terça-feira, março 02, 2010

As toiradas da Terceira

Importadas da mais linda ilha do Universo, quiçá mesmo a mais linda dos Açores, a Terceira, as toiradas à corda, agora também praticadas no Ribatejo Profundo.
Ilha Terceira onde eu já cheguei à vela. Aliás só lá fui à vela, de barco, desde o Continente.

Aqui no original a famosa toirada.

(foto emprestada do Blog Bagos de Uva, www.bagosdeuva.blogspot.com)

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Os Contentores

"...
A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
..."

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A sério agora

Esta semana foi trágica para as gentes do Mar.
Começou com dois naufragos nos mares da Aguda, depois outros dois na Apúlia, continuou com quatro a sul do Cabo Carvoeiro e agora o Concórdia no Brasil.
(fotos do JN)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

O meu canto





Cercado pelas ideias dos outros.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

O NVV Veronique

Já em seco, para a tradicional época de fabricos, o mais esbelto veleiro do Universo, quiçá mesmo o mais esbelto de Aveiro.
(reparem na excelência deste 'quase sem luz', a fazer inveja ao melhor que o Bolha já publicou)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Iniciou-se a época de fabricos

A rapaziada da Avela tirou as embarcações da água no sábado passado. Por mim, como a opção foi diferente, tirei hoje o NVV Veronique.
Levei-o ao principio da tarde do trapiche da Lota Velha até à Naval Ria, onde o entreguei mais as respectivas chaves.
Pelo caminho, feito num canal de águas calmas, sem vento nem corrente, duas testemunhas do nosso país de marinheiros.
O Capricórnio, das investigações das pescas, e o Anamar que tombou no cais há uns anos e por lá ficou até o trazem para aqui para desmantelar.
(Noticias divulgadas posteriormente à publicação deste post dão esta embarcação, 'Capricórnio' , como associada a badaladas movimentações politico-partidárias-sucativas.
Fica aqui a minha declaração de que nada tenho ver, nem com as movimentações, nem com as notícias)

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Du cotê de chez moi (fev2010)

Este blog anda cada vez mais avacalhado, que é como quem diz, arrobalado.
Viver-se neste fim do mundo tem as desvantagens de não se ter uma oferta cultural de relevo, daí o 'avacalhado' deste blog.
Tem, no entanto, inumeras outras vantagens, das quais destaco a inebriante entourage paisagistica e também a entourage Humana, desde o João Peixeiro que nos arranja umas pescadinhas do alto, até à recente aquisição, a Gracinha, que no fim de semana passado nos trouxe um robalão com 6 quilos e ontem outros dois, com um quilo e uns trocos cada um, feitinhos no forno com uma molhanga de acordar mortos, a raiar a excelência.
Se só com o cheiro malhei duas garrafinhas, imaginem com o resto.
E, para rematar, nada como citar o poeta, até para manter o estilo:
"...
Há quem lhe chupe a cabeça
Outros perferem a posta
Cá por mim como-lhe o rabo
Cada um como o que gosta
..."

domingo, fevereiro 07, 2010

Um fim de semana movimentado

Decorreu de forma animada a conferência do Companheiro e Amigo Rogério Chumbinho sobre o sistema de abono da ANC.
Presentes todos os Clubes Náuticos da nossa Ria, de Ovar a Mira, num total de 23 participantes.
Destaco a presença da malta da NADO, do David Calão do CVCN, do Delmar Conde da ANGE, da rapaziada dos Vougas e até da Avela, numa clara demonstração que aquilo que une os Homens do Mar é muito mais importante que tudo o resto sobre o qual discutem.
Estes ultimos, os da Avela, colocaram ao conferencista as mais pertinentes questões, porque, em seu entender, uma embarcação com um fogão com dois bicos não poderia ter o mesmo rating que outra só com um bico, embora esta com frigorifico.
Lamentável ponto de vista, porque, como é do senso comum, um frigorifico, sobretudo quando cheio de meias cervejinhas, provoca na embarcação um andamento muito superior.

No sábado, já refeitos do esforço conferencista da véspera, aproveitaram para tirar as embarcações para seco, começa assim oficialmente a época dos fabricos.

Também pertinente foi a questão colocada pelo Sr António Pardal sobre o Boavista Rádio Controlo, que, vergonhosamente, quase ninguém conhecia. Aqui fica a imagem do centro de controlo da Boavista, indicativo de chamada: Boavista Rádio Controlo.


Esta última fotografia não é mais que o carrego, praticamente uma arroba, de separatas verdes, o Regimento do Astrolábio e dois códices em Português que eu me vejo à rasca para ler, e que neste momento fazem as minhas delícias de leitura, graças à Inês e ao Ulisses, a quem tive de pagar um robalo do mar para me cederem estas preciosidades.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Nós já sabiamos

Do Diário de Aveiro de hoje:
"...
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) foram recebidos na segunda-feira no Ministério da Economia, em Lisboa, para voltar a reivindicar o regresso da sede da Direcção Regional de Economia do Centro (DREC) a Coimbra, de onde em 2009 se mudou para Aveiro. Mas a pressão sobre a tutela foi infrutífera, revelou ontem a sindicalista Marly Antunes. Segundo a porta-voz do STFPC, o Ministério da Economia, agora liderado por Vieira da Silva, não cedeu à exigência de devolver aquele organismo a Coimbra. “A decisão de não revogar o anterior despacho é lamentável e uma teimosia do Governo na linha da sua habitual arrogância. É uma derrota para o país”, afirmou. A representante do sindicato sustenta que a nova sede da DREC tem conhecido um “número ridículo” de atendimentos. Além disso, acrescenta, “todos” os processos iniciados em Aveiro têm de ser concluídos em Coimbra, por falta de condições na sede. “Tem sido uma experiência ruinosa. É um desperdício inadmissível de meios materiais e humanos”, avalia Marly Antunes, que defende o retorno do organismo a Coimbra e a criação de um balcão de atendimento em Aveiro.
..."
E porque não um balcão de atendimento em coimbra?? Uma vez que o tecido industrial de Aveiro é muito superior ao de coimbra??
Ficámos a saber que o país teve uma derrota por a DRE"C" estar em Aveiro, donde se deduz que Aveiro não pertence ao mesmo país que coimbra.
Já suspeitávamos, agora ficámos a saber.

domingo, janeiro 31, 2010

A nossa Ria está a morrer...

Eu sei que as marés são das fortes, a Lua Cheia foi ontem, mas, enfim, nunca tinha visto a marina do CVCN assim. E a da ANT está igual.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Viva PORTUGAL, Viva a República

O Ventosga assume-se hoje, como sempre, convictamente REPUBLICANO.
Será Verdade que um dos erros da República foi não ter tomado por suas as cores azul e branco do 'ancien régime', mas, enfim, os Pais Fundadores eram Humanos e erraram na escolha das cores.
O Ventosga associa-se militantemente às Comemorações do Centenário da República.

VIVA PORTUGAL, VIVA A REPÚBLICA.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Casa de Saúde da Alameda

Podem ver aqui a panorâmica direita da Casa de Saúde da Alameda, onde este vosso Amigo vai a tratamento quase todos os dias, sendo que a panorâmica esquerda é rigorosamente igual à aqui apresentada.
Esta Casa de Saúde é especializada em aba de vitela, galo caseiro, carne de vaca, tudo em forno a lenha, arroz de polvo e bacalhau à Alameda, e um vinho especialmente recomendado para a queda do cabelo, espondilose, bicos de papagaio, artroses várias, falta de memória e joanetes, principalmente joanetes.
Hoje estive naquele bocadinho de mesa já posto e sem ninguém (alguém tinha de fazer a fotografia) e, para além do já citado xarope, almocei umas línguas de bacalhau panadas com arroz do mesmo, deliciosas e abençoadas, já que os reconhecidos efeitos terapêuticos cumprem a sua função com esmero.

Não passa de um pormenor

"....
24JAN2010 - 6º Dia
A passagem pela Madeira correu lindamente. Tivemos a bordo TV's, Rádios e jornais regionais a cobrir o embarque do Vinho da Madeira que vai dar a volta. Só havia lapas congeladas devido ao defeso. Estão guardadas para quando chegar-mos ao Verão, dentro de alguns dias.
Foi também muito bom para os contactos de despedida que não tivemos oportunidade de fazer antes da largada, visita aos emails e... ver o espectacular anfiteatro que é a cidade do Funchal.
O pessoal da máquina soldou o novo olhal da verga sécia ainda ao abrigo da baía e ficou o problema resolvido.
Largámos à hora de almoço e fizemos a primeira faina para navegar a todo o pano: um vento espectacular de W e íamos nos 10 nós com o navio muito estável...

...."

Trecho do Diário de Bordo do NRP Sagres.
Talvez pela preça esta xeio de erros ortograficus, toda a gente sabe que ia-mos se escreve assim, bem como tive-mos e outros.

domingo, janeiro 24, 2010

Campinos na Boavista

Uma manhã de Nortada frescalhota e a rapaziada da Costa Nova a arejar os lençois.


Regressado à Boavista quase sou atropelado por um cardume de cavalos, de todas as cores e feitios, uma invasão de campinos, ao que consta.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Rias Baixas 2008 (sim, que em 2009 semi baldei-me)

A entrada na Barra de Aveiro com vento frescote, sim que as pernadas de Vigo à Povoa e da Povoa a Aveiro fui eu que as fiz

Na ria de Arosa

Um Roaz a bombordo

quinta-feira, janeiro 21, 2010

A Berlenga em 2008 (sim, que o ano passado baldei-me)

Esta era das 'que vinham dos Açores'


Aqui o Zé Oliveira dizia 'Eh pá, isto hoje está radical'

A Flotilha fundeada

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Ponde aqui os olhos, oh Amigos dos Clubes Flubiais

Podem, nesta fotografia, ver-se alguns ilustres Homens do Mar.
Para além do saudoso sr José Azevedo ( Peter ) e do seu filho, Henrique Azevedo, eu próprio, o Almirante Fausto Abreu, comandante da lancha Antares na batalha de Damão na India em 61, os Comandantes Luis Vilela, Vasco Galvão, Pocahontas, Jara de Carvalho, Luis Correia, Luis Castelo Branco, Nuno Caleira e Carla 40N, Joaquim Berna, Rita Quercus, e por aí fora...

(A Marieke não ficou porque estava atrás da máquina. Faltam também o João Luis, Maninha e muitos outros)

sábado, janeiro 16, 2010

Como calendário....

Como calendário, como calendário, ainda que de bolso, bem, vejamos, este não fica atrás.
De uma elegância a todos os títulos à prova, eu, mesmo deitado, arrochado como soi dizer-se, dou instruções à minha tripulação. Reparar no indicador direito erecto, orientando a marinhagem e, pelo sim pelo não, o GPS do Bolha alí mesmo à mão, isto é, ao cotovelo.

PS: Eu sei que este texto está carregadinho de erros ortográficos, mas, e não me considero conservador, recuso-me a adoptar o 'acordo' monstrográfico.
E mais, gosto muito das palavras inventadas pelo moçambicano Mia Couto.
E prontes....

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Momento de Poesia

O Malaquias num virote
Foi buscar um serrote
e serrou os cornos ao bode
E a mulher do Malaquias:
Oh homem valha-te Deus
Vê-lá se também querias
Que te serrassem os teus

Popular

E o Malaquias num virote
foi buscar o serrote
p'ra serrar os cornos ò bicho
E a mulher do malaquias
- oh homem, valha-te Deus!
vê lá se também querias
que te serrassem os teus!...

Seria isto ou um fado um pouco assim

E ao Bravo que é marceneiro
um artista de primeira
saiu-lhe um dia um carneiro
numa rifa em certa feira
P'ra casa levou o bicho
um colosso de pasmar
que já tinha por capricho
a mania de marrar
Um dia por desacato
investindo com veneta
contra o rico guarda-fatos
indo o espelho p'ró maneta
o pobre do marceneiro
vendo aquilo grita e berra
e agarrando no carneiro
foi munir-se duma serra
entalou nos joelhos o pobre do animal
e tentou serrar-lhe os chavelhos
numa fúria sem igual
a mulher ao ver então
o caso muito tremido
entra também na questão
e grita para o marido
o homem valha-te Deus
tira-me o bicho daqui
tu também não gostarias
qu'eu te fizesse isso a ti

Como eu pesco pouco destas coisas e talvez por não ser lá grande sítio, faz-lhe um reenvio e manda-lhe um abraço meu.cires,
sapaulo silva/DAF

Pensamentos (sem serem do Blaise Pascal), ou "Os Rebeldes"

Há dias, num programa de televisão assaz curioso, financiado por um banco castelhano, mostrava-se um itinerário ibérico de aguas e rios, proporcionado a um grupo de jovens portugueses e espanhóis.
O programa era giro e o projecto também, fomentava o conhecimento mútuo dos jovens dos dois lados da fronteira.
Quando o grupo passou nos fortes fronteiriços do Alentejo, o locutor, português, leu o guião castelhano e disse que tinham sido construídos no sec XVII pelos rebeldes portugueses.
É justo, na mesma época nós chamávamos aos castelhanos usurpadores.
Nós éramos os rebeldes e eles os usurpadores.
Lutávamos pela libertação do jugo a que estávamos submetidos por um rei estrangeiro, da mesma forma que os bascos agora lutam pela deles..
Nós já existíamos antes, muito antes, antes mesmo do que agora os castelhanos chamam Espanha, isto é, por termos o direito de termos os nossos próprios filhos da puta a governar-nos.
Agora vamos recambiar para Espanha dois patriotas que se lembraram de pôr bombas e matar inocentes, mas que não deixam de ser dois patriotas.
Lembram-se do que faziam os espanhóis quando da sua guerra de libertação contra os franceses? Eu digo, punham umas bombitas.
E eu, se tiver uma questão com um vizinho muito mais forte que eu, que sei à partida que se o desafiar para a lambada levo nas fuças, e esteja convicto de que a razão está toda do meu lado, o que faço?
Desafio-o para a porrada a punhos limpos e levo uma coça, ou levo uma pistola e dou lhe um tiro? O que faziam os patriotas franceses contra os alemães, durante a segunda guerra, que tinham muito mais força e armas que eles? Eu digo, punham-lhe umas bombitas.
Isto é, o critério das bombitas é muito subjectivo, não me atrevo a criticar assim sem mais, embora não ache bem que as tais bombitas sejam postas em sítios que matam tipos que não tem nada a ver com a coisa.

E, no entanto, é grande o respeito que nutro pela cultura castelhana, respeito contudo sem subserviência.
Recuso-me a censurar Cervantes (que lutou na armada castelhana contra os Portugueses) e Reverte, admiro Velasquez e Picasso, gosto muito do Bunuel e do Almodovar e gosto das zarzuleas e da comida galega, adoro navegar nas rias baixas e por aí fora.
Mas continuo a preferir os nossos próprios filhos da puta a governar-nos.

PS:
Perdi recentemente dois concursos com a mesma empresa castelhana.
O primeiro, para uma obra em Espanha, eu com um preço de base 100 e eles com outro de base 120. Justificação, a minha empresa não estava homologada em Espanha.
Semanas depois perco o segundo concurso, agora em Portugal, eu com a mesma base 100 e eles com 85.
Justificação, o preço deles era melhor e o facto de não estarem homologados em Portugal não era importante face ao melhor preço.
Acrescente-se que os produtos eram exactamente os mesmos, e a base 100 de que falo era real e posso prova-la.
Moral da história: os Filipes voltaram e nós, os Portugueses, abrimos-lhes as pernas sem ver as consequências que isso pode ter a muito curto prazo.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Groß Admiral Mário Licas

Do Groß Admiral (está em estrangeiro, Groß é grosso, em estrangeiro) Mário Licas, recebemos esta nota e esta foto:
"...

Dear Friends
As I told you before,I will be out of Office during the next three weeks. North Polo is waiting for me !!!!! Have a nice Weekend .

All my best wishes to you.

Mario Cruz
..."
O que em Português quer dizer:
Cambada
Como já bos disse bou estar de férias nas próximas três décadas, que até ferbe.
O Calor da Noite está à minha espera, carago.
Tenham um bom trabalho no fim de semana.
Boa sorte carago.
Mario Cruz

terça-feira, janeiro 12, 2010

Jorge Daniel

Visitem que é um luxo

Franco e o rapto dos barcos tradicionais Portugueses - destino: Madrid.

«O historiador espanhol Manuel Ros Agudo revelou recentemente um plano de invasão militar de Portugal pela Espanha de Franco, no início da Segunda Guerra Mundial. O plano foi elaborado no contexto de uma quase certa guerra com a Inglaterra. Para tanto, Madrid tratou de preparar um ataque surpresa a Gibraltar, a que - segundo os estrategos espanhóis - Londres responderia pela ocupação das Canárias e por um desembarque em Portugal, visto como 'testa de ponte' da invasão da Península. O Estado-Maior militar de Franco preparou então uma vasta manobra de antecipação, que passaria pelo ataque a Gibraltar e por uma "invasão preventiva" de Portugal.
A invasão seria precedida de um ultimato, com um prazo praticamente impossível de cumprir e que o historiador calcula que seria de 24 a 48 horas. Os termos da invasão fazem parte do 'Plano de Campanha nº 1(34)', um estudo de 120 páginas, elaborado pela Primeira Secção, de Operações, do Alto Estado-Maior (AEM) durante a segunda metade de 1940. O plano foi apresentado a Franco a 18 de Dezembro. O objectivo final da invasão, por terra, mar e ar, era "ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa". Em termos de efectivos do Exército, seriam mobilizadas dez divisões de infantaria e uma de cavalaria, quatro regimentos de carros de combate, oito grupos de reconhecimento e oito regimentos mistos de infantaria - num total de 250 mil homens. Ou seja: o dobro dos meios humanos de que Portugal poderia dispor. O desequilíbrio era tal que, ao máximo de cinco divisões que Portugal poderia organizar, a Espanha responderia, logo à partida, com 25 divisões. A Força Aérea, por seu turno, participaria com cinco grupos de bombardeamento e dois de caça, duas esquadrilhas de reconhecimento, quatro esquadrilhas de caças Fiat CR-32 e dois grupos de assalto. Para tanto, as autoridades de Madrid contavam com o apoio quer da Alemanha quer da Itália. À Marinha estaria reservada uma missão de menor relevo, já que se temia uma forte reacção da poderosíssima armada britânica, que não deixaria de apoiar Lisboa. As forças espanholas seriam organizadas em dois exércitos, que actuariam a norte e a sul do Tejo. O primeiro avançaria ao longo da linha Guarda, Celorico da Beira, Coimbra e Lisboa; o segundo, pela linha Elvas, Évora e Setúbal. O objectivo fixado pelo plano de operações era "ocupar rapidamente Lisboa e dividir o país em três partes, por forma a facilitar a conquista de todo o território". Sabe-se como a Segunda Guerra Mundial não confirmou os receios de Espanha, que, tal como Portugal, acabou por não entrar directamente no conflito. Assim, o referido plano foi arquivado, permanecendo em segredo durante 68 anos, até que o historiador Manuel Ros Agudo o revelou no livro 'La Gran Tentación' (ed. Styria). O autor explicou ao Expresso que "o plano da invasão é uma novidade absoluta, já que ficou guardado em segredo até hoje". Ros Agudo adiantou que há um exemplar do plano no arquivo do Estado-Maior da Defesa e outro no arquivo pessoal de Franco. O autor diz não possuir dados que lhe permitam saber quais os planos políticos posteriores à invasão. Um episódio temporário ou uma absorção? Agudo transcreve uma conversa de Setembro de 1940, em Berlim, na qual o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, Serrano Súñer, disse ao homólogo alemão, Ribbentrop, que, "ao olhar para o mapa da Europa, geograficamente falando Portugal não tinha direito a existir". Agudo admite que "Madrid não via com maus olhos uma integração ibérica de Portugal em Espanha".»


E não foi há assim tanto tempo....

segunda-feira, janeiro 11, 2010

O Veronique

Aqui ainda o Veronique não era o NVV Veronique, e armava em Hamburgo. O sr Georg já tinha morrido a atravessar o navio azul ao qual estava atracado.
Atrás do Veronique está o Barconauta, o veleiro do Instituto Piaget, que tinha sido lançado à àgua uns dias antes.
Pode ver-se ainda o navio António Cação da história, o leme de vento ainda montado, um pequeno bote à proa, a retranca baixa, que durou até há 3 anos.
O Veronique é um Feltz- Scorpion, de auto construção pelo sr Georg Poftscher.

As Fotografias

Um sábado cheio de Sol e um domingo tempestuoso...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

O descanso do Guerreiro

Ontem fui para a serra, em serviço profissional, e estava um frio do caraças.

Hoje de manhã fui ao NVV Veronique, a calaçar, a calaçar cedo, mas a calaçar, e a temperatura estava boa, zero graus, nem calor nem frio.


PS: As fotografias são MINHAS, podem surripiar à vontade. Sei que não são grande merda, longe, muito, dos contra luzes e dos sem luzes do Bolha, mas quem dá o que tem....

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Uma travessia para A Berlenga

Em 2003, ainda o convés do NVV Veronique era cinzento vomitado, foi assim que navegámos desde Peniche até à Ilha da Berlenga.
Uma viagem com vento a entrar pela amura de estibordo, força 4 e uma bolinazinha de categoria.



Já em 2007, nota-se o radar entretanto instalado, fundeado na minha baía preferida da Berlenga, local que me foi ensinado pelo Comandante Anibal Marques, filho de um antigo faroleiro da Berlenga.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Du côté de chez moi

(fotografia de João Madail Veiga, copyright © MV, protegida pelo Direito de Autor, quem copiar quilha-se -- No entanto, e uma vez sem exemplo, podem copiar à laburdia)


Não sei se resultado do aquecimento global, se das marés vivas conjugadas com os aguaceiros da véspera, se de uma manada de vacas, mesmo alí ao lado, com problemas de bexiga, o certo é que hoje de manhã era este o aspecto da Rotunda da Boavista.

PS: Reparem no cedo a que esta fotografia foi feita, evidenciando o inicio do dia de trabalho deste vosso amigo no dealbar da madrugada.