domingo, fevereiro 20, 2011

Du côté de chez moi

Canal do Rio Boco, ontem à hora do almoço. As vivas fortes deste fim de semana inundaram as estradas aqui à volta mas nada de especial, nada que a as gentes ribeirinhas, eu incluído, não estejam habituadas.
A máquina fotografante não é assim tão boa e a garça aparece desta forma. Mas dá uma ideia do luxo de viver nesta região.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Teoria da Conspiração

Num romance recente (1ª edição em Janeiro de 2008) de um autor Português, pode ler -se:
"...
o primeiro a saudá-lo foi Eusébio, o papagaio, que pousou no seu ombro. Esfregou o bico na orelha do dono, esperando o habitual biscoito enquanto palrava: " Benfica, Benfica. Mata o dragão, mata o dragão". Miguel sorriu enquanto afagava a ave...
"
A transcrição deste texto é inteiramente fiel, inclusivé nas minusculas e maiusculas usadas pelo autor.
Antes de qualquer comentário que possa fazer, adivinhem algumas coisas, o autor, a época da acção do romance, a obra em causa, e por aí fora.

Como ninguém opinou, opino eu.
Trata-se da obra "O império dos Pardais", de João Oliveira Costa, escrita em homenagem do nosso Amigo Toni Pardal.
É um romance histórico, policial mas histórico, cuja acção decorre em 1511, no seculo XVI portanto.
Miguel, ficamos a saber, era um destacado membro da claque NN Boys do simpático clube da Luz, que tinha sido fundado há pelo menos cinquenta anos, e que já nutria pelos adeptos do FCP o carinho e a estima que ainda hoje os caracteriza.
O papagaio, que tão bem instruido gritava 'mata o dragão, mata o dragão', era um antecessor histórico da águia vitória, que séculos mais tarde viria tão ingloriamente a ser despedida, e que naqueles remotos tempos, fruto das viagens dos nossos marinheiros, era mais frequente em Lisboa que as própriamente ditas águias.
Agora que já sabem um pouquinho mais de história, fiquem bem e passem um bom fim de semana.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Modernidades

Hoje fui, e bim, em pôcas horas a Salamanca. Modernidades.
Pelo caminho o caminho de ferro de lá até Fiuenties de Oniorio, e o termo 'salamanquização' dum problema.
Pois.
Negócios, que alguém tem de tocar o país prá frente.
Os castelhanos todos os anos fazem um inquérito sobre a bontade dos Portugueses serem Espanhois (lembrem-se da questão diplomática levantada por João II quando os reis católicos se lembraram de chamar espanha ao novo país que criaram...)
Esse inquérito tem SEMPRE resultados extraordinários, mais de metade dos inquiridos, todos estudantes em Salamanca, respondem afirmativamente à question..
Lembram-me uma 'private joke' dos tempos gloriosos do PREC:
--Oh pá o nosso partido, nas ultimas sondagens, vai ter 300 % dos votos.
-- Bom, e como lá chegaram?
--A sondagem foi feita na sede do partido e com votos em triplicado.

Cá por mim vou voltar à minha actividade de gerente da Starlight, essa é que é Eça.

sábado, fevereiro 12, 2011

V Grande Monumental e Portentosa Regata da Lua Cheia ( que, na verdade, nem sei o que é)

Nos próximos dias 26 e 27 de Fevereiro vai decorrer a V Grande Monumental e Portentosa Regata da Lua Cheia ( que, na verdade, nem sei o que é), de que se dá nota abaixo do Programa Desportivo:
Dia 26,
1500 : Verificações Técnicas, rojões caseiros e tinto do Douro
1700 : Reunião de skipers, prova de queijos e tintos da Beiras
2100 : Grande RCC, Reunião Competitiva de Caldeiradas.

2300 : Variedades com Lap Dance, Table Dance e Varão, com Faty à frente de um grande elenco da afamada casa Starlight, de que o autor destas modestas linhas é esforçado gerente.
Dia 28,
1000 : Piqueno almoço e apresentação da documentação técnica e de navegação
1300 : Almoço de confraternização e distribuição de prémios aos primeiros, segundos, terceiros, quartos e demais classificados.
1700 : Merenda e Despedida emocionada das tripulações ao som das músicas lamechas do costume.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Intelectual de esquerda

O Victor ouve atentamente o senhor Fanha enquanto eu medito, à esquerda, o que se nota pela mão esquerda no queixo.


Continuo à esquerda, o que também se nota pela mão que segura o tinto Campo Largo.


O Victor outra vez naturalmente atento e eu aqui mais centrista, o que se evidencia pelo esperguiçanço com ambos os braços.


Aqui há dias participei, em Aveiro, numa sessão de 'diseurs' de poesia, abrilhantada, entre outros, pelo senhor Fanha.
Bem, fui lá ao cheiro, e confesso, correu malsito.
O bacalhau gratinado não tinha bacalhau, as entradas eram manhosas, a rapaziada de opção sexual alternativa abundava, mas valeu o tinto.
As gajas eram da minha idade, algumas até diziam que me conheciam.
Valeu-me o meu companheiro de vela Victor Cruz e o tempo que passamos a dizer mal do governo, embora dizer mal do governo hoje esteja ao nível do jogar matraquilhos.

domingo, fevereiro 06, 2011

Ilhavo

Oficialmente sou natural de Ilhavo, assim reza o meu Bilhete de Identidade.
Na verdade nasci na 'Praça da Bastilha', 14 de Julho de seu nome, bairro da Beira-Mar, em casa da minha avó materna, como tradicionalmente toda a gente nascia naquele tempo. Foi o'Ilhavismo' do meu Pai que me registou , a mim e a maninha, em São Salvador, Ilhavo.
Assim vivi em Ilhavo até ao meu Pai falecer. Primeiro no Alto Bandeira, depois na Lagoa, numa casa que já tinha sido sede do Illiabum, assim mo contaram.
Depois da morte do meu Pai, naturalmente também, fui morar para Aveiro.
Só muito recentemente regressei a Ihavo, Gafanha da Boavista, juntinho ao Rio Boco, a nossa Ria, como sempre gostei.
Para mim, pela minha própria vivência, nunca existiu Ilhavo ou Aveiro, Farol da Barra de Ilhavo ou de Aveiro, Cimo de Vila ou Beira-Mar; para mim sempre existiu Ria, barcos, canais, águas e Mar.
Mas, deixem-me confessar, as gentes de Ilhavo sempre me confundiram. Algumas de Aveiro também, mas as de Ilhavo mais.


Circulam agora pelas terras de Ilhavo uns poemetos ordinários, anónimos, mas que o estilo não deixa grandes dúvidas de autoria, sobre vidas privadas de outros Ilhavenses, que também, pelo estilo e 'bocas' não deixam grandes dúvidas de quem se tratará.
O nojento é a covardia do anonimato, é o não assumir-se o que se diz, é o atirar a pedra e esconder a mão.
Já o vi mais vezes nestas terras de Ilhavo.
Nojento.
Hoje ao jantar deram-mas a ler. Não passei da primeira 'quadrilha'.
Eu, a quem as gentes de Ilhavo sempre chamaram de mal educado, digo, VÃO PARA A PUTA QUE VOS PARIU, OH ALARVIDADES ANÒNIMAS.
E assino, João Madail Veiga.

Shostakovitch

Com estas coisas não se brinca.....

Já tinha testemunhado outras 'brincadeiras' dos subditos da Isabelinha, esta foi mais uma.
É da mais elementar lógica de segurança não entrar em barras desconhecidas de noite.
Não se trata de cagunfa, trata-se de bom senso.
Não se conhece a Barra, podem existir escolhos manhosos (e a Barra da Povoa que os tem!!), a visibilidade é reduzida e, mais grave ainda, estava fechada.
Dir-se-á que eles não sabiam que estava fechada, bem sabemos que o Navtex em Portugal só funciona bem à volta de Monsanto, que é o mesmo que dizer, à volta de Lisboa, mas tentar entrar às 3 da manhã com Mar de 4 metros? provavelmente a quebrar? O que queriam estes ingleses provar?
Os dois desaparecidos já eram, oxalá que não, mas não me acredito noutro desfecho com aguas a 14ºC.
Que fique de lição para nós, que andamos no Mar com barcos identicos.

sábado, fevereiro 05, 2011

O que eu aturo...

Corria o ano de 2001, o mês era Junho e o dia 23. Tudo documentado e lavrado em acta no Diário de Bordo do mais gracioso veleiro do Universo.
Largados de Baiona no dia anterior à noite, defrontamos o tenebroso cabo Finisterre com ondas de 25 cm, 18 cm vá, tendo o Mar crescido para os 3 metritos depois das Cisargas até à Ria da Corunha, onde arribamos pelas 1800 lusas, que nunca se trocam as horas no NVV Veronique por conta de evitar o jet-leg.
Decidiu-se, depois das formalidades legais com as autoridades galegas, rumar aos restaurantes da Praça Maria Pita, ao que nos diziam de fazer crescer água na boca.
Sentados por fim à mesa, eu, o 1º de máquinas Ferreira, o 2º grumete Machado e o Médico de Bordo Visconde da Quinta do Picado, e tendo encomendado as tradicionais tapas, demos conta da vizinhança da mesa, um casal em que ela era BOOOOOOAAAAAAAAA.
A meio da refeição, para aí, o rapazinho do casal vizinho começou a ficar verde, amarelo, azul às riscas, e a vomitar copiosamente para o chão, mesmo ao nosso lado.
Os donos do restaurante solicitaram então aflitos: --- Um Miédico, um Miédicooooo.
Era a nossa chance, o Visconde ia tratar do animal e nós ficavamos a tratar da BOOOOOOOOOAAAAAAA.
Eis então que o nosso Médico, numa atitude de rebelião tipica de um Fletcher, replica, Num siou miédico, siou vietieriniário....!!!!
Mas quê, pensei, que está este gajo a dizer?!!, então não podia tratar do animal, como nos fazia a nós?
Demos-lhe de imediato o nome de Fletcher, votamos uma reprimenda e foi a ferros para bordo, de onde só saiu depois de ter ofertado o skipper e demais tripulação com algumas garrafitas de Duas Quintas, que tinha guardadas para uma doença.
Vejam lá o tipo, "num siou miédico !!!!!", só para nos lixar.

O Visconde da Quinta do Picado (Costa do Valado)

Uma fotografia do meu Médico Particular,com funções no NVV Veronique de Médico de Bordo, e com algumas estórias tragico-marítimas, nomeadamente nos restaurantes da Corunha, que um dia destes, próximos, aqui relatarei, para sua vergonha.
(Ok, Ok, enganei-me, é Quinta do Picado)

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Breaking News

Da Radio TerraNova a notícia que um golfinho anda pelos canais da nossa Ria.
Mas não foi a primeira vez, há uns anos o Gaspar andou por aqui.
Será o Gaspar desta vez?

domingo, janeiro 30, 2011

IV Grande e Portentosa Regata da Lua Cheia que por acaso foi Quarto Minguante

A explanação da táctica para a Regata pelo Skipper


Resultados por Classe :
Barco de ferro mais embandeirado: 1º Lugar NVV Veronique;
Barco de ferro mais azul : 1º Lugar NMB Nagual;
Barco de Plastico com mais limos no casco: 1º lugar NVP Celta Morgana;
Barco de plastico com mais tripulantes mouros: 1º lugar NVG Liberum;
Barco com melhores digestivos: 1º lugar NVD Mike Davis;
Lancha com melhores rojões : 1º lugar Zé Daniel;
Lancha com melhor máquina de café: 1º lugar Fernando Manuel;
1º Prémio de Aguardente Wooloomooloo: Pardal;
1º Prémio Tripulante com o mais exuberante Rabo de Cavalo: Bolha;
1º Prémio de salto para trapiche, exaequo: Paulo Madail Lobo & João Madail Veiga.
As classificações foram validadas pela comissão de regatas depois de verificada toda a documentação técnica e desportiva.
Não se aceitam protestos posteriores à publicação das classificações.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Impostos

Há dias, não muitos, uma Amiga minha moura, reflectindo sobre um post que eu escrevera sobre a revolta do Minho contra a portagem nas scuts, dizia que não se sentia minimamente inspirada para pagar com os seus impostos estas estradas, que ela não utilizava.

Tudo bem, é uma opinião.

E então eu tenho de estar inspirado para pagar os milhões largos de prejuízo que dão as companhias de travessia do Tejo? Eu nunca as usei, nem penso usar, e também são os meus impostos que as pagam.
E pergunta-se, é justo, ou melhor, admissível, o prejuízo deste tipo de empresas, scuts, Metro e Carris de Lisboa, ou transportes fluviais?

Pensemos num exemplo que conheço, o ferry de São Jacinto.
São Jacinto é uma freguesia de Aveiro que por estrada dista da sede do concelho mais de 50 Km, sendo que de barco dista apenas 15 minutos de viagem.
Fiz as contas, só ao combustível gasto pelo ferry em cada travessia, e nem com todos os lugares de carros ocupados esse custo era superado.
Que fazer então, aumentar as tarifas para os valores comerciais?
Penso que é um dos custos sociais que devem ser suportados por todos nós, na forma de impostos. É importante garantir o transporte a uma população isolada, quase numa ilha. Uma empresa que necessitasse desse lucro nunca sobreviveria a fazer travessias do Forte da Barra para São Jacinto.

Se a lógica da Transtejo for a mesma, não me custa aceitar os milhões de prejuízo que apresenta.
Também me parece justo que o erário publico sustente, parcialmente, o Metro, a Carris e outros serviços de função social.
Custar-me-á admitir que tenham, não sei se têm, gestores pagos a ouro.
Mas custos de exploração operacional pagos com os nossos impostos, para mim é pacifico de aceitar.

Mas então, aceitando isso, e pela mesma lógica, porque aceitar a argumentação moura de não quererem pagar as scuts que não utilizam???
E perguntam VEXAS que tem este post a ver com o Mar?
Fácil, está bom de ver, este país e este post estão a ir ao fundo....

domingo, janeiro 23, 2011

Sinfonia do Novo Mundo

"...
almagrande disse...
Não acredito que o Antonin não tenha visto o mar, não pode.
..."


A propósito do Amadeus e do Antonin Dvorak, o nosso Amigo Alma Grande escreveu o comentário acima, e lembrou-me uma história dum cruzeiro a bordo do Atlantic Star, em 2009, pelo Norte de Africa, Canárias e Madeira, e reza assim:
A bordo do Atlantic Star havia dois restaurantes à carta, uma pizaria, um restaurante bufet aberto 24 sobre 24 horas, para além de 7 ou 8 bares, todos musicados e abertos.
Para invejar o meu Amigo Machadinho telefonava-lhe duas e três vezes por dia, com o relato das comidas e bebidas que ia malhando a bordo.
Numa delas o Machadinho perguntou-me:
"Olha lá Beiguinha, e tue já beiste o Mar? "
[pronunciar com sotaque ilhaveiro cerrado]

Ora que o Antonin foi várias vezes a Inglaterra, e parece que no tempo dele ainda não estava concluido o tunel da Mancha, e aos Estados Unidos, é histórico.
Mas quem nos garante que ele não viajou no Atlantic Star?
Sim, quem nos garante que ele não viajou no Atlantic Star?????


Imagem da minha pessoa com o tripulante mais graduado a bordo do Atlantic Star,que nos proporcionou as melhores e maiores comezainas concentradas em tão poucos dias, embora em milhas alargadas, de que me lembro!!

Ah Leão !!!

Fotografia estilo 'sem luz e quase focada' de autoria © Marieke Copyright, com direito a censura da arrumadora de foco,apesar de ser uma das 501 fotografias feitas então. Esta e para aí mais umas quinhentas.

sábado, janeiro 22, 2011

Sódades do Berão

Já ia o Berão de 10 nos fins quando nos alembrámos de rumar a Biana, que como se sabe, é tão irmã, tão irmã de Abeiro, que bem uma a seguir à outra no dicionário, Abeiro>Biana.
Com o pretexto dum encontro de barcos tradicionais e da presença do lugre Maria Manuela em Biana, aí bamos nós até lá, o NVV Veronique e o NMB Nagual.
A foto, já publicada antes neste espaço, retrata os dois skippers, naturalmente atentos ao desfile que seguia impante no Lima.
Este ano há mais.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Mozart und Dvorak

Paciência, por serviço, onte(m) tive de me deslocar a Marrocos, a Lisboa vá.
No intervalo do dito serviço fui à Fnac do Basco da Gama e trouxe discos cheios de bolor, que por acaso ouço agora, á vez, a saber, Die Zauberflot (ein lieder spiel) und Die Czech Suit.
A curtição flui alto, com a sorte, para os bizinhos, de não haver bizinhos por perto no Solar da Boavista.
Que tem isto a ver com o Mar?
Fácil, está bom de ver, quer o Amadeus quer o Antonin, por serem centro europeus, nunca o viram, ao Mar, acho eu.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Chez Alamede

O magnifico restaurant Chez Alamede, de cuidada decoração e esmerada ementa, onde este vosso amigo não raras vezes almoça.
O que é que este restaurant tem a ver com o Mar?
Fácil, está bom de ver, tem uma aba de vitela au forne de estasiar qualquer um, exactamente como o Mar.

domingo, janeiro 16, 2011

Hoje de manhã

Hoje de manhã não fui para a Ria.
Estava, estou, um bocado cansado da viagem de ida e volta à Galiza de ontem, a mata cavalos, e decidi dar apenas uma volta higiénica carrística pelos locais habituais, com o Francisco Viegas no banco do lado.
"O Mar em Casablanca" já me acompanha há tempo de mais, foi e veio comigo a Cabo Verde o ano passado, e outras leituras se intrometeram. Mas é muita giro, o livro.
E lá vinha o meu Amigo Delmar, sozinhinho, aos bordos pelo Canal dos Bacalhoeiros, que os ventos estavam de Sul. Ia para a Avela. Daqui a bocado vou também até lá.
Aqui fica a prova do delito, comum.