Uma empresa do Estado de distribuição de água, água que como toda a gente sabe, é um bem superfluo e de luxo, não prestando contas a ninguém, distribuiu 400 carritos topo de gama aos seus colaboradores melhor colocados para esta tão acertada decisão, a da distribuição dos carritos.
Temos no entanto de concordar que isto do negócio da água tem que se lhe diga, não é para todos e tem muita despesa.
É preciso arranjar oxigénio, depois hidrogénio, misturar tudo nas proporções correctas, enxogalhar bem para misturar, tudo alí feitinho à mão, depois engarrafar e levar a casa dos clientes. Já viram o trabalho e a despesa que é fazer isto tudo?
Da minha parte já dei conta do aumento da conta da água. É a minha, é a nossa contribuição, para além dos impostos, para o bem estar destes nossos dirigentes.
Há dias, um antigo Presidente de Câmara com quem privo, defendia que as instituições estatais se deviam reger pelo principio da auto sustentabilidade. Isto é, deviam criar as taxas que suportassem as despesas que têm. Despesas essas como, por exemplo, os carritos utilitários com que se presenteiam.
Ahhh, esse ex presidente está agora colocado numa dessas empresas estatais de distribuição de água.
O que é importante não é pois o serviço que essas instituições, institutos, fundações e quejandos prestam aos cidadãos, o importante é cobrar as taxitas para comprar os carritos e pagar os vencimentositos.
Mas não há quem ponha mão nisto?!!!!
Não há uma ETAzinha que dê um ou outro tiro nos cornos destes gajos???