(decalcado da web)
O Benfica é como eu, vai ao Porto para não fazer nada e comer bem.
"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
segunda-feira, novembro 08, 2010
segunda-feira, novembro 01, 2010
Estrela do Mar
Um Povo pode admirar e respeitar Tom Waits,Jarreth, mas tem de ter a sua própria identidade, a sua própria Cultura. Se a tiver,nunca morrerá, nunca será subjugado.
sexta-feira, outubro 29, 2010
Politica
Havia um manicómio com dois 'doentes', maluquinhos, vá, que tinham o hábito de um perseguir o outro.
O perseguidor empunhava sempre um facalhão enorme e corria atrás do outro ameaçando-o.
A correria seguia por todos os corredores do hospital até que os dois chegavam a um beco sem saída, com o perseguidor a esgrimir o facalhão ameaçador para o outro.
Nessa situação, o perseguidor/ameaçador entregava o facalhão ao outro e dizia-lhe:
O perseguidor empunhava sempre um facalhão enorme e corria atrás do outro ameaçando-o.
A correria seguia por todos os corredores do hospital até que os dois chegavam a um beco sem saída, com o perseguidor a esgrimir o facalhão ameaçador para o outro.
Nessa situação, o perseguidor/ameaçador entregava o facalhão ao outro e dizia-lhe:
--Toma lá a faca, agora é a tua vez.
E recomeçava tudo outra vez.
E recomeçava tudo outra vez.
segunda-feira, outubro 04, 2010
Viva PORTUGAL, Viva a República
Cem anos não é nada na vida de Portugal, mas é tudo.
Temos governantes de trampa, mas os dos monárquicos não eram melhores, nalguns casos até eram bem piores.
E depois um regime em que o nascimento não é impeditivo do que quer que seja, tem sempre a minha simpatia militante.
V I V A A R E P Ú B L I C A
domingo, outubro 03, 2010
Almeida Santos
O presidente do PS considera que o esforço pedido pelo Executivo com novas medidas de austeridade "não são sacrifícios incomportáveis" e que "o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre".
in Publico,30 Set 2010.
Oh Almeida, vai apanhar no rego pá.
Joao Madail Veiga, in Ventosga, 03 Out 2010
quarta-feira, setembro 29, 2010
domingo, setembro 26, 2010
200 anos da Batalha do Buçaco
É certo que o Exercito Português era comandado por generais ingleses, o nosso Rei tinha ido a banhos para o Rio de Janeiro, mas fomos nós a dar na boca aos franceses.
E mais, são inumeros os exemplos de combates de guerrilha, muitos deles na nossa região, e em todas as vezes que os franceses cá vieram.
Esses combates eram protagonizados exclusivamente por Portugueses, camponeses aguerridos que depois sofreram terríveis sevícias das tropas de ocupação francesas.
(...onde é que 130 anos depois se viu disto, durante a 2ª Guerra?)
Faz agora 200 anos e parece que foi ontem.
Quando trabalhava na Renault, todos os anos nesta data, iamos fazer um pic nic nas matas do Buçaco.
Sabemos bem onde é o Buçaco e Aljubarrota. Por um lamentavel chauvinismo, ninguém em Portugal sabe onde fica Alcacer Quibir.
Faz agora 200 anos e parece que foi ontem.
Quando trabalhava na Renault, todos os anos nesta data, iamos fazer um pic nic nas matas do Buçaco.
Sabemos bem onde é o Buçaco e Aljubarrota. Por um lamentavel chauvinismo, ninguém em Portugal sabe onde fica Alcacer Quibir.
sexta-feira, setembro 24, 2010
Azeitices
Uma empresa do Estado de distribuição de água, água que como toda a gente sabe, é um bem superfluo e de luxo, não prestando contas a ninguém, distribuiu 400 carritos topo de gama aos seus colaboradores melhor colocados para esta tão acertada decisão, a da distribuição dos carritos.
Temos no entanto de concordar que isto do negócio da água tem que se lhe diga, não é para todos e tem muita despesa.
É preciso arranjar oxigénio, depois hidrogénio, misturar tudo nas proporções correctas, enxogalhar bem para misturar, tudo alí feitinho à mão, depois engarrafar e levar a casa dos clientes. Já viram o trabalho e a despesa que é fazer isto tudo?
Da minha parte já dei conta do aumento da conta da água. É a minha, é a nossa contribuição, para além dos impostos, para o bem estar destes nossos dirigentes.
Há dias, um antigo Presidente de Câmara com quem privo, defendia que as instituições estatais se deviam reger pelo principio da auto sustentabilidade. Isto é, deviam criar as taxas que suportassem as despesas que têm. Despesas essas como, por exemplo, os carritos utilitários com que se presenteiam.
Ahhh, esse ex presidente está agora colocado numa dessas empresas estatais de distribuição de água.
O que é importante não é pois o serviço que essas instituições, institutos, fundações e quejandos prestam aos cidadãos, o importante é cobrar as taxitas para comprar os carritos e pagar os vencimentositos.
Mas não há quem ponha mão nisto?!!!!
Não há uma ETAzinha que dê um ou outro tiro nos cornos destes gajos???
Da minha parte já dei conta do aumento da conta da água. É a minha, é a nossa contribuição, para além dos impostos, para o bem estar destes nossos dirigentes.
Há dias, um antigo Presidente de Câmara com quem privo, defendia que as instituições estatais se deviam reger pelo principio da auto sustentabilidade. Isto é, deviam criar as taxas que suportassem as despesas que têm. Despesas essas como, por exemplo, os carritos utilitários com que se presenteiam.
Ahhh, esse ex presidente está agora colocado numa dessas empresas estatais de distribuição de água.
O que é importante não é pois o serviço que essas instituições, institutos, fundações e quejandos prestam aos cidadãos, o importante é cobrar as taxitas para comprar os carritos e pagar os vencimentositos.
Mas não há quem ponha mão nisto?!!!!
Não há uma ETAzinha que dê um ou outro tiro nos cornos destes gajos???
terça-feira, setembro 21, 2010
segunda-feira, setembro 20, 2010
Desilusão
Aproveitando o Cruzeiro da Avela e da ANR ao Douro e Ave, prolonguei-o e naveguei até ao Lima.
É sempre emocionante navegar até Biana, terra irmã, e para mais com o encontro de embarcações tradicionais a decorrer e o Santa Maria Manuela por lá atracado.
Navegação a motor desde o Douro, de onde largamos pelas 4 da madrugada, calma mas sem vento a ajudar, entramos a barra do Lima às 1100, com a tradicional garrafinha de champain aberta loguinho na penetração.
Passamos pelo lugre e, espantem-se, pela primeira vez respondeu à nossa saudação com duas roncadelas, baixinhas, mas audíveis.
Às tantas foi pelo mesmo motivo por que nós cumprimentamos em Paris vizinhos que ignoramos na nossa rua. Bá-se lá saber.
As embarcações tradicionais no rio eram as mesmas que já vimos noutros encontros. O moliceiro era dos falsos, dos pequenitos para 'turista ver'. Só o Lanhezes nunca tinha visto antes e, apesar das suas defensas de garrafas de lixivia vazias, merecia melhor, paraceu-me muito elegante. Nunca tinha visto nada parecido, gostei.
Mas, e o desfile náutico programado para as 1100, e o Amigo Barco Antigo para quem reservei a ultima garrafinha de champain, além das outras do Douro, claro?
Bem, na ausência do desfile, ferrei uma sestinha numa sombra do parque marginal ao rio, que bem me soube, depois de uma noite de navegação.
As fotos? o Bolha fez bué delas, bão lá que o gajo merece.
E prontes...
É sempre emocionante navegar até Biana, terra irmã, e para mais com o encontro de embarcações tradicionais a decorrer e o Santa Maria Manuela por lá atracado.
Navegação a motor desde o Douro, de onde largamos pelas 4 da madrugada, calma mas sem vento a ajudar, entramos a barra do Lima às 1100, com a tradicional garrafinha de champain aberta loguinho na penetração.
Passamos pelo lugre e, espantem-se, pela primeira vez respondeu à nossa saudação com duas roncadelas, baixinhas, mas audíveis.
Às tantas foi pelo mesmo motivo por que nós cumprimentamos em Paris vizinhos que ignoramos na nossa rua. Bá-se lá saber.
As embarcações tradicionais no rio eram as mesmas que já vimos noutros encontros. O moliceiro era dos falsos, dos pequenitos para 'turista ver'. Só o Lanhezes nunca tinha visto antes e, apesar das suas defensas de garrafas de lixivia vazias, merecia melhor, paraceu-me muito elegante. Nunca tinha visto nada parecido, gostei.
Mas, e o desfile náutico programado para as 1100, e o Amigo Barco Antigo para quem reservei a ultima garrafinha de champain, além das outras do Douro, claro?
Bem, na ausência do desfile, ferrei uma sestinha numa sombra do parque marginal ao rio, que bem me soube, depois de uma noite de navegação.
As fotos? o Bolha fez bué delas, bão lá que o gajo merece.
E prontes...
quinta-feira, setembro 16, 2010
É politica pá
Na altura do PREC lembro-me de um tipo da comissão de extinção da Pide dizer, num jornal, que não se sabia bem onde acabava a Pide e começava o PC e vice versa.
Hoje, estava eu no Chez Alamede a malhar um arrozinho de pato e, para quem não sabe, as mesas do Chez Alamede são corridas e quase se come de escoado, ao meu lado sentaram-se um senhor dos seus cinquenta-sessenta anos, um jovem portanto, acompanhado de duas senhoras das mesmas idades.
Ao que percebi era emigrante nos USA.
Contava ele que tinha alí estado há uns anos, a caminho de Ilhavo, onde um conhecido do seu pai, comerciante de xxxx naquela vila, era muito bem relacionado com a Pide e que conseguiria livrá-lo da tropa, de ir para Africa.
Acrescentou que não conseguiu nada, que não livrou, mas ficou na 'metrópole' numa repartição qualquer.
Acrescento eu que sabia muito bem de quem ele falava, que o tal comerciante de Ilhavo tinha de facto essa fama e eventualmente esse proveito, e que também tinha a fama e eventualmente o proveito, ele e os filhos, de serem, simultâneamente, do PC e da situação.
E prontes....
Hoje, estava eu no Chez Alamede a malhar um arrozinho de pato e, para quem não sabe, as mesas do Chez Alamede são corridas e quase se come de escoado, ao meu lado sentaram-se um senhor dos seus cinquenta-sessenta anos, um jovem portanto, acompanhado de duas senhoras das mesmas idades.
Ao que percebi era emigrante nos USA.
Contava ele que tinha alí estado há uns anos, a caminho de Ilhavo, onde um conhecido do seu pai, comerciante de xxxx naquela vila, era muito bem relacionado com a Pide e que conseguiria livrá-lo da tropa, de ir para Africa.
Acrescentou que não conseguiu nada, que não livrou, mas ficou na 'metrópole' numa repartição qualquer.
Acrescento eu que sabia muito bem de quem ele falava, que o tal comerciante de Ilhavo tinha de facto essa fama e eventualmente esse proveito, e que também tinha a fama e eventualmente o proveito, ele e os filhos, de serem, simultâneamente, do PC e da situação.
E prontes....
domingo, setembro 12, 2010
Cronicretas de Férias-5 (O Futebolês)
--Temos a certeza de sermos os melhores... (jogador de futebol do SLB que não sei identificar)
--Não brinquem com esta instituição...(L F Vieira, Presidente do SLB)
--Oh Orelhas, isso é uma ameaça? Já estou todo borrado...(Juca, velejador do CVCN e adepto do FCP)
--Não brinquem com esta instituição...(L F Vieira, Presidente do SLB)
--Oh Orelhas, isso é uma ameaça? Já estou todo borrado...(Juca, velejador do CVCN e adepto do FCP)
sábado, setembro 11, 2010
Cronicretas de férias 4
Uns besugos de luxo no Jorge, que vai ser o 1º grumete de cozinha na viagem até Biana e, de seguida, no meu bar de eleição na Vagueira, uma interpretação de Gershwin, Summer Time, de fazer corar de vergonha os mouros da capital que a arranham, e que me fez inchar de baidade, por serem alunos dos cursos de música da Universidade da minha terra a tê-la, à interpretação.
Não foi por acaso que o Zé Duarte por cá se fixou, musicalmente falando, claro.
Saí impante e inchado, e só comi um besuguinho grelhado.
Amanhã vou acabar as férias grandes (uma semana interinha) na nossa Ria. Se me der na telha vou passar o NVV Veronique debaixo da Ponte da Barra. Teoricamente são 14 metros de 'air draught', exactamente a altura da linha de agua à antena de VHF do mais gracioso veleiro do universo.
Se a ponte cair estou lixado,o Socas quilha-me.
Wish me luck.
Não foi por acaso que o Zé Duarte por cá se fixou, musicalmente falando, claro.
Saí impante e inchado, e só comi um besuguinho grelhado.
Amanhã vou acabar as férias grandes (uma semana interinha) na nossa Ria. Se me der na telha vou passar o NVV Veronique debaixo da Ponte da Barra. Teoricamente são 14 metros de 'air draught', exactamente a altura da linha de agua à antena de VHF do mais gracioso veleiro do universo.
Se a ponte cair estou lixado,o Socas quilha-me.
Wish me luck.
quinta-feira, setembro 09, 2010
cronicretas de férias 3
cronicretas de férias 2
quinta-feira, setembro 02, 2010
Cronicretas de Férias
Ontem, no relvado da Costa Nova, assitimos deleitados à actuação do virtuoso da concertina.
O Povo cantou, dançou e até assisti a umas cambalhotas, muito ao estilo da Nadia Comaneci, flic flac à retaguarda com mortal encarpado, bem no meio de um vira para uma chula.
O homem toca e canta bem, escolhe bem as letras, '...tiro o carro, meto o carro, na garagem da bizinha...' e o sotaque galaico duriense fica a matar com as cantigas.
Não me venham com tretas, a musica que ele canta é a alma do nosso Povo, e não estou a falar da jocosidade, estou a lembrar-me da concertina, das desgarradas ao estilo da Maria Barbuda versus Marques Sardinha, das chulas batidas, do imenso gozo que emana dele ao cantigar tudo aquilo.
Fiquei à espera do clássico ' ...há quem lhe chupe a cabeça, outros preferem a posta, cá por mim como-lhe o rabo, seja cozido ou grelhado, cada um come o que gosta...', bem adaptado ao passado mês de Agosto e às peixadas com que nos locupletamos no Jorge, no Quiquitos, no Dóri e em tantos outros. Foi pena, estava à espera, mas correu mal.
O Povo cantou, dançou e até assisti a umas cambalhotas, muito ao estilo da Nadia Comaneci, flic flac à retaguarda com mortal encarpado, bem no meio de um vira para uma chula.
O homem toca e canta bem, escolhe bem as letras, '...tiro o carro, meto o carro, na garagem da bizinha...' e o sotaque galaico duriense fica a matar com as cantigas.
Não me venham com tretas, a musica que ele canta é a alma do nosso Povo, e não estou a falar da jocosidade, estou a lembrar-me da concertina, das desgarradas ao estilo da Maria Barbuda versus Marques Sardinha, das chulas batidas, do imenso gozo que emana dele ao cantigar tudo aquilo.
Fiquei à espera do clássico ' ...há quem lhe chupe a cabeça, outros preferem a posta, cá por mim como-lhe o rabo, seja cozido ou grelhado, cada um come o que gosta...', bem adaptado ao passado mês de Agosto e às peixadas com que nos locupletamos no Jorge, no Quiquitos, no Dóri e em tantos outros. Foi pena, estava à espera, mas correu mal.
terça-feira, agosto 31, 2010
F É R I A S
Cambada,
Bou de férias que até ferbe.
Fiqueide bem que eu fico melhor.
Trabalhaide, que alguém tem de dar as notas ao Socas e agora é a bossa bez.
Bou de férias que até ferbe.
Fiqueide bem que eu fico melhor.
Trabalhaide, que alguém tem de dar as notas ao Socas e agora é a bossa bez.
sexta-feira, agosto 27, 2010
Politica
A actividade politica é, por definição, nobre e desinteressada, é alguém preocupar-se com a vida e o bem estar dos seus concidadãos e ter, naturalmente, pontos de vista diferentes para o alcançar.
O que temos, as mais das vezes, é aparactichikismo, é carreirismo nos aparelhos partidários e filha-de-putismo militante para alcançar propósitos financeiros, a todos os níveis, que não estando junto do poder, a mamar na teta da vaca, nunca se conseguiriam.
Os dois textos abaixo não são meus, são dois comentários de MANUEL e de Joseph People, do Diario Económico on line de hoje, que aplaudo e reproduzo.
------------------------------------------------------------------------------
Se ao que já é cobrado ( a troco de cada vez menos benefícios) somarmos o próximo Código Contributivo da Segurança Social, a situação do contribuinte vai tornar-se verdadeiramente dramática. Se este código demencial e irresponsável for para a frente, a fuga aos impostos passará a ser uma questão de mera sobrevivência para muitos contribuintes, sejam eles quem forem (PME's, Trabalhadores Independentes, etc.). Façam um exercício: guardem os papéis das despesas de um mês e no fim somem o IVA que pagaram. A isto juntem o IUC, IMI, Segurança Social, IRS, IRC e outros, e vejam qual a percentagem do que ganham que vai direitinha para as mãos de um Estado despesista e cada vez menos amigo dos cidadãos: 60 a 70% ! Uma aberração, que faz das nossas vidas um inferno. Por este caminho, em muitos casos, a fuga representa a sobrevivência.
---------------------------------------------------------------------
Há em Portugal uma entidade que é accionista de 1/4 de todas as empresas, mas que não investiu um cêntimo no seu capital e ainda cria dificuldades para que estas se desenvolvam, e que ainda assim não paga a tempo e horas.
Há em Portugal uma entidade que tem uma comissão de mais de 1/5 de todas as transacções, contudo não garante que caso o cliente não pague ao fornecedor seja devidamente punido a tempo e horas.
Há em Portugal uma entidade que apesar de cobrar metade do valor gerado por cada português, obriga este português a pagar impostos sobre impostos nos carros, portagens sobre impostos nas autoestradas, impostos sobre bens essenciais como a energia, a água, o solo e que ainda assim não garante a manutenção das florestas, o pagamento aos bombeiros, a segurança de pessoas e bens que é suportado novamente pelos privados.
Há em Portugal serviços públicos que servem de fachadas para angariação de clientes de empresas privadas de funcionários "públicos", que funcionam mal para que os privados se vejam obrigados a corromper ou a recorrer aos serviços destas empresas.
Há em Portugal uma entidade que apesar de gastar mais per capita que todos os países da EU em saúde, os cidadãos cumpridores não tenham devido acesso ao SNS.
Há em Portugal uma entidade que apesar de gastar uma fortuna em educação tem os índices mais baixos de aproveitamento escolar e maior necessidade de formação adicional, paga pelas empresas se querem ter colaboradores qualificados.
Há em Portugal uma entidade que faz as leis, mas que é sempre a primeira a transgredir, seja no cumprimento do orçamento de estado, seja na contratação de trabalhadores a recibos verdes, seja na violação do segredo de justiça, seja no alimento à corrupção.
O que temos, as mais das vezes, é aparactichikismo, é carreirismo nos aparelhos partidários e filha-de-putismo militante para alcançar propósitos financeiros, a todos os níveis, que não estando junto do poder, a mamar na teta da vaca, nunca se conseguiriam.
Os dois textos abaixo não são meus, são dois comentários de MANUEL e de Joseph People, do Diario Económico on line de hoje, que aplaudo e reproduzo.
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Se ao que já é cobrado ( a troco de cada vez menos benefícios) somarmos o próximo Código Contributivo da Segurança Social, a situação do contribuinte vai tornar-se verdadeiramente dramática. Se este código demencial e irresponsável for para a frente, a fuga aos impostos passará a ser uma questão de mera sobrevivência para muitos contribuintes, sejam eles quem forem (PME's, Trabalhadores Independentes, etc.). Façam um exercício: guardem os papéis das despesas de um mês e no fim somem o IVA que pagaram. A isto juntem o IUC, IMI, Segurança Social, IRS, IRC e outros, e vejam qual a percentagem do que ganham que vai direitinha para as mãos de um Estado despesista e cada vez menos amigo dos cidadãos: 60 a 70% ! Uma aberração, que faz das nossas vidas um inferno. Por este caminho, em muitos casos, a fuga representa a sobrevivência.
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Há em Portugal uma entidade que é accionista de 1/4 de todas as empresas, mas que não investiu um cêntimo no seu capital e ainda cria dificuldades para que estas se desenvolvam, e que ainda assim não paga a tempo e horas.
Há em Portugal uma entidade que tem uma comissão de mais de 1/5 de todas as transacções, contudo não garante que caso o cliente não pague ao fornecedor seja devidamente punido a tempo e horas.
Há em Portugal uma entidade que apesar de cobrar metade do valor gerado por cada português, obriga este português a pagar impostos sobre impostos nos carros, portagens sobre impostos nas autoestradas, impostos sobre bens essenciais como a energia, a água, o solo e que ainda assim não garante a manutenção das florestas, o pagamento aos bombeiros, a segurança de pessoas e bens que é suportado novamente pelos privados.
Há em Portugal serviços públicos que servem de fachadas para angariação de clientes de empresas privadas de funcionários "públicos", que funcionam mal para que os privados se vejam obrigados a corromper ou a recorrer aos serviços destas empresas.
Há em Portugal uma entidade que apesar de gastar mais per capita que todos os países da EU em saúde, os cidadãos cumpridores não tenham devido acesso ao SNS.
Há em Portugal uma entidade que apesar de gastar uma fortuna em educação tem os índices mais baixos de aproveitamento escolar e maior necessidade de formação adicional, paga pelas empresas se querem ter colaboradores qualificados.
Há em Portugal uma entidade que faz as leis, mas que é sempre a primeira a transgredir, seja no cumprimento do orçamento de estado, seja na contratação de trabalhadores a recibos verdes, seja na violação do segredo de justiça, seja no alimento à corrupção.
quarta-feira, agosto 25, 2010
terça-feira, agosto 24, 2010
Férias e São Paio
Pois é, a velhice e as férias, ou ausência delas, tem destas coisas.Primeiro não saí de Aveiro durante o mês de Agosto, salvo uma fugaz passagem pela Casa das Marés e por Cascais, e um lavagante e alguns percebes depois regressado aos trabalhos, que alguém tem de tocar o País para a frente.
Seguiriamos, em desejo, para o Mar Oceâno, até onde o vento nos levasse, a mim e ao NVV Veronique, o que não está ainda descartado, mas as cruzes e os artelhos não estão a ajudar em nada.
De uma longa lista de casas de pasto e restaurantes ribeirinhos, nas Nazaré, Figueira, Berlenga, Ericeira e Cascais, resultou uma ainda maior lista de casas de pasto e restaurantes ribeirinhos a visitar nas Nazarés, Figueira, Berlenga, Ericeira e Cascais.
Por onde optar então?
Ponho de fora a Rosa Amélia na Figueira ou a Tasca do Joel em Peniche? Descarto o Arnaldo da Berlenga ou o Ribas da Ericeira?
Argghhh duvida atroz, Alas, poor Yorik, (how) I knew him!!!
E porque não reeditar o roubo do Santo pelos Ilhavos na Romaria da Ria?? Ãhhhh sim, e porque não reeditar o roubo do Santo pelos Ilhavos na Romaria da Ria?? ?
Liguei ao meu Amigo Varinhas e ao meu quase ex Amigo Zé Ângelo e, às tantas, vamos mas é reeditar o roubo do Santo pelos Ilhavos na Romaria da Ria.
Já iniciei os aprestos do NVV Veronique com uma não menos vasta lista de vitualhas e garrafões para as 24 reduzidas horas de romaria.
Ou me engano muito, ou se for essa a opção das minhas férias, vou ter muito tema para futuros textos neste espaço.
Ora vamos lá a ver se assim vai ser.
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