precisamente incidir sobre os aspectos administrativos e de procedimento.” Será um avanço, mas continua a faltar coerência estratégica. Muitas vezes existe receio em assumir a responsabilidade pela emissão de pareceres e alguns podem até ser contraditórios. A verdade, é que todos estes constrangimentos custam milhões. Para Ângelo Correia, parte da solução passaria por uma separação clara entre o que são entidades como a Quercus ou Liga para a Protecção da Natureza e o Estado. Por outro lado, seria fundamental criar padrões standard sobre o que se pode ou não tolerar e deixar isso escrito e objectivado para que todos possam conhecer as regras.
..."
segunda-feira, novembro 14, 2011
Serviço Publico
O Mar Adentro Ventosga orgulha-se de participar no esforço de Serviço Publico que deve nortear todos os Portugueses.
Apesar da ideia não ser minha, aqui a reproduzo, em tom de aconselhamento fiscal:
Apesar da ideia não ser minha, aqui a reproduzo, em tom de aconselhamento fiscal:
Não esquecer na vossa declaração fiscal para o ano de 2011 de referir o nome dos membros do governo e do parlamento na rubrica "Pessoas a Cargo"!!!
sábado, novembro 12, 2011
quinta-feira, novembro 10, 2011
Arte de Talma
Peça de Teatro em UM Acto.
Actores:
Eu, ateu incorrigivel, em vestes longas de penitente;
O Grande Arquitecto, de avental, longas barbas e uma espada na mão.
O pano sobe aos soluços.
Eu: É pá, ganda seca aqui no Paraíso (não é certamente Portugal), não há tascaquinhas, não há gajas boas, só padres...
O Grande Arquitecto (daqui para a frente GA): E tu que fazes aqui ?
Eu: Não sei Pá, estava a atravessar uma rua, olhei para a esquerda e o sacana do carro veio da direita.
GA: Não digas palavrões, aqui ninguém diz palavrões.
EU: Ok ok, não digo Pá (notem o pormenor do P maiusculo neste diálogo)
GA: Vou atirar contra a Terra um calhau com 400 metros de diametro, no mínimo, e vou liquidar aquela gajada toda, já me andam a chatear.
EU: Oh GA, não faças isso Pá, ainda lá tenho uns copitos para malhar.
GA: Vou e é já, olha agora.
O GA arremessa um calhau enorme contra a Terra, o U2005, que, com a velocidade celeste que se imagina, certamente mais de 5 nós, corre contra o planeta azul.
Mas o GA, às vezes, poucas, também se engana e o calhau, o U2005, passa a 320.000 km da Terra.
GA com voz tronitruante: FODA-SE, FALHEI....
O pano cai de uma só vez, depressa e envergonhado.
Actores:
Eu, ateu incorrigivel, em vestes longas de penitente;
O Grande Arquitecto, de avental, longas barbas e uma espada na mão.
O pano sobe aos soluços.
Eu: É pá, ganda seca aqui no Paraíso (não é certamente Portugal), não há tascaquinhas, não há gajas boas, só padres...
O Grande Arquitecto (daqui para a frente GA): E tu que fazes aqui ?
Eu: Não sei Pá, estava a atravessar uma rua, olhei para a esquerda e o sacana do carro veio da direita.
GA: Não digas palavrões, aqui ninguém diz palavrões.
EU: Ok ok, não digo Pá (notem o pormenor do P maiusculo neste diálogo)
GA: Vou atirar contra a Terra um calhau com 400 metros de diametro, no mínimo, e vou liquidar aquela gajada toda, já me andam a chatear.
EU: Oh GA, não faças isso Pá, ainda lá tenho uns copitos para malhar.
GA: Vou e é já, olha agora.
O GA arremessa um calhau enorme contra a Terra, o U2005, que, com a velocidade celeste que se imagina, certamente mais de 5 nós, corre contra o planeta azul.
Mas o GA, às vezes, poucas, também se engana e o calhau, o U2005, passa a 320.000 km da Terra.
GA com voz tronitruante: FODA-SE, FALHEI....
O pano cai de uma só vez, depressa e envergonhado.
quarta-feira, novembro 09, 2011
segunda-feira, novembro 07, 2011
Açores 2004
A tripulação do Tibariaf (O NVV Veronique não pode largar) com os Senhores Azevedo, o Zé e o Henrique.
Moi Je na escrita, sentado a uma mesa do Café Sport, à espera do Gin. Ao fundo o Sr. Henrique Azevedo, o Peter's.
quinta-feira, novembro 03, 2011
Ainda Waits
É belho comó caraças, é de 83, morava eu então na Travessa da Matemática, eh eh eh, o Maia Gomes, saudoso, e a Mariz, Teresa, ensinaram-me Waits, Heart Attack and Wine.
Ouvi-o às paletes, vinil approach, no meio do Jarreth, na altura a concertar no Palácio dos Desportos, na Capital.
Recompreio em versão 0-1-0-1-0-1... e reouço-o à exaustão. É quase tam bom comó Gustavo.
(e, de igual modo, o Bushmills, essa é que é Eça)
(e, de igual modo, o Bushmills, essa é que é Eça)
terça-feira, novembro 01, 2011
Nova Barra de Aveiro
Concretizando o designio marítimo de Portugal e incentivando as obras públicas e de público interesse, o governo iniciou os trabalhos de abertura da nova barra de Aveiro, um pouco ao sul da Vagueira, no local conhecido como Praia do Labrego.
Outras ainda
Parte da flotilha da Avela que participou na Jornada Ecológica. Fotografia a partir do Zurk, logo a seguir o Chimera, o Veleiro Almirante Lotsofun, o gracioso NVV Veronique e, ao fundo, o Freitag Dreizehn.
Briefing antes do Desembarque que em nada ficou a dever ao da Normandia.
domingo, outubro 30, 2011
Outras do Aniversário
Anna und York, Camarada Arquitecto Victor e Crtistina, ao canto o Amigo Reis.
Cadima Dry e o casal Tim Hadock y Mar Rey, directamente de Bouzas.
Machadinho e Madame Lourdes von Zurk.
Anna und York von Freitag 13 Segelnboot.
Camarada Bice cun Xoan Carballo do Liceo Maritimo de Bouzas.
Animação Musical a cargo de Licas von Zurk y sus Muchachos, vencedores do Festival da Canção de Cuernavaca, no México, mais conhecidos pelos 'Paralelos do Ritmo', por mais que toquem nunca se encontram. Aqui numa brilhante e muito aplaudida interpretação do recente hit 'Clavelhitos', primeiro lugar dos tops mundias.
quarta-feira, outubro 26, 2011
segunda-feira, outubro 24, 2011
Tom Waits
Trata-se de uma mania como outra qualquer, mas dos States tenho aquele gosto 'retro' do sr. Kerouak e do sr. Waits.
Hoje vou receber, edição limitada e em primeira mão, um exemplar do 'as bad as me', ultimo trabalho do sr. Waits, que já ouvi numa apresentação virtual a partir do fb para os seus 'friends'.
É Waits no seu melhor.
Hoje vou receber, edição limitada e em primeira mão, um exemplar do 'as bad as me', ultimo trabalho do sr. Waits, que já ouvi numa apresentação virtual a partir do fb para os seus 'friends'.
É Waits no seu melhor.
sábado, outubro 22, 2011
A nossa Ria
Serviço de nauti-taxi desde o NVV Veronique
O NVV Veronique fundeado na Baía 'Ground Zero' da Ilha do Monte Farinha, hoje à tarde. Eu estava na embarcação ao lado, no chaimpain.
Um fim de tarde mágico no ultimo dia do Verão 2011, um chaimpain de luxo e Amigos de luxo também, um privilégio desfrutar deste ambiente, da Ria, do Sol e dos Ventos.
terça-feira, outubro 18, 2011
A Saga do sr João Peralta
Lá estaremos, ao Solesticio de Inverno, a fazer Guarda de Honra a estes filhos da Ria.
"...
Ex.mos Senhores,
"...
Ex.mos Senhores,
O veleiro TRIUNFO, de bandeira brasileira, com 12,5 metros de comprimento e 1,85 de calado, vai zarpar dentro de dias do porto de Cubatão (Santos, Brasil), para uma viagem até Aveiro com escalas em Salvador da Bahia, Recife, Natal, Fortaleza, São Luís do Maranhão, Açores, Sevilha, Sines e Lisboa. Uma viagem de cerca de 6.000 milhas que durará 80 dias. A chegada a Aveiro está prevista por alturas do solstício de Inverno.
Serão 3 os tripulantes a bordo, os professores João Peralta, 75 anos, natural de Vagos e residente no Brasil (proprietário do veleiro), António de Abreu Freire, 68 anos, natural da Murtosa e José Maria Eça de Queiroz, 60 anos, natural do Maranhão (bisneto do homónimo escritor). Esta viagem tem finalidades culturais, pois trata-se de percorrer os espaços de vida e de intervenção de um dos grandes heróis da unificação brasileira, considerado um dos "pais da pátria", Martim Soares Moreno, que era natural de Santiago do Cacém. Ele foi o fundador do Ceará e da cidade de Fortaleza, que comemora os 400 anos da sua fundação.
Vários jornais e rádios de Portugal e Brasil vão seguir-nos regularmente e poderão fazê-lo através do Diário de Aveiro, das rádios VagosFM ou Radio Voz da Ria ou ainda através do blogue www.antonioabreufreire.bloguepessoal.com onde será publicada a versão on-line do Diário de Bordo, a partir da próxima semana. Enviaremos para este vosso mail regularmente as notícias da nossa viagem.
Nós solicitamos à associação ÀVela um espaço para acostagem à nossa chegada, até ao final do mês de Fevereiro.
Grato pela atenção
António de Abreu Freire
--
António Abreu Freire
http://antonioabreufreire.bloguepessoal.com
..."
--
António Abreu Freire
http://antonioabreufreire.bloguepessoal.com
Aniversário da AVELA
A nossa Associação chama-se Associação Aveirense de Vela de Cruzeiro.
O sublinhado e o bold são meus. E são-no para realçar o facto de não se chamar Associação Aveirense de Comes e Bebes, por muito que todos nós disso gostemos, dos comes e dos bebes.
A Avela nasceu como associação de armadores e foi-o durante muito tempo. Com o Paulo Reis adquiriu mais o caracter desportivo e social. Foi com ele que se iniciaram de forma sistemática os passeios na Ria, as Regatas, as recepções aos meninos do IPO, os cruzeiros oceânicos e os colóquios.
O Luís Vilela, o Carlos Alberto e o próprio Cala Barros continuaram nessa linha de orientação.
Com todas as vicissitudes das presidências anteriores, de todos amplamente conhecidas , a orientação seguida pela Avela e seus dirigentes pareceu-me a correcta.
Mesmo nos piores anos, o aniversário da Avela esteve sempre associado uma qualquer actividade náutica. Lembremo-nos de um passeio a São Jacinto feito há 2 ou 3 anos, com concurso de petiscos, lembremo-nos dos passeios de moliceiro nos esteiros da nossa Ria, das Regatas em banana no Mar, do encontro em São Jacinto quando lá estivemos em pontão, que, naturalmente, envolveu actividade náutica, do Dia Aberto de Vela com a Universidade de Aveiro nos nossos barcos, e por aí fora.
É amplamente conhecida a minha indisponibilidade para assumir qualquer cargo directivo na Associação, para além de pensar que a direcção está muito bem entregue.
E se bem o penso melhor o pratico, colaborando e disponibilizando-me para organizar eventos náuticos em nome da nossa Associação.
Este meu contributo é apenas para chamar a atenção para uma linha de orientação politica da Avela que não me parece ser a melhor.
A Avela, nos outros Clubes da Ria, já é hoje conhecida pela Associação dos Barcos com Cozinha. Neste caminho faremos cada vez mais jus ao nome que nos chamam.
Adenda:
Entretanto recebi uma nota do Camarada Presidente corrigindo o meu texto acima descrito com outra actividade programada, limpeza do 'ground zero', que o Camarada Secretário Amândio tinha sugerido e ontem à tarde esclarecido, sendo o local 'ground zero' a Ilha do Monte Farinha, na baía onde costumamos fundear.
Fica aqui a correcção.
O sublinhado e o bold são meus. E são-no para realçar o facto de não se chamar Associação Aveirense de Comes e Bebes, por muito que todos nós disso gostemos, dos comes e dos bebes.
A Avela nasceu como associação de armadores e foi-o durante muito tempo. Com o Paulo Reis adquiriu mais o caracter desportivo e social. Foi com ele que se iniciaram de forma sistemática os passeios na Ria, as Regatas, as recepções aos meninos do IPO, os cruzeiros oceânicos e os colóquios.
O Luís Vilela, o Carlos Alberto e o próprio Cala Barros continuaram nessa linha de orientação.
Com todas as vicissitudes das presidências anteriores, de todos amplamente conhecidas , a orientação seguida pela Avela e seus dirigentes pareceu-me a correcta.
Mesmo nos piores anos, o aniversário da Avela esteve sempre associado uma qualquer actividade náutica. Lembremo-nos de um passeio a São Jacinto feito há 2 ou 3 anos, com concurso de petiscos, lembremo-nos dos passeios de moliceiro nos esteiros da nossa Ria, das Regatas em banana no Mar, do encontro em São Jacinto quando lá estivemos em pontão, que, naturalmente, envolveu actividade náutica, do Dia Aberto de Vela com a Universidade de Aveiro nos nossos barcos, e por aí fora.
Com todo o respeito por quem trabalha na Associação, que é quem tem o direito, adquirido pelo trabalho, de fazer ou não fazer o que entender, penso que não é esta a orientação correcta a dar à nossa associação, sob pena de voltarmos a ser só uma associação de armadores. Se for esse o entendimento, então estamos no caminho certo, arrumamos os nossos barcos pelo melhor preço possível e fazemos umas jantaradas de vez em quando.
É amplamente conhecida a minha indisponibilidade para assumir qualquer cargo directivo na Associação, para além de pensar que a direcção está muito bem entregue.
E se bem o penso melhor o pratico, colaborando e disponibilizando-me para organizar eventos náuticos em nome da nossa Associação.
Este meu contributo é apenas para chamar a atenção para uma linha de orientação politica da Avela que não me parece ser a melhor.
Isto tudo para dizer que me parece muito curto, muito fora do âmbito da Avela, o Programa de Aniversário proposto pela Direcção que, tanto quanto sei, é apenas um jantar de aniversário. (antes apenas um jantar que nada…)
A Avela, nos outros Clubes da Ria, já é hoje conhecida pela Associação dos Barcos com Cozinha. Neste caminho faremos cada vez mais jus ao nome que nos chamam.
Adenda:
Entretanto recebi uma nota do Camarada Presidente corrigindo o meu texto acima descrito com outra actividade programada, limpeza do 'ground zero', que o Camarada Secretário Amândio tinha sugerido e ontem à tarde esclarecido, sendo o local 'ground zero' a Ilha do Monte Farinha, na baía onde costumamos fundear.
Fica aqui a correcção.
Actualidade - 2
Do "Dinheiro Vivo on line" e também de quase toda a imprensa Portuguesa de hoje:
"...
A esmagadora maioria dos antigos titulares de cargos políticos vai ficar livre de um esforço especial adicional no âmbito da medida que corta pensões (regime geral e público) e salários públicos, mostra o Orçamento do Estado do próximo ano.
Quando todos os pensionistas que ganham acima de 485 euros vão sentir o peso da austeridade, o DN/Dinheiro Vivo apurou que a larga maioria das subvenções mensais vitalícias pagas a personalidades da política portuguesa recebe a benesse em 12 prestações mensais.
Como o Governo, na proposta de lei do Orçamento do Estado, apenas prevê ficar com o 13º e o 14º mês das subvenções, a medida terá pouco ou nenhum alcance.
“Que eu saiba, nessas subvenções não existe subsídio de Natal, nem de férias. Nem teria de haver, pela simples razão de que, tecnicamente, não serem pensões”, atira Luís Mira Amaral, um dos muitos ex-políticos que têm direito a esse tipo de apoio. O ex-ministro “não tem conhecimento” de casos fora do esquema das 12 mensalidades.
Anacoreta Correia também recebe uma subvenção dessas repartida em 12 mensalidades, confirmou o próprio. Vários especialistas consideraram que seriam correcto o Governo fazer alguma coisa quanto a isso, numa altura em que pede enormes sacrifícios a todos, mas compreendem que tecnicamente seja difícil.
Essas ‘pensões’ já são tributadas em sede de IRS dos respectivos ex-políticos. A benesse em causa é atribuída a ex-responsáveis como Armando Vara, Pedro Santana Lopes, Odete Santos, Almeida Santos, João Cravinho, Luís Marques Mendes ou Pedro Santana Lopes, entre muitos outros.
..."
O sublinhado é meu.
"...
A esmagadora maioria dos antigos titulares de cargos políticos vai ficar livre de um esforço especial adicional no âmbito da medida que corta pensões (regime geral e público) e salários públicos, mostra o Orçamento do Estado do próximo ano.
Quando todos os pensionistas que ganham acima de 485 euros vão sentir o peso da austeridade, o DN/Dinheiro Vivo apurou que a larga maioria das subvenções mensais vitalícias pagas a personalidades da política portuguesa recebe a benesse em 12 prestações mensais.
Como o Governo, na proposta de lei do Orçamento do Estado, apenas prevê ficar com o 13º e o 14º mês das subvenções, a medida terá pouco ou nenhum alcance.
“Que eu saiba, nessas subvenções não existe subsídio de Natal, nem de férias. Nem teria de haver, pela simples razão de que, tecnicamente, não serem pensões”, atira Luís Mira Amaral, um dos muitos ex-políticos que têm direito a esse tipo de apoio. O ex-ministro “não tem conhecimento” de casos fora do esquema das 12 mensalidades.
Anacoreta Correia também recebe uma subvenção dessas repartida em 12 mensalidades, confirmou o próprio. Vários especialistas consideraram que seriam correcto o Governo fazer alguma coisa quanto a isso, numa altura em que pede enormes sacrifícios a todos, mas compreendem que tecnicamente seja difícil.
Essas ‘pensões’ já são tributadas em sede de IRS dos respectivos ex-políticos. A benesse em causa é atribuída a ex-responsáveis como Armando Vara, Pedro Santana Lopes, Odete Santos, Almeida Santos, João Cravinho, Luís Marques Mendes ou Pedro Santana Lopes, entre muitos outros.
..."
O sublinhado é meu.
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