sexta-feira, março 19, 2010

Azeiteiros

O Estado somos todos nós, mas todos nós não mandamos nada.
Quem tem o Poder é uma corja de aparatchiks, carreiristas sem escrupulos, que nada tem a ver com a Politica, actividade nobre onde nos preocupamos e trabalhamos para a causa comum de todos nós.
Essa corja só se preocupa com o respectivo umbigo e com o cheque que nos xula aos fins de mês, ou quando calha.
Estava à vista de todos nas chamadas de valor acrescentado para auxiliar a Madeira, de cada 60 cêntimos que oferecíamos, pagávamos mais 20 % para compôr os cheques da quadrilha.
Do TVI24 o que todos já sabíamos:

"...
O Estado arrecadou quase 200 mil euros de impostos com as campanhas de solidariedade para ajudar a Madeira depois do temporal de Fevereiro. E este número refere-se apenas a chamadas de valor acrescentado promovidas pela TMN, PT e Sonaecom.
As campanhas para ajudar as vítimas do temporal que matou 43 pessoas, desalojou 600 e provocou graves danos materiais fizeram com que o Estado arrecadasse 198.120 euros em IVA referente a telefonemas e sms de solidariedade, de acordo com contas apresentadas pela Lusa.
Nestas três campanhas de solidariedade foram recolhidos quase um milhão de euros (991 170 euros) de apoios. Interrogado sobre se havia alguma excepção para a cobrança de impostos nas chamadas de valor acrescentado relativas a campanhas de solidariedade, o Ministério das Finanças respondeu que «nada existe na lei que permita aplicar uma taxa reduzida».
Os responsáveis pelas campanhas da TMN, PT e Sonaecom (que se associou ao grupo Media Capital) garantiram à Lusa que as verbas reverteram na íntegra para as entidades apoiadas, não tendo as operadoras cobrado qualquer custo pelo serviço.
Apenas o Estado optou por seguir a lei à risca, sem abrir excepções para as campanhas de solidariedade com a Madeira.

..."

quinta-feira, março 11, 2010

Episódio SEIS, Zé Ângelo

Eu e o meu Amigo Zé Ângelo fomos vizinhos em Ilhavo, colegas na Escola de Cimo de Vila e depois no Liceu de Aveiro.
Fomos colegas até que ele foi para a Escola Náutica e eu, em má hora, para a Universidade de coimbra.
Depois perdêmo-nos e só nos reencontramos, quase 40 anos depois, através da web, com a história fantástica do NVV Veronique.Em baixo o email recebido a 11 de Setembro de 2002
"...
Exmo. Senhor,

Procuro um amigo de longa data, e há muito nao visto;
É o Veiga - Liceu de Aveiro - Viveu em Ilhavo e depois em Aveiro. Madail Veiga, creio; infelizmente, não consigo recordar o nome próprio.
O seu contacto, foi-me enviado por um companheiro tambem com a apaixão dos BARCOS - Batel.
Se não acertei lamento ter incomodado, e aproveito para lhe dar os parabens pelo seu VERONIQUE, cuja estoria é no minimo extraordinária;
Cumprimentos
Jose Angelo Gomes
( ZE GOMES)
..."
Já fizemos algumas milhas juntos depois disso, no Blue Moon e no NVV Veronique.
Nesta fotografia da nossa 4ª classe, para além de nós os doises, o Helder, a quem nós mais tarde chamariamos, carinhosamente, Varinhas.
Que outra referência para o blog do meu Amigo que não Zé Ângelo???
PS: A pedido, não reconheço, infelizmente, a maior parte, mas aqui vai.
Trata-se da 4ª classe da Escola de Cimo de Vila de 1963.
A: Sacramento B: Cândido C:Augusto Ruivo D: Hilário E :Loureiro (tinha uma oficina de bicicletas no inicio da Rua da Lagoa) F: Sarabando

quarta-feira, março 10, 2010

Episódio CINCO, o TONI PARDAL

O Pardal tinha o barco com o nome mais manhoso que alguma vez ouvi, o WOOLOOMOOLOO.
Deste nome contam-se as mais divertidas histórias, com a Policia Marítima a soletrar a custo o nome do barco, e muitas outras.
Com o Wooloomooloo e o NVV Veronique passei uns dias cinco estrelas na marina de Vila Moura e também na nossa Ria.
Um dia fomos com o NVV Veronique, o Wooloomooloo e mais embarcações até à Torreira, onde atracamos.
Quando fui registar à recepção o NVV Veronique o Pardal pediu-me que fizesse também a entrada do Wooloomooloo, a que eu acedi.
Lá disse ao funcionário que queria também registar o barco do sr Pardal, que ele já tinha ficha na Marina.
O funcionário correu as fichas todas e não encontrou o nenhum Pardal. Perguntou-me então se era o senhor do barco com aquele nome manhoso.
Claro, disse eu, o Wooloomooloo.
---Ah, esse é o sr Toni.
Toni? Toni? Então eu que lidava com aquele tipo há anos e sempre o tratei por Pardal, descobria daquela forma inglória que o meu amigo Pardal afinal se chamava Toni?!!!!
O blog do gajo passou a ser Toni-Pardal

Episódio QUATRO, O Blog do Bolha

Eu e o meu Amigo Eugénio fomos casados contra duas irmãs, daí o nosso conhecimento de há décadas.
Nessas alturas o Eugénio era o Hortas e assim foi durante muito tempo.
Há dois anos estava eu em Baiona e precisei de falar com o gajo por conta da preparação da viagem que combináramos, primeiro para Bora Bora, depois para os Açores, depois para Porto Santo e por fim para os Algarves.
Atende-me do outro lado da linha o melhor amigo do Hortas, o Nelo, que depois de trocar umas palavras comigo, diz do outro lado da linha:
--Oh Bolha, olha aqui…

Que outra designação poderia ter este blog, senão BB – O Blog do Bolha

terça-feira, março 09, 2010

Episódio TRÊS, Os Blogs do Ribatejo

Estes ficam todos na mesma malga, uma vez que para todos eles, a oeste do (tenebroso) Mar da Palha, é tudo trevas e monstros.
Gente retratada pelo Garret no episódio dos Ilhavos e dos Campinos, cujo teor é reproduzido no cabeçalho deste blog.
Pertencem a uma raça de gente que está bem é a lidar uns toiros, a fazer pegas de cernelha e a sulcar as cálidas, doces e calmas águas do Têjo, nas suas típicas embarcações de riba-Têjo-água-acima.
Desconhecem o que são samos de bacalhau, nunca ouviram falar de oceânos, navegam à vista da mesma forma que montam um cavalo nas lezírias, a trote.

Vestem colete encarnado e envergam as mais das vezes um barrete de campino.
Adoram dançar um fandango, embora ultimamente esta dança tão comum no Ribatejo tenha sofrido as influências nefastas do Kizomba, dando origem ao Kizomdango.
Grandes admiradores de Pedrito de Portugal, que já propuseram duas vezes para Presidente da Fundação Luso Americana, uma vez que a Luso-sevilhana ainda não existe, ou, no mínimo, para cabo do grupo de forcados amadores de Alhandra.
Os seus espaços na web só poderiam ter nomes relacionados com o Ribatejo Profundo, com os Práticos do (tenebroso) Mar da Palha ou com os Grupos de Forcados Amadores de Alhandra.

Episódio DOIS, À Espera das Malas do Avião

Na Primavera do ano passado tive de me deslocar aos Açores, um problema grave de qualidade em duas subestações obrigavam-me a ir ao local verificar o estado do tratamento de superfície das estruturas.
Nada que me chateasse muito, na verdade os Açores são a 1ª Maravilha do Universo, quiçá mesmo a 1ª Maravilha de Portugal, e uma estadia em São Miguel, ainda que profissional, é sempre um prazer muito grande para mim.
Na viagem de regresso, já na Portela, comigo e com a minha engenheira da qualidade à espera das malas do avião, estava, a uns escassos metros de mim, uma cachopa bem apessoada, também à espera das malas do avião, que se parecia terrivelmente com a nossa Garina do Mar.
Seria, não seria? A duvida instalou-se na minha cabeça, até porque sou um péssimo fisionomista e já não estava com ela para aí há uns bons dois anos.
Eureka, e se eu lhe telefonasse?
Foi o que fiz, peguei no télélé, marquei Garina do Mar e, espanto, o outro télélé tocou ali mesmo ao lado, provocando na nossa bloguista um rubor entre o vermelho Ferrari e o encarnado dos ruivos que se pescam na Pedra da Galega acabados de sair da água.
Sabendo que o Milhas é um blog de equipa, a verdade é que da equipa só conheço a Garina. Deste modo o blog deles só se poderia chamar “À ESPERA DAS MALAS DO AVIÃO

segunda-feira, março 08, 2010

Episódio UM, A Guerra do Vietname

Há muitos, muitos anos, era eu caloiro em coimbra e ia namorando com uma cachopa cujo irmão estava na altura incorporado no exército Português, aos tiros na Guiné.
Estava eu então longe de imaginar a vivência que viria a ter anos mais tarde em Salreu, que conhecia apenas de passagem para o Porto e das histórias de caça que ia ouvindo.
Ora o irmão da minha namorada era caçador e duma das vezes que veio ao continente confessou-me aquela sua paixão.
Contei-lhe que perto de Aveiro havia uns arrozais, em Salreu, onde abundavam os patos, e que poderia alí fazer uma óptima caçada.
Ora o combatente da Guiné, ao ouvir a minha recomendação, atirou:
---Salreu?!!! Fxxx-se, fui lá aqui há uns anos, dei um tiro a um pato e tive de fugir a rastejar, aquilo parecia a guerra do Vietname com toda a gente aos tiros para cima de mim.

Como o Alma Grande é de Salreu, o seu Blog só podia ter aquele nome: PARECIA A GUERRA DO VIETNAME

sábado, março 06, 2010

O enigma, a tragédia, o drama...

Camaradas e Amigos,
A partir de amanhã vão ser publicados neste espaço alguns textos que elucidarão, de forma definitiva, o porquê do nome de alguns links.

A saber:
Parecia a Guerra do Vietname

BB O Blog do Bolha
À Espera das Malas do Avião
Toni Pardal
Ribatejo Profundo
Parentesco do Médico de Bordo
Práticos do (tenebroso) Mar da Palha


e muitos outros....

terça-feira, março 02, 2010

As toiradas da Terceira

Importadas da mais linda ilha do Universo, quiçá mesmo a mais linda dos Açores, a Terceira, as toiradas à corda, agora também praticadas no Ribatejo Profundo.
Ilha Terceira onde eu já cheguei à vela. Aliás só lá fui à vela, de barco, desde o Continente.

Aqui no original a famosa toirada.

(foto emprestada do Blog Bagos de Uva, www.bagosdeuva.blogspot.com)

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Os Contentores

"...
A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
..."

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A sério agora

Esta semana foi trágica para as gentes do Mar.
Começou com dois naufragos nos mares da Aguda, depois outros dois na Apúlia, continuou com quatro a sul do Cabo Carvoeiro e agora o Concórdia no Brasil.
(fotos do JN)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

O meu canto





Cercado pelas ideias dos outros.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

O NVV Veronique

Já em seco, para a tradicional época de fabricos, o mais esbelto veleiro do Universo, quiçá mesmo o mais esbelto de Aveiro.
(reparem na excelência deste 'quase sem luz', a fazer inveja ao melhor que o Bolha já publicou)

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Iniciou-se a época de fabricos

A rapaziada da Avela tirou as embarcações da água no sábado passado. Por mim, como a opção foi diferente, tirei hoje o NVV Veronique.
Levei-o ao principio da tarde do trapiche da Lota Velha até à Naval Ria, onde o entreguei mais as respectivas chaves.
Pelo caminho, feito num canal de águas calmas, sem vento nem corrente, duas testemunhas do nosso país de marinheiros.
O Capricórnio, das investigações das pescas, e o Anamar que tombou no cais há uns anos e por lá ficou até o trazem para aqui para desmantelar.
(Noticias divulgadas posteriormente à publicação deste post dão esta embarcação, 'Capricórnio' , como associada a badaladas movimentações politico-partidárias-sucativas.
Fica aqui a minha declaração de que nada tenho ver, nem com as movimentações, nem com as notícias)

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Du cotê de chez moi (fev2010)

Este blog anda cada vez mais avacalhado, que é como quem diz, arrobalado.
Viver-se neste fim do mundo tem as desvantagens de não se ter uma oferta cultural de relevo, daí o 'avacalhado' deste blog.
Tem, no entanto, inumeras outras vantagens, das quais destaco a inebriante entourage paisagistica e também a entourage Humana, desde o João Peixeiro que nos arranja umas pescadinhas do alto, até à recente aquisição, a Gracinha, que no fim de semana passado nos trouxe um robalão com 6 quilos e ontem outros dois, com um quilo e uns trocos cada um, feitinhos no forno com uma molhanga de acordar mortos, a raiar a excelência.
Se só com o cheiro malhei duas garrafinhas, imaginem com o resto.
E, para rematar, nada como citar o poeta, até para manter o estilo:
"...
Há quem lhe chupe a cabeça
Outros perferem a posta
Cá por mim como-lhe o rabo
Cada um como o que gosta
..."

domingo, fevereiro 07, 2010

Um fim de semana movimentado

Decorreu de forma animada a conferência do Companheiro e Amigo Rogério Chumbinho sobre o sistema de abono da ANC.
Presentes todos os Clubes Náuticos da nossa Ria, de Ovar a Mira, num total de 23 participantes.
Destaco a presença da malta da NADO, do David Calão do CVCN, do Delmar Conde da ANGE, da rapaziada dos Vougas e até da Avela, numa clara demonstração que aquilo que une os Homens do Mar é muito mais importante que tudo o resto sobre o qual discutem.
Estes ultimos, os da Avela, colocaram ao conferencista as mais pertinentes questões, porque, em seu entender, uma embarcação com um fogão com dois bicos não poderia ter o mesmo rating que outra só com um bico, embora esta com frigorifico.
Lamentável ponto de vista, porque, como é do senso comum, um frigorifico, sobretudo quando cheio de meias cervejinhas, provoca na embarcação um andamento muito superior.

No sábado, já refeitos do esforço conferencista da véspera, aproveitaram para tirar as embarcações para seco, começa assim oficialmente a época dos fabricos.

Também pertinente foi a questão colocada pelo Sr António Pardal sobre o Boavista Rádio Controlo, que, vergonhosamente, quase ninguém conhecia. Aqui fica a imagem do centro de controlo da Boavista, indicativo de chamada: Boavista Rádio Controlo.


Esta última fotografia não é mais que o carrego, praticamente uma arroba, de separatas verdes, o Regimento do Astrolábio e dois códices em Português que eu me vejo à rasca para ler, e que neste momento fazem as minhas delícias de leitura, graças à Inês e ao Ulisses, a quem tive de pagar um robalo do mar para me cederem estas preciosidades.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Nós já sabiamos

Do Diário de Aveiro de hoje:
"...
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) foram recebidos na segunda-feira no Ministério da Economia, em Lisboa, para voltar a reivindicar o regresso da sede da Direcção Regional de Economia do Centro (DREC) a Coimbra, de onde em 2009 se mudou para Aveiro. Mas a pressão sobre a tutela foi infrutífera, revelou ontem a sindicalista Marly Antunes. Segundo a porta-voz do STFPC, o Ministério da Economia, agora liderado por Vieira da Silva, não cedeu à exigência de devolver aquele organismo a Coimbra. “A decisão de não revogar o anterior despacho é lamentável e uma teimosia do Governo na linha da sua habitual arrogância. É uma derrota para o país”, afirmou. A representante do sindicato sustenta que a nova sede da DREC tem conhecido um “número ridículo” de atendimentos. Além disso, acrescenta, “todos” os processos iniciados em Aveiro têm de ser concluídos em Coimbra, por falta de condições na sede. “Tem sido uma experiência ruinosa. É um desperdício inadmissível de meios materiais e humanos”, avalia Marly Antunes, que defende o retorno do organismo a Coimbra e a criação de um balcão de atendimento em Aveiro.
..."
E porque não um balcão de atendimento em coimbra?? Uma vez que o tecido industrial de Aveiro é muito superior ao de coimbra??
Ficámos a saber que o país teve uma derrota por a DRE"C" estar em Aveiro, donde se deduz que Aveiro não pertence ao mesmo país que coimbra.
Já suspeitávamos, agora ficámos a saber.