segunda-feira, novembro 23, 2009

segunda-feira, novembro 16, 2009

Dia do Mar

As minhas vidas, profissional e académica, são quilhadas. O meu lindo barquinho ia nas mãos de três trogloditas que desistiram da Regata após uns escassos 92 minutos e alguns, poucos, segundos.
Estão lixados comigo, vão ficar de faxina à sanita por, pelo menos, cinco viagens.
E Prontes....

quarta-feira, novembro 11, 2009

Hans

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

W H Auden

segunda-feira, novembro 09, 2009

A Termas

Uma vez mais, que a saúde assim o exige, fui a termas este fim de semana, para o Alto Minho, que é onde há as melhores águas medicinais.

Quem não pode vir foi o meu Amigo Hans que, com grande pena e saudade nossa, deixou de beber, deixou mesmo de tudo, e já lá está à nossa espera. Obriga-nos agora a todos a beber dois copinhos, sendo que um será sempre em sua honra e memória.

Assim, tudo começou com um robalinho cozido em algas, na Mariana, muito bem acompanhado de verduras e aquela maionese deliciosa, espessa e amarelinha.
Depois fomos até Ponte de Lima, Casa da Fonte Boa, granitos e madeiras, um pouco fria é certo, mas de paisagem deslumbrante.
Ao jantar fomos provar um cabrito de leite e umas papas de sarrabulho, que estavam deliciosas. Não sem antes, nas entradas, nos terem presenteado com umas alheiras assadas, umas favinhas guizadas, umas punhetas de bacalhau e umas ovinhas de bacalhau de se lhe tirar o chapeu.
Tudo regado com um verdasco tinto a que chamavam Vinhão, de estalo.

Para acabar em beleza, almoçamos em Vila do Conde o já tradicional bacalhau com broa e uns filetezinhos de polvo com arroz do mesmo, acompanhados por um verdinho branco escorripichado das alturas, delicioso.

Já está marcada nova cura de águas, agora numas termas alentejanas que me recomendaram, pela pureza dos ares e pelas águas cristalinas, as termas de Reguengos, de Borba e da Vidigueira.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Palavra do Senhor

De um grande Amigo meu, ilustre Juiz actualmente sabático para doutoramento, recebi esta deliciosa epístola, que reproduzo:

Abraão levou o filho para o deserto.... amarrou-o a uma árvore e acendeu uma fogueira debaixo dos seus pés.
De repente, uma voz diz:
- Abraão, Abraão, que é isso ????
- Senhor, Senhor eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem !!!!
- Não, Abraão, eu só queria medir a tua fé !!
- Mas Senhor....!!!!
- Abraão, solta o menino !!!!!
Abraão soltou o filho.
O menino saiu disparado...correu, correu, correu, e Abraão gritava:
- Filho volte, filho volte, o Senhor libertou-te !!!!
O menino parou, longe, e gritou:
- Libertou o caralho !!! Se eu não fosse ventríloquo estava Fodido!

quinta-feira, novembro 05, 2009

A Barra do Rio Minho

Ontem na foz do Rio Minho.
Os tripulantes safaram-se. O Ketch, ao que consta, não.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Bitaites à ANC

Caros Amigos,
Do meu cantinho de Aveiro, lógicamente longe das questões centrais da gestão da nossa Associação, abordadas nos dois emails distribuidos, se me deixarem, gostaria de 'mandar uma ou duas bocas' daquilo que penso.
A ANC não tem problemas muito diversos dos que tem a minha mais directa associação, a Avela. Como a Avela, a ANC é antes de mais uma associação de armadores que, e muito bem para ambas, mantêm uma actividade desportiva e social para e com os seus associados e, pretende-se, com a sociedade envolvente.
Sendo associações sem fins lucrativos, entende-se que quem cá anda, nos cargos directivos, é por 'carolice' ou por espírito de missão (sei que , pelo menos para alguns, é verdade, é mesmo por missão).

Que importa pois a um associado, sobretudo vivendo a 240 kms de Lisboa, como eu, e a outros daqui do Norte? Para além das vantagens que um seguro de grupo, ou outras iniciativas do género, possam ter, interessam-me sobretudo actividades que aglutinem e federem as iniciativas locais que vamos tendo.
Eu explico-me: As regatas, cruzeiros, colóquios, tertúlias vélicas que a ANC organize em Lisboa dificilmente terão a nossa participação, não por falta de inetresse, muito menos por desacordo, mas simplesmente por impossibilidade geográfica.
Concordo e apoio essas actividades, mas penso que não são elas que podem dar à nossa Associação uma caracter nacional. São da 'espécie' das que a Avela organiza, mas em Lisboa e com mais participantes dada o maior numero de sócios locais.

O caracter NACIONAL da ANC consegue-se, a meu ver, com a vertente 'federadora' que a ANC podia, e devia, assumir, congregando e alavancando as organizações locais, tanto quanto possível fomentando a participação de embarcações de portos diferentes. Essa participação, de embarcações de portos diferentes, obrigaria às navegações entre eles, ao conhecimento e troca de experiências das tripulações de Aveiro, Porto, Figueira, Povoa, Vila do Conde, Nazaré, Lisboa e demais do país.
Fomentaria a necessidade da construção de portos de recreio pela nossa costa afora, traria certamente mais gente para a prática da vela de cruzeiro, tornaria mais vísivel a nossa actividade, daria à ANC um caracter verdadeiramente nacional.
Actividades como o Cruzeiro à Berlenga, a Recepção na Ria de Aveiro aos companheiros da Póvoa e de Leça, o recente Cruzeiro/Regata às Ribeiras do Douro e Ave, são exemplo que considero marcantes, simplesmente por congregarem embarcações de portos diferentes.
São actividades locais, mas aglutinadoras de vários veleiros oriundos de diferentes portos da nossa costa.

Os delegados, como eu, deixariam de ter razão de existir, porque os delegados locais das ANC seriam os clubes e associalções locais. Tudo isto sem beliscar em nada a actividade que a ANC hoje leva a cabo em Lisboa.

Este ideário já tive ocasião de o expôr, e sei que esbarra com algumas questões administrativas relacionadas com o caracter federativo, que já existe, da FPV.
Mas a FPV está muito mais vocacionada para a vela ligeira e de competição, que não é própriamente a nossa actividade principal. Daí que a ANC podia preencher esse vazio.

Bons Ventos para todos,
João Madail Veiga

Sim, retirei a resposta/parecer do Presidente da ANC.
Apesar dela não se ter dirigido só a mim, foi-o a um grupo restrito de sócios e acho que não tinha o direito de a divulgar.
As minhas desculpas.

terça-feira, novembro 03, 2009

segunda-feira, novembro 02, 2009

Agora a falar a sério

Nestas coisas de futebol estou completamente ao lado. Vejo um jogo na televisão de cinco em cinco anos e mando umas bocas aos meus amigos doentes deste ou daquele clube.
Entendo, mas tenho muito dificuldade em aceitar, comportamentos de falta de respeito pelos adversários, de arrogância e outros ao mesmo estilo.
Comigo passou-se um episódio que aqui conto:
Corria o ano de 1972 e fazíamos os Campeonatos Nacionais de Remo, nesse ano na barragem de Montargil.
Disputava-se a final de yolle de 4 e a vantagem que traziamos para o segundo lugar, a Associação Naval de Lisboa, era avassaladora.
O nosso timoneiro, nos derradeiros metros da Regata, levantou-se na embarcação e cortou a meta de pé.
O resultado da brincadeira foi um castigo que todos levamos, e bem, por desrespeito pelos adversários.
Fomos chamados primeiro à direcção do Clube, e depois à Federação, onde nos foi aplicada a correspondente e justa 'piçada'.

Compare-se agora esta situação às bocas e gestos com que atletas, dirigentes e técnicos dos futebois se mimoseiam uns aos outros e tirem-se conclusões.

quinta-feira, outubro 29, 2009

De novo o Alfeite

Depois de dois fins de semana ocupados, um com uma velejada de muito luxo até Vila do Conde com escala na Ribeira do Douro, e outro com um casório Galego na Praia de Samil, em Vigo, com muito marisco e musica de gaitas celtas à mistura, heis-me de novo com rumo à Academia Naval no Alfeite, para dois Seminários, um de História Marítima e outro de Cartografia Náutica.
Aqui o estupido vai tendo alguma dificuldade em compreender os ditos dos palestrantes, mas apanha, ainda assim, uma ou outra.
Em boa verdade até vou apanhando muitas, ideias, entenda-se.
Conheço, ou melhor, ouvi falar, alguns que não apanham uma, passam-lhes todas ao lado. As ideias.
E, ao mesmo tempo, estou no meio de uma Auditoria da Apcer, da escritura de uma nova empresa, da resposta a um concurso de sub estações para a Noruega, da organização da flotilha Aveirense para a Recaxia de Vila do Conde, e ops....

quinta-feira, outubro 22, 2009

Notas de Meteorologia

Amigos Cruzeireiros,

Depois das bocas do Saramago contra o patrão lá de cima, o Gajo (notar a letra grande no Gajo) ficou chateado com a malta e mandou o S.Pedro mandar as cargas de água que se abatem sobre a rapaziada indefesa cá de baixo.
Assim, a expectacular organização deste expectacular evento decidiu adiar, por uma semana, a Regata e demais actividades de Vila de Conde.
Isto não quer dizer que quem quizer ir ao Ave malhar uns copos e uns peixinhos grelhados o não faça.

À escuta nos canais habituais e neste endereço de email,

Joao Madail Veiga


=Em baixo os emails do Pedro Cunha a avisar do adiamento=

Acrescento que todo o programa previsto, o passeio o jantar fica também adiado uma semana.
Obrigado
Pedro


Olá,

A Regata deste semana, devido ao mau tempo, passa para o fim de semana seguinte, dia 31 caso o tempo o permita.

Melhores cumprimentos,
Pedro Cunha

quarta-feira, outubro 21, 2009

Apontamentos à 1ª pernada do Cruzeiro ao Douro e Ave

E a tralha trágico marítima do NVV Veronique a largar da Ribeira:
O marujo minhoto da nossa tripulação, fruto de alguma merdaça que comeu de véspera, ganhou uma caganeira de esguicho, de tal forma violenta, que nem participou no fim de festa da Ribeira.
O esguicho de merdelim fê-lo ir ás instalações sanitárias do gracioso veleiro, deixando tudo limpinho, mas esquecendo-se de fechar as válvulas de segurança da sanita.
No domingo de manhã, indo eu dar a minha mijinha matinal, os meus pés nos paneiros da casa de banho faziam um barulho assaz curioso, chlóp, chlóp, chlóp, acompanhado de uma estranha sensação de humidade.
Estava a embarcação com 'água aberta'.
Lancei o devido May Day, que, como de costume, ninguém atendeu.
Foram cerca de 451 litros de água salgada, vá-lá, 450,8 litros, que eu e a restante tripulação tivemos de retirar dos porões do gracioso veleiro.
E tudo a navegar, que o vento era de luxo e tinhamos que o aproveitar.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Plano de Cruzeiro

Este é o planeamento proposto.
Uma vez mais, quem quizer ir a solo, esteja à vontade.


Dia 17 de Outubro
Largada da Lota Velha : ETD 0730 (legais)
Barra de Aveiro : ETA / ETD 0900 (legais)
Barra do Douro (30 milhas) : ETA 1530 (legais)

Dia 18 de Outubro
Barra Douro ETD 0900 (legais)
Barra do Ave (12 milhas) : ETA 1200 (legais)


Marés

Dia 17Outubro

Barra de Aveiro : BM=0750 / PM=1424 (UTC)
Barra do Douro : PM = 1503 (UTC)

Dia 18 Outubro
Barra do Douro : BM = 0927 (UTC)
Barra do Ave : PM = 1543 (UTC)

segunda-feira, outubro 12, 2009

Política

Desta vez não votei, e o Élio merecia que o tivesse feito, passou quatro anos a pagar dívidas que não eram dele.
A arrogância e a incompetência levaram no focinho.

Da minha parte optei pela História da Cartografia Náutica e pela musica da míuda dos sapatos a fazer pandam com o cabelo, se bem que adormeci a meio do concerto.
E prontes.

segunda-feira, outubro 05, 2009

VIVA A REPÚBLICA

A grande, enorme, vantagem do sistema Republicano, é que, depois de um erro de casting, daqui a 2 anos podemos trocar de Chefe de Estado.

PS:
Concordo com o meu médico,os PRs são mercenários de serviço , mas tem de ganhar o lugar.
Os outros, também mercenários (são tão bem ou melhor pagos que os PRs), herdam-no.

PS2;
Oh ça ira, ça ira, ça ira, les aristrocrates à la lanterne....



Suivant la maxime de l'Evangile,
Ah! ça ira, ça ira, ça ira
Du législateur tout s'accomplira.
Celui qui s'élève on l'abaissera;
Celui qui s'abaisse on l'élévera.
Ah! ça ira, ça ira, ça ira!
Le vrai catéchisme nous instruira
Et le faux fanatisme s'éteindra
Pour être à la loi docile
Et chaque Français s'exercera
Ah! ça ira, ça ira, ça ira.
Malgré les mutins, tout réussira.
Ah! ça ira, ça ira, ça ira.
Le peuple en ce jour sans cesse répète
Ah! ça ira, ça ira, ça ira
Et dans 2000 ans on s'en souviendra,
Le despotisme expirera;
La liberté triomphera.
Ah! ça ira, ça ira, ça ira.
Nous n'avons plus ni nobles, ni prêtres,
Ah! ça ira, ça ira, ça ira.
L'égalité partout règnera.
L'esclave autrichien le suivra,
Ah! ça ira, ça ira, ça ira.
Et leur infernale clique
Au diable s'envolera.
Ah! ça ira, ça ira, ça ira
Les aristocrates à la lanterne,
Ah! ça ira, ça ira, ça ira
Les aristocrates, on les pendra.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Cruzeiro às Ribeiras do Douro e do Ave, 2

Confrontado hoje de manhã com os direitos de autor do uso da palavra REGATA que estava inserida no nosso programa de festas do Cruzeiro ao Douro e Vila do Conde, fiquei a saber que qualquer evento que usasse o termo teria de ser sob o beneplácito da Federação Portuguesa de Vela, da Associação Regional de Vela do Norte e patrocinado por um clube filiado na FPV.
Uma chatice. Imaginei a rapaziada que vai daqui de Aveiro, a esmagadora maioria sem licença desportiva, a esmagadora maioria mais preocupada na merenda que vai levar para o Mar que na mareação das velas e nas vozes de largada.
Felizmente lembrei-me dum termo delicioso, um regionalismo da nossa Ria, que era usado quando dois ou mais moliceiros, mercantéis ou matolas decidiam entre os seus arrais ver quem chegava primeiro a um certo lugar, à vela.
Eram as RECAXIAS.
Assim, em vez de uma regata ao largo de Vila do Conde, vamos ter uma RECAXIA.
Grande RECAXIA pois ao largo de Vila do Conde...

Mantêm-se o resto do Programa.

terça-feira, setembro 29, 2009

Agora é tarde, Inês é morta...

Do JN de hoje, reproduzo a noticia abaixo.
Então só agora é que deram conta que andar à noite na Ria, e com nevoeiro cerrado (às dez da manhã ainda a visibilidade era de pouco mais de 20 metros - ver foto abaixo), e sem radar, e a velocidade excessiva, é uma actividade de alto risco, sobretudo quando se põe em risco as vidas dos outros????

"...

Foto JN/Nuno Alegria


Empresa suspende táxis na ria à noite

JOÃO PAULO COSTA
A "Alquimia do Mar", empresa proprietária de um dos barcos envolvidos no acidente na ria de Aveiro que ontem provocou três mortos, vai suspender os táxis marítimos durante a noite e em situações de nevoeiro intenso.
Foi nestas circunstâncias que, na madrugada de domingo, dois barcos colidiram à entrada da baía de S.Jacinto, provocando o falecimento de três pessoas, uma criança de 11 anos e dois homens, de 41 e 65 anos.
Diogo Pires, gerente da "Alquimia do Mar", lamentou a morte de três dos tripulantes do barco "Vera e Cristiana" que transportava pescadores para os molhes da ria. O barco "Alquimia do Mar" colidiu com o "Vera e Cristiana" devido a causas que o inquérito vai apurar. Ontem, a Capitania entregou o processo ao Ministério Público, que pedirá a um organismo, provavelmente à Polícia Marítima, para apurar as causas do acidente para eventual acusação.
O gerente da "Alquimia do Mar" considera que foi o nevoeiro que mais contribuiu para o acidente mas aguarda pelas conclusões do inquérito. Diogo já falou com o mestre do "Alquimia do Mar" e mantém a ideia que o barco conduzido por Manuel Silva, que trazia dois pescadores da Barra) não ia com excesso de velocidade, como referiram passageiros do "Vera e Cristiana" e, também, a proprietária do barco.
O JN não conseguiu falar com Manuel Silva. "Continua em estado de choque, para alguém que tem 49 anos de experiência de mar, esta é uma situação impensável", justifica Diogo. O gerente acredita que Manuel confundiu luzes. "A bóia luminosa que sinaliza a entrada na baía de S. Jacinto é verde, a mesma cor da luz de presença do lado direito dos barcos. O nosso mestre poderá ter confundido a luz do 'Vera e Cristina' com a da bóia e não parou".
Diogo admite que por vezes pode haver alguns excessos devido à "pressão" dos pescadores, "não querem perder tempo e se não há um táxi disponível começam a pressionar o mestre".
Há duas empresas de taxis-marítimos em S. Jacinto. Cada uma tem dois barcos. Nos fins de semana de Verão chegam a transportar 200 pessoas por dia.
Relativamente ao facto dos tripulantes não estarem a usar coletes de salvação, o comandante da Capitania de Aveiro, Coelho Gil, reafirmou, ontem, a não obrigatoriedade do uso dos coletes neste tipo de embarcações. "A lei apenas obriga à existência de coletes para todos os passageiros", explicou ao JN.
Diogo considera que neste caso, se os pescadores estivesses com coletes, "haveria mais mortos". "Não teriam conseguido sair da caixa de ar provocado pelo barco ao contrário e teriam morrido com o derrame de gasolina nessa zona", explicou.

..."

domingo, setembro 27, 2009

Du côté de chez (Swann) moi, 3

Com o pretexto de reservar a área de eleições, a romaria e as tendas vieram parar aqui.
Para saír e entrar de casa só por cima das barracas e dos colchões dos vendedores ambulantes de etnia alternativa.
Valeu um vizinho que aproveitou para montar uma máquina de finos mesmo em frente. Ainda me lembrei de montar uma tubagem de meia polegada directamente para casa.

quarta-feira, setembro 23, 2009

A minha Campanha eleitoral

O contributo do engº tec. José Sócrates e 'sus muchachos' para o bem estar dos Portugueses

segunda-feira, setembro 21, 2009

Cruzeiro às Ribeiras do Douro e do Ave

17 de Outubro, sábado
Largada de Aveiro rumo ao Douro
Jantar na Ribeira

18 de Outubro, domingo
Cruzeiro até Vila do Conde
Almoço livre
Regresso a Aveiro de Andante e de CP
A C Municipal de Vila do Conde e o Clube Fluvial Vilacondense garantem amarração em Vila do Conde esta semana.

Dia 24 de Outubro, sábado
Viagem livre, de Aveiro até Vila do Conde
15h00m Regata entre boias ao largo de Vila do Conde
21h00m Jantar de confraternização em Vila do Conde

Dia 25 de Outubro, domingo
Largada às 08h00m em cruzeiro até Aveiro


Embarcações inscritas
Zurk / NVV Veronique / Freedom / Liberum / Casvic / Bruma II / Chemy / Celta Morgana / Porto de Aveiro / Lotsofun / Jonas / Tibariaff II.

A amarração no Douro está garantida para as embarcações inscritas em cais flutuantes e 'de braço dado' com os Riba Douros aderentes.
Face às dificuldades de amarração na Ribeira, as inscrições COM AMARRAÇÃO GARANTIDA estão neste momento encerradas.
As demais embarcações que quizerem vir, temos todo o gosto nisso, mas irão por sua conta e risco.
De qualquer forma os amigos da ANC do Porto organizam a amarração em Leça e o transporte para a Ribeira.

sábado, setembro 19, 2009

Du côté de chez (Swann) moi, 2


'On line', estão a decorrer neste instante, as '4 horas da Costa Nova do Prado', ou lá como se chamam...

terça-feira, setembro 15, 2009

Palestra em Vila do Conde

É capaz de ser interessante. Nós vamos lá.

PS: "Nós" quer dizer eu e o NVV Veronique. Também pode ser o famoso "plural majestático", é o que eu prefiro, 1ª pessoa do plural, ou 3ª pessoa do plural, depende da vontade de Vexas.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Du côté de chez (Swann) moi

A tenue luz da manhã realça a beleza da imagem que aqui reproduzo, feita hoje bem cedo, a caminho da fábrica, que alguém tem de tocar o país para a frente, enquanto outros 'choinam' (alguma, apenas alguma, inveja) no quente dos lençois.
Reparem que na outra margem ainda há algumas luzes acesas.
A manhã era, é, cinzenta, sem vento e, 'du côté de chez moi' para a empresa, no canal de Mira, o Rigolleto do Juca.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Ainda mais Rio Minho


Da foz, com o Forte da Ínsua, até Vila Nova de Cerveira, um encanto cada recanto, cada pequena baía, cada pequena tasca.

terça-feira, setembro 08, 2009

Mais Rio Minho

Uma imagem do NRP Rio Minho, em missão de soberania em Cerveira e mais outra de uma das Seixelas.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Rio Minho

O ror de vezes que por alí passamos, a caminho de Baiona e de regresso, sem nunca colocarmos sequer a hipótese de entrar.
E, no entanto, a barra do Minho é muito acessível.
Em baixo os dois mecos de enfiamento, existentes na margem galega, que orientam a entrada na barra Sul, a recomendável. Logo a seguir, no abrigo da mata do Camarido, um fundeadouro de categoria, ao estilo da baía de São Jacinto, mas em bom, e sem a Autoridade Marítima a chatear.

Pelo rio acima temos ainda dezenas de pequenas baías e outros tantos trapiches, do lado português e do lado galego, para se ir a terra e, amigos, a culinária minhota, e a galega também, deixam-nos os olhos e as pregas do estômago em bico.

domingo, setembro 06, 2009

As nossas Seixelas



Belissimo fim de semana no Alto Minho e na Galiza, sediados em Gondarém, na Estalagem da Boega, em serviço de alto luxo.
Na Galiza ainda participámos na Feira Tradicional da Senhora dos Remédios e, debaixo de uma latada, amandámos com umas tapas deliciosas.
Em Lanhelas, por cortesia do nosso Amigo Jorge Fernandes, fomos até às Seixelas a bordo do Paguro, onde fizemos as fotografias acima e mais umas quantas guardadas para postes vindouros.
E acrescento, o rio Minho é podre de lindo. Está nos meus planos mais próximos.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Politica

De Jorge de Sena, o meu escritor português quase contemporâneo favorito, e aplicável ao momento que vivemos:

Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
Todos o são, mesmo os melhores, às suas horas
E todos estão contentes de se saberem sacanas.
Não há mesmo melhor do que uma sacanice
Para fazer funcionar fraternamente
A humidade da próstata ou das glândulas lacrimais,
Para além da rivalidade, invejas e mesquinharias
Em que tanto se dividem e afinal se irmanam.
Dizer-se que é de heróis e santos o país,
E ver se se convertem e puxam para cima as calças?
Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
Ingénuos e sacaneados é que foram disso?

Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
Porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
Que a nobreza, a dignidade, a independência,
a Justiça, a bondade, etc., etc., sejam
Outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
A um ponto que os mais não capazes de atingir.

No país dos sacanas, ser sacana e meio?
Não, que toda a gente já é pelo menos dois.
Como ser-se então neste país? Não ser-se?
Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma

quinta-feira, setembro 03, 2009

IV Grande Cruzeiro às Ribeiras do Douro e do Ave

Já mexe este evento.
O programa vai ser:

17 de Outubro :
Cruzeiro até à Ribeira do Douro
Jantar numas Caves em Gaia
Noitada na Ribeira;

18 de Outubro:
Cruzeiro até à Ribeira do Ave
Almoço em Vila do Conde
Regresso a casa de Andante e de CP;

Dia 24 de Outubro:
Cada um se mete na CP e no Andante e regressa a Vila do Conde
Regata entre bóias ao largo da Barra de Vila do Conde
Excursão aos Museus da Cidade
Jantar de confraternização;

Dia 25 de Outubro:
Cruzeiro de regresso aos portos de abrigo

Decidam-se e contactem-nos para as respectivas marcações.

Figueira da Foz

Num portentoso e muito raro 'contra luz' do Bolha, aqui se pode admirar o esbelto NVV Veronique a entrar na barra da Figueira da Foz, em Setembro do ano passado.

A Cale da Vila

Foi neste canal que as mais das vezes treinei. Subidas e descidas e mais descidas e mais subidas, o mestre Ulisses a acompanhar de bicicleta na margem ou o mestre Estima a megafonar da lancha e nós a 'puxar pela tábua'.
Agora observam-se os outros a regatar, mas com o vento a fazê-los andar e, em tardes de nortada rija, como foi o caso este ano, a baldear com mastros partidos e/ou nas águas.
Foi este ano nas Festas da Ria.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Interiores

Desde há uns tempos o abixanamento do interior do mais gracioso veleiro do Universo, quiçá mesmo o mais gracioso de Aveiro, deu nisto.


segunda-feira, agosto 31, 2009

Pernada para Leça

As taxas que a malta paga


Duas marcas no canal de Mira, em fotografias feitas ontem, 30 de Agosto de 2009.
Serão de Bombordo? ou de Estibordo? Ou serão para passar por cima?
Em baixo o preâmbulo do DL 12/97.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Política

Portugal é um país de gente generosa e boa, mas tem as suas porras.
Durante a inquisição, talvez o mais sórdido, a par com as atrocidades da padralhada, foi a bufaria generalizada das gentes, que aproveitavam as denuncias fomentadas pelo sistema para se vingarem dos vizinhos malquistos.
A bufada era feita, o bufado quilhava-se e ao bufante ninguém pedia responsabilidades sobre a verdade ou inverdade da bufa.
Depois veio o tempo da pide, e o sistema manteve-se e até era pago à bufa, criando no país uma rede de bufaria que constituiu, talvez mais que a própria pide e o regime, uma das maiores vergonhas Portuguesas.
Agora reedita-se.
O governo democrata e socialista manda ' técnicos de supervisão e informação' para os organismos de estado. Motivo, prevenir e reprimir o crime económico e, já agora, verificar se os aparatchicks colocados nesses organismos de estado pelos diferentes e sucessivos aparelhos partidários cumprem com desvelo as directrizes do chefe.

Como com o Coy, e cada vez mais, os únicos locais habitáveis ficam, pelo menos, a mais de dez milhas da costa mais próxima.

terça-feira, agosto 25, 2009

Porto 2009

Nada favorecido nesta fotografia, que a luz não estava na altura certa, ilustra ela a viagem da barra do Douro à de Aveiro, ao leme de um Jouet de "...e tal pés", no que seria uma viagem tranquila no Mar Oceâno.

segunda-feira, agosto 24, 2009

A Marina do Forte da Barra

Pé ante pé, que é como quem diz velejada ante motorada, as flotilhas da Avela, da Ange e do CVCN, aproveitando o Festival do Bacalhau a decorrer no Jardim Oudinot, fizeram uma entrada ao estilo 'Desembarque na Normandia' e, durante todo o fim de semana, atracaram na mais recente e melhor Marina da Ria de Aveiro.
Foram o NVV Veronique, o Zurk, o Tibariaf, o Liberum, o Lusitano, o Ritual, o Baccus, o Petit, o Zás Trás (este famosíssimo pela participação num dos mais belos filmes portugueses de sempre), o Badaire e mais uma catorzena de lanchas, das quais destaco a do Francisco Grangeia, que nos ofereceu um concerto de saxofone durante a noite, que não desmerecia em nada o Jan Garbarek.
O Festival esteve ao seu melhor nível, embora eu faça melhor a feijoada de samos, as caras de bacalhau estavam muitíssimo boas, o arroz doce delicioso, o vinho de estalo, as postinhas de bacalhau frito a raiar a excelência, as choras triviais, a Marieke faz bem melhor.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Ainda as Seixelas

A nossa sorte é sermos um povo de marinheiros, senão estávamos quilhados.
O Jorge Fernandes, de Caminha, presenteou-me com este roteiro, que só por acaso é que foi feito pelos galegos de Tui, que mais premente ainda torna o cruzeiro às Seixelas. Ainda este ano lá vou.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Afinal não fui às Seixelas

Pois é, finalmente chegaram os curtos dias de férias e uma arreliante Nortada, de Norte mesmo, ocupou os primeiros dias impedindo-me de rumar ao Norte.
E eu, que para apanhar porrada fico em casa, preferi ficar em casa.
Ósdepois uma também arreliante avaria na bobine de chamada do motor de arranque do gracioso NVV Veronique tirou-me mais dois dias de Mar.
E já não chegavam os dias para ir, e vir, às Seixelas. Mas fica a vontade e, às tantas, ainda este ano lá vou.
Ficaram lidos o Barroco Tropical do Agualusa, o Quase um Deserto do Sousa Tavares, lê-se numa tarde, um ensaio muito engraçado sobre a origem do Colombo, do Manuel Rosa, o Jesusalem do Mia Couto e ainda acabei o Mar das Especiarias do Magalhães de Castro.
Ainda tive tempo para ir a Saint Jacint sur Mer à abertura da caça, onde, num escasso fim de semana, pusemos abaixo um arroz de galo pica no chão que não desmerecia nada ao do Ruca's, umas carinhas de bacalhau demolhadas nas águas limpas da baía, um bacalhausinho abanado que preparei, e uma fritada de peixe alí pescado, com sarguetas, fanecas, ruivos e carapaus, regado com uma molhanga que o sr Rangel endrominou, de estalão.

Ahhh, São Jacinto continua a mesma merdaça, condições de alta segurança nas estramagueiras da base, má educação a rodos nas lanchas que passam e nas que estão encostadas a um trapiche onde nada pagam e são donos daquilo, e tudo o resto já descrito em postes anteriores.
Valha o Terminal, de cara lavada, com um robalinho escalado muito saboroso!

sábado, agosto 08, 2009

Regata Atlantico Azul

Apesar do NVV Veronique não poder estar presente,por estar em cruzeiro pelas Seixelas, aqui fica a divulgação da Regata.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Férias nas Seixelas

Não fora o trabalho hoje e a Nortada amanhã, daqui a dois dias, ou três, eu e o NVV Veronique estariamos a aportar a essas paradisiacas ilhas Seixelas, localizadas, como se sabe, entre Seixas e Lanhelas.
Assim, mal o Norte abrande, lá iremos nós....
PS: Durante as minhas curtas férias nas Seixelas o Ventosga fica sem moderação de comentários. Agora avacalhem isto que eu quilho-vos.

quinta-feira, julho 30, 2009

A Segurança Militar

A Ria de Aveiro não é prodiga em locais de fundeio. São poucos e desabrigados. Muitas das vezes é dificil encontrar boas sondas e tenças, poucas correntes e ventos, para uma tarde bem passada.
Um desses poucos locais era a baía de São Jacinto, na zona encostada à vegetação densa de estramagueiras quea protege do Vento Norte, dominante nesta região. Correntes não tinha, ventos poucos, a tença era boa e a sonda na casa dos 4 a 8 metros.
A Base Aérea de São Jacinto, naquele local, tem um muro alto para a Ria que impossibilita o acesso a partir de água.
Também aquela zona da base está com acesso cedido ao Aéro Clube de Aveiro, que alí mantem os seus hangares.
O edital, no ponto 7, que aqui reproduzo, já existe há muitos anos. No entanto até há dois anos tem prevalecido o bom senso dos comandantes da Base e do Porto de Aveiro, e os veleiros da Ria tem usufruido daquele local que, diga-se, é magnifico.
Desde 2007 que se tem feito cumprir o edital tornando proibido o fundeio naquela zona.

Entendo que devemos respeito às normas da sociedade e, neste caso, trata-se apenas de uma actividade de recreio que está a ser limitada numa área, apesar de tudo, muito pequena.
Contudo essa área pequena é quase a totalidade da área disponivel da baía de São Jacinto, uma vez que a restante é seca, ou canal de navegação, ou muito desabrigada ( a área mais a Norte).
E depois, será que a segurança militar é assim tão importante? e a ser, porque então se permite o acesso ao Aéro Clube de Aveiro, exactente na mesma área?



ZP = Zona Proibida
Sc = Secos, sondas inferiores a 0,5 metro
Cn = Canal de Navegação, ferry e lanchas de carreira
HACAv = Hangares do Aero Clube de Aveiro
Fd = Zona de fundeio livre

Edital da Capitania do Porto de Aveiro n.º 01/2007 de 28 de Dezembro de 2006 e reeditado para 2008 e 2009.

7. Zona de Segurança Militar

Por razões de segurança militar é proibido fundear, pescar ou efectuar construções de qualquer natureza, no interior da baia de São jacinto, a uma distancia inferior a 50 metros de uma linha base, desde a porta de armas do Regimento de Infantaria nº10 até à raiz do molhe sul , da mencionada baía (decreto lei 42239 de 28 de Abril de 1959)

Desconfio que o interesse da Autoridade é lançar uma taxazinha para a malta pagar pelo direito de alí fundear. Sempre contribui, juntamente com as multas, para o Orçamento dos Aventais.

quinta-feira, julho 23, 2009

Taxa de Farolagem

"Somos um povo de bananas governado por sacanas", Carlos de Bragança, marinheiro amador e rei de Portugal, em inumeras situações.

Como reza a Lei, assinada pelo 'socialista' Guterres, a taxa de farolagem foi criada (DL 12/97 de 16 de Janeiro) para fazer face "...à necessidade de manutenção das infra estruturas que lhe estão afectas, nomeadamente faróis, bóias, balizas, marcas..." e, segundo o mesmo diploma, "...a prestação deste serviço publico exige, como contrapartida, a criação de uma taxa de farolagem e balizagem."
Quem navega na Ria de Aveiro sabe bem como estão as tais bóias e marcas fora dos canais de navegação comercial. Ou não existem, ou estão mal colocados, fora dos canais, deverei dizer regos, ou partidos a meia água, ou outra coisa qualquer.
O mesmo diploma também estipula que o período de validade da taxa paga deva coincidir com a data de emissão do primeiro certificado de navegabilidade da Embarcação a que diz respeito.
No entanto, desde que foi criada esta taxa, o período que a Autoridade Maritima (AM) tem considerado era o do pagamento da taxa, isto é, cada patrão apresentava-se a contas na Capitania no dia d e no dia d+1 ano teria de a pagar outra vez.
Foi isso que fiz, ontem, 22 de Julho, ao apresentar-me na Capitania do Porto de Aveiro para pagar a taxa para o tal serviço público que não existe. (não será antes um imposto? oh amigos juristas)
Mas a AM agora entende aplicar a Lei, e os 56 euros que paguei vão valer apenas até ao dia 23 de Outubro deste ano, data do 1º registo nacional do NVV Veronique.
Em Outubro terei de pagar outros 56 euros, isto é, em vez de pagar uma vez por ano, terei de pagar a mesma taxa/imposto duas vezes no mesmo ano !!!!
Atenção rapaziada que isto é para todos, não é só para mim.

É grande a aptência do Estado por dinheiro , mas será esta a forma correcta de o arranjar (ou deverei dizer sacar) ??

quinta-feira, julho 16, 2009

O País do Medo

O Diário de Aveiro de hoje noticiava um problema de poluição no esteiro de Esgueira. E, no meio do texto, este parágrafo:
"...
Para quem sempre viveu na zona, o caso gera alguma revolta. “Chegámos a tomar banho neste braço da Ria. E peixes, como douradas ou linguados, também existiam muitos”, lembra um morador de Mataduços, que preferiu não ser identificado.
..."
Mas que País é este em que as pessoas são perseguidas por um simples relatar de um facto objectivo que nem sequer chega a ser uma opinião?!!!
O que faz um cidadão ter medo de testemunhar um facto objectivo, visto por ele e por mais umas dezenas largas de pessoas? As retaliações do poder? Só pode!!!!!
Desde os tempos do António que tal se não via, só que nessa altura, pelo menos ele, o António, vivia só com o que recebia do estado.
Agora vive-se o mesmo medo de falar, mas as retaliações, que existem na mesma, são mais sofisticadas, mas igualmente brutais e injustas.
A Verdade incomóda os gajos do poder. Até quando vamos viver no medo?

Mais actual que nunca o poema do Alegre:
"...
Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas.
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.

Em qualquer parte estou presente
Todo o navio da canção
E vou direito ao coração de toda a gente.

Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas.
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.
Venho dizer-vos que não tenho medo.
..."

terça-feira, julho 14, 2009

Meia Laranja

Ora digam lá se a Baía da Meia Laranja, Praia Velha como alguns lhe chamam, com o NVV Veronique, e 'moi mêmme, não é do mais lindo que se pode ver?
Em fundo o meu kleine Wohnung da Barra, actualmente ocupado pelo fâscismo.
A Pic é do meu Amigo Licas.

quarta-feira, julho 08, 2009

Cinema

Com os pedidos de desculpa, aqui vai à pagina da frente o comentário agora recebido:

"...

Obrigado pela divulgação do trabalho dos Projectos Diferidos, pena que não seja feita referência directa à nossa página. :)Não hesitem em comentar este e outros vídeos em http://projectosdiferidos.blogspot.com

PS - Temos uma conterrânea no grupo! Aveiro, Aveiro!!

..."

Os Companheiros do Balde

O Diário de Noticias revela hoje ligações perigosas da Maçonaria à Justiça, com tráfico de influências e outras actividades próprias desta simpática associação recreativa.
Questionado um relevante membro da agremiação, respondeu-nos prontamente, com a tradicional farda aventalista, embora fugindo, como é hábito, à questão de fundo.

sexta-feira, julho 03, 2009

O Xarroco

(Imagem retirada a solicitação de um grupo de pescadores incomodado, às tantas amigos do Xarrroco)
Não é fácil, num grupo de tanta incompetência e sobranceria, apontar o dedo ao campeão. Mas este era o campeão.
Misto de Cazal Ribeiro e Cantinflas, mas em mau, ele era um fartar de vilanagem no apoio às empresas do regime e no ataque a todas as outras.
Dizia-se representante da minha terra no parlamento, mas dela apenas conhecia o troço da A1 que lhe passa ao lado, e, ao que consta, a mais de duzentos à hora.

Admirador de Nostradamus, anunciou várias vezes o fim dos problemas dos Portugueses, quando estes mal começavam.
Atoardas, aldrabices e fanfarronices, mais que muitas. A Verdade desmentia-o a velocidade alucinante. O homem saberia o que dizia?

E depois, achar que duzentos e cinquenta e tal meliantes agem com 'espirito de taberna' é insultar os meus Amigos Taberneiros, e são muitos, mais inteligentes e a anos luz de honestidade daqueles azeiteiros.
E é isso que eu penso. E a esmagadora maioria dos Portugueses, oh azeiteiros.

Como é que um Povo tão bom, com gente tão boa ( a Maria João Pires agora não quer ser Portuguesa ), é governado por sacanas destes?!!

Mal criado, ordinarote e badalhoco mesmo, à imagem do chefe, que fique bem longe de nós por muitos e bons anos...

quinta-feira, junho 25, 2009

O Gaspar

A ultima vez que o vi foi na Marina de Cangas, o Verão passado.
Aqui está ele, na nossa Ria, numa fotografia do Domingos Batel.
PS: A fotografia acima chegou-me num email do Domingos Batel, mas aparece no site da Jaifoto (www.jaifoto.com). O que não quer dizer que não seja dele. Desconheço assim a autoria, mas fica aqui o reparo.