segunda-feira, julho 28, 2008

Pedra da Galega, 26 de Julho de 2008

Este sábado o NVV Veronique foi à pesca.
E não bastaram os amplos quintais de pargos, sargos, besugos, choupas, fanecas, cavalas, carapaus e, pasme-se, polvos, para que a linha de agua do gracioso veleiro descesse a níveis preocupantes.
O Comandante, isto é, eu, permaneceu na sua camarinha, o Contra Mestre orientou a faina, que se mostrou proveitosa, o Médico de Bordo recolheu à enfermaria e o vigia vigiou.
Tudo resultou em mais uma grande viagem e, no fim, numa magnifica caldeirada mística, elaborada com esmero pela Marieke e, claro, orientada tecnicamente por mim próprio.
Depois de largarmos da Lota Velha pelas 2300 UTC de sexta feira, fundeámos em São Jacinto, com mestria, até às 0300 e então suspendemos com rumo à Pedra da Galega, 15 milhas a NW, onde chegamos às 0630 debaixo de forte nevoeiro.
A faina iniciou-se de imediato, pois queríamos estar em casa a tempo da festa da Senhora da Saúde, ou melhor, à hora do futebol na televisão.
Suspendemos da Galega pelas 1400 e entrámos na Barra de Aveiro 3 horas depois, abrindo a já tradicional garrafa de champanhe à voz do Comandante.
Uma horita depois atracávamos na Lota Velha com o barco carregado de peixe e com a consciência do dever cumprido.
Fica para a história o Mar, com ondas a lembrar o tenebroso Mar da Palha, com uns bons 32,5 cm bem medidos.

quarta-feira, julho 23, 2008

Viagem de Férias

Chegado a esta época começo a planear as navegações de Verão.
Da minha parte estou ainda indeciso, não sei se hei-de navegar para Norte, para a Galiza, se para Sul, para Cascais.
E o drama da decisão é tanto maior quanto para entrar nas Rias Baixas já tenho a bandeira de cortesia para içar no vau de estibordo, mas, se a opção for Cascais, onde posso comprar a bandeira de cortesia? Alguém me empresta uma? Prometo devolver mal regresse a Portugal.

terça-feira, julho 22, 2008

Passeio Avela / Acreditar

Lindo passeio com 104 convidados, 4 no NVV Veronique e para aí uns cem nas outras embarcações todas.
O almoço, preparado pelo já tradicional engº Senos da Fonseca, estava muita bom.
Melhor foi o Coro dos Armadores que entoaram uma magnifica versão do "Esta Vida de Marinheiro está a dar cabo de mim", embora o Machadinho estivesse fora de tom.
Por fim o regresso a Aveiro, mais cedo um pouco, por conta de não enfaralhar a Regata de Moliceiros que, à mingua de vento, só chegou à Lota Velha três dias depois.
Na ultima foto pode ver-se o NVV Veronique a enfrentar umas tenebrosas ondas, para aí duns bons 13,25 cm, no Canal Principal de Navegação, quando recebemos ordens de regressar rápido a Aveiro, que os Moliceiros aí vinham. Viu-se.

segunda-feira, julho 14, 2008

Passeio da AVELA-ACREDITAR

Se há coisa linda que a Avela faz, é o passeio anual com os meninos do IPO do Porto, organizado pela Acreditar e com os veleiros da Avela e com o engº Senos da Fonseca do CVCN.
É um dia em cheio, enchemos os veleiros com os meninos, navegamos até Saint Jacint sur Mer, atracamos na Zona de Segurança Militar Restrita de São Jacinto, eles merendam e brincam e no fim, ouvimos, é verdade eu já ouvi:
'...felizmente que estou doente, se não nunca podia ter tido um dia assim...'
E nós sorrimos e brincamos com os meninos.

Aos armadores:
A largada está prevista para as 11h00m de sábado dia 19 na Lota Velha. Convém estar antes para aparelhar as embarcações, encaminhar os meninos e beber umas survias.
Ahhh, não se esqueçam dos coletes tamanho junior.

O passeio de 2004

Liberdade Igualdade Fraternidade


O bico do Muranzel

Para chegar à Torreira é necessário dobrar o Cabo do Muranzel onde as vagas e os vagalhões, não se comparando ao tenebroso Mar da Palha, impõem também o seu respeito e nos fazem baixar os calções.
Num dos próximos fins de semana, talvez já este, depois de levarmos os meninos e meninas do IPO do Porto a passear na Ria, em águas por certo mais calmas, rumaremos ao Cabo do Muranzel, onde fundearemos ao abrigo duma das suas inumeras e assustadoras (*) fragas e escarpas, que provocam o pânico e o temor dos marinheiros que por alí passam.
Não é o caso do NVV Veronique que, destemido, cruza estas águas com a facilidade com que navega no calmo Mar Oceâno.
É certo que nunca enfrentamos o Mar da Palha e ainda, por essa falta, não temos direito ao brinco na orelha esquerda, mas fundear no Cabo do Muranzel já é obra suficientemente audaz para merecer este, e outros, postes. O Cabo do Muranzel
(*) Que tal o gongorismo?!, pareço os tribunos da 1ª Républica, ou alguns, de Aveiro, da 3ª (ou de 3ª???)

quinta-feira, julho 10, 2008

Robin dos Bosques e a classe mérdia

Ah grande e feliz país que tem a sorte de ter governantes destes.
Vamos agora ter a taxa Robin dos Bosques.
Eu explico, o Teixeira vai tirar aos ricos para dar aos pobres. Aí os ricos ficam pobres e os pobres ficam ricos. Logo há que tirar aos pobres-ricos para dar aos ricos-pobres, o que provoca que os pobres-ricos fiquem pobres e os ricos-pobres fiquem ricos.
Tira-se então aos ricos-pobres-ricos para dar aos pobres-ricos-pobres e, mais uma vez os ricos-pobres-ricos ficam pobres e os pobres-ricos-pobres ficam ricos. E assim até ao fim dos tempos, isto é, o Teixeira vai ter muito que fazer.
No meio disto fico eu, que não sou pobre nem rico, ficando pois ao lado deste trama.
Mas, sendo um ilustre representante da classe mérdia não estou melhor. Vejamos então:
Com os impostos que pago contribuo para financiar as necessidades de saúde dos menos favorecidos, isto no intervalo de serem pobres para serem ricos, o que pressupõe algum tempo até o Teixeira acertar contas com eles, claro.
É justo, há gente que não pode pagar a saúde. Neste incluem-se para além dos pobres, apenas no acima citado intervalo de tempo, os arrumadores de carros e os drogados, os meus concidadãos de etnia cigana, e os gadjos também, que recebem do estado generoso vários rendimentos mínimos ( o sr António, Manuel, Joaquim, Francisco, Fernando, Pedro Lelo Monteiro, que por acaso são a mesma pessoa), os desempregados que procuram e não encontram trabalho e os desempregados que me aparecem na empresa já com a declaração preenchida da busca de emprego e que eu só tenho de assinar.
Então eu, que já pago os rendimentos mínimos e a saúde destes meus compatriotas mais desfavorecidos, vou também ter de pagar a minha.
É justo, porque a não havia de pagar?!
Se já pago a dos outros porquê não pagar a minha também? É uma questão de hábito e só isso, já se está habituado.

terça-feira, julho 08, 2008

Intervalo Fiscal

Para onde vão os impostos que nos sugam, para os especialistas em energias como o ex autarca Fernando Gomes devidamente habilitado para o efeito com o cartão do partido do governo, e os outros administradores, todos, coitados, com salários de miséria, para as reformas douradas dos politicos e dos amigos dos politicos, e por aí fora....

segunda-feira, julho 07, 2008

Era bom se fosse sempre assim

Aí apareceu, finalmente, um fim de semana decente, com vento e bebidas à maneira.
Para inveja dos meus Amigos, a descrição simples:
Pelas 1730 UTC chegamos ao cais da Lota Velha, devidamente apetrechados de peixe para a caldeirada da noite.
Com vento de força 5 deixámo-nos estar quietinhos no cais, bem amarrados, enquanto a classe piscatória composta pela Marieke, pelo António Marinheiro e pelo Machadinho, arrancava das águas da Ria 28 buxinhos, 3 sarguetas e uma choupa, logo adicionados à caldeirada que brevemente apuraria com esmero.
Pelas 2000 UTC arribavam ao cais os restantes convivas e, no Tibariaf, malhamos a tal caldeirada, juntamente com um bacalhauzinho à Berna, uma saladinha fria de milho e camarão, ovos móis e melão de sobremesa e muitas cervejas.
A pernoita foi no NVV Veronique.
Logo de manhã cedo, 1130 UTC, suspendemos e rumámos a Saint Jacint sur Mer, cruzando, no Canal de Ovar, com o moliceiro do CVCN, de velas cheias, bem, quase cheias, que seguia rumo ao Norte, à Casa Abrigo de Saint Jacint que, como é sabido, está no Concelho de Aveiro (esta é para a rapaziada do CVCN).Seguiu-se um almoço de luxo, com enguias fritas (little snakes) e verdasco Muralhas fresquinho.
Depois, a bordo do Tibariaf outra vez, tomámos um cafézinho com licores celtas da Escócia (esquece-me o nome agora) juntamente com as tripulações do Lotsoffun, do Liberum Galacho e do Freedom.
Ainda deu tempo de enfrentar o tenebroso canal do Forte da Barra, com Mau Tempo no Canal, que apresentava então ondas de 5,2 cm, 5 cm, vá, para ver as obras do 'Ancoradouro de Recreio' da Caldeira do Forte.

sexta-feira, julho 04, 2008

A Dor de Corno

Eu sei que não é um mapa oficial e que se deve muito mais à ignorancia (será???) que ao expansionismo castelhano.
Mas, julguem os meus Amigos, o que seria se uma das nossas Regiões de Turismo inserisse na sua área, Salamanca, por exemplo, ou Ciudad Rodrigo, ou outra qualquer raiana.

quinta-feira, julho 03, 2008

Sahab

De passagem pela nossa Ria, o Sahab, do reino de Oman.
Objectivo o melhor conhecer a Ria, sua entrada e atracagens, para a Tall Ship Race de Setembro próximo.O NVV Veroniqe também lá esteve e fez fotografias.
Depois de uma agradável estadia na baía de Saint Jacint sur Mer, na tarde de domingo, rumámos à bacia do Porto de Aveiro, terminal Norte, onde estava atracado o Sahab.
Não lhes pudemos oferecer umas meias cervejinhas. Ao que consta aquela rapaziada não bebe, às claras. Só chá de menta que, infelizmente, não consta do paiol do NVV Veronique. Uma falha.

terça-feira, julho 01, 2008

Rescaldo Futeboleiro

Em 2004, nas vésperas da final futeboleira de Lisboa, noticiavam os jornais castelhanos:
" Ibéricos na Final "
No dia seguinte à final, os mesmos jornais:
" Portugueses perdem a final "
Autêntico, é só pesquisar e está lá tudo.
Com "irmãos" destes quem precisa de primos?!!!

quarta-feira, junho 25, 2008

A Zona de Segurança Militar

edital 01/2007 de 28 de Dezembro de 2006

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7. Zona de Segurança Militar

Por razões de segurança militar é proibido fundear, pescar ou efectuar construções de qualquer natureza, no interior da baía de São Jacinto, a uma distancia inferior a 50 metros de uma linha base, desde a porta de armas do Regimento de Infantaria nº10 até à raíz do molhe sul , da mencionada baía (decreto lei 42239 de 28 de Abril de 1959)

......

Sem Comentários

Impressionismo Alemão

Na melhor escola alemã, na tradição de um Fassbinder ou de um Herzog, esta reliquia, só comparável a um Aurélio Pais dos Reis ou, quiçá, ao Mestre Manuel de Oliveira que, nas suas 151 frescas primaveras, ombreia já com o patriarca Abrãao, que concebeu da serviçal Hagar aos 236 anos

sexta-feira, junho 20, 2008

XXXXX & Cª L.da

(Queridos Amigos: depois de alguns telefonemas em que fui amavelmente convidado, de forma irrecusável, a reescrever este ultimo post, aqui o têm depois de revisto pelo Exxxe Prxxio. Espero que ainda gostem)
Triste País e triste Povo que permite estes desmandos pidescos. Razão teria o Carlos Bragança que afirmava sermos um povo de bananas governado por sacanas.
A XDP queria que todos os seus clientes pagassem os calotes que lhe fizeram. Está bem, eu quero tratamento igual, distribuir pelos meus bons clientes os incobráveis que vou coleccionando dos outros!!! Mas que querem estes gajos, roubar ainda mais?!
O gajo do goxxrno das pescas (será que o tipo alguma vez viu o Mar?) diz que a culpa dos preços do peixe é dos portugueses que comem, em média, mais peixe que os outros europeus, se comessemos o mesmo seria diferente!!!! Deu a louca nestes gajos!!!!
O crxxino das obras grita jámé e depois vem dizer que jámé, na lingua dos froggies, quer dizer talvez, e...o burro sou eu?, os gajos acham que somos parvos?!!!
O chefe dos crxxinos faz exame de inglês técnico por correspondencia e passa a licenciado. Da minha parte quero tratamento idêntico, um doutoramento serve, já agora por email, é mais prático.

quarta-feira, junho 11, 2008

As tarifas da Energia Electrica


Chamo a atenção que quem assina este post sou eu, João Fernando Madail Veiga, engenheiro electrotécnico pela UC (*), inscrito na Ordem dos Engenheiros com o nº 1944, e BI 3001726.
Não é pois um comentário anónimo e só me compromete a mim.
Também não faço qualquer comentário aos números que apresento, esses ficam ao critério de cada um dos meus Amigos e leitores.

KWh adquirido à EDP pela APA e a seguir cobrado por esta aos seus inquilinos(**) = € 0,274
KWh cobrado pela EDP em identicas condições = € 0,1143
Margem = 139,7%
(*) Uma boa merda, mas, enfim, era o que havia na altura.
(**) 'inclino' antes, erro ortográfico grosseiro, derivado da iliteracia deste vosso amigo, e corrigido entre duas espinhas de bacalhau pelo alentejano de serviço, o Gaspacho..., Gapachito..., Galacho..., enfim, por um destes....

segunda-feira, junho 09, 2008

Berlenga 2008- 4º Acto

Este ano o Berlenga teve de tudo, velejadas de luxo, ausências, porradinha de luxo, ausências, avarias com algum luxo, ausências, discursos de improviso deste vosso amigo, algumas ausências, sardinhas assadas oferecidas pelo Dr António Correia, malhadas de muito luxo na ultima colónia lusa, o ultimo quinhão do Império, a Berlenga, ausências notadas, fotografias aguardadas e futebol na Consolação, e algumas ausências.
Como dizia o meu Tio Anatolle, só fazem falta os que cá estão.
Grande filósofo o meu Tio Anatolle.

sexta-feira, junho 06, 2008

Berlenga, 3º Acto

Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os socrates e os teixeiras
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Berlenga 2008, 2º Acto

Para este Cruzeiro estão inscritas 40 embarcações.
A AVELA, clube organizador desde há 13 anos, apresenta quatro veleiros, a saber: Tibariaff II, Lotsofun, Liberum e NVV Veronique. 10%, não está mal !
Todos os outros, todos com os motivos e as desculpas mais válidas, mandaram-me(nos) foder. Está bem, tinha obrigação de o imaginar, saber e prever.

segunda-feira, junho 02, 2008

Berlenga 2008, 1º Acto

Contar-vos-ia uma viagem como nunca fiz, com vento de WNW de 15 a 20 nós, sempre pela alheta de estibordo, 90 milhas em 12 horas no ronceiro NVV Veronique, e com uma tripulação de luxo.
Mas, chegados a Peniche, a tristeza das embarcações paradas no cais, os Homens do Mar em terra sem poderem trabalhar, tudo porque os especuladores mundiais e os incompetentes governantes nacionais assim o querem
Ontem não fiquei feliz por ter chegado a Peniche.
E o dueto da Lakmé continua.