Era Agosto do ano passado.Fotografias minha, a 7 milhas do Cabo de São Vicente e da M.A.M.A com sulada rija no Tejo.
"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
quarta-feira, outubro 17, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
Veronique, Hamburg
segunda-feira, outubro 15, 2007
Bota Abaixo


Depois de nove anos, onze meses , vinte e dois dias e algumas horas de aturados esforços de construção, 10 anos vá, o nosso Amigo Alfredo Vizinho, o Ripinhas (nick name derivado do convés do seu novo veleiro), procedeu, perante avantajada e entusiasmada assistência, ao bota abaixo do Sussurro, elegante Van de Stadt de fibra e teca.
Adivinham-se já grandes sestas no Sussurro, nome deveras apropriado, nas tardes solarengas e outonais que se aproximam, na Marina da Bruxa.
Seguiu-se brilhante vernissage a que não pude asistir por me ter perdido da comitiva logo após a cerimónia. A verdade é que me dirigi para o Bar da Bruxa enquanto o Sussurro era amarrado a um dos fingers, ainda malhei uma empalhada e dois fininhos, mas quando dei conta, já não dei conta dos bota abaixantes. Uma pena.
PS: Reparem no tradicional ramo no mastro e no Comandante Delmar ao leme numa das fotos.
Na outra vê-se o Alfredo Ripinhas na proa.
Duelo de Mega-Fones

Depois do Bolha ter adquirido nos chineses, para o NVV Veronique, um Mega Fone com que eu, o MMMMMBAS, passei a enviar para a embarcação as ordens de faina Geral de qualquer coisa, mastros por exemplo, este Mega Fone fez a inveja da flotilha da Avela atracada no Porto de Recreio de Saint Jacint sur Mer.
Acontece que os Comandantes Licas e Berna se dirigiram, igualmente aos chineses, para adquirir identicos equipamentos.
Este domingo foi bonito de se ver pedirmos os copinhos de branco e de champanhe, uns aos outros, ao som dos Mega Fones.
Foi ao som do Mega Fone que provei um branquinho de luxo, da Adega Cooperativa da Mealhada, premiado pois, de muito luxo.
As lanchas da carreira e os cacilheiros, esses, continuam a só conhecer duas velocidades, parado e à vante a toda a força. Precisam de fazer uns cursos, da CEE de preferência.
Acontece que os Comandantes Licas e Berna se dirigiram, igualmente aos chineses, para adquirir identicos equipamentos.
Este domingo foi bonito de se ver pedirmos os copinhos de branco e de champanhe, uns aos outros, ao som dos Mega Fones.
Foi ao som do Mega Fone que provei um branquinho de luxo, da Adega Cooperativa da Mealhada, premiado pois, de muito luxo.
As lanchas da carreira e os cacilheiros, esses, continuam a só conhecer duas velocidades, parado e à vante a toda a força. Precisam de fazer uns cursos, da CEE de preferência.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Aniversário AVELA

A pedido do Presidente Paulo Reis
Informam-se os sócios e Amigos da Avela que o aniversário da nossa Associação decorrerá, este ano, em São Jacinto, no próximo sábado dia 20 de Outubro.
Constará de um DIA ABERTO de VELA em que se solicita aos sócios armadores que disponibilizem as embarcações para um passio à vela ao Mar ou ao Muranzel, conforme a meteorologia, com a população de São Jacinto como convidados.
Nesse sentido é favor comunicar essa disponibildade com URGENCIA ao Presidente Paulo Reis.
Ao fim da tarde será desmanchado um porco, ou mais, ao carvão, nas piscinas de São Jacinto.
Informam-se os sócios e Amigos da Avela que o aniversário da nossa Associação decorrerá, este ano, em São Jacinto, no próximo sábado dia 20 de Outubro.
Constará de um DIA ABERTO de VELA em que se solicita aos sócios armadores que disponibilizem as embarcações para um passio à vela ao Mar ou ao Muranzel, conforme a meteorologia, com a população de São Jacinto como convidados.
Nesse sentido é favor comunicar essa disponibildade com URGENCIA ao Presidente Paulo Reis.
Ao fim da tarde será desmanchado um porco, ou mais, ao carvão, nas piscinas de São Jacinto.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Porto 2007

No próximo fim de semana de 27 e 28 vamos outra vez ao Douro.
O Toni está a arrebanhar veleiros para a grande penetração no rio Douro, que só se realizará se o Mar estiver até os quatro metritos de ondas.
Dos cinco metritos para cima vamos fluvialmente até à Torreira e de lá até ao Bico (da Murtosa) malhar uma caldeiradona. Sim, que para apanhar porrada, já bastam as nossas casas e os nossos trabalhos.
Digam lá se não é um programa de muito luxo.
Todos ao Toni apresentar as inscriçõeeeeees....
O Toni está a arrebanhar veleiros para a grande penetração no rio Douro, que só se realizará se o Mar estiver até os quatro metritos de ondas.
Dos cinco metritos para cima vamos fluvialmente até à Torreira e de lá até ao Bico (da Murtosa) malhar uma caldeiradona. Sim, que para apanhar porrada, já bastam as nossas casas e os nossos trabalhos.
Digam lá se não é um programa de muito luxo.
Todos ao Toni apresentar as inscriçõeeeeees....
Requiem
Os cemitérios estão cheios de gajos porreiros.
Muitas vezes assim será, faço parte do rol dos ingénuos que acredita que as pessoas tem sempre um lado bom, que prevalece sempre, e que as circunstancias tramadas da vida impedem esse lado bom de se manifestar. Enfim, crendices.
Deste, desculpem-me, só me lembro, porque assisti, das faltas intermináveis ao emprego, onde só aparecia muito de vez em quando, e quando aparecia era no snack bar do rés do chão com as namoradas, da sobranceria com que pedia o “scotch” e tratava os subordinados, da mulher em casa a tratar dos filhos e ele a passear as amantes, das jogadas aparatchiks empregantes de bastidores.
Terá sido importante e terá tido as suas coisas boas, acredito, e inúmeras.
Só que agora não me estou a lembrar de nenhuma.
Muitas vezes assim será, faço parte do rol dos ingénuos que acredita que as pessoas tem sempre um lado bom, que prevalece sempre, e que as circunstancias tramadas da vida impedem esse lado bom de se manifestar. Enfim, crendices.
Deste, desculpem-me, só me lembro, porque assisti, das faltas intermináveis ao emprego, onde só aparecia muito de vez em quando, e quando aparecia era no snack bar do rés do chão com as namoradas, da sobranceria com que pedia o “scotch” e tratava os subordinados, da mulher em casa a tratar dos filhos e ele a passear as amantes, das jogadas aparatchiks empregantes de bastidores.
Terá sido importante e terá tido as suas coisas boas, acredito, e inúmeras.
Só que agora não me estou a lembrar de nenhuma.
sábado, outubro 06, 2007
A Minha Terra
quarta-feira, outubro 03, 2007
kAMAKAWIWO
Peregrinação
Diogo Soares
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais
Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencedo e lutando
Por quem paga mais
Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais
Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais
Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim
E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim
Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais
E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais
Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:
"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim"
O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto
Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto
"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado
Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado"
Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustadaTremendo
E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego
A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo
E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego:
"Ó gentes Ó gentes
Saí como raios
Na ira das chuvas
Na ventania do açoite
E o fogo consuma
Seus últimos dias
E lhe despedace
As carnes no meio da noite"
Em menos de um credo
Numa grande grita
P'lo amor dos aflitos
Juntou-se ao velho o povo inteiro
Com tamanho furor
E sede de vingança
Arrastaram-no preso
Diogo Soares ao terreiro
E o povo a clamar
Que a sua veia seja
Tão vazia de sangue
De quanto está o inferno cheio
E subiu ao cadafalso
Cada degrau beijou
Murmurando baixinho
O nome de Jesus a meio
Seu filho Baltasar Soares
Que vinha de casa
O qual vendo assim
Levar seu pai
Lançou-se aos seus pés a chorar
E por largo tempo abraçados
No abraço dos mortais
"Senhor porque vos levam
Cruéis e vingativos
Senhor porque vos batem
E porque vos matam medonhos?"
"Pergunta-o aos meus pecados
Que eles to dirão
Que eu vou já de maneira
Que tudo me parece um sonho"
E foram tantas pedras
Sobre o padacente
Que este morreu bramindo
O rosário dos seus pecados
Ensopado na baba
Do ódio dos homens
Escuma animal
De todos os cães esfaimados
As crianças e os moços
Trouxeram seu corpo
Sem vida pelas ruas
Arrastado pela garganta
E a gente dava esmola
Oferecida aos meninos
Dava como se fosse
Uma obra muito pia e santa
Assim terminam os anais
Do grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais.»
O grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais
Comanda sessenta mil homens
De terras estranhas
Vencedo e lutando
Por quem paga mais
Eficaz nos sermões
Insinuante pois
Ganhou a simpatia
De príncipes e samurais
Já é governador
Do reino de Pegu
Mais forte do que o rei
Mais rico por golpes mestrais
Naquela cidade
Vivia um mercador
De nome Mambogoá
De fortuna sem fim
E naquele dia
O dia das bodas
Casava uma filha
Com Manica Mandarim
Diogo Soares passou por ali
Ao saber da festa
Felicitou noivos e pais
E a noiva tão linda
Ofereceu-lhe um anel
Agradecendo a honra
Por gestos puros e sensuais
Então o galego
Em vez de guardar
O devido decoro
Prendeu-a e disse-lhe assim:
"Ó moça formosa
És minha, só minha
A ninguém pertences
A ninguém, senão a mim"
O pai Mambogoá
Ao ver pegar o bruto
Tão rijo na filha
Ouvindo este insulto de espanto
Levantou as mãos aos céus
Os joelhos em terra
No retrato da dor
Pedindo e implorando num pranto
"Eu peço-te Senhor
Por reverência a Deus
Que adoras concebido
No ventre sem mancha e pecado
Não tomes minha filha
Não leves meu tesouro
Que eu morro de paixão
Que eu morro tão abandonado"
Mas Diogo Soares
Mandou matar o noivo
Que chorava abraçado
À moça assustadaTremendo
E a noiva estrangulou-se
Numa fita de seda
Antes que a possuísse
À força o sensual galego
A terra e os ares
Tremeram com os gritos
Do choro das mulheres
Tamanhos que metiam medo
E o pai Mambogoá
Pedindo pelas ruas
Justiça ao assassino
Acorda a cidade em sossego:
"Ó gentes Ó gentes
Saí como raios
Na ira das chuvas
Na ventania do açoite
E o fogo consuma
Seus últimos dias
E lhe despedace
As carnes no meio da noite"
Em menos de um credo
Numa grande grita
P'lo amor dos aflitos
Juntou-se ao velho o povo inteiro
Com tamanho furor
E sede de vingança
Arrastaram-no preso
Diogo Soares ao terreiro
E o povo a clamar
Que a sua veia seja
Tão vazia de sangue
De quanto está o inferno cheio
E subiu ao cadafalso
Cada degrau beijou
Murmurando baixinho
O nome de Jesus a meio
Seu filho Baltasar Soares
Que vinha de casa
O qual vendo assim
Levar seu pai
Lançou-se aos seus pés a chorar
E por largo tempo abraçados
No abraço dos mortais
"Senhor porque vos levam
Cruéis e vingativos
Senhor porque vos batem
E porque vos matam medonhos?"
"Pergunta-o aos meus pecados
Que eles to dirão
Que eu vou já de maneira
Que tudo me parece um sonho"
E foram tantas pedras
Sobre o padacente
Que este morreu bramindo
O rosário dos seus pecados
Ensopado na baba
Do ódio dos homens
Escuma animal
De todos os cães esfaimados
As crianças e os moços
Trouxeram seu corpo
Sem vida pelas ruas
Arrastado pela garganta
E a gente dava esmola
Oferecida aos meninos
Dava como se fosse
Uma obra muito pia e santa
Assim terminam os anais
Do grande general
Chamado "o Galego"
O homem dos olhares fatais.»
terça-feira, outubro 02, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
Arte Xávega


Praticada nos rios, lagos e lagoas do nosso País, a pesca por Arte Xávega foi descrita com maestria, entre outros, pelo Brandão. É livro de cabeceira aqui do rapaz.
Nestas fotografias, retiradas do livro "A SAFRA" de Helena Lopes e Paulo Nuno Lopes, pode ver-se uma sequência feita algures entre o choupalinho e montemor, de um "dois remos" a iniciar a faina, desconhece-se se no mondego, se no têjo.
Pode no entanto constatar-se que as maroletas do rio estavam, nesse dia, um pouco pró manhoso.
terça-feira, setembro 25, 2007
Recepção
Foram recebidos em Aveiro em ambiente de franca apoteose o Presidente da Direcção, o Tesoureiro, o Presidente do Conselho Fiscal e o Presidente da Assembleia Geral da M.A.M.A. de Alhandra, todos personificados na pessoa do nosso Amigo João Manuel Rodrigues.
Depois do almoço servido na Casa de Pasto Batista, e aos brindes, desejaram os convivas longa vida as nossas Associações, a Avela e a Mama, ficando já agendadas multiplas realizações de indole cultural e desportivo, das quais salientamos a participação na 45ª Pré Inauguração da churrasqueira do MMMMMBAS Joao Veiga e do CXruzeiro ao Douro no próximo mês de Outubro.
Depois do almoço servido na Casa de Pasto Batista, e aos brindes, desejaram os convivas longa vida as nossas Associações, a Avela e a Mama, ficando já agendadas multiplas realizações de indole cultural e desportivo, das quais salientamos a participação na 45ª Pré Inauguração da churrasqueira do MMMMMBAS Joao Veiga e do CXruzeiro ao Douro no próximo mês de Outubro.
segunda-feira, setembro 24, 2007
O Naufrágio do Leitão


Depois da grande viagem de Viana até Aveiro e da participação no simulacro de Vila do Conde, o NVV Veronique ficou atracado ao PIC IC em Saint Jacint sur Mer.
No domingo impunha-se fazer uma barrela ao barco e foi o que fui fazer.
Ora estava então o nosso Amigo Licas a comer umas cabras recem pescadas nas marinhas ao lado e eu fui estrear o mega-fone que o Bolha comprou para eu dar as minhas ordens a bordo, provando assim que assimilou a minha liderança, contribuindo para o bom funcionamento do NVV Veronique, para além dos contra luzes com que nos brinda de tempos em tempos.
Ora estando nós a merendar as cabras, notámos que o vizinho de pontão, o alentejano Bonito Galacho, se tinha ausentado a terra, possivelmente para tomar café ou outra coisa qualquer, deixando só e abandonada uma gamela cheinha de delicioso leitão assado, já partidinho e saboroso.
Acontece que o Licas descobriu, como por encanto, umas quantas garrafinhas de palhete e outras tantas de Colinas de São Lourenço perdidas no seu frigorifico, confesso que nem sei como estariam as tais garrafas perdidas.
Salvámos então a gamela com o leitão, que corria sérios riscos de ir por agua abaixo, não havendo 'busca e salvamento' que lhe valesse.
Malhavamos nós o leitãozinho, eis que chega o alentejano Galacho e, ao ver a "sua" gamela no Zurk, alí ao lado, estranhou.
Nós fomos então de uma simpatia sem nome, convidando o alentejano para merendar connosco aquel leitãozinho delicioso.
O alentejano Galacho achou familiar o sabor do leitãozinho e também a gamela que o sustia, mas deve ter pensado ser uma das muitas coincidências que testemunha à barra dos tribunais, do tipo a carteira deste senhor apareceu-me, sem eu dar conta, no meu bolso.
Para a posteridade uma foto do NVV Veronique já em Saint Jacint sur Mer e outra do Zurk, podendo ver-se o Licas, o César e a Lurdes e o Zé Candido. Ao centro a gamela e o que restava do tó.
Eu, pobre de mim, registava a imagem para sempre.
domingo, setembro 23, 2007
Simulacro

"Breaking News"
O NVV Veronique participa em simulacro de Busca e Salvamento ao largo da Apulia.
Não percam os desenvolvimentos, em próximos aditamentos a este post, a editar brevemente.
(Agora não me apetece escrever, vou para Saint Jacint sur Mer, onde já se encontra o NVV Veronique, fazer a minha faxinazinha e a barrelazinha ao NVV Veronique, que ontem arribei tarde e só deu tempo para comer um robalinho escalado acompanhado com Colinas de São Lourenço no Terminal, com o Bolha, o Pardal - mais conhecido por Toni, o Médico de Bordo Giuidicci, o alentejano Bonito Galacho, o Cirurgião Plástico e a Marieke, a sensual galega )
Primus:
Ao largo da Apúlia navegava o NVV Veronique, mareado a um largo por estibordo com vento de 15 nós de NW e Mar de 3 metritos, quando, coisa nunca vista, um May Day no rádio era escutado:
---Mê dê, Mê dê, Mê dê, Aqui Mãe Purissima (etc...)
Posição xxxx Norte, yyyy Oeste, rombo na casa das máquinas, (etc...) Crrrr...
É pá, nós estamos perto, oh nosso médico (o Pargana), vamos lá?
Vamos aguardar e decidimos.
Pouco depois...
---Aqui Vila do Conde, Busca e Salvamento, há feridos a bordo? crrrr
---Aqui Mãe Purissima (etc..) não há feridos a bordo...(etc) crrr...
---Aqui Busca e Salvamento de Vila do Conde, mantenham a calma, meios de salvamento a caminho (etc...) crrr...
Ok, está tudo a correr bem, mantemos o rumo no NVV Veronique, estávamos a 5 milhas dos naufragos.
Logo a seguir:
---Mê Dê , Mê Dê, Mê Dê, Aqui Mãe Purissima.... Temos feridos a bordo, afundamos-nos dentro de duas horas...(etc)... crrr.
Oh nosso médico, agora é a sério, mudar rumo de imediato, vamos lá...
---Aqui ER NVV Veronique chama Mãe Purissima, estamos a 5 milhas de vocês, já estamos a caminho, dentro de menos de uma hora estamos aí....crrrr
---Aqui Mãe Purissima, Obrigado Veronique, é apenas um exercício....crrrr
Foda-se, estes gajos estão a xuxar connosco, ok, não vamos, para a próxima vão ao fundo que se lixam....
---Aqui Lisboa Rádio chama Mãe Purissima, se é um exercicio nós não temos conhecimento, crrrrr
Isto está bom, pensámos, agora é que vai aquecer...
---Aqui Mãe Purissima, como não têm conhecimento (?!!), acontece que o senhor Capitão do Porto está aqui connosco...!!!!
Oh nosso médico de bordo, esta merece um copo, Bar Aberto no NVV Veronique para comemorar e esquecer.
( a seguir virão outros comentários)
Dexius:
Mais a Sul, já quase a chegar à nossa Barra, o VHF voltou a falar:
"Securité Securité, Securité, Para Aviso importante à Navegação passar ao Canal 12 crrrr"
Outra vez, estes gajos estão doidos, mas vamos lá ver o que querem.
"...Pessoa desparecida nas coordenadas xxxx Norte, yyyy Oeste, solicita-se atenção às embarcações na área, fim de transmissão crrrr"
Nem deu tempo de anotar a posição e os gajos não repetiram. Nós já sabiamos que o desaparecimento tinha sido em Espinho e já estavamos longe, mas, e se não soubessemos ? perderiamos tempo a ligar para os senhores a pedir a repetição da posição.
E foi assim, no simulacro da manhã tivemos rádio a potes no 16, mais de duas horas, com toda a conversação feita no 16. No infelizmente a sério aviso, 10 segundos bastaram ao zeloso funcionário para pedir atenção às embarcações na área.
Possivelmente para não embatermos no desaparecido, vá se lá saber.
terça-feira, setembro 18, 2007
Jorge na Vagueira
Já lhe conheci trezentas e duas profissões, mergulhador, vendedor de fotocopiadoras e mais para aí umas outras trezentas.
Agora tem um restaurante onde se come o melhor peixe do Universo, quiçá mesmo o melhor peixe nas margens da Ria de Aveiro.
Corremos o risco de discutir com ele, ou pior que isso, ele se sentar à nossa mesa e comer a par connosco. Acrescento que a caldeirada de enguias é das melhores que já me passou pelos beiços, semelhante em paladar a uma outra, no Forte da Barra, cuja cozinheira procuro hà duas décadas, de rasto completamente perdido.
Boa praça e melhor assador, o Jorge.
Agora também é armador, diz que adquiriu um veleiro e pretende ir outra vez para o Mar, recordar os tempos em que ganhava a vida à caça, submarina.
sábado, setembro 15, 2007
Regata no Tejo
Interludio
Frase que ganhou o concurso da frase mais surrealista, promovido pela Radio Nova, e cujo prémio eram dois bilhetes para a exposição Salvador Dali:
"...
Aqui há atrasado o Nuno Gomes marcou um golo
..."
"...
Aqui há atrasado o Nuno Gomes marcou um golo
..."
quinta-feira, setembro 13, 2007
O POPA

O nosso moliceiro, da Avela, o POPA.
Para os nossos Amigos da Galiza verem como é um Moliceiro, apresento esta fotografia, já com três invernos.
Nela estou eu a tirar a agua dentro do Popa, que estava com água aberta.
Hoje está bem melhor, tem mastro e velas novas e novas pinturas nos painéis da proa e da popa, condizentes com a tradição deste barcos.
terça-feira, setembro 11, 2007
Baiona, a Real, Terceira
Antes da Largada de Baiona, o NBB Beronique, como os antigos lugres em São João da Terra Nova, cansados do Mar e da Faina (Maior), sujitos mas orgulhosos, assim a minha embarcação.
O orgulhoso e babado MMMMMBAS João Madail Veiga.
NA:Notar, para além do pavilhão Luso, o castelhano e o Galego no vau de estibordo, a flamula da Avela e o pavilhão Atlântico Azul a Bombordo.
AVISO A V E L A - 2

A pedido do Presidente Paulo Reis, informam-se os armadores das embarcações atracadas ao novo pontão de São Jacinto, que ontem foi inaugurada, com pompa e circunstancea, a iluminação eléctrica neste pontão, pelo que já poderão ligar os frigoríficos, deixando assim de beber a cerveja choca.
Também se informa que existe uma FORTE possibilidade de ampliação deste pontão, com colocação de trapiches definitivos. A concretizar-se esta possibilidade, vai ser necessário remover as embarcações, por curtos dias, que poderão ficar em Aveiro ou na Povoa do Varzim.
Entretanto as obras em Aveiro decorrem como planeado, tendo ainda ontem chegado ao estaleiro mais seis tijolos e um quarto de quilo de cimento.
Também se informa que existe uma FORTE possibilidade de ampliação deste pontão, com colocação de trapiches definitivos. A concretizar-se esta possibilidade, vai ser necessário remover as embarcações, por curtos dias, que poderão ficar em Aveiro ou na Povoa do Varzim.
Entretanto as obras em Aveiro decorrem como planeado, tendo ainda ontem chegado ao estaleiro mais seis tijolos e um quarto de quilo de cimento.
Também se informa que os mergulhadores já iniciaram os trabalhos de assentamento na extremidade Sul, junto às eclusas.
Aveiro, 11 de Setembro de 2007
Aveiro, 11 de Setembro de 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
As fotografias virão depois
A entrada do NVV Veronique em Viana do Castelo foi emocionante. Nunca lá tinha entrado, a barra é francamente boa e o Rio Lima fantástico.
A entrada na marina faz-se por baixo de uma ponte rolante e os funcionários são de uma simpatia que só no Minho se encontra.
Mas o importante é que vou contar:
Perguntou-me o sr Carlos, o funcionário da Marina, se o Veronique já não tinha arvorado o pavilhão alemão. Claro que sim, o barco era do sr Georg Poeftscher.
Pois o sr Jorge, contou o Carlos, "...passou dois anos em Viana (Biana em Minhoto) e tinha a caracteristica, assaz curiosa, de ter o Beronique sempre carregado de grades de cerbeja..."
Imaginem o meu contentamento em saber que a alma do NBB Beronique se manteve, e mantêm, para lá do sr Georg (*).
Fiquei de conversar com o sr Carlos com mais tempo, que me prometeu longas narrativas do Beronique em Biana.
NA:
Gosto mesmo muito de Biana, que é, conjuntamente com Setubal, a minha cidade preferida.
Aliás "...Abeiro e Biana são tão irmãs, tão irmãs, que até bêm uma a seguir à outra no dicionário: Abeiro - Biana..."
A entrada na marina faz-se por baixo de uma ponte rolante e os funcionários são de uma simpatia que só no Minho se encontra.
Mas o importante é que vou contar:
Perguntou-me o sr Carlos, o funcionário da Marina, se o Veronique já não tinha arvorado o pavilhão alemão. Claro que sim, o barco era do sr Georg Poeftscher.
Pois o sr Jorge, contou o Carlos, "...passou dois anos em Viana (Biana em Minhoto) e tinha a caracteristica, assaz curiosa, de ter o Beronique sempre carregado de grades de cerbeja..."
Imaginem o meu contentamento em saber que a alma do NBB Beronique se manteve, e mantêm, para lá do sr Georg (*).
Fiquei de conversar com o sr Carlos com mais tempo, que me prometeu longas narrativas do Beronique em Biana.
NA:
Gosto mesmo muito de Biana, que é, conjuntamente com Setubal, a minha cidade preferida.
Aliás "...Abeiro e Biana são tão irmãs, tão irmãs, que até bêm uma a seguir à outra no dicionário: Abeiro - Biana..."
(*) O Sr Georg Poeftscher malhou com o costado no porão do arrastão "António Cação" à data a ser desmantelado nos estaleiros do Mestre Alberto, o da fragata Don Fernando e Glória, vindo a falecer em Janeiro de 2000, nos HUC.
Tinha sido convocado para uns gins com o britânico Andrew (**), que uns meses antes tinha naufragado na nossa barra, mandando para o fundo o seu trimaran e a sua mulher de então.
Ver, a propósito, a fantastica história do Veronique, depois NBB Beronique, em posts anteriores.
Nota da Nota (**)
As duas ultimas vezes que vi o Andrew, foi, uma na Culatra, muitissimo bem acompanhado de três modelos teens e duas garrafas de champanhe, e na "Petisqueira-O Rei dos Presuntos" na Praça da Bastilha(***), em Aveiro, curiosamente a praça que me viu nascer, ainda melhor acompanhado, com uns tintos de luxo, dois nacos de queijo da serra e a ex-cunhada, irmã da esposa que foi ao fundo com o seu tri maran.
(obviamente malhamos mais uns tintos juntos, que nisto de malhar, estamos para as curvas, sobretudo tinto, embora que, não havendo vinho, também malhamos branco ou palhete)
Nota da Nota da Nota (***)
A Praça da Bastilha chama-se, real e republicanamente, Praça 14 de Julho, mas eu, desde tenra idade, sempre lhe chamei Praça da Bastilha. Hoje é pedonal, não o era na minha juventude, e tinha, para além da Petisqueira, o "Cão que Fuma", o café na esquina e, nos invernos, um castanheiro daqueles com carrinhos com fogareiros a carvão. Também se lá viam espectáculos de 'marrecos' com cabras e saltimbancos.
quinta-feira, setembro 06, 2007
NVV Veronique
Desde que sou armador do Veronique que todos os anos vou 'em peregrinação' a Baiona e ao Mar Y Arte. As mais das vezes de barco, com o Veronique, mas algumas outras, confesso, de carro.
Em 2001, estava eu em Baiona, fui vizinho de pontão do Mala Moja, veleiro quase tão lindo como o Veronique, do Moreira Rato. Passamos uns dias, poucos, a partilhar o pontão do Monte Real, trocamos emails, e o João Moreira Rato já fez o favor de participar nos nossos Cruzeiros Berlengueiros. Deu-me na altura um cartão de visita, que não tenho agora comigo, em que o sobressaía era, para além do nome e referências, o N/V Mala Moja. Fiquei roído e verde de inveja e, pouco tempo depois, fiz o meu próprio cartão de visita, que reproduzo.
Notar que o Veronique em 2001 ainda era C2, hoje já é Oceânico.
Na altura ainda N/V Veronique, à semelhança do Mala Moja e das designações dos veleiros antigos.
Pouco depois, se NRP era Navio da Républica Portuguesa, USS United States Ship e HMS His Majesty Ship, porque não NVV ser o Navio à Vela do Veiga?
E foi assim....(em fundo o parvo do Tom Waits arranha o 'Old Boy Friends'....)
quarta-feira, setembro 05, 2007
AVISO A V E L A
A Pedido do Presidente Paulo Reis, informo:
Solicita-se aos proprietários das embarcações atracadas no que resta do cais da AVELA na Lota Velha que retirem as mesmas até sábado que vem.
O pontão Avela em São Jacinto já está disponível.
Quem não quizer ficar em São Jacinto deverá dirigir-se à Póvoa do Varzim e fazer a sua inscrição, normalmente, na marina.
A Avela depois fará a gestão das contas com o Clube e com os sócios da Avela que optarem pela Póvoa.
O pontão Avela em São Jacinto já está disponível.
Quem não quizer ficar em São Jacinto deverá dirigir-se à Póvoa do Varzim e fazer a sua inscrição, normalmente, na marina.
A Avela depois fará a gestão das contas com o Clube e com os sócios da Avela que optarem pela Póvoa.
Aveiro, 5 de Setembro de 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
quinta-feira, agosto 30, 2007
Baiona, a Real, Segunda
Pelas 2230, com apenas duas horas e meia de atraso à hora prevista, largou o NVV Veronique do que resta do pontão da Avela, em direcção ao Mar Oceano, com tripulação reduzida mas valorosa.
À passagem da Meia-Laranja os Pais da minha tripulante Sara Marinheiro recomendavam-nos, em muito alta voz, que fossemos de vagar, não excedessemos os limites de velocidade, entendi eu, que isto de radares multantes até no Mar se vêm. Cuidado Pois.
Na minha qualidade de 'patrão da lancha' e de 'pau de cabeleira' ( a Sarinha seguia com o namorado que, para além de namorado, tinha a especial e dupla qualidade de proprietário do Posto 5 da Costa Nova e herdeiro de uma das melhores pensões das Termas de São Pedro do Sul, o que se viria a revelar de capitular importância umas milhas mais adiante), dei logo ordens para que se não excedessem os cinco nós, pelo menos na primeira fase da viagem, antes do paralelo do Furadouro.
Chamada a Policia Maritima, como sempre costumo fazer, responderam-me desta vez, embora fosse eu a solicitar a mudança de canal, do dezasseis para o nove. Enfim, modernices a que me vou habituando.
O Mar, esse, apresentava, em temporal desfeito, uma vagas alterosas e desencontradas de 52,5 cm, vá 53,00 cm (+-0,5 cm), e um vento tempestuoso de 2,35 nós (dp [a sigma -1] =0,05), de Este, ESE, vá.
Motorada valente por esse Mar Adentro, o Lombardini ajudava o que o vento se baldava em cooperar.
A noite estava magnifica de Luar e nós esperavamos ver a segunda lua, Marte, que os astrónomos, e os astrólogos também, juravam ir aparecer, mas que ninguém no NVV Veronique consegiu vislumbrar num céu estrelado e luarengo.
Pelas 0100 cerrou-se o nevoeiro em pouco mais de dois minutos. Radar a trabalhar, e bem, e um cozido de chouriças de São Pedro do Sul, a acompanhar com um Douro Tinto da Casa Ferreirinha, de estalo.
Às 0500 entrei de quarto, chovia, molha tolos (não era o meu caso, espero, pelo menos por agora).
O vento, ainda de Este, refrescou o suficiente para envergar o estai e pôr o NVV Veronique a uns espantosos e alucinantes 6 nós.
Assim se manteve até ás 1000, hora a que a marinheira, grumete de segunda, Sara Marinheiro, preparou um magnífico pequeno almoço, composto de ovos mexidos, papas de flocos de aveia tipo 'porridge', as minhas perferidas, um suminho de laranja, sandochas de queijo e presunto e um café cheireiro de categoria .
Pelas 1200, já passada a foz do Rio Minho, o vento rodou primeiro para Oeste e depois para Sul, possibilitando uma velejada de muito luxo até à Marina do Porto Deportivo de Baiona, permitindo-nos realizar as 90 milhas do percurso em 16 horas; façam os meus amigos e conhecidos as contas, para ver a média que fizemos.
Com estas tralhas todas, amarrar o NVV Veronique, formalidades de entrada e os restos, só chegamos aos almoços às 1600 lusitanas. Tudo na Galiza estava fechado (uma lástima a corrigir, diga-se).
Acabamos por merendar/almoçar/jantar em 2 (dois) estabelecimentos em simultâneo (autêntico), de um umas sandochas miseráveis e no outro uns calamares, uns pimentos padroneses, uns mexilhões (Puis on ira manger Des moules et puis des frites Des frites et puis des moules Et du vin de Moselle Et si t`es encore triste On ira voir les filles Chez la madame Andrée Parait qu`y en a de nouvelles ........) magníficos.
Enfim, uma jornada a recordar.
Pelo meio, claro, o(s) chin(s) chez MarYarte.
NA:
As fotos virão em próximos posts.
À passagem da Meia-Laranja os Pais da minha tripulante Sara Marinheiro recomendavam-nos, em muito alta voz, que fossemos de vagar, não excedessemos os limites de velocidade, entendi eu, que isto de radares multantes até no Mar se vêm. Cuidado Pois.
Na minha qualidade de 'patrão da lancha' e de 'pau de cabeleira' ( a Sarinha seguia com o namorado que, para além de namorado, tinha a especial e dupla qualidade de proprietário do Posto 5 da Costa Nova e herdeiro de uma das melhores pensões das Termas de São Pedro do Sul, o que se viria a revelar de capitular importância umas milhas mais adiante), dei logo ordens para que se não excedessem os cinco nós, pelo menos na primeira fase da viagem, antes do paralelo do Furadouro.
Chamada a Policia Maritima, como sempre costumo fazer, responderam-me desta vez, embora fosse eu a solicitar a mudança de canal, do dezasseis para o nove. Enfim, modernices a que me vou habituando.
O Mar, esse, apresentava, em temporal desfeito, uma vagas alterosas e desencontradas de 52,5 cm, vá 53,00 cm (+-0,5 cm), e um vento tempestuoso de 2,35 nós (dp [a sigma -1] =0,05), de Este, ESE, vá.
Motorada valente por esse Mar Adentro, o Lombardini ajudava o que o vento se baldava em cooperar.
A noite estava magnifica de Luar e nós esperavamos ver a segunda lua, Marte, que os astrónomos, e os astrólogos também, juravam ir aparecer, mas que ninguém no NVV Veronique consegiu vislumbrar num céu estrelado e luarengo.
Pelas 0100 cerrou-se o nevoeiro em pouco mais de dois minutos. Radar a trabalhar, e bem, e um cozido de chouriças de São Pedro do Sul, a acompanhar com um Douro Tinto da Casa Ferreirinha, de estalo.
Às 0500 entrei de quarto, chovia, molha tolos (não era o meu caso, espero, pelo menos por agora).
O vento, ainda de Este, refrescou o suficiente para envergar o estai e pôr o NVV Veronique a uns espantosos e alucinantes 6 nós.
Assim se manteve até ás 1000, hora a que a marinheira, grumete de segunda, Sara Marinheiro, preparou um magnífico pequeno almoço, composto de ovos mexidos, papas de flocos de aveia tipo 'porridge', as minhas perferidas, um suminho de laranja, sandochas de queijo e presunto e um café cheireiro de categoria .
Pelas 1200, já passada a foz do Rio Minho, o vento rodou primeiro para Oeste e depois para Sul, possibilitando uma velejada de muito luxo até à Marina do Porto Deportivo de Baiona, permitindo-nos realizar as 90 milhas do percurso em 16 horas; façam os meus amigos e conhecidos as contas, para ver a média que fizemos.
Com estas tralhas todas, amarrar o NVV Veronique, formalidades de entrada e os restos, só chegamos aos almoços às 1600 lusitanas. Tudo na Galiza estava fechado (uma lástima a corrigir, diga-se).
Acabamos por merendar/almoçar/jantar em 2 (dois) estabelecimentos em simultâneo (autêntico), de um umas sandochas miseráveis e no outro uns calamares, uns pimentos padroneses, uns mexilhões (Puis on ira manger Des moules et puis des frites Des frites et puis des moules Et du vin de Moselle Et si t`es encore triste On ira voir les filles Chez la madame Andrée Parait qu`y en a de nouvelles ........) magníficos.
Enfim, uma jornada a recordar.
Pelo meio, claro, o(s) chin(s) chez MarYarte.
NA:
As fotos virão em próximos posts.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Baiona, a Real
Para os meus Amigos, Inimigos e Conhecidos (pe, o Bolha), informo que o NVV Veronique já se encontra em Baiona, a Real, com uma velejada de muito luxo entre a foz do Rio Minho e Baiona própriamente dita, atracado no 'Porto Deportivo de Baiona' por conta de uma qualquer regata com o asturiano Filipe de castela nos próximos fds, que ocupou todos os pontões do MonteReal. Enfim, monarquices....
Da minha parte, malhei o tradicional chin no Mar Y Arte, as tradicionais tapas e bocadilhos nas ruelas das traseiras, o tradicional Alvariño por onde calhou.
Quanto às cronicretas, repletas como sempre de comezainas e tempestades medonhas, aparecerão nas próximas edições.
NA (Nota do Autor)
1-NVV = Navio à Vela do Veiga
2-Não tivemos, desta vez, motivos de diversão, como um certo tripulante cujo nome não revelo, mas que a primeira letra é um "B", a última um "A" e que no meio tem as letras "OLH" que confundiu o mercado do Bolhão com o Farol de Montedor, que, embora não contribuisse para uma navegação segura, contribuia decidamente para a boa disposição da tripulação.
Da minha parte, malhei o tradicional chin no Mar Y Arte, as tradicionais tapas e bocadilhos nas ruelas das traseiras, o tradicional Alvariño por onde calhou.
Quanto às cronicretas, repletas como sempre de comezainas e tempestades medonhas, aparecerão nas próximas edições.
NA (Nota do Autor)
1-NVV = Navio à Vela do Veiga
2-Não tivemos, desta vez, motivos de diversão, como um certo tripulante cujo nome não revelo, mas que a primeira letra é um "B", a última um "A" e que no meio tem as letras "OLH" que confundiu o mercado do Bolhão com o Farol de Montedor, que, embora não contribuisse para uma navegação segura, contribuia decidamente para a boa disposição da tripulação.
domingo, agosto 26, 2007
Cruzeiro da Ria 2007



O NVV Veronique navegou este fim de semana pelas alterosas aguas da Ria de Aveiro até ao Muranzel onde fundeou e assistiu à passagem das embarcações do Cruzeiro da Ria.
Noutros tempos iam todos até ao Canal Central da nossa Ria e eu ficava incontáveis horas a ver os barcos. Gostava particularmente dos Flying Dutchman.
Este sábado ainda tivemos a companhia da Policia Maritima a avisar que os Beriéves andavam a apanhar água na Cale de Ovar, e tivemos todos de nos chegar à margem direita, eu com especial cuidado pois já alí tinha encalhado, há 3 anos, de regresso de um São Paio.
Mas tudo correu bem, vinhamos à vela, e chegamos à Baía de São Jacinto 'sem espinhas'.
NA (Nota do Autor):
Embora colocada posteriormente, e face às expeculações entretanto verificadas, passo a esclarecer: NVV = Navio à Vela do Veiga.
terça-feira, agosto 14, 2007
Regata Atlantico Azul
Com a participação do arrais Bolha em representação do NVV Veronique, vai decorrer no Tejo a Regata Atlantico Azul.
Esperando, embora com duvidas, que o nosso arrais Bolha se porte em termos de gente, desejamos a todos os participantes no evento uma optima Regata, com vento qb, e ainda melhor confraternização.
Esperando, embora com duvidas, que o nosso arrais Bolha se porte em termos de gente, desejamos a todos os participantes no evento uma optima Regata, com vento qb, e ainda melhor confraternização.
Aljubarrota
Se Portugal se tornou independente com Afonso Henriques, foi nos campos de Aljubarrota que, de forma definitiva, afirmou a sua vontade de ser independente como Povo, como Cultura própria.
Foi nos Campos de São Jorge que a 'arraia miuda' mostrou que em Portugal mandam os Portugueses e que o vizinho castelhano compreendeu que no torrãozinho não era bem vindo.
Bons Muros fazem bons vizinhos, e os castelhanos serão tão mais bons vizinhos quanto melhores forem os muros que nos 'unam'.
Continuaremos a ler e gostar de Lorca, Cervantes e Reverte, da mesma forma que lemos e gostamos de Steinbeck, Hemingway, Malreaux, Camus e Vailland, mas leremos sempre com muito mais gosto Pessoa, Lobo Antunes, Sophia, Guerreiro Jorge, Camões, Roiz de Castelo Branco, Eugénio de Andrade,Torga, Eça, Ortigão, Guerra Junqueiro, Aquilino, e tantos e tantos outros que fazem a nossa identidade como Povo, são tão bons como os melhores e falam a nossa lingua e são nossos, Portugueses.
Foi nos Campos de São Jorge que a 'arraia miuda' mostrou que em Portugal mandam os Portugueses e que o vizinho castelhano compreendeu que no torrãozinho não era bem vindo.
Bons Muros fazem bons vizinhos, e os castelhanos serão tão mais bons vizinhos quanto melhores forem os muros que nos 'unam'.
Continuaremos a ler e gostar de Lorca, Cervantes e Reverte, da mesma forma que lemos e gostamos de Steinbeck, Hemingway, Malreaux, Camus e Vailland, mas leremos sempre com muito mais gosto Pessoa, Lobo Antunes, Sophia, Guerreiro Jorge, Camões, Roiz de Castelo Branco, Eugénio de Andrade,Torga, Eça, Ortigão, Guerra Junqueiro, Aquilino, e tantos e tantos outros que fazem a nossa identidade como Povo, são tão bons como os melhores e falam a nossa lingua e são nossos, Portugueses.
segunda-feira, agosto 13, 2007
As Quatro Horas de Vela da Costa Nova
Bem, a competição foi um dossier já fechado por mim há muito. Não deixa no entanto de ser bonito ver a Cale de Mira repleta de veleiros de todas as classes, a maré cheia, apesar do dia ter estado enevoado.
Fica o registo e a chapelada aos nossos amigos do CVCN.
(agora é só retirarem a proibição aos barcos de terem cozinha e peço a minha admissão como sócio ao David Calão)
terça-feira, agosto 07, 2007
Regresso
O Bruminha chamava-se então Giudicci (nome estranho) e era seu armador o nosso Médico de Bordo.
Foi do Giudicci que esta fotografia foi feita, de madrugada, ao largo do Cabo Sileiro, com borrasca a aproximar-se ao fundo.
A viagem foi boa, arribamos à Barra de Aveiro pelas 2300 com direito a escolta da Policia Maritima.
PS:
O Veronique ainda envergava as velas originais, de um HR que o sr Poeftscher arranjara algures e que ficavam a matar no esbelto casco Feltz.
segunda-feira, agosto 06, 2007
Bolha
Apesar de confundido com os sinaleiros, este conhecido terreiro de Montemor, terra do Fernão Mendes Pinto, prepara-se, à semelhança do seu ilustre conterrâneo, para descrever as coisas inusitadas e estranhas que viu nos canais da cidade mais linda do Universo, quiçá mesmo a mais linda de todo Portugal e toda a Galiza.
quinta-feira, agosto 02, 2007
Veronique outra vez
Fantabulásticas fotografias do mais lindo veleiro do Uiverso, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, a todo o pano, na Cale de Aveiro, publicadas pelo 'Nós e o Mar'.
Obrigatório ver.
Obrigatório ver.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Comentários
No Ventosga, de tempos em tempos, há comentários que me merecem especial atenção e destaque.
Este é um deles. Devo dizer que conheço alguns agentes da Policia Maritima, e tenho por eles o maior dos respeitos, não me acreditando mesmo que fossem capazes de pensar, sequer, nas coisas de que o Correio da Manhã escreve.
Mas a instituição não é a média aritmética dos seus colaboradores, é antes afectada pelo comportamento dos mais visiveis.
Como evolução da noticia ver o Expresso Online.
"....
Anónimo disse...
Pergunto:porque será que um blog catita sobre o mar e seus amantes como este, é tão rápido a disparar uma notícia que de tão cabeluda até o mais ingénuo deveria desconfiar? Será que a resposta está na introdução à reprodução da notícia? Não anda aí raivinha a mais?E já agora seja igualmente rápido a divulgar o comunicado da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima que desmente estar na origem da notícia do CM.De qualquer modo que fique bem claro:se de tanta falcatrua enumerada alguma fôr provada,os culpados deverão ser punidos.
..."
Este é um deles. Devo dizer que conheço alguns agentes da Policia Maritima, e tenho por eles o maior dos respeitos, não me acreditando mesmo que fossem capazes de pensar, sequer, nas coisas de que o Correio da Manhã escreve.
Mas a instituição não é a média aritmética dos seus colaboradores, é antes afectada pelo comportamento dos mais visiveis.
Como evolução da noticia ver o Expresso Online.
"....
Anónimo disse...
Pergunto:porque será que um blog catita sobre o mar e seus amantes como este, é tão rápido a disparar uma notícia que de tão cabeluda até o mais ingénuo deveria desconfiar? Será que a resposta está na introdução à reprodução da notícia? Não anda aí raivinha a mais?E já agora seja igualmente rápido a divulgar o comunicado da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima que desmente estar na origem da notícia do CM.De qualquer modo que fique bem claro:se de tanta falcatrua enumerada alguma fôr provada,os culpados deverão ser punidos.
..."
terça-feira, julho 31, 2007
Marinha
A noticia é do Correio da Manhã.
A ser verdade explica muita coisa que nós que andamos por aí de barco assistimos.
Da minha parte, sempre que saio para o Mar, ainda este Domingo o fiz, chamo a Policia Maritima (PM) pelo 16 para dar conhecimento da minha saída, da tripulação que me acompanha, do destino que traço.
Contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram dedos, as vezes que a PM me respondeu. Este domingo também não respondeu. Na penultima saída, pela minha insistência na chamada, responderam os Pilotos da Barra.
Compreende-se porque não respondem, estão ocupados com outras tarefas.
Em tempos enviei uma nota à entidades competentes sugerindo que a PM emitisse por VHF, em intervalos regulares, notas meteorologicas. Tinham os meios, tinham a informação e tinham as gentes. Era só ler os comunicados de tempos a tempos.
Chamaram-me burro, o moderno era o GMDSS que, com vantagem, diziam, nos informaria a todos do estado do Mar e dos escolhos flutuantes.
Cinco anos depois o GMDSS mal funciona (funciona????), o Navtex é uma anedota, a PM não responde às chamadas por VHF e nós continuamos a recorrer ao "cheiro" e à internet para obter as informações meteorologicas.
Compreende-se, a rapaziada anda ocupada com outras tarefas.
A nossa sorte é sermos um País de Marinheiros, se não fossemos, imaginem o que seria de tudo isto.
"...
2007-07-30 - 13:00:00
Marinha de Guerra tem saco azul
Capitães e polícias ganham 20 por cento das multas.A Marinha de Guerra tem um ‘saco azul’ para pagar aos a capitães dos portos e a todo o pessoal da Polícia Marítima. O Estado estará a ser lesado em milhares de euros. Jorge Veloso, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, e Álvaro Martins, dirigente da Associação Nacional de Sargentos, exigem uma investigação à forma como é gerido o dinheiro resultante das multas a pescadores (profissionais e desportivos), donos de embarcações de recreio, paquetes de turismo, navios comerciais.
As acções de fiscalização no mar são habituais.
Segundo o Correio da Manhã apurou, o Estado está a pagar uma verdadeira fortuna a oficiais que se encontram na reserva e que passaram por uma das 18 capitanias existentes no País. Quando por ali passam, os capitães dos portos têm interesse em que a Polícia Marítima, às suas ordens, multe – porque quanto mais cobrar em multas mais ganham, tanto no salário como mais tarde na reforma. Alguns dos capitães de porto, segundo Jorge Veloso, chegam a reformar-se com ordenados cinco a seis vezes superiores do que os atribuídos a militares exactamente com o mesmo posto e o mesmo tempo de serviço.
Vinte por cento do total das multas reverte para os oficiais da Marinha ao serviço das capitais – e para todo o pessoal da Polícia Marítima. A verba forma uma espécie de bolo, que depois é dividido – em partes diferentes – por capitães de porto, polícias marítimos e até funcionários de limpeza.
A multa mais baixa, que é aplicada a qualquer pessoa que não cumpra as regras, como por exemplo não ter a licença de navegação, um extintor a bordo ou não possuir licença de pesca desportiva, nunca é inferior a 250 euros.“Em capitanias com muito movimento, como é o caso de Lisboa, Setúbal, Portimão, Funchal e Ponta Delgada, o bolo mensal pode ultrapassar os 30 mil euros. O dinheiro é repartido da seguinte forma: o capitão do porto recebe seis partes da verba, os agentes da Polícia Marítima duas partes e o restante pessoal, afecto às secretarias e aos serviços de limpeza, uma parte e meia. “Todos lucram com as autuações feitas pelos polícias marítimos”, disse ao CM uma fonte militar.
A mesma fonte acrescentou: “Enquanto na PSP e GNR quem faz serviços gratificados sabe que vai receber uma determinada verba, quem faz a segurança marítima anda à deriva. Nunca sabe quanto é que vai receber. Depende das multas. O capitão do porto é que faz as partilhas. Nós não sabemos se a verba em causa é ou não real, porque, que se saiba, não há qualquer controlo.”Segundo fontes da Armada, alguns capitães de porto chegam a receber mais de cinco mil euros por mês, fora o salário, verba que depois conta para efeitos de reforma. “Os agentes facturam em média, nas capitanias, entre 500 a mil euros. Só que, ao contrário da maioria dos capitães de porto, que apenas passam dois anos na Polícia Marítima, trabalham uma vida inteira para terem esse dinheiro na reforma”, rematou Jorge Veloso.
CAÇA À MULTA.
A vontade de multar quem anda no mar chega ao ponto, revelou um agente da Polícia Marítima, de “serem empenhados mais de 200 elementos, entre militares e agentes, apenas para se fiscalizar uma traineira”. “Encontra-se sempre uma infracção e isso dá dinheiro a toda a gente”, confessou.
'SINDICATO' GERE AS COLOCAÇÕES
Todos os militares da Armada já ouviram falar da sua existência, mas ninguém sabe explicar quem está por trás da respectiva gestão e muito menos como funciona. Chamam-lhe “O Sindicato” e existem fortes suspeitas de que opera de forma semelhante às máfias italianas. “Quem faz parte do ‘Sindicato’ consegue sempre as melhores colocações e vai para as capitanias onde são feitas mais multas, que é como quem diz, sítios onde se ganham mais emolumentos”, assegurou ao CM um responsável militar que diz ter sido sempre prejudicado por não fazer parte da referida organização.E a mesma fonte concretizou: “Chamam-lhes os militares movimentadores e quem integra a tal organização secreta tem de pagar uma determinada verba por mês. Quem paga está nos lugares apetecíveis e quem não adere ao esquema fica nas secretarias atolado de papéis.”Segundo uma denúncia já feita aos serviços internos da Armada, o alegado ‘Sindicato’ movimenta milhares de euros e controla as colocações em cantinas, bares e sectores de compras. Os fornecedores daqueles serviços da Armada serão também obrigados a pagar uma percentagem, que varia entre os 15 e os 50%, para, por exemplo, abastecerem a Armada de mantimentos.
MARINHA E GNR ENTRAM EM COMPETIÇÃO
Está instalada uma verdadeira competição entre a Armada e a Guarda Nacional Republicana pelo controlo da segurança marítima. Até agora, quem tinha a missão de patrulhamento da zona costeira, até às 12 milhas, era a Polícia Marítima, que se encontra sob a tutela da Armada. Porém, a nova legislação relativa ao Sistema de Autoridade Marítima veio reforçar os poderes de fiscalização da GNR sobre as actividades desenvolvidas na zona costeira nacional, nomeadamente através da Brigada Fiscal. “Há um sentimento de desconfiança bastante forte entre os responsáveis da Armada e da GNR. Ainda ninguém sabe bem quem vai fazer o quê. A verdade é que a Marinha está a tentar adquirir meios para tentar não perder o controlo das 12 milhas. Trata-se de uma missão que dá muito dinheiro aos cofres das capitanias e à própria Armada”, confidenciou ao CM o dirigente de uma associação sócio-profissional das Forças Armadas, solicitando o anonimato. A mesma fonte acrescenta que a alteração profunda em curso nas diversas forças de segurança deixa a Marinha de fora e coloca a segurança marítima em causa.
DINHEIRO DE DESISTENTES EM PARTE INCERTA
Uma das situações já denunciada internamente mas que nunca mereceu a elaboração de qualquer queixa à Procuradoria-Geral da República por parte dos responsáveis da Armada tem a ver com o dinheiro dos recrutas que resolvem abandonar aquela instituição militar. Segundo a queixa interna, a que o CM teve acesso, a maioria dos recrutas é pessoal voluntário e deixam a Armada por se sentirem defraudados com as condições que lhes são oferecidas, nomeadamente instalações e navios degradados. A entidade processadora dos vencimentos dos desistentes continuará, alegadamente, a enviar para a Escola de Fuzileiros (local onde se efectuam as recrutas) os recibos dos ordenados que são pagos à referida entidade em dinheiro. Apenas os militares do quadro recebem os salários por transferência bancária. O Serviço de Apoio Administrativo da Armada é igualmente acusado de má gestão de verbas. As associações sócio-profissionais exigem uma sindicância independente à forma como este dinheiro é gerido.
EXPLICAÇÕES NÃO SURGEM
O Correio da Manhã confrontou a Marinha com as denúncias efectuadas por vários militares da Armada e dirigentes das Associações Sindicais. Apesar das questões terem sido colocadas na passada terça-feira e dos diversos contactos com o respectivo gabinete de Relações Públicas, a resposta obtida foi, até ao final do dia de ontem, o silêncio.
INVESTIGAÇÃOCONCURSO IMPUGNADO
A Armada encomendou a construção de 12 navios para patrulhar a zona costeira portuguesa. Os navios estão prontos, mas não foram entregues porque a empresa que ganhou o concurso não terá respeitado o caderno de encargos.
MATERIAL MILITAR
A Polícia Judiciária alargou em Dezembro último as investigações à compra de material militar, que inicialmente visaram negócios da Marinha de Guerra, ao Exército. As buscas levadas a cabo pela PJ permitiram a apreensão de documentos que indiciam favorecimento na aquisição de equipamentos para as 260 viaturas blindadas – encomendadas ao consórcio austríaco Magna-Steyr.
NEGÓCIO DE MÍSSEIS
Em Outubro último um militar da Marinha e dois empresários foram detidos por decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. As investigações da PJ incidiram sobre negócios relacionados com a aquisição de componentes para mísseis, armamento e munições, que “envolvem largas centenas de milhares de euros”, alegadamente pagas pelos intermediários às pessoas envolvidas.
SUBMARINOS
A Polícia Judiciária investiga o destino de 24 milhões de euros no negócio da compra de submarinos para a Marinha. Escutas telefónicas, no âmbito do caso Portucale, levantaram dúvidas sobre o destino do dinheiro e o Ministério Público ordenou a separação processual abrindo assim um novo inquérito.
SAIBA MAIS
5000 euros é o valor aproximado que o capitão de um porto com muito movimento, como por exemplo Portimão, Lisboa, Funchal ou Ponta Delgada consegue ganhar em multas.500 são os efectivos da Polícia Marítima que também recebem uma percentagem sobre os emolumentos cobrados aos infractores marítimos.
EMBARCAÇÕES DE RECREIO
Os barcos de recreio são um dos alvos das autoridades de fiscalização marítima. Sempre que a bordo não exista a documentação exigida por lei, como livrete, licença de navegação, seguro e selo, o dono é autuado, no mínimo, em 250 euros por documento em falta. O mesmo sucede caso não cumpra qualquer dos requisitos de segurança: ter a bordo extintor, colete salva-vidas para cada ocupante, caixa de primeiros socorros, lanterna e faca de ponta redonda. A multa é 250 euros por cada equipamento em falta.
PESCA DESPORTIVA
Uma das missões atribuídas à Polícia Marítima é a fiscalização da pesca desportiva e profissional. As infracções detectadas com mais frequência pelos agentes são a falta de licença de pesca e pescado com dimensões inferiores ao mínimo.
NOTAS DÍVIDA AOS MILITARES
As Forças Armadas têm actualmente uma dívida para com os militares, relativa aos complementos de pensão de reforma, que já ultrapassa dez milhões de euros.
EXPOSIÇÃO AO PARLAMENTO
A Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima fez recentemente uma exposição ao Parlamento onde denunciava crimes alegadamente praticados por comandantes de portos.
PSP E GNR NADA RECEBEM
Na PSP e na GNR os agentes não recebem qualquer percentagem sobre as multas que aplicam. O dinheiro é dividido por várias entidades, de acordo com a lei.
Carlos Tomás
..."
A ser verdade explica muita coisa que nós que andamos por aí de barco assistimos.
Da minha parte, sempre que saio para o Mar, ainda este Domingo o fiz, chamo a Policia Maritima (PM) pelo 16 para dar conhecimento da minha saída, da tripulação que me acompanha, do destino que traço.
Contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram dedos, as vezes que a PM me respondeu. Este domingo também não respondeu. Na penultima saída, pela minha insistência na chamada, responderam os Pilotos da Barra.
Compreende-se porque não respondem, estão ocupados com outras tarefas.
Em tempos enviei uma nota à entidades competentes sugerindo que a PM emitisse por VHF, em intervalos regulares, notas meteorologicas. Tinham os meios, tinham a informação e tinham as gentes. Era só ler os comunicados de tempos a tempos.
Chamaram-me burro, o moderno era o GMDSS que, com vantagem, diziam, nos informaria a todos do estado do Mar e dos escolhos flutuantes.
Cinco anos depois o GMDSS mal funciona (funciona????), o Navtex é uma anedota, a PM não responde às chamadas por VHF e nós continuamos a recorrer ao "cheiro" e à internet para obter as informações meteorologicas.
Compreende-se, a rapaziada anda ocupada com outras tarefas.
A nossa sorte é sermos um País de Marinheiros, se não fossemos, imaginem o que seria de tudo isto.
"...
2007-07-30 - 13:00:00
Marinha de Guerra tem saco azul
Capitães e polícias ganham 20 por cento das multas.A Marinha de Guerra tem um ‘saco azul’ para pagar aos a capitães dos portos e a todo o pessoal da Polícia Marítima. O Estado estará a ser lesado em milhares de euros. Jorge Veloso, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, e Álvaro Martins, dirigente da Associação Nacional de Sargentos, exigem uma investigação à forma como é gerido o dinheiro resultante das multas a pescadores (profissionais e desportivos), donos de embarcações de recreio, paquetes de turismo, navios comerciais.
As acções de fiscalização no mar são habituais.
Segundo o Correio da Manhã apurou, o Estado está a pagar uma verdadeira fortuna a oficiais que se encontram na reserva e que passaram por uma das 18 capitanias existentes no País. Quando por ali passam, os capitães dos portos têm interesse em que a Polícia Marítima, às suas ordens, multe – porque quanto mais cobrar em multas mais ganham, tanto no salário como mais tarde na reforma. Alguns dos capitães de porto, segundo Jorge Veloso, chegam a reformar-se com ordenados cinco a seis vezes superiores do que os atribuídos a militares exactamente com o mesmo posto e o mesmo tempo de serviço.
Vinte por cento do total das multas reverte para os oficiais da Marinha ao serviço das capitais – e para todo o pessoal da Polícia Marítima. A verba forma uma espécie de bolo, que depois é dividido – em partes diferentes – por capitães de porto, polícias marítimos e até funcionários de limpeza.
A multa mais baixa, que é aplicada a qualquer pessoa que não cumpra as regras, como por exemplo não ter a licença de navegação, um extintor a bordo ou não possuir licença de pesca desportiva, nunca é inferior a 250 euros.“Em capitanias com muito movimento, como é o caso de Lisboa, Setúbal, Portimão, Funchal e Ponta Delgada, o bolo mensal pode ultrapassar os 30 mil euros. O dinheiro é repartido da seguinte forma: o capitão do porto recebe seis partes da verba, os agentes da Polícia Marítima duas partes e o restante pessoal, afecto às secretarias e aos serviços de limpeza, uma parte e meia. “Todos lucram com as autuações feitas pelos polícias marítimos”, disse ao CM uma fonte militar.
A mesma fonte acrescentou: “Enquanto na PSP e GNR quem faz serviços gratificados sabe que vai receber uma determinada verba, quem faz a segurança marítima anda à deriva. Nunca sabe quanto é que vai receber. Depende das multas. O capitão do porto é que faz as partilhas. Nós não sabemos se a verba em causa é ou não real, porque, que se saiba, não há qualquer controlo.”Segundo fontes da Armada, alguns capitães de porto chegam a receber mais de cinco mil euros por mês, fora o salário, verba que depois conta para efeitos de reforma. “Os agentes facturam em média, nas capitanias, entre 500 a mil euros. Só que, ao contrário da maioria dos capitães de porto, que apenas passam dois anos na Polícia Marítima, trabalham uma vida inteira para terem esse dinheiro na reforma”, rematou Jorge Veloso.
CAÇA À MULTA.
A vontade de multar quem anda no mar chega ao ponto, revelou um agente da Polícia Marítima, de “serem empenhados mais de 200 elementos, entre militares e agentes, apenas para se fiscalizar uma traineira”. “Encontra-se sempre uma infracção e isso dá dinheiro a toda a gente”, confessou.
'SINDICATO' GERE AS COLOCAÇÕES
Todos os militares da Armada já ouviram falar da sua existência, mas ninguém sabe explicar quem está por trás da respectiva gestão e muito menos como funciona. Chamam-lhe “O Sindicato” e existem fortes suspeitas de que opera de forma semelhante às máfias italianas. “Quem faz parte do ‘Sindicato’ consegue sempre as melhores colocações e vai para as capitanias onde são feitas mais multas, que é como quem diz, sítios onde se ganham mais emolumentos”, assegurou ao CM um responsável militar que diz ter sido sempre prejudicado por não fazer parte da referida organização.E a mesma fonte concretizou: “Chamam-lhes os militares movimentadores e quem integra a tal organização secreta tem de pagar uma determinada verba por mês. Quem paga está nos lugares apetecíveis e quem não adere ao esquema fica nas secretarias atolado de papéis.”Segundo uma denúncia já feita aos serviços internos da Armada, o alegado ‘Sindicato’ movimenta milhares de euros e controla as colocações em cantinas, bares e sectores de compras. Os fornecedores daqueles serviços da Armada serão também obrigados a pagar uma percentagem, que varia entre os 15 e os 50%, para, por exemplo, abastecerem a Armada de mantimentos.
MARINHA E GNR ENTRAM EM COMPETIÇÃO
Está instalada uma verdadeira competição entre a Armada e a Guarda Nacional Republicana pelo controlo da segurança marítima. Até agora, quem tinha a missão de patrulhamento da zona costeira, até às 12 milhas, era a Polícia Marítima, que se encontra sob a tutela da Armada. Porém, a nova legislação relativa ao Sistema de Autoridade Marítima veio reforçar os poderes de fiscalização da GNR sobre as actividades desenvolvidas na zona costeira nacional, nomeadamente através da Brigada Fiscal. “Há um sentimento de desconfiança bastante forte entre os responsáveis da Armada e da GNR. Ainda ninguém sabe bem quem vai fazer o quê. A verdade é que a Marinha está a tentar adquirir meios para tentar não perder o controlo das 12 milhas. Trata-se de uma missão que dá muito dinheiro aos cofres das capitanias e à própria Armada”, confidenciou ao CM o dirigente de uma associação sócio-profissional das Forças Armadas, solicitando o anonimato. A mesma fonte acrescenta que a alteração profunda em curso nas diversas forças de segurança deixa a Marinha de fora e coloca a segurança marítima em causa.
DINHEIRO DE DESISTENTES EM PARTE INCERTA
Uma das situações já denunciada internamente mas que nunca mereceu a elaboração de qualquer queixa à Procuradoria-Geral da República por parte dos responsáveis da Armada tem a ver com o dinheiro dos recrutas que resolvem abandonar aquela instituição militar. Segundo a queixa interna, a que o CM teve acesso, a maioria dos recrutas é pessoal voluntário e deixam a Armada por se sentirem defraudados com as condições que lhes são oferecidas, nomeadamente instalações e navios degradados. A entidade processadora dos vencimentos dos desistentes continuará, alegadamente, a enviar para a Escola de Fuzileiros (local onde se efectuam as recrutas) os recibos dos ordenados que são pagos à referida entidade em dinheiro. Apenas os militares do quadro recebem os salários por transferência bancária. O Serviço de Apoio Administrativo da Armada é igualmente acusado de má gestão de verbas. As associações sócio-profissionais exigem uma sindicância independente à forma como este dinheiro é gerido.
EXPLICAÇÕES NÃO SURGEM
O Correio da Manhã confrontou a Marinha com as denúncias efectuadas por vários militares da Armada e dirigentes das Associações Sindicais. Apesar das questões terem sido colocadas na passada terça-feira e dos diversos contactos com o respectivo gabinete de Relações Públicas, a resposta obtida foi, até ao final do dia de ontem, o silêncio.
INVESTIGAÇÃOCONCURSO IMPUGNADO
A Armada encomendou a construção de 12 navios para patrulhar a zona costeira portuguesa. Os navios estão prontos, mas não foram entregues porque a empresa que ganhou o concurso não terá respeitado o caderno de encargos.
MATERIAL MILITAR
A Polícia Judiciária alargou em Dezembro último as investigações à compra de material militar, que inicialmente visaram negócios da Marinha de Guerra, ao Exército. As buscas levadas a cabo pela PJ permitiram a apreensão de documentos que indiciam favorecimento na aquisição de equipamentos para as 260 viaturas blindadas – encomendadas ao consórcio austríaco Magna-Steyr.
NEGÓCIO DE MÍSSEIS
Em Outubro último um militar da Marinha e dois empresários foram detidos por decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. As investigações da PJ incidiram sobre negócios relacionados com a aquisição de componentes para mísseis, armamento e munições, que “envolvem largas centenas de milhares de euros”, alegadamente pagas pelos intermediários às pessoas envolvidas.
SUBMARINOS
A Polícia Judiciária investiga o destino de 24 milhões de euros no negócio da compra de submarinos para a Marinha. Escutas telefónicas, no âmbito do caso Portucale, levantaram dúvidas sobre o destino do dinheiro e o Ministério Público ordenou a separação processual abrindo assim um novo inquérito.
SAIBA MAIS
5000 euros é o valor aproximado que o capitão de um porto com muito movimento, como por exemplo Portimão, Lisboa, Funchal ou Ponta Delgada consegue ganhar em multas.500 são os efectivos da Polícia Marítima que também recebem uma percentagem sobre os emolumentos cobrados aos infractores marítimos.
EMBARCAÇÕES DE RECREIO
Os barcos de recreio são um dos alvos das autoridades de fiscalização marítima. Sempre que a bordo não exista a documentação exigida por lei, como livrete, licença de navegação, seguro e selo, o dono é autuado, no mínimo, em 250 euros por documento em falta. O mesmo sucede caso não cumpra qualquer dos requisitos de segurança: ter a bordo extintor, colete salva-vidas para cada ocupante, caixa de primeiros socorros, lanterna e faca de ponta redonda. A multa é 250 euros por cada equipamento em falta.
PESCA DESPORTIVA
Uma das missões atribuídas à Polícia Marítima é a fiscalização da pesca desportiva e profissional. As infracções detectadas com mais frequência pelos agentes são a falta de licença de pesca e pescado com dimensões inferiores ao mínimo.
NOTAS DÍVIDA AOS MILITARES
As Forças Armadas têm actualmente uma dívida para com os militares, relativa aos complementos de pensão de reforma, que já ultrapassa dez milhões de euros.
EXPOSIÇÃO AO PARLAMENTO
A Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima fez recentemente uma exposição ao Parlamento onde denunciava crimes alegadamente praticados por comandantes de portos.
PSP E GNR NADA RECEBEM
Na PSP e na GNR os agentes não recebem qualquer percentagem sobre as multas que aplicam. O dinheiro é dividido por várias entidades, de acordo com a lei.
Carlos Tomás
..."
segunda-feira, julho 30, 2007
Regata de Moliceiros
O Veronique em través "cerrado", vendo-se ao fundo o POPA, o Moliceiro da Avela, num muito honroso 13º lugar, magistralmente tripulado por tripulação de luxo, onde infelizmente o arrais Bolha não pode participar, por ter sido substituido à ultima hora.
Não ficou a perder, o Bolha, porque a velejada no Veronique foi ainda de mais luxo. Pode ainda tirar algumas fotografias "assim assim" que publicou no espaço manhoso que mantêm.
sexta-feira, julho 27, 2007
quinta-feira, julho 26, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
O Veronique
Para quem ainda não acreditava que o Veronique era o mais lindo veleiro do Universo, e da Dinamarca, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, tem aqui a prova definitiva. Numa pagina de um veleiro HR que o JC fez o favor de nos indicar, aqui vem ele, impante.
Fredag d. 19.5 ankom vi til Viana do Castelo. Vi blev mødt af havnefogeden og skulle fremvise skibspapirer med det samme. Herlig by - der var meget rent alle vegne. Vores udflugt gik til kirken Santa Luzia som lå højt, 400 m over byen. Man kunne gå derop ad nogle trapper, men vi foretrak at tage en taxa. Turen derop var smuk men også trist, idet man kunne se hvor meget skade skovbranden, sidste år, havde gjort.
Mandag 22.5 tog vi videre til Aviero, det var dejligt vejr Verøniquå, men en hård tur med mange store dønninger. Vi ankom til en meget faldefærdig havn, hvor der var anlagt en ny bådebro til ca 10- 15 både. Nogle lokale hjalp med at fortøje, der var en kraftige strøm. De fortalte, at der senere på aftenen ville komme en med en nøgle, så vi kunne komme i land. Men akke nej, der kom ingen. Næste morgen fik Flemming fat i en kvinde der var ombord på sin båd for at gøre rent - hun hjalp os med at komme ud, så vi kunne komme en tur i byen. Byen var en overraskelse. De flotte muslingebåde blev brugt som gondoler, så man kunne sejle en tur på de romantiske kanaler. Vi spiste frokost i havnens Cantina, som også var meget forfalden, men på sin måde charmerende - søde madmor manglede en tand - flere lokale fiskere kom ind bare for en kop kaffe og læse dagens avis, meget afslappet.
Efter frokost ledte vi efter en som kunne hjælpe os med en nøgle, men der var ingen. Så nu var gode råd dyre - et langt bræt ville hjælpe, så vi gik i gang med at lede i det gamle skrammel der lå alle vegne. Vi fandt et, nu kunne vi komme over. Så skulle vores cykler og madvarer over, det kunne brættet ikke bære, så der kom vore dejlige fender/landgangsbrobræt til sin ret. Det var godt at det var højvande, ellers havde brættet været for kort
Mandag 22.5 tog vi videre til Aviero, det var dejligt vejr Verøniquå, men en hård tur med mange store dønninger. Vi ankom til en meget faldefærdig havn, hvor der var anlagt en ny bådebro til ca 10- 15 både. Nogle lokale hjalp med at fortøje, der var en kraftige strøm. De fortalte, at der senere på aftenen ville komme en med en nøgle, så vi kunne komme i land. Men akke nej, der kom ingen. Næste morgen fik Flemming fat i en kvinde der var ombord på sin båd for at gøre rent - hun hjalp os med at komme ud, så vi kunne komme en tur i byen. Byen var en overraskelse. De flotte muslingebåde blev brugt som gondoler, så man kunne sejle en tur på de romantiske kanaler. Vi spiste frokost i havnens Cantina, som også var meget forfalden, men på sin måde charmerende - søde madmor manglede en tand - flere lokale fiskere kom ind bare for en kop kaffe og læse dagens avis, meget afslappet.
Efter frokost ledte vi efter en som kunne hjælpe os med en nøgle, men der var ingen. Så nu var gode råd dyre - et langt bræt ville hjælpe, så vi gik i gang med at lede i det gamle skrammel der lå alle vegne. Vi fandt et, nu kunne vi komme over. Så skulle vores cykler og madvarer over, det kunne brættet ikke bære, så der kom vore dejlige fender/landgangsbrobræt til sin ret. Det var godt at det var højvande, ellers havde brættet været for kort
Para quem não entende dinamarques, aqui vai a tradução:
"...
"...
Cambada, estibemos em Abiero chegados de Biana e atracamos ao lado do Beronique (Os dinamarqueses falam assim, com os BBs carregados).
Como podem ber, trata-se dum beleiro ainda mais lindo que o nosso...come-se muito bem em Abiero, recomendo particularmente uma caldeirada de enguias na cantina do Jé Jé das caldeiradas..."
Depois traduzirei o resto
sexta-feira, julho 20, 2007
XULOS, AZEITEIROS
2007 vai ser o ultimo ano em que o Veronique enverga no mastro de honra a bandeira portuguesa.
O meu veleiro é de 1982.
O ano passado, com a passagem para Oceânico, foi escrito no livrete que o 1º registo era 2000, o que era apenas verdade por ser o primeiro registo nacional, mas o primeiro dos primeiros registos do Veronique é de 1982.
Quem conhece estes meandros sabe que ser o registo anterior ou posterior a 1986 representa mais do dobro do Imposto Municipal.
Expliquei isto à zelosa funcionária da administração fiscal, mas não a demovi, o que estava no livrete PORTUGUÊS era 2000 e a fotocopia do livrete antigo que exibi e que mostrava a verdade, 1982, não quiz dizer nada!!!
Ainda fui ameaçado, por nos anos anteriores ter pago apenas o equivalente ao registo de 1982, com as contas feitas pelo próprio fisco , de poder vir a pagar o erro do fisco no calculo do meu imposto municipal de circulação (pelo Mar).
[é sabido de todos as elevadas verbas que o erário publico dispende anualmente na conservação das vias de circulação no Mar].
O ano de registo, o espirito dessa norma, é penalizar as embarcações mais recentes, o que não é o caso do Veronique.
Então porque alimentar estes azeiteiros quando, nas calmas e na legalidade, posso registar o Veronique no estrangeiro?
Assim não levam mais nada e acabou-se.
Para 2008 o Veronique vai ser belga, com pena minha, mas para azeiteiros já chega.
O nosso dinheiro vai servindo para os 230 assessores da Assembleia da Republica, para os 8 assessores do Sá Fernandes em Lisboa (se este vereador, dos ultimos, tinha 8 assessores, quantos tinham os primeiros?)
Se ligo por VHF à Policia Maritima, ninguém responde, se no Mar necessito de informação meteorológica, como em qualquer país europeu se tem direito, eu que me desenmerde, se ouço um Aviso à Navegação com um perigo entre o Cabo da Roca e o Cabo Finisterre e peço especificação da posição, eu que me desenmerde, se preciso de atracar num porto de recreio, primeiro é preciso que o haja, depois tenho de o pagar, é justo, e tenho de declarar ao SEF, à Guarda Fiscal e à Policia Maritima coisas absurdas como a velocidade do meu veleiro e o numero de animais a bordo !!!!!, se saio dos canais de navegação comercial na Ria de Aveiro não há boias, não há estacas, não há indicações, só há secos e taxa de farolagem.
Essa taxa de farolagem, para embarcações oceânicas, é também quase 10 vezes mais cara que para costeira restrita, o que se entende por ser em Alto Mar que estão as boias, as estacas e as farolagens!!!!
Se quero fundear na Baía de São Jacinto, ao abrigo das estramagueiras da Base Aérea, rápido vem a Policia Maritima e os Paraquedistas armados, a enxotarem-me(nos), a invocar segurança militar, numa zona em que tecnicamente é impossivel desembarcar e frequentada em terra por dezenas de civis dos diferentes aero-clubes que usam aquela zona da base !!!!!!
Rico país de Marinheiros, os Heróis do Mar!!!!!
Que bom seria 10 Berieves carregadinhos de sugo, bosta, merda, a descarregar sobre estes gajos em Lisboa.
Tenho fé que esse dia chegará...
O meu veleiro é de 1982.
O ano passado, com a passagem para Oceânico, foi escrito no livrete que o 1º registo era 2000, o que era apenas verdade por ser o primeiro registo nacional, mas o primeiro dos primeiros registos do Veronique é de 1982.
Quem conhece estes meandros sabe que ser o registo anterior ou posterior a 1986 representa mais do dobro do Imposto Municipal.
Expliquei isto à zelosa funcionária da administração fiscal, mas não a demovi, o que estava no livrete PORTUGUÊS era 2000 e a fotocopia do livrete antigo que exibi e que mostrava a verdade, 1982, não quiz dizer nada!!!
Ainda fui ameaçado, por nos anos anteriores ter pago apenas o equivalente ao registo de 1982, com as contas feitas pelo próprio fisco , de poder vir a pagar o erro do fisco no calculo do meu imposto municipal de circulação (pelo Mar).
[é sabido de todos as elevadas verbas que o erário publico dispende anualmente na conservação das vias de circulação no Mar].
O ano de registo, o espirito dessa norma, é penalizar as embarcações mais recentes, o que não é o caso do Veronique.
Então porque alimentar estes azeiteiros quando, nas calmas e na legalidade, posso registar o Veronique no estrangeiro?
Assim não levam mais nada e acabou-se.
Para 2008 o Veronique vai ser belga, com pena minha, mas para azeiteiros já chega.
O nosso dinheiro vai servindo para os 230 assessores da Assembleia da Republica, para os 8 assessores do Sá Fernandes em Lisboa (se este vereador, dos ultimos, tinha 8 assessores, quantos tinham os primeiros?)
Se ligo por VHF à Policia Maritima, ninguém responde, se no Mar necessito de informação meteorológica, como em qualquer país europeu se tem direito, eu que me desenmerde, se ouço um Aviso à Navegação com um perigo entre o Cabo da Roca e o Cabo Finisterre e peço especificação da posição, eu que me desenmerde, se preciso de atracar num porto de recreio, primeiro é preciso que o haja, depois tenho de o pagar, é justo, e tenho de declarar ao SEF, à Guarda Fiscal e à Policia Maritima coisas absurdas como a velocidade do meu veleiro e o numero de animais a bordo !!!!!, se saio dos canais de navegação comercial na Ria de Aveiro não há boias, não há estacas, não há indicações, só há secos e taxa de farolagem.
Essa taxa de farolagem, para embarcações oceânicas, é também quase 10 vezes mais cara que para costeira restrita, o que se entende por ser em Alto Mar que estão as boias, as estacas e as farolagens!!!!
Se quero fundear na Baía de São Jacinto, ao abrigo das estramagueiras da Base Aérea, rápido vem a Policia Maritima e os Paraquedistas armados, a enxotarem-me(nos), a invocar segurança militar, numa zona em que tecnicamente é impossivel desembarcar e frequentada em terra por dezenas de civis dos diferentes aero-clubes que usam aquela zona da base !!!!!!
Rico país de Marinheiros, os Heróis do Mar!!!!!
Que bom seria 10 Berieves carregadinhos de sugo, bosta, merda, a descarregar sobre estes gajos em Lisboa.
Tenho fé que esse dia chegará...
quinta-feira, julho 19, 2007
Christophe outra vez
domingo, julho 15, 2007
Miguel de Vasconcelos
Nunca gostei do homem, por questões ideologicas, de caracter e estéticas.
Deram-lhe a taça na Suécia muito mais por marketing da mulher que por mérito de escrita.
Há em Portugal, país que existia muito antes de espanha, e que existirá muito para lá de certos cretinos que com a idade vão para senis, muito mais escritores merecedores, que não tem o marketing castelhano a trabalhar para eles.
O Cardoso Pires, o Lobo Antunes, o Torga, (o Eduardo Agualuza e o Mia Couto), a Sophia, o Eugénio de Andrade, o Guerreiro de Sousa, o Sena e tantos tantos outros.
Todos são lusos, de cultura lusa, universalistas, não são como esse vendido por meio prato de lentilhas castelhanas, e podres.
Tenho pelos espanhois o respeito que uma cultura rica me merece, como a dos franceses, dos nórdicos ou dos americanos e dos orientais. Nem um pouquinho mais.
Não deixarei de gostar, por conta do cretino das canárias, do Cervantes ou do Lorca ou do Perez Reverte, mas...
Vai apanhar no cu ó saramago.
"
Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha
"
Deram-lhe a taça na Suécia muito mais por marketing da mulher que por mérito de escrita.
Há em Portugal, país que existia muito antes de espanha, e que existirá muito para lá de certos cretinos que com a idade vão para senis, muito mais escritores merecedores, que não tem o marketing castelhano a trabalhar para eles.
O Cardoso Pires, o Lobo Antunes, o Torga, (o Eduardo Agualuza e o Mia Couto), a Sophia, o Eugénio de Andrade, o Guerreiro de Sousa, o Sena e tantos tantos outros.
Todos são lusos, de cultura lusa, universalistas, não são como esse vendido por meio prato de lentilhas castelhanas, e podres.
Tenho pelos espanhois o respeito que uma cultura rica me merece, como a dos franceses, dos nórdicos ou dos americanos e dos orientais. Nem um pouquinho mais.
Não deixarei de gostar, por conta do cretino das canárias, do Cervantes ou do Lorca ou do Perez Reverte, mas...
Vai apanhar no cu ó saramago.
"
Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha
"
terça-feira, julho 10, 2007
Nós é mais Mar...
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Duas fotografias 'assim assim' do Bolha, ambas a partir do Veronique, uma há dias na entrada da Barra de Aveiro, com um Mar jeitosinho e outra em 2001, comigo ao leme, na Biscaia, debaixo de uma depressãosita de 1005 hpa, e três fotografias de Papai, a bordo do Santa Maria Madalena, na Terra Nova, no inicio da década de 50. Pode ver-se o Santa Maria Manuela fundeado em São João da Terra Nova.
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