A Flotilha fundeada
"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
quinta-feira, janeiro 21, 2010
A Berlenga em 2008 (sim, que o ano passado baldei-me)
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Ponde aqui os olhos, oh Amigos dos Clubes Flubiais
Podem, nesta fotografia, ver-se alguns ilustres Homens do Mar.Para além do saudoso sr José Azevedo ( Peter ) e do seu filho, Henrique Azevedo, eu próprio, o Almirante Fausto Abreu, comandante da lancha Antares na batalha de Damão na India em 61, os Comandantes Luis Vilela, Vasco Galvão, Pocahontas, Jara de Carvalho, Luis Correia, Luis Castelo Branco, Nuno Caleira e Carla 40N, Joaquim Berna, Rita Quercus, e por aí fora...
(A Marieke não ficou porque estava atrás da máquina. Faltam também o João Luis, Maninha e muitos outros)
sábado, janeiro 16, 2010
Como calendário....
Como calendário, como calendário, ainda que de bolso, bem, vejamos, este não fica atrás.De uma elegância a todos os títulos à prova, eu, mesmo deitado, arrochado como soi dizer-se, dou instruções à minha tripulação. Reparar no indicador direito erecto, orientando a marinhagem e, pelo sim pelo não, o GPS do Bolha alí mesmo à mão, isto é, ao cotovelo.
PS: Eu sei que este texto está carregadinho de erros ortográficos, mas, e não me considero conservador, recuso-me a adoptar o 'acordo' monstrográfico.
E mais, gosto muito das palavras inventadas pelo moçambicano Mia Couto.
E prontes....
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Momento de Poesia
Foi buscar um serrote
e serrou os cornos ao bode
E a mulher do Malaquias:
Oh homem valha-te Deus
Vê-lá se também querias
Que te serrassem os teus
Popular
E o Malaquias num virote
foi buscar o serrote
p'ra serrar os cornos ò bicho
E a mulher do malaquias
- oh homem, valha-te Deus!
vê lá se também querias
que te serrassem os teus!...
Seria isto ou um fado um pouco assim
E ao Bravo que é marceneiro
um artista de primeira
saiu-lhe um dia um carneiro
numa rifa em certa feira
P'ra casa levou o bicho
um colosso de pasmar
que já tinha por capricho
a mania de marrar
Um dia por desacato
investindo com veneta
contra o rico guarda-fatos
indo o espelho p'ró maneta
o pobre do marceneiro
vendo aquilo grita e berra
e agarrando no carneiro
foi munir-se duma serra
entalou nos joelhos o pobre do animal
e tentou serrar-lhe os chavelhos
numa fúria sem igual
a mulher ao ver então
o caso muito tremido
entra também na questão
e grita para o marido
o homem valha-te Deus
tira-me o bicho daqui
tu também não gostarias
qu'eu te fizesse isso a ti
Como eu pesco pouco destas coisas e talvez por não ser lá grande sítio, faz-lhe um reenvio e manda-lhe um abraço meu.cires,
sapaulo silva/DAF
Pensamentos (sem serem do Blaise Pascal), ou "Os Rebeldes"
O programa era giro e o projecto também, fomentava o conhecimento mútuo dos jovens dos dois lados da fronteira.
Quando o grupo passou nos fortes fronteiriços do Alentejo, o locutor, português, leu o guião castelhano e disse que tinham sido construídos no sec XVII pelos rebeldes portugueses.
É justo, na mesma época nós chamávamos aos castelhanos usurpadores.
Nós éramos os rebeldes e eles os usurpadores.
Lutávamos pela libertação do jugo a que estávamos submetidos por um rei estrangeiro, da mesma forma que os bascos agora lutam pela deles..
Nós já existíamos antes, muito antes, antes mesmo do que agora os castelhanos chamam Espanha, isto é, por termos o direito de termos os nossos próprios filhos da puta a governar-nos.
Agora vamos recambiar para Espanha dois patriotas que se lembraram de pôr bombas e matar inocentes, mas que não deixam de ser dois patriotas.
Lembram-se do que faziam os espanhóis quando da sua guerra de libertação contra os franceses? Eu digo, punham umas bombitas.
E eu, se tiver uma questão com um vizinho muito mais forte que eu, que sei à partida que se o desafiar para a lambada levo nas fuças, e esteja convicto de que a razão está toda do meu lado, o que faço?
Desafio-o para a porrada a punhos limpos e levo uma coça, ou levo uma pistola e dou lhe um tiro? O que faziam os patriotas franceses contra os alemães, durante a segunda guerra, que tinham muito mais força e armas que eles? Eu digo, punham-lhe umas bombitas.
Isto é, o critério das bombitas é muito subjectivo, não me atrevo a criticar assim sem mais, embora não ache bem que as tais bombitas sejam postas em sítios que matam tipos que não tem nada a ver com a coisa.
E, no entanto, é grande o respeito que nutro pela cultura castelhana, respeito contudo sem subserviência.
Recuso-me a censurar Cervantes (que lutou na armada castelhana contra os Portugueses) e Reverte, admiro Velasquez e Picasso, gosto muito do Bunuel e do Almodovar e gosto das zarzuleas e da comida galega, adoro navegar nas rias baixas e por aí fora.
Mas continuo a preferir os nossos próprios filhos da puta a governar-nos.
PS:
Perdi recentemente dois concursos com a mesma empresa castelhana.
O primeiro, para uma obra em Espanha, eu com um preço de base 100 e eles com outro de base 120. Justificação, a minha empresa não estava homologada em Espanha.
Semanas depois perco o segundo concurso, agora em Portugal, eu com a mesma base 100 e eles com 85.
Justificação, o preço deles era melhor e o facto de não estarem homologados em Portugal não era importante face ao melhor preço.
Acrescente-se que os produtos eram exactamente os mesmos, e a base 100 de que falo era real e posso prova-la.
Moral da história: os Filipes voltaram e nós, os Portugueses, abrimos-lhes as pernas sem ver as consequências que isso pode ter a muito curto prazo.
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Groß Admiral Mário Licas
terça-feira, janeiro 12, 2010
Franco e o rapto dos barcos tradicionais Portugueses - destino: Madrid.
A invasão seria precedida de um ultimato, com um prazo praticamente impossível de cumprir e que o historiador calcula que seria de 24 a 48 horas. Os termos da invasão fazem parte do 'Plano de Campanha nº 1(34)', um estudo de 120 páginas, elaborado pela Primeira Secção, de Operações, do Alto Estado-Maior (AEM) durante a segunda metade de 1940. O plano foi apresentado a Franco a 18 de Dezembro. O objectivo final da invasão, por terra, mar e ar, era "ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa". Em termos de efectivos do Exército, seriam mobilizadas dez divisões de infantaria e uma de cavalaria, quatro regimentos de carros de combate, oito grupos de reconhecimento e oito regimentos mistos de infantaria - num total de 250 mil homens. Ou seja: o dobro dos meios humanos de que Portugal poderia dispor. O desequilíbrio era tal que, ao máximo de cinco divisões que Portugal poderia organizar, a Espanha responderia, logo à partida, com 25 divisões. A Força Aérea, por seu turno, participaria com cinco grupos de bombardeamento e dois de caça, duas esquadrilhas de reconhecimento, quatro esquadrilhas de caças Fiat CR-32 e dois grupos de assalto. Para tanto, as autoridades de Madrid contavam com o apoio quer da Alemanha quer da Itália. À Marinha estaria reservada uma missão de menor relevo, já que se temia uma forte reacção da poderosíssima armada britânica, que não deixaria de apoiar Lisboa. As forças espanholas seriam organizadas em dois exércitos, que actuariam a norte e a sul do Tejo. O primeiro avançaria ao longo da linha Guarda, Celorico da Beira, Coimbra e Lisboa; o segundo, pela linha Elvas, Évora e Setúbal. O objectivo fixado pelo plano de operações era "ocupar rapidamente Lisboa e dividir o país em três partes, por forma a facilitar a conquista de todo o território". Sabe-se como a Segunda Guerra Mundial não confirmou os receios de Espanha, que, tal como Portugal, acabou por não entrar directamente no conflito. Assim, o referido plano foi arquivado, permanecendo em segredo durante 68 anos, até que o historiador Manuel Ros Agudo o revelou no livro 'La Gran Tentación' (ed. Styria). O autor explicou ao Expresso que "o plano da invasão é uma novidade absoluta, já que ficou guardado em segredo até hoje". Ros Agudo adiantou que há um exemplar do plano no arquivo do Estado-Maior da Defesa e outro no arquivo pessoal de Franco. O autor diz não possuir dados que lhe permitam saber quais os planos políticos posteriores à invasão. Um episódio temporário ou uma absorção? Agudo transcreve uma conversa de Setembro de 1940, em Berlim, na qual o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, Serrano Súñer, disse ao homólogo alemão, Ribbentrop, que, "ao olhar para o mapa da Europa, geograficamente falando Portugal não tinha direito a existir". Agudo admite que "Madrid não via com maus olhos uma integração ibérica de Portugal em Espanha".»
E não foi há assim tanto tempo....
segunda-feira, janeiro 11, 2010
O Veronique
Atrás do Veronique está o Barconauta, o veleiro do Instituto Piaget, que tinha sido lançado à àgua uns dias antes.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
O descanso do Guerreiro
Hoje de manhã fui ao NVV Veronique, a calaçar, a calaçar cedo, mas a calaçar, e a temperatura estava boa, zero graus, nem calor nem frio.
PS: As fotografias são MINHAS, podem surripiar à vontade. Sei que não são grande merda, longe, muito, dos contra luzes e dos sem luzes do Bolha, mas quem dá o que tem....
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Uma travessia para A Berlenga
Uma viagem com vento a entrar pela amura de estibordo, força 4 e uma bolinazinha de categoria.
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Já em 2007, nota-se o radar entretanto instalado, fundeado na minha baía preferida da Berlenga, local que me foi ensinado pelo Comandante Anibal Marques, filho de um antigo faroleiro da Berlenga.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Du côté de chez moi
Não sei se resultado do aquecimento global, se das marés vivas conjugadas com os aguaceiros da véspera, se de uma manada de vacas, mesmo alí ao lado, com problemas de bexiga, o certo é que hoje de manhã era este o aspecto da Rotunda da Boavista.
PS: Reparem no cedo a que esta fotografia foi feita, evidenciando o inicio do dia de trabalho deste vosso amigo no dealbar da madrugada.
sábado, janeiro 02, 2010
O criminoso responde
Encontrei uma e com ela ilustrei o meu texto.
Contráriamente ao que é em mim um hábito, basta ver os postes em que publico fotografias do Bolha, não referi a proveniência da foto.
Eis que o(s) justo(s) autor(es) de tão singular obra de arte, a fotografia do xarroco, de que eu me quiz criminosamente assenhoriar, não porque tenha dito que a foto era minha, mas porque ocultei, criminosamente, repito, os seus justos autores, aqui me mimosearam com a prosa que publiquei no dito post e que abaixo reproduzo.
"....
Companheiro
Sacar fotos de outros sites sem autorização é mau. Sacar fotos de outros sites sem autorização e sem mencionar a fonte é baixo. Sacar fotos de sites devidamente protegidos por direitos de autor é mau, é baixo e pode dar alguns desgostos ao criminoso.
Fica o pedido de que a imagem seja apagada deste blog com a urgência possível.
Equipa Kxxxxx - Pesca de Mar
www.xxxxxxxx.com
..."
PS: Para descanso dos justos autores da fotografia, ela já foi retirada.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Novamente a termas

terça-feira, dezembro 29, 2009
A Costa Oceânica de coimbra
"...
Meteo: Ondulação alta na costa sul de Coimbra e Madeira, chuva e vento forte para hoje IM O Instituto de Meteorologia (IM) colocou hoje em aviso laranja toda a costa portuguesa a sul de Coimbra e a Região Autónoma da Madeira devido à forte ondulação, e que motivou o encerramento de sete barras.Face à situação meteorológica, a Autoridade Nacional de Protecção Civil colocou todo o continente em alerta azul desde as 14:00 de quinta-feira, até às 21:00 de domingo. Neste período, segundo a Protecção Civil, é expectável a ocorrência de cheias rápidas em meio urbano, corte de estradas de devido neve ou gelo, desconforto térmico, danos em estruturas, deslizamentos de terras e dificuldades com embarcações.
..."
Já se conheciam os projectos para a Grande Marina Oceânica do Choupalinho, com atracação para veleiros de 50 e mais metros, vendo-se agora que não eram disparatados os reparos e as notas que neste blog se foram editando.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Mensagem de Boas Festas
Meus bons Amigos
sábado, dezembro 19, 2009
Bué de Sal no Sangue
quinta-feira, dezembro 17, 2009
As saudades do Mar

É Nataaaallll
Podem os meus Amigos ver acima uma iluminura coeva, feita por um artista anónimo daquela remota época, mostrando o casal Maria e José no seu leito conjugal, estando o José, conhecido carpinteiro de Belém, que ficou conhecido pela invenção do psiché de três pernas, chateado e muito, por sua esposa, ainda virgem ao que consta, continuar de amores, ainda que platónicos, com um conhecido banqueiro.
terça-feira, dezembro 15, 2009
Uma nova Escola de Medicina
Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, hoje à TSF:
"....
O bastonário da Ordem dos Médicos considera que o país já tem faculdades de medicina a mais e que esta decisão é uma fraude, porque, dentro de alguns anos, vai haver médicos sem local onde trabalhar.
«Com o número de pessoas que entra nas faculdades de medicina todos os anos, o país terá dentro de quatro ou cinco anos médicos desempregados, vão ficar médicos indiferenciados, que não servem rigorosamente para nada, portanto isto é uma fraude que está a ser feita às novas gerações», considera Pedro Nunes.
..."
segunda-feira, dezembro 14, 2009
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Hoje de manhã, na Praia da Aguda
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Os dois mais lindos navios do Universo
segunda-feira, novembro 30, 2009
VIVA PORTUGAL
domingo, novembro 29, 2009
segunda-feira, novembro 23, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
Dia do Mar
quarta-feira, novembro 11, 2009
Hans
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
W H Auden
segunda-feira, novembro 09, 2009
A Termas
Quem não pode vir foi o meu Amigo Hans que, com grande pena e saudade nossa, deixou de beber, deixou mesmo de tudo, e já lá está à nossa espera. Obriga-nos agora a todos a beber dois copinhos, sendo que um será sempre em sua honra e memória.
Assim, tudo começou com um robalinho cozido em algas, na Mariana, muito bem acompanhado de verduras e aquela maionese deliciosa, espessa e amarelinha.
Depois fomos até Ponte de Lima, Casa da Fonte Boa, granitos e madeiras, um pouco fria é certo, mas de paisagem deslumbrante.
Ao jantar fomos provar um cabrito de leite e umas papas de sarrabulho, que estavam deliciosas. Não sem antes, nas entradas, nos terem presenteado com umas alheiras assadas, umas favinhas guizadas, umas punhetas de bacalhau e umas ovinhas de bacalhau de se lhe tirar o chapeu.
Tudo regado com um verdasco tinto a que chamavam Vinhão, de estalo.
Para acabar em beleza, almoçamos em Vila do Conde o já tradicional bacalhau com broa e uns filetezinhos de polvo com arroz do mesmo, acompanhados por um verdinho branco escorripichado das alturas, delicioso.
Já está marcada nova cura de águas, agora numas termas alentejanas que me recomendaram, pela pureza dos ares e pelas águas cristalinas, as termas de Reguengos, de Borba e da Vidigueira.
sexta-feira, novembro 06, 2009
Palavra do Senhor
Abraão levou o filho para o deserto.... amarrou-o a uma árvore e acendeu uma fogueira debaixo dos seus pés.
De repente, uma voz diz:
- Abraão, Abraão, que é isso ????
- Senhor, Senhor eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem !!!!
- Não, Abraão, eu só queria medir a tua fé !!
- Mas Senhor....!!!!
- Abraão, solta o menino !!!!!
Abraão soltou o filho.
O menino saiu disparado...correu, correu, correu, e Abraão gritava:
- Filho volte, filho volte, o Senhor libertou-te !!!!
O menino parou, longe, e gritou:
- Libertou o caralho !!! Se eu não fosse ventríloquo estava Fodido!
quinta-feira, novembro 05, 2009
quarta-feira, novembro 04, 2009
Bitaites à ANC
Do meu cantinho de Aveiro, lógicamente longe das questões centrais da gestão da nossa Associação, abordadas nos dois emails distribuidos, se me deixarem, gostaria de 'mandar uma ou duas bocas' daquilo que penso.
A ANC não tem problemas muito diversos dos que tem a minha mais directa associação, a Avela. Como a Avela, a ANC é antes de mais uma associação de armadores que, e muito bem para ambas, mantêm uma actividade desportiva e social para e com os seus associados e, pretende-se, com a sociedade envolvente.
Sendo associações sem fins lucrativos, entende-se que quem cá anda, nos cargos directivos, é por 'carolice' ou por espírito de missão (sei que , pelo menos para alguns, é verdade, é mesmo por missão).
Que importa pois a um associado, sobretudo vivendo a 240 kms de Lisboa, como eu, e a outros daqui do Norte? Para além das vantagens que um seguro de grupo, ou outras iniciativas do género, possam ter, interessam-me sobretudo actividades que aglutinem e federem as iniciativas locais que vamos tendo.
Eu explico-me: As regatas, cruzeiros, colóquios, tertúlias vélicas que a ANC organize em Lisboa dificilmente terão a nossa participação, não por falta de inetresse, muito menos por desacordo, mas simplesmente por impossibilidade geográfica.
Concordo e apoio essas actividades, mas penso que não são elas que podem dar à nossa Associação uma caracter nacional. São da 'espécie' das que a Avela organiza, mas em Lisboa e com mais participantes dada o maior numero de sócios locais.
O caracter NACIONAL da ANC consegue-se, a meu ver, com a vertente 'federadora' que a ANC podia, e devia, assumir, congregando e alavancando as organizações locais, tanto quanto possível fomentando a participação de embarcações de portos diferentes. Essa participação, de embarcações de portos diferentes, obrigaria às navegações entre eles, ao conhecimento e troca de experiências das tripulações de Aveiro, Porto, Figueira, Povoa, Vila do Conde, Nazaré, Lisboa e demais do país.
Fomentaria a necessidade da construção de portos de recreio pela nossa costa afora, traria certamente mais gente para a prática da vela de cruzeiro, tornaria mais vísivel a nossa actividade, daria à ANC um caracter verdadeiramente nacional.
Actividades como o Cruzeiro à Berlenga, a Recepção na Ria de Aveiro aos companheiros da Póvoa e de Leça, o recente Cruzeiro/Regata às Ribeiras do Douro e Ave, são exemplo que considero marcantes, simplesmente por congregarem embarcações de portos diferentes.
São actividades locais, mas aglutinadoras de vários veleiros oriundos de diferentes portos da nossa costa.
Os delegados, como eu, deixariam de ter razão de existir, porque os delegados locais das ANC seriam os clubes e associalções locais. Tudo isto sem beliscar em nada a actividade que a ANC hoje leva a cabo em Lisboa.
Este ideário já tive ocasião de o expôr, e sei que esbarra com algumas questões administrativas relacionadas com o caracter federativo, que já existe, da FPV.
Mas a FPV está muito mais vocacionada para a vela ligeira e de competição, que não é própriamente a nossa actividade principal. Daí que a ANC podia preencher esse vazio.
Bons Ventos para todos,
João Madail Veiga
Sim, retirei a resposta/parecer do Presidente da ANC.
Apesar dela não se ter dirigido só a mim, foi-o a um grupo restrito de sócios e acho que não tinha o direito de a divulgar.
As minhas desculpas.
terça-feira, novembro 03, 2009
Regata/Cruzeiro Ribeiras Douro e Ave-epílogo
segunda-feira, novembro 02, 2009
Agora a falar a sério
Entendo, mas tenho muito dificuldade em aceitar, comportamentos de falta de respeito pelos adversários, de arrogância e outros ao mesmo estilo.
Comigo passou-se um episódio que aqui conto:
Corria o ano de 1972 e fazíamos os Campeonatos Nacionais de Remo, nesse ano na barragem de Montargil.
Disputava-se a final de yolle de 4 e a vantagem que traziamos para o segundo lugar, a Associação Naval de Lisboa, era avassaladora.
O nosso timoneiro, nos derradeiros metros da Regata, levantou-se na embarcação e cortou a meta de pé.
O resultado da brincadeira foi um castigo que todos levamos, e bem, por desrespeito pelos adversários.
Fomos chamados primeiro à direcção do Clube, e depois à Federação, onde nos foi aplicada a correspondente e justa 'piçada'.
Compare-se agora esta situação às bocas e gestos com que atletas, dirigentes e técnicos dos futebois se mimoseiam uns aos outros e tirem-se conclusões.
quinta-feira, outubro 29, 2009
De novo o Alfeite
Aqui o estupido vai tendo alguma dificuldade em compreender os ditos dos palestrantes, mas apanha, ainda assim, uma ou outra.
Em boa verdade até vou apanhando muitas, ideias, entenda-se.
Conheço, ou melhor, ouvi falar, alguns que não apanham uma, passam-lhes todas ao lado. As ideias.
E, ao mesmo tempo, estou no meio de uma Auditoria da Apcer, da escritura de uma nova empresa, da resposta a um concurso de sub estações para a Noruega, da organização da flotilha Aveirense para a Recaxia de Vila do Conde, e ops....
quarta-feira, outubro 28, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
Notas de Meteorologia
Depois das bocas do Saramago contra o patrão lá de cima, o Gajo (notar a letra grande no Gajo) ficou chateado com a malta e mandou o S.Pedro mandar as cargas de água que se abatem sobre a rapaziada indefesa cá de baixo.
Assim, a expectacular organização deste expectacular evento decidiu adiar, por uma semana, a Regata e demais actividades de Vila de Conde.
Isto não quer dizer que quem quizer ir ao Ave malhar uns copos e uns peixinhos grelhados o não faça.
À escuta nos canais habituais e neste endereço de email,
Joao Madail Veiga
=Em baixo os emails do Pedro Cunha a avisar do adiamento=
Acrescento que todo o programa previsto, o passeio o jantar fica também adiado uma semana.
Obrigado
Pedro
Olá,
A Regata deste semana, devido ao mau tempo, passa para o fim de semana seguinte, dia 31 caso o tempo o permita.
Melhores cumprimentos,
Pedro Cunha
quarta-feira, outubro 21, 2009
Apontamentos à 1ª pernada do Cruzeiro ao Douro e Ave
O marujo minhoto da nossa tripulação, fruto de alguma merdaça que comeu de véspera, ganhou uma caganeira de esguicho, de tal forma violenta, que nem participou no fim de festa da Ribeira.
O esguicho de merdelim fê-lo ir ás instalações sanitárias do gracioso veleiro, deixando tudo limpinho, mas esquecendo-se de fechar as válvulas de segurança da sanita.
No domingo de manhã, indo eu dar a minha mijinha matinal, os meus pés nos paneiros da casa de banho faziam um barulho assaz curioso, chlóp, chlóp, chlóp, acompanhado de uma estranha sensação de humidade.
Estava a embarcação com 'água aberta'.
Lancei o devido May Day, que, como de costume, ninguém atendeu.
Foram cerca de 451 litros de água salgada, vá-lá, 450,8 litros, que eu e a restante tripulação tivemos de retirar dos porões do gracioso veleiro.
E tudo a navegar, que o vento era de luxo e tinhamos que o aproveitar.
segunda-feira, outubro 19, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
Plano de Cruzeiro
Uma vez mais, quem quizer ir a solo, esteja à vontade.
Dia 17 de Outubro
Largada da Lota Velha : ETD 0730 (legais)
Barra de Aveiro : ETA / ETD 0900 (legais)
Barra do Douro (30 milhas) : ETA 1530 (legais)
Dia 18 de Outubro
Barra Douro ETD 0900 (legais)
Barra do Ave (12 milhas) : ETA 1200 (legais)
Marés
Dia 17Outubro
Barra de Aveiro : BM=0750 / PM=1424 (UTC)
Barra do Douro : PM = 1503 (UTC)
Dia 18 Outubro
Barra do Douro : BM = 0927 (UTC)
Barra do Ave : PM = 1543 (UTC)
segunda-feira, outubro 12, 2009
Política
A arrogância e a incompetência levaram no focinho.
Da minha parte optei pela História da Cartografia Náutica e pela musica da míuda dos sapatos a fazer pandam com o cabelo, se bem que adormeci a meio do concerto.
E prontes.








