"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
quarta-feira, julho 21, 2010
Os Vougas
segunda-feira, julho 19, 2010
Canal Rio Boco, este domingo
Vê-se por trás a praia da Barquinha onde Papai me ensinou a nadar e onde, anos depois, tantas vezes nadei e pesquei com os meus Amigos Zé Ângelo e Varinhas. Outros tempos.
O moliceiro é pertença da Junta de Freguesia local e ainda cheira a novo.
Em dias como este domingo faz-se à vela pelo canal. É lindo de se ver.
domingo, julho 18, 2010
Açores à Mesa
sábado, julho 17, 2010
Açores
As couzas que padecem os moradores deste afligido Reyno, bastarão para vos desenganar que os que fora deste pezado jugo, quererião antes morrer livres que em paz sujeitos. Nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho...porque morrer bem é viver perpetuamente...."
Excerto da carta escrita por Ciprião de Figueiredo, então corregedor dos Açores, em 13 de Fevereiro de 1582, ao rei Filipe II de Castela, recusando-lhe a sujeição da Ilha Terceira, a quando da crise de sucessão de 1580.
Aprendamos Portugueses do Rectangulo com os Portugueses das Ilhas.
segunda-feira, julho 12, 2010
Mesinha de cabeceira
Às tantas vou mas é num Bushmills rotulo verde, simples, e depois escolho o Olho de Herzog.
E prontes.
domingo, julho 11, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
Oh desgraça
Ainda não cheguei ao dia dois, embora há tempos tenha posto uma anuncio aqui no Ventosga, que infelizmente ninguém levou a sério, para a venda do Veronique.
Às tantas ninguém lhe pegou pela exígua quantidade de liquidos tintos e brancos que na altura me propunha a entregar com o gracioso veleiro.
Agora gripou a caixa de transmissão, grrrr, de tal modo que o Veronique só anda às arrecuas.
E como às arrecuas não o governo, está amarrado nestes dias de canícula, que se lixa.
Bem, lixa-se o gajo e lixo-me eu.
Qualquer dia nem o vendo, rifo-o.
Essa é que é essa.
domingo, julho 04, 2010
Vista Alegre-Boavista-Penha de França
As gentes da minha actual terra de acolhimento celebraram este fim de semana as festas da santa local, a Senhora da Penha de França, nome longo e pomposo que justificou duas sardinhadas de picanha, uma cabritada, embora esta na Moita, uma salmonetada com molho de azeitona e uma ida à feira da Vista Alegre comprar o resto da baixela para os aposentos suplementares de trás.
Para o ano haverá mais Senhora da Penha de França.
sexta-feira, julho 02, 2010
A sopinha da Ministra
Ana Jorge.
Ora ai está um avisado conselho da ministra Ana Jorge.
Comam sopinha ó Portugueses, que é baratinha e é saudável, mais que os burgers ianques, claro.
Os bifitos, a lagostita e o peixito ficam na linha de Cascais para os tios e para as tias, que esses têm de pensar por vocês e precisam de se alimentar benzinho.
E eu, que até gosto e como sopa quase todos os dias, até de repente fiquei sem vontade nenhuma de malhar o meu pratinho do almoço.
Fosca-se lá a ministra.
quinta-feira, julho 01, 2010
Diálogos das Mil e uma Noites
(os azuis são meus, os pretos são da mouraria)
(Um comentário no Ventosga é moderado, mas se for assinado é sempre publicado. E, quando me critica ou de mim discorda, é puxado para um post que entretanto publico)
Pois é, mas não consigo gostar do homem.Nem da escrita, nem da postura.Não desejo a morte de ninguém, deste também não. Mas Portugal tem MUITO MELHORES escritores. Não tiveram foi a máquina de propaganda castelhana a trabalhar para eles. Lembro José Cardoso Pires, José Rodrigues Migueis, Sophia Andersen, Virgilio Ferreira, Jorge de Sena, isto nos mortos, todos por quem nutro maior gosto estima e respeito
João: que livros leu? Gostava de ajudá-lo a mudar de opinião.
Resposta:Praticamente todos nas primeiras 50 páginas, poucos até ao fim. E não sou gajo de desistir, simplesmente não gosto da escrita do homem. E quanto
à postura o homem é uma espécie de Miguel de Vasconcelos em senil. É o que eu penso. E, como disse, e agora dos vivos, há MUITO MELHOR escritores, Mia Couto, Eduardo Agualuza, Lobo Antunes, João Melo, Guerreiro de Sousa, Jorge Marmelo, por quem nutro muito maior gosto, respeito e estima.
João Veiga: cada um escolhe aquilo que gosta, mas parece-me sinceramente que quando se começa a ler um livro (neste caso, de Saramago) já com um certo mal-estar (porque não gosta da pessoa, etc), nunca se vai sentir tocado pela maravilha da sua escrita. É uma pena...
Já li livros até ao fim de pessoas que detesto.
No caso do Saramago não é isso, não aprecio de todo o estilo dele. Só depois vem a arrogância do tipo, que também não gosto. E podia contar n+1 histórias do porque não gosto nem da escrita nem do tipo.
Qualquer dia, quando deixar de ser moda gostar de Saramago.
João Madaíl Veiga: Tudo tem um fim, como dizia Saramago, mas felizmente ainda vai levar muito, muito tempo até deixar de ser moda gostar de bons e eternos escritores. As modas vão e vêem (como Harry Potter e coisas que tais), os escritores eternos como Camões, Pessoa ou Saramago (só para citar alguns) ficam...
quarta-feira, junho 30, 2010
Perdemos
Falou mais alto o dinheiro dos nossos vizinhos que acreditam poder comprar tudo.
Mas,
Não enforcamos nem garrotamos nem fuzilamos ninguém desde meados do sec XIX, muito menos por motivos ideológicos, quando chegamos à India sabiamos que estavamos a chegar à India, não ocupámos Badajoz, tivemos o nosso negócio negreiro, como os outros europeus da época, mas não exterminámos Incas nem Astecas.
Temos os nossos próprios filhos da puta no governo, é verdade, mas são nossos e tão fdp como os outros.
PS: Oh anónimo Policarpo, vai-te encher de moscas pá.
(1) Ao que parece os outros eram quase só catalães. Assim está bem, com os catalães é desporto, há que saber perder.
segunda-feira, junho 28, 2010
Às tantas o burro sou eu...
Governo (Gv):
--Os bancos agora tem de declarar ao fisco os activos dos cidadãos.
Povo (Pv):
--Sorte deles, da minha parte só tenho dividas...
Gv: Mas quando tiver activos, cá estamos nós à espera.
Pv: V. Ex.a diga-me no entanto uma coisa, os bancos já não retêm 20% para IRS dos juros que pagam?
Gv: Já, mas não é suficiente.
Pv: E sabendo que esse valor corresponde a 20% dos juros, chega-se fácilmente ao juro pago.
Gv: Às tantas chega, sabe, tive alguma dificuldade em fazer Juros II na faculdade.
Pv: E, sabendo esse valor, o juro pago, e sabendo as taxas que os Bancos praticam, chega-se rápidamente ao tal activo.
Gv: É pá você sabe umas coisas, não quer vir para sub adjunto do meu 3º adjunto?
Pv: Não obrigado, infelizmente só fiz o 5º ano dos liceus.
Gv: Bem, então vou nomear uma sub comissão para estudar essa sua ideia, mas cheira-me a ter algum erro, eu tenho lá em casa um livro que explica essas contas muito bem, se quizer empresto-lho.
terça-feira, junho 22, 2010
As competências
Safam-se as empresas do regime. Se reproduzisse, só reproduzisse, uma circular que hoje recebi de uma delas, os meus amigos fartavam-se de rir (ou de chorar).
Mas a esses, na minha empresa, só lhes vendo com eles a desfolhá-las á porta da fábrica e com um funcionário meu a passá-las na máquina das notas falsas, não vá serem mesmo, tanto como eles.
Fonte : Eurostat:
"...
Portugal apresentou um Produto Interno Bruto (PIB) per capita, em Paridade do Poder de Compra, que corresponde 78% da média dos 27 países da União Europeia, o que coloca a economia portuguesa ao nível da economia de Malta. A Grécia apresentou um PIB per capita de 95% da média da UE/27, enquanto Espanha ficou acima da média, com 103%, revelou o organismo de estatística da UE.
O Luxemburgo apresentou o mais elevado PIB per capita, com 268% da média da UE/27, seguido pela Irlanda, que apresentou um um nível de 131%, ligeiramente acima dos 130% da Holanda e dos 124% da Áustria.
A Bulgaria é o país mais pobre da UE/27, com um PIB per capita de 41% da média da UE/27, a pouca distância da realidade económica da Roménia, que teve um PIB per capita de 45% da média da UE/27 em 2009.
..."
segunda-feira, junho 21, 2010
Há sempre uma segunda vez
A segunda foi ontem.
O vento era de força seis, o Mar chegava aos quatro metros, às vezes mais.
Duas hora a navegar Mar adentro, nos 310ºv, vela grande no segundo rizo e estai pequeno envergado, chegamos a 9 milhas do Cabo Mondego, bordo para Aveiro nos 28ºv e...dois nósitos de progressão, abatimento quilhado, dez minutos depois já estava aproado a Quiaios em vez da Barra de Aveiro.
Naquele ritmo chegariamos a Aveiro lá para as dez da noite, e era meio dia e meia a hora que marcava o relógio.
O material rangia, o que num barco de aço é de cuidar, as ondas passavam por cima do casco e espumavam no guarda patrão, o reflector de radar, inutil mas com ausência a dar direito a coima, numa rajada mais rija voou e só o vimos a passar ao lado.
O Veronique, nas suas dez toneladas, assemelhava-se a uma máquina de lavar roupa, das antigas. Tudo andava aos baldões.
Impunha-se a decisão de voltar à Figueira da Foz.
Foi o que fizemos.
Duas horitas depois estavamos a malhar um rodiziosito de marisco na Rosa Amélia.
É que para apanhar porrada apanho em casa e na empresa.
Essa é que é essa.
PS: Notícia de ultima hora dos jornais, ontem, no mesmo Mar, cinco 'galegueiros' naufragaram. Um foi recolhido por um barco de pesca, 19 horas depois do naufrágio. Os outros 4 estão desaparecidos, dez milhas Mar Adentro.
terça-feira, junho 15, 2010
Os azeiteiros não desarmam
E exigem-nos estes cretinos que paguemos ainda mais impostos. Vê-se o que fazem ao nosso dinheiro!!!Querem mais dinheiro? É fácil, cortem nas reformas vitalicias dos aparatchicks, cortem nos vencimentos dos 'boys', assessores, adjuntos, consultores e quejandos, mandem-nos para a rua e trabalhem vocês, reduzam o numero de deputados na AR, façam as obras públicas necessárias e não as que as empresas do regime vos encomendam para encomendar, abram as faculdades de medicina a quem o merecer e tiver vocação, sem NCs, e a saude embaretece logo, combatam o corporativismo que manda hoje mais em Portugal que no tempo do regime corporativo, olhem para o que as empresas castelhanas andam a estragar em Portugal e façam como eles nos fazem a nós, só cá podem vender caramelos e depois de inspeccionados cinco vezes seguidas pela asae, baixem os impostos que a actividade económica relança logo e com isso arrecadam mais impostos (as empresas insolventes não pagam IRC).
sexta-feira, junho 11, 2010
Ele há cada um !!!!
"...
Mas as cerimónias têm sempre cenas caricatas. Quando o primeiro-ministro cumprimentava populares, uma cidadã espanhola, para surpresa geral, queixou-se a Sócrates… de um problema técnico. "Comprei um aparelho de televisão, mas aqui não apanha a TVE", disse, indignada. Depois de a escutar atentamente, o chefe do Governo garantiu-lhe que "aqui se vê todos os canais".
..."
Que o nosso primeiro é um cretino e um aldrabão já todos sabemos. Não se trata pois de o defender, mas 'espantar-me' com o áparte da cidadã castelhana indignada por em Faro não apanhar a TVE no seu aparelho! Mas em que país pensa a senhora que está? Em Sevilha apanha a RTP?
quarta-feira, junho 09, 2010
Última recepção Navtex
Assim, com a integração na rede de computadores do BRC, de que consta um Spectrum ZX e um Apple IIe, passaremos neste blog a re-difundir as Mensagens e os Avisos que oportunamente forem surgindo.
GE70
MONSANTORADIO 090550 UTC JUN 10
BOLETIM METEOROLOGICO PARA ANAVEGACAO MARITIMA NAS ZONAS LIMITADASPELOS MERIDIANOS 22W-07W E PELOSPARALELOS 35N-45N.
NAO HAH AVISOS.
SITUACAO GERAL AHS 0000 UTC DE 09JUN2010:ANTICICLONE/ 1032HPA/ 42N37W/ESTACIONARIO/ PEQUENA VARIACAO.
SISTEMA FRONTAL/ 38N18W/ 39N11W/35N09W/ DESLOCAMENTO PARA LESTE/DEPRESSAO/ 999HPA/ 42N11W/DESLOCAMENTO PARA LESTE/ 10 KT/CAVANDO.
PREVISAO VALIDA ATEH AHS 0600UTC DE 10JUN2010:
4 - CHARCOT:N/NW 5 A 6.VIS BOA POR VEZES MODERADA.ONDAS N/NW 25 A 35 M SENDO35 A 45 NA PARTE MAIS A LESTE.
6 - JOSEPHINE:N/NW 4 A 5 POR VEZES 6 NA PARTEMAIS A NE.VIS BOA POR VEZES MODERADA.ONDAS NW 2 A 3 M.
16 - FINISTERRE:NW 4 A 6 SENDO 3 A 4 NA PARTEMAIS A NE.VIS MODERADA A FRACA.ONDAS NW 2 A 3 MTEMPORARIAMENTE 3 A 4 M.
17 - PORTO:NW 4 A 5.
VIS BOA A MODERADATEMPORARIAMENTE FRACA NO INICIO.
ONDAS NW 2 A 3 MTEMPORARIAMENTE 3 A 4 M NA PARTE MAIS NW.
18 - S. VICENTE:NW 4 A 5 SENDO SW 4 A 6 NOINICIO DO PERIODO NA PARTE SE.
VIS BOA A MODERADATEMPORARIAMENTE FRACA NO INICIO.ONDAS NW 2 A 25 M AUMENTANDOPARA 3 M NA PARTE MAIS A NW NOFINAL DO PERIODO.
19 - CADIZ:SW 5 A 6 RODANDO GRADUALMENTEPARA W 4 A 6.
VIS MODERADA TEMPORARIAMENTEFRACA.ONDAS W 2 A 25 M.
METEOROLOGISTAS: ILDASIMOES/MADALENA RODRIGUESINFORMACAO DO INSTITUTO DEMETEOROLOGIA
- PORTUGALNNNN
quarta-feira, junho 02, 2010
XV Grande Cruzeiro à Berlenga
Em meu nome pessoal convido todos os velejadores de cruzeiro da nossa Ria e arredores, para a participação neste evento.
O programa das festas está na pagina da Avela.
Consultem e inscrevam-se
terça-feira, junho 01, 2010
O fim do Cruzeiro (Nacional) à Berlenga ???
O Cruzeiro da Berlenga nasceu da cabeça dos sócios da Avela, a meados da década de noventa, muito antes de eu ter um veleiro, embora com ele sonhasse todos os dias.
Quando me iniciei na organização deste evento, em 2001, todos os anos fazia uma carta à ANC a convidar à participação, sem nunca dela obter resposta.
Nesses anos consegui a participação de alguns sócios da ANC, ou de praticantes de vela de cruzeiro de Lisboa, mas apenas a titulo de amigos pessoais. Foi o caso do João Moreira Rato, do Julio Quirino, do Angelo Gomes e poucos mais.
Contaram-me, e aqui apenas reproduzo o que me contaram, que num desses anos a ANC estava a organizar um cruzeiro à Berlenga nos feriados de Dezembro e alguém avisado da direcção terá dito"...É pá, no Inverno ainda morre alguém, há aí uns tipos de Aveiro que nos convidam todos os anos para um cruzeiro à Berlenga em Junho, porque é que não vão com eles?..."
Foi assim que no primeiro ano de colaboração, com o Rui Ribeiro, organizámos em conjunto este cruzeiro.
2/ A Ideologia
Quem sou eu para a ter, a ideologia, mas sempre idealizei este Cruzeiro como a grande festa da vela de cruzeiro em Portugal. Tinha tudo para o ser, era a meio caminho entre o Norte e Lisboa, isto é, podia congregar embarcações de todo o país, era no 10 de Junho, dia de Portugal, o tal país de marinheiros, as condiçoes de acolhimento em Peniche e Nazaré não eram as melhores, mas a nossa organização podia contribuir para a melhoria dessas mesmas condições.
3/ A Realidade
Na verdade este cruzeiro veio, apesar dos esforços, por vezes inglórios, dos organizadores, a perder, anos após anos, importância e anuência. Às tantas por incompetência desses organizadores; estou, naturalmente, a falar de mim.
Não me interessa, nesta altura, esmioçar mais esta realidade, até porque eu próprio, no ano passado, por questões de meteorologia agreste, não consegui saír da barra de Aveiro.
Fica para outra oportunidade.
4/ A Actualidade
Não fiquei nada agradado com a intenção da ANC de ir para Sines/Vila Nova de Mil Fontes nas mesmas datas, com o pretexto de Peniche não ter condições de amarração.
Recordo que em dois anos sucessivos toda a frota foi para a Nazaré e de lá para a Berlenga, sendo que a maior parte dfas embarcações nem a Peniche foi.
Não colhe lógica portanto a falta de condições de Peniche, sendo que a lógica que se me oferece compreender é apenas a da falta de interesse em participar e em divulgar um evento que tinha condições de se tornar cada vez mais nacional.
5/ O Cruzeiro de 2010
Depois de 8 anos seguidos a organizar este Cruzeiro, neste ano que corre, ofereci os meus préstimos à direcção da Avela e também ao responsável do pelouro dos cruzeiro da ANC, mas fazendo apenas aquilo que me solicitassem. Não acompanhei portanto de perto esta organização. Não sei pois o que se foi passando pelo meio.
Fico apenas triste de ver esta morte, duma ideia que não sendo minha, foi por mim acarinhada e desenvolvida.
Sendo assim, fica aqui apenas o meu lamento.
João Madail Veiga, sócio e delegado da ANC em Aveiro, sócio da Avela, sócio do Clube Naval de Sesimbra, sócio do Clube de Vela da Costa Nova, sócio da ANR, sócio da secção Náutica do Clube dos Galitos e sócio da Aporvela.
segunda-feira, maio 31, 2010
O Povo Eleito
Do JN de Hoje:
"...Pelo menos 19 pessoas morreram e 26 ficaram feridas durante o ataque dos comandos israelitas contra um conjunto de seis barcos que seguiam para Gaza, segundo a cadeia 10 da televisão israelita. Os barcos transportavam cerca de 750 pessoas de 60 nacionalidades e perto de 10 mil toneladas de ajuda humanitária...."
quinta-feira, maio 27, 2010
SAR ( Mais um episódio da saga Trágico-Marítima )
Pouco passava das 2100 UTC e saía este vosso amigo do Jorge da Vagueira onde tinha malhado uns carapauzinhos grelhados divinais, eis que recebo no Boavista Radio Controlo (BRC) um Mê Dê aflitivo do meu amigo Berna, fundeado que estava na Meia Laranja, sem máquina, sem vento e, pior que tudo, sem vinho.
Ainda desconfiei, pois estando o seu veleiro Tibariaf em seco, como poderia estar o Berna a seco também, mas na Meia Laranja?
Feita a contra prova, verificou-se no BRC que a situação impunha um despoletar rápido dos meios SAR (Save(*) and Rescue ou, como se diz no Alfeite, Busca e Salvamento).
Na verdade, o Tibariaff estava em seco, mas o Berna vinha noutro veleiro, desde Portimão e há 3 dias que não tomava banho, o que se notava pela grande quantidade de moscas à volta da embarcação.
E lá vou eu com o NVV Veronique, depois de chamado o tripulante Paulo Madail Lobo para me acompanhar nas tarefas imprescindíveis de atestar o copo do comandante de umas águas termais escocesas que sempre existem a bordo.
Feita com arte a manobra da desamarração do NVV Veronique, eis-nos a uns estonteantes 5,12 nós, 5,2 nós, vá, numa noite de luar deslumbrante e com as águas termais por companhia, pela Cale da Vila afora, em direcção ao Mar Oceano.
Ao fim e ao cabo esta era a 2ª acção SAR que fazia nas ultimas duas semanas.
Com algum esforço encontrou-se a embarcação fundeada na Meia Laranja, com uma densa nuvem de moscas à sua volta e com os tripulantes já em adiantado estado de desidratação, tendo sido necessária a abertura imediata de uma garafinha de tinto Cabeça de Burro, que me tinha sido oferecida pelos náufragos anteriores em sinal de reconhecimento.
A viagem até Aveiro foi calma, com o reboque a rebocar, a Policia Maritima a vigiar e a tripulação do NVV Veronique buar (não sei se está bem dito, mas tinha de encontrar a rima).
Chegados ao pontão da Avela, nova e arrojada manobra, em tudo identica à de buta cau, onde se amarrou com destreza a embarcação náufraga e se pôs a baixo o que restava da garrafa termal a uso.
(*) Correcção = Dever-se-á dizer Search and Rescue, é estrangeiro. Compreendam, quando escrevi esta cronicreta ainda estava sob o efeito das águas termais, e falhei no estrangeiro. Çorry.
segunda-feira, maio 24, 2010
Pois é...
"...
Não falta quem deseje provar os morangos cultivados junto ao mar desde Mira à Vagueira, mas colhê-los da terra é outra história. Não fossem tailandeses e toneladas ficavam por apanhar. Dos 100 portugueses mandados pelo Centro de Emprego, só um aceitou.
..."
O Bold é meu.
segunda-feira, maio 17, 2010
Posição Oficial do Ventosga sobre o casamento gay
Quando vires um cidadão de opção sexual alternativa (1)
Não lhe mostres desdém
Lembra-te que se tivesse ovários
Podia ser tua mãe.
..."
(1) Reparem na forma educada e sensível como o autor desta modesta quadra trata tão delicado assunto.
segunda-feira, maio 10, 2010
domingo, maio 09, 2010
Os compromissos são quilhados
Em jeito de justificação recebi o seguinte email do skipper de uma delas que, como compreenderão, vai censurado das partes identificadoras:
----- Original Message -----
From: xxx
To: 'joao veiga'
Cc: (para o resto da rapaziada)
Sent: Saturday, May 08, 2010 12:50 AM
Subject: RE: Cruzeiro a Aveiro
Caro João Veiga;
Atendendo a que tivemos um compromisso profissional com o XXX, para as 15h de 17 de Maio, tivemos que antecipar o nosso regresso a XXXXX, pelo que não vamos poder comparecer no resto do programa estipulado para este fim de semana, com muita pena nossa. Fazemos votos para que tudo corra bem, e desejamos a toda a frota um bom regresso aos portos de origem, agradecendo desde já a forma como fomos recebidos pelo Avela e seus dirigentes, bem como pela ANR.
Melhores cumprimentos.
XXXX.
Os azuis e os bolds são meus, o resto é original.
Notar a data do email, 8 de Maio, um ou dois dias depois da largada de Aveiro, e a data do compromisso profissional, 15h do dia 17 de Maio.
A seguir a minha resposta, datada de hoje, 9 de Maio de 2010:
Caro Amigo,
O meu desejo é que a viagem para o Norte tenha corrido bem e dizer-lhe que, no que depender de mim, será sempre bem recebido na minha terra.
Compreendo a necessidade que teve de se ausentar pelo compromisso assumido. Eu próprio também tenho um compromisso assumido para o dia 12 de Julho próximo, pelo que também vou ter que rever os meus compromissos para a próxima semana.
Bons ventos,
Joao Madail Veiga
O dia do Magreb
sexta-feira, maio 07, 2010
Portugal
"...
--Hoje sente-se indiano?
--Não, indiano não, mas às vezes sinto-me goês.
--E Português?
--Isso já não sei. O que é um Português?
A pergunta apanhou-me desprevenido. Hesitei:
--Bem, antes de mais, suponho, um europeu.
--Os Portugueses, europeus ?-Riu-se com mansidão.--Nunca o foram. Não o eram antes e não o são hoje. Quando conseguirem que Portugal se transforme sinceramente numa nação europeia o País deixará de existir. Repare : os Portugueses construíram uma identidade por oposição à Europa, ao reino de Castela, e como estavam encurralados lançaram-se ao Mar e vieram até aqui, fundaram o Brasil, colonizaram Africa. Ou seja, escolheram não ser europeus.
..."
Mais uma Reedição
Se tivesse a possibilidade de a ele aceder facilmente, reproduziria sem qualquer alteração o seu texto, que é fresco como as águas da ria, mas, na impossibilidade, contarei a história, que acho deliciosa, o melhor que puder e souber.
Era hábito, no primeiro quartel do século passado, saírem da ria umas embarcações em direcção a Lisboa e ao Tejo, carregadas muitas vezes com sal, a que se chamavam enviadas, tripuladas por dois homens.
Essas embarcações ficavam muitas vezes pelo Tejo uma vez descarregadas das suas mercadorias.
Uma dessas enviadas era comandada pelo mestre Tomé Ronca, que um dia se dirigiu com um seu acompanhante para a barra de Aveiro com destino a Lisboa.
Chegado junto ao Forte Velho, a umas duas milhas da barra, como o vento e a maré não estivessem a ajudar, encostou à espera de melhor ocasião para sair a barra.
Deu então conta que se tinha esquecido da almotolia do azeite para temperar o peixe e as batatas. Como não se previa mudança de ventos e marés de imediato, prestou-se o seu único acompanhante a ir numa corrida a pé a Ílhavo, distante dali escassos 6 km, buscar a preciosa almotolia.
Aconteceu então que, ainda o outro não tinha tido tempo de chegar a Ílhavo, o vento rodou para NW e o mestre Tomé Ronca não se fez rogado, içou velas e lá seguiu ele sozinho, mar afora, rumo a Lisboa.
Quando o seu acompanhante chegou de Ílhavo, já munido da almotolia do azeite, e vendo que o mestre Ronca já tinha largado sozinho para Lisboa, comentou para si:
“Raio do Homem, como é que ele se vai ver na viagem sem a almotolia do azeite….”
quinta-feira, maio 06, 2010
E o Mar invadia a planície
"...
Juntando algumas das pedrinhas soltas da nossa conversa de hoje e pensando naquela tua imagem de estares despido sem o teu barco, e sem rumo fora do mar….recordei uma história que ouvi contar ao meu pai, naqueles tempos em que a juventude me permitia que as histórias ficassem na memória...dizia ele que um dia lhe entrou pelo gabinete lá nos Açores , o amigo Damião, conhecera-o anos antes, nos tempos em que ele esteve a trabalhar na nossa terra, e o inesperado daquele reencontro.... agora com a situação invertida, era o ribatejano que se encontrava deslocado naquela linda ilha no meio do oceano, lá na terra dele, e o açoreano não podia estar mais espantado dizendo com aquele sotaque tão peculiar:
–“É homem então você está cá?”
E foi nessa altura que lhe confessou as saudades que, perdido lá no meio de tanta terra, lá no Ribatejo, sentia da sua ilha e sobretudo daquele Mar imenso ...e na altura em que as chuvas de inverno faziam subir as águas do rio e os campos ficavam inundados,...aí ele ia para cima da ponte e sentia que respirava melhor rodeado de toda aquela água que cobria a planura da lezíria, aquela água a perder de vista...e assim recuperava um pouco as forças para continuar ..longe ...era o que de mais parecido encontrava com a imensidão do seu mar.
21 de Dezembro de 2004
Luisa Rosa
..."
domingo, maio 02, 2010
sexta-feira, abril 30, 2010
SIMULACRO
Imagino, sem grande dificuldade, as vagas provocadas nas águas pelos helicopteros a sobrevoar os naufragos!!!
Do JN de hoje:
"...
Trânsito condicionado na Ponte de Santa Clara, em Coimbra, e centenas de pessoas de olhos postos, ora no rio, ora no céu. Eis o resultado do simulacro de incêndio, realizado, ontem, a partir do Basófias, para testar a coordenação dos diversos agentes de Protecção Civil.
O exercício envolveu 128 elementos de três corporações de bombeiros, INEM, GNR, PSP, Polícia Municipal e Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS). Testar a sua capacidade de comunicação e coordenação, em caso de acidente, era um dos objectivos.
Tudo começou com um incêndio na casa de máquinas da embarcação turística do Mondego, que levou os 17 passageiros a atirarem-se às águas movidos pelo pânico (dois deles haveriam de perder a vida) (os outros vieram a pé enxuto até à margem). O simulacro permitiu, ainda, treinar procedimentos de socorro em meio aquático, com recurso a equipamentos terrestres, barcos e um helicóptero (da Guarda Costeira).
Este último gerou um imprevisto: o resgate aéreo de uma vítima com queimaduras graves levou mais de uma hora, com o Basófias a ter de ser encostado à margem para permitir a descida da equipa do INEM. No meio do rio, a operação não foi possível, devido à forte ondulação (!!!!) causada pelas hélices e ao facto de o casco plano do barco o fazer deslizar.
No entender do comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, Avelino Dantas, a operação seria simplificada com o uso de um helicóptero do INEM, "mas esses estão de prevenção para [socorrer] vítimas reais".
..."
Bolds e azuis meus.
domingo, abril 25, 2010
O Passeio com os Meninos do Porto
O meu clube faz umas coisas boas e outras menos boas.
Uma vez por ano fazemos uma muito boa, levamos os meninos do IPO do Porto a dar uma volta pelos canais da nossa Ria.
Este ano coube-me a vez de fazer de assistente do Palhaço Faísca, profissão que o honra e cuja assistência que lhe prestei me orgulha.
sábado, abril 24, 2010
Sal, Abril de 2010, o nosso guia e Amigo António
Mas cretinos há-os em todo o lado, até em Aveiro, mas eu, o branco mais preto de Aveiro, obriguei-os a respeitar esta Homem.
Essa é que é essa, e prontes.
sábado, abril 17, 2010
quinta-feira, abril 15, 2010
Cultura Pesqueira
terça-feira, abril 13, 2010
Confraternização
Aproveitamos para dizer mal do Bolha, do Socras e do Benfica e, ao mesmo tempo, planear o próximo Grande Cruzeiro Oceânico ao Choupalinho e a Montemor.
domingo, abril 11, 2010
Nôs Terra
sexta-feira, abril 02, 2010
Burro Velho não aprende linguas
Às vezes talvez aprenda.
Por acaso agora não me estou a lembrar de nenhuma vez em que um burro velho tenha aprendido linguas, mas de certeza que sim, uma vez pelo menos, que um burro velho terá aprendido linguas.
Ou alterou um qualquer modo de comportamento que há gerações se lhe tenha entranhado nos ADNs mais profundos.
--OH Zé, emprestas-me o teu triciclo que eu pago o aluguer?
--Eu emprestava, mas tem uma roda partida, vai reparar amanhã e se estiver pronto a tempo, claro que to empresto.
--Eh pá, mas o teu triciclo não é aquele alí com as três rodas todas em bom estado?
Pois é, há de haver na terra do meu Pai quem assim não seja, certamente muitos.(!??)
Agora é que não me estou a lembrar de nenhum, mas por certo que sim, há de haver pelo menos um, unzinho.
quarta-feira, março 24, 2010
AVISO GERAL À NAVEGAÇÃO
Nos canais da Ria de Aveiro navega uma embarcação desgovernada, o NVV Veronique, com o Arrais Bolha ao leme.
Solicita-se Resguardo.
terça-feira, março 23, 2010
IIª Grande e Imponente Recepção aos Veleiros do Norte
O Programa, elaborado à mesa de diversos e múltiplos Restaurantes e Estâncias Termais, está descrito abaixo, em Português AAO (*)
Dia 1 de Maio, Sábado
A flotilha Nortenha, em ETD a definir pelos próprios, largará de Leça com rumo à Ria de Aveiro.
A ETA deverá ser antes das 17h02m UTC, hora da Preia Mar, vivaça.
Dirigir-se-á ao Porto de Abrigo da Caldeira do Forte, onde pernoitará.
Não sem antes embarcar em majestoso moliceiro e navegar nos (tenebrosos) Canais de Mira e do Desertas, até ao Restaurante do Clube de Vela da Costa Nova, onde decorrerá um grandioso vernissage de boas vindas.
Dia 2 de Maio, Domingo
Muito de madrugada, lá para as 11h00m legais, as tripulações dirigir-se-ão em cortejo pedestre até ao navio Museu Santo André, distante dalí umas boas 122 braças, para uma visita a uma unidade naval que foi comandada, entre outros, pelo meu Amigo e Colega Manuel Patoilo.
Depois da Visita, as embarcações, lá pelas 13h00m legais, largarão para a Segunda Grande Regata Petisqueira, confeccionando os seus petiscos durante a viagem pelos canais até Aveiro, cais da Lota Velha, onde serão degustadas as especialidades e votadas por juri isento e imparcial, que por sinal já me custou os olhos da cara para votar no meu.
Depois de uma sesta em cada uma das embarcações, as respectivas tripulações partirão para o Porto de combóio ou de outro meio que desenrascarem.
Dia 8 de Maio, Sábado.
Cedinho, pelas 11h00m legais, realizar-se-á um passeio de buga pelas ruelas de Aveiro, com paragem em locais de inquestionável interesse cultural, como são o Chez Palhuce, Zé Bissa, Tasca do Canal, entre outros.
O almoço será livre.
Da parte da tarde far-se-á o segundo evento náutico desportivo, estando neste momento a organização a decidir se se tratará de uma regata do pontão Sul para o Pontão Norte, à sirga, se uma outra à vela, de São Jacinto até Aveiro. A Meteorologia o ditará.
À noite teremos um jantar dançante abrilhantado pelo conjunto 'Os Paralelos do Ritmo' onde serão distribuidas lembranças e prémios aos melhores petiscos e aos vencedores dos diferentes eventos náuticos desportivos.
Dia 9 de Maio, Domingo
Pela fresquinha os majestosos veleiros suspendem e largam da Ria de Aveiro rumando aos seus portos de origem, com os olhos rasos de água e de saudade e desejosos do regresso em 2011.
Os apoios serão do Boavista Rádio Controlo, com discos pedidos, dos Grupo de Forcados Amadores de Alhandra, do Grupo de Cantares Serranos de Montemor o Velho, da Associação de Apreciadores de Queijo da Mourisca, para além de outras agremiações não menos crediveis e actuantes.
PS 1: Uma honesta proposta minha para a actividade do sábado dia 8 de Maio foi liminarmente recusada e, no entanto, penso ser uma boa ideia: Há uma empresa em Aveiro, proprietária duma daquelas lanchas-restaurantes, que as aluga com espectaculo erótico incluído, composto por table dance, lap dance, strip e outras variantes artisticas.
Colocávamos a rapaziada a bordo, diziamos às nossas acompanhantes que iriamos ter uma exposição de pintura itenerante e flutuante, depois não apareciam os quadros e apareciam as artistas, escolhidas a dedo, e era fácil a justificação: É pá, já que aqui estamos, assistimos ao show.
Infelizmente não fui compreendido. Fica para a próxima.
PS 2: Esta minha honesta proposta já gerou problemas e desavenças conjugais, ao ponto de um Amigo meu se ter proposto participar na exposição de pintura, desculpando-se em casa com um jantar dos Lions, ser obrigado a arrepiar caminho e desistir, ameaçado que foi de lhe porem as malas à porta de casa e de levar um arraial de porrada dado com um rolo da massa novinho que a extremada esposa adquiriu, ainda há pouco, numa tenda de ciganos na feira dos vinte e oito.
Deste modo, e porque não quero de forma nenhuma o mal dos meus Amigos, aqui declaro ir sózinho à exposição de pintura, abrilhantada por três ucranianas e quatro brasileiras, todas de medidas olímpicas, especialistas em Rembrandt, Renoir, Caravaggio e mesmo Julio Pires, este ultimo não tão conhecido, mas de elevado potencial, até porque lhe adquiri recentemente uma boa meia duzia de obras.
(*) AAO = Anterior Acordo Ortográfico
sexta-feira, março 19, 2010
Azeiteiros
Quem tem o Poder é uma corja de aparatchiks, carreiristas sem escrupulos, que nada tem a ver com a Politica, actividade nobre onde nos preocupamos e trabalhamos para a causa comum de todos nós.
Essa corja só se preocupa com o respectivo umbigo e com o cheque que nos xula aos fins de mês, ou quando calha.
Estava à vista de todos nas chamadas de valor acrescentado para auxiliar a Madeira, de cada 60 cêntimos que oferecíamos, pagávamos mais 20 % para compôr os cheques da quadrilha.
Do TVI24 o que todos já sabíamos:
"...
O Estado arrecadou quase 200 mil euros de impostos com as campanhas de solidariedade para ajudar a Madeira depois do temporal de Fevereiro. E este número refere-se apenas a chamadas de valor acrescentado promovidas pela TMN, PT e Sonaecom.
As campanhas para ajudar as vítimas do temporal que matou 43 pessoas, desalojou 600 e provocou graves danos materiais fizeram com que o Estado arrecadasse 198.120 euros em IVA referente a telefonemas e sms de solidariedade, de acordo com contas apresentadas pela Lusa.
Nestas três campanhas de solidariedade foram recolhidos quase um milhão de euros (991 170 euros) de apoios. Interrogado sobre se havia alguma excepção para a cobrança de impostos nas chamadas de valor acrescentado relativas a campanhas de solidariedade, o Ministério das Finanças respondeu que «nada existe na lei que permita aplicar uma taxa reduzida».
Os responsáveis pelas campanhas da TMN, PT e Sonaecom (que se associou ao grupo Media Capital) garantiram à Lusa que as verbas reverteram na íntegra para as entidades apoiadas, não tendo as operadoras cobrado qualquer custo pelo serviço.
Apenas o Estado optou por seguir a lei à risca, sem abrir excepções para as campanhas de solidariedade com a Madeira.
..."
quinta-feira, março 11, 2010
Episódio SEIS, Zé Ângelo
Procuro um amigo de longa data, e há muito nao visto;
É o Veiga - Liceu de Aveiro - Viveu em Ilhavo e depois em Aveiro. Madail Veiga, creio; infelizmente, não consigo recordar o nome próprio.
O seu contacto, foi-me enviado por um companheiro tambem com a apaixão dos BARCOS - Batel.
Se não acertei lamento ter incomodado, e aproveito para lhe dar os parabens pelo seu VERONIQUE, cuja estoria é no minimo extraordinária;
Cumprimentos
Jose Angelo Gomes
( ZE GOMES)
quarta-feira, março 10, 2010
Episódio CINCO, o TONI PARDAL
Deste nome contam-se as mais divertidas histórias, com a Policia Marítima a soletrar a custo o nome do barco, e muitas outras.
Com o Wooloomooloo e o NVV Veronique passei uns dias cinco estrelas na marina de Vila Moura e também na nossa Ria.
Um dia fomos com o NVV Veronique, o Wooloomooloo e mais embarcações até à Torreira, onde atracamos.
Quando fui registar à recepção o NVV Veronique o Pardal pediu-me que fizesse também a entrada do Wooloomooloo, a que eu acedi.
Lá disse ao funcionário que queria também registar o barco do sr Pardal, que ele já tinha ficha na Marina.
O funcionário correu as fichas todas e não encontrou o nenhum Pardal. Perguntou-me então se era o senhor do barco com aquele nome manhoso.
Claro, disse eu, o Wooloomooloo.
---Ah, esse é o sr Toni.
Toni? Toni? Então eu que lidava com aquele tipo há anos e sempre o tratei por Pardal, descobria daquela forma inglória que o meu amigo Pardal afinal se chamava Toni?!!!!
O blog do gajo passou a ser Toni-Pardal
Episódio QUATRO, O Blog do Bolha
Nessas alturas o Eugénio era o Hortas e assim foi durante muito tempo.
Há dois anos estava eu em Baiona e precisei de falar com o gajo por conta da preparação da viagem que combináramos, primeiro para Bora Bora, depois para os Açores, depois para Porto Santo e por fim para os Algarves.
Atende-me do outro lado da linha o melhor amigo do Hortas, o Nelo, que depois de trocar umas palavras comigo, diz do outro lado da linha:
--Oh Bolha, olha aqui…
Que outra designação poderia ter este blog, senão BB – O Blog do Bolha
terça-feira, março 09, 2010
Episódio TRÊS, Os Blogs do Ribatejo
Gente retratada pelo Garret no episódio dos Ilhavos e dos Campinos, cujo teor é reproduzido no cabeçalho deste blog.
Pertencem a uma raça de gente que está bem é a lidar uns toiros, a fazer pegas de cernelha e a sulcar as cálidas, doces e calmas águas do Têjo, nas suas típicas embarcações de riba-Têjo-água-acima.
Desconhecem o que são samos de bacalhau, nunca ouviram falar de oceânos, navegam à vista da mesma forma que montam um cavalo nas lezírias, a trote.
Vestem colete encarnado e envergam as mais das vezes um barrete de campino.
Adoram dançar um fandango, embora ultimamente esta dança tão comum no Ribatejo tenha sofrido as influências nefastas do Kizomba, dando origem ao Kizomdango.
Grandes admiradores de Pedrito de Portugal, que já propuseram duas vezes para Presidente da Fundação Luso Americana, uma vez que a Luso-sevilhana ainda não existe, ou, no mínimo, para cabo do grupo de forcados amadores de Alhandra.
Os seus espaços na web só poderiam ter nomes relacionados com o Ribatejo Profundo, com os Práticos do (tenebroso) Mar da Palha ou com os Grupos de Forcados Amadores de Alhandra.
Episódio DOIS, À Espera das Malas do Avião
Nada que me chateasse muito, na verdade os Açores são a 1ª Maravilha do Universo, quiçá mesmo a 1ª Maravilha de Portugal, e uma estadia em São Miguel, ainda que profissional, é sempre um prazer muito grande para mim.
Na viagem de regresso, já na Portela, comigo e com a minha engenheira da qualidade à espera das malas do avião, estava, a uns escassos metros de mim, uma cachopa bem apessoada, também à espera das malas do avião, que se parecia terrivelmente com a nossa Garina do Mar.
Seria, não seria? A duvida instalou-se na minha cabeça, até porque sou um péssimo fisionomista e já não estava com ela para aí há uns bons dois anos.
Eureka, e se eu lhe telefonasse?
Foi o que fiz, peguei no télélé, marquei Garina do Mar e, espanto, o outro télélé tocou ali mesmo ao lado, provocando na nossa bloguista um rubor entre o vermelho Ferrari e o encarnado dos ruivos que se pescam na Pedra da Galega acabados de sair da água.
Sabendo que o Milhas é um blog de equipa, a verdade é que da equipa só conheço a Garina. Deste modo o blog deles só se poderia chamar “À ESPERA DAS MALAS DO AVIÃO”
segunda-feira, março 08, 2010
Episódio UM, A Guerra do Vietname
Estava eu então longe de imaginar a vivência que viria a ter anos mais tarde em Salreu, que conhecia apenas de passagem para o Porto e das histórias de caça que ia ouvindo.
Ora o irmão da minha namorada era caçador e duma das vezes que veio ao continente confessou-me aquela sua paixão.
Contei-lhe que perto de Aveiro havia uns arrozais, em Salreu, onde abundavam os patos, e que poderia alí fazer uma óptima caçada.
Ora o combatente da Guiné, ao ouvir a minha recomendação, atirou:
---Salreu?!!! Fxxx-se, fui lá aqui há uns anos, dei um tiro a um pato e tive de fugir a rastejar, aquilo parecia a guerra do Vietname com toda a gente aos tiros para cima de mim.
Como o Alma Grande é de Salreu, o seu Blog só podia ter aquele nome: PARECIA A GUERRA DO VIETNAME
sábado, março 06, 2010
O enigma, a tragédia, o drama...
A partir de amanhã vão ser publicados neste espaço alguns textos que elucidarão, de forma definitiva, o porquê do nome de alguns links.
A saber:
Parecia a Guerra do Vietname
BB O Blog do Bolha
À Espera das Malas do Avião
Toni Pardal
Ribatejo Profundo
Parentesco do Médico de Bordo
Práticos do (tenebroso) Mar da Palha
e muitos outros....
quinta-feira, março 04, 2010
terça-feira, março 02, 2010
As toiradas da Terceira
Ilha Terceira onde eu já cheguei à vela. Aliás só lá fui à vela, de barco, desde o Continente.
Aqui no original a famosa toirada.(foto emprestada do Blog Bagos de Uva, www.bagosdeuva.blogspot.com)







