quarta-feira, setembro 05, 2007

AVISO A V E L A

















A Pedido do Presidente Paulo Reis, informo:

Solicita-se aos proprietários das embarcações atracadas no que resta do cais da AVELA na Lota Velha que retirem as mesmas até sábado que vem.
O pontão Avela em São Jacinto já está disponível.
Quem não quizer ficar em São Jacinto deverá dirigir-se à Póvoa do Varzim e fazer a sua inscrição, normalmente, na marina.
A Avela depois fará a gestão das contas com o Clube e com os sócios da Avela que optarem pela Póvoa.

Aveiro, 5 de Setembro de 2007

quinta-feira, agosto 30, 2007

Baiona, a Real, Segunda

Pelas 2230, com apenas duas horas e meia de atraso à hora prevista, largou o NVV Veronique do que resta do pontão da Avela, em direcção ao Mar Oceano, com tripulação reduzida mas valorosa.
À passagem da Meia-Laranja os Pais da minha tripulante Sara Marinheiro recomendavam-nos, em muito alta voz, que fossemos de vagar, não excedessemos os limites de velocidade, entendi eu, que isto de radares multantes até no Mar se vêm. Cuidado Pois.
Na minha qualidade de 'patrão da lancha' e de 'pau de cabeleira' ( a Sarinha seguia com o namorado que, para além de namorado, tinha a especial e dupla qualidade de proprietário do Posto 5 da Costa Nova e herdeiro de uma das melhores pensões das Termas de São Pedro do Sul, o que se viria a revelar de capitular importância umas milhas mais adiante), dei logo ordens para que se não excedessem os cinco nós, pelo menos na primeira fase da viagem, antes do paralelo do Furadouro.
Chamada a Policia Maritima, como sempre costumo fazer, responderam-me desta vez, embora fosse eu a solicitar a mudança de canal, do dezasseis para o nove. Enfim, modernices a que me vou habituando.
O Mar, esse, apresentava, em temporal desfeito, uma vagas alterosas e desencontradas de 52,5 cm, vá 53,00 cm (+-0,5 cm), e um vento tempestuoso de 2,35 nós (dp [a sigma -1] =0,05), de Este, ESE, vá.
Motorada valente por esse Mar Adentro, o Lombardini ajudava o que o vento se baldava em cooperar.
A noite estava magnifica de Luar e nós esperavamos ver a segunda lua, Marte, que os astrónomos, e os astrólogos também, juravam ir aparecer, mas que ninguém no NVV Veronique consegiu vislumbrar num céu estrelado e luarengo.
Pelas 0100 cerrou-se o nevoeiro em pouco mais de dois minutos. Radar a trabalhar, e bem, e um cozido de chouriças de São Pedro do Sul, a acompanhar com um Douro Tinto da Casa Ferreirinha, de estalo.
Às 0500 entrei de quarto, chovia, molha tolos (não era o meu caso, espero, pelo menos por agora).
O vento, ainda de Este, refrescou o suficiente para envergar o estai e pôr o NVV Veronique a uns espantosos e alucinantes 6 nós.
Assim se manteve até ás 1000, hora a que a marinheira, grumete de segunda, Sara Marinheiro, preparou um magnífico pequeno almoço, composto de ovos mexidos, papas de flocos de aveia tipo 'porridge', as minhas perferidas, um suminho de laranja, sandochas de queijo e presunto e um café cheireiro de categoria .
Pelas 1200, já passada a foz do Rio Minho, o vento rodou primeiro para Oeste e depois para Sul, possibilitando uma velejada de muito luxo até à Marina do Porto Deportivo de Baiona, permitindo-nos realizar as 90 milhas do percurso em 16 horas; façam os meus amigos e conhecidos as contas, para ver a média que fizemos.
Com estas tralhas todas, amarrar o NVV Veronique, formalidades de entrada e os restos, só chegamos aos almoços às 1600 lusitanas. Tudo na Galiza estava fechado (uma lástima a corrigir, diga-se).
Acabamos por merendar/almoçar/jantar em 2 (dois) estabelecimentos em simultâneo (autêntico), de um umas sandochas miseráveis e no outro uns calamares, uns pimentos padroneses, uns mexilhões (Puis on ira manger Des moules et puis des frites Des frites et puis des moules Et du vin de Moselle Et si t`es encore triste On ira voir les filles Chez la madame Andrée Parait qu`y en a de nouvelles ........) magníficos.
Enfim, uma jornada a recordar.

Pelo meio, claro, o(s) chin(s) chez MarYarte.

NA:
As fotos virão em próximos posts.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Baiona, a Real

Para os meus Amigos, Inimigos e Conhecidos (pe, o Bolha), informo que o NVV Veronique já se encontra em Baiona, a Real, com uma velejada de muito luxo entre a foz do Rio Minho e Baiona própriamente dita, atracado no 'Porto Deportivo de Baiona' por conta de uma qualquer regata com o asturiano Filipe de castela nos próximos fds, que ocupou todos os pontões do MonteReal. Enfim, monarquices....
Da minha parte, malhei o tradicional chin no Mar Y Arte, as tradicionais tapas e bocadilhos nas ruelas das traseiras, o tradicional Alvariño por onde calhou.
Quanto às cronicretas, repletas como sempre de comezainas e tempestades medonhas, aparecerão nas próximas edições.

NA (Nota do Autor)
1-NVV = Navio à Vela do Veiga

2-Não tivemos, desta vez, motivos de diversão, como um certo tripulante cujo nome não revelo, mas que a primeira letra é um "B", a última um "A" e que no meio tem as letras "OLH" que confundiu o mercado do Bolhão com o Farol de Montedor, que, embora não contribuisse para uma navegação segura, contribuia decidamente para a boa disposição da tripulação.

domingo, agosto 26, 2007

Cruzeiro da Ria 2007







O NVV Veronique navegou este fim de semana pelas alterosas aguas da Ria de Aveiro até ao Muranzel onde fundeou e assistiu à passagem das embarcações do Cruzeiro da Ria.
Noutros tempos iam todos até ao Canal Central da nossa Ria e eu ficava incontáveis horas a ver os barcos. Gostava particularmente dos Flying Dutchman.
Este sábado ainda tivemos a companhia da Policia Maritima a avisar que os Beriéves andavam a apanhar água na Cale de Ovar, e tivemos todos de nos chegar à margem direita, eu com especial cuidado pois já alí tinha encalhado, há 3 anos, de regresso de um São Paio.
Mas tudo correu bem, vinhamos à vela, e chegamos à Baía de São Jacinto 'sem espinhas'.
NA (Nota do Autor):
Embora colocada posteriormente, e face às expeculações entretanto verificadas, passo a esclarecer: NVV = Navio à Vela do Veiga.

terça-feira, agosto 14, 2007

Regata Atlantico Azul

Com a participação do arrais Bolha em representação do NVV Veronique, vai decorrer no Tejo a Regata Atlantico Azul.
Esperando, embora com duvidas, que o nosso arrais Bolha se porte em termos de gente, desejamos a todos os participantes no evento uma optima Regata, com vento qb, e ainda melhor confraternização.

Aljubarrota

Se Portugal se tornou independente com Afonso Henriques, foi nos campos de Aljubarrota que, de forma definitiva, afirmou a sua vontade de ser independente como Povo, como Cultura própria.
Foi nos Campos de São Jorge que a 'arraia miuda' mostrou que em Portugal mandam os Portugueses e que o vizinho castelhano compreendeu que no torrãozinho não era bem vindo.
Bons Muros fazem bons vizinhos, e os castelhanos serão tão mais bons vizinhos quanto melhores forem os muros que nos 'unam'.
Continuaremos a ler e gostar de Lorca, Cervantes e Reverte, da mesma forma que lemos e gostamos de Steinbeck, Hemingway, Malreaux, Camus e Vailland, mas leremos sempre com muito mais gosto Pessoa, Lobo Antunes, Sophia, Guerreiro Jorge, Camões, Roiz de Castelo Branco, Eugénio de Andrade,Torga, Eça, Ortigão, Guerra Junqueiro, Aquilino, e tantos e tantos outros que fazem a nossa identidade como Povo, são tão bons como os melhores e falam a nossa lingua e são nossos, Portugueses.

segunda-feira, agosto 13, 2007

As Quatro Horas de Vela da Costa Nova



Bem, a competição foi um dossier já fechado por mim há muito. Não deixa no entanto de ser bonito ver a Cale de Mira repleta de veleiros de todas as classes, a maré cheia, apesar do dia ter estado enevoado.
Fica o registo e a chapelada aos nossos amigos do CVCN.
(agora é só retirarem a proibição aos barcos de terem cozinha e peço a minha admissão como sócio ao David Calão)

terça-feira, agosto 07, 2007

Regresso

Corria o ano de 2001, lá para os fins do Verão, regressava de Baiona, directo e sem escalas até Aveiro.
O Bruminha chamava-se então Giudicci (nome estranho) e era seu armador o nosso Médico de Bordo.
Foi do Giudicci que esta fotografia foi feita, de madrugada, ao largo do Cabo Sileiro, com borrasca a aproximar-se ao fundo.
A viagem foi boa, arribamos à Barra de Aveiro pelas 2300 com direito a escolta da Policia Maritima.
PS:
O Veronique ainda envergava as velas originais, de um HR que o sr Poeftscher arranjara algures e que ficavam a matar no esbelto casco Feltz.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Bolha

Ainda recordando os tempos da Mocidade Portuguesa em que atingiu o alto e prestigiado posto de chefe de quina, o nosso conhecido Bolha saúda o Povo na companhia de simpático casal galego, que adquiriria dias depois o dragão atracado no cais da Avela.
Apesar de confundido com os sinaleiros, este conhecido terreiro de Montemor, terra do Fernão Mendes Pinto, prepara-se, à semelhança do seu ilustre conterrâneo, para descrever as coisas inusitadas e estranhas que viu nos canais da cidade mais linda do Universo, quiçá mesmo a mais linda de todo Portugal e toda a Galiza.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Veronique outra vez

Fantabulásticas fotografias do mais lindo veleiro do Uiverso, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, a todo o pano, na Cale de Aveiro, publicadas pelo 'Nós e o Mar'.
Obrigatório ver.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Comentários

No Ventosga, de tempos em tempos, há comentários que me merecem especial atenção e destaque.
Este é um deles. Devo dizer que conheço alguns agentes da Policia Maritima, e tenho por eles o maior dos respeitos, não me acreditando mesmo que fossem capazes de pensar, sequer, nas coisas de que o Correio da Manhã escreve.
Mas a instituição não é a média aritmética dos seus colaboradores, é antes afectada pelo comportamento dos mais visiveis.
Como evolução da noticia ver o Expresso Online.
"....
Anónimo disse...
Pergunto:porque será que um blog catita sobre o mar e seus amantes como este, é tão rápido a disparar uma notícia que de tão cabeluda até o mais ingénuo deveria desconfiar? Será que a resposta está na introdução à reprodução da notícia? Não anda aí raivinha a mais?E já agora seja igualmente rápido a divulgar o comunicado da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima que desmente estar na origem da notícia do CM.De qualquer modo que fique bem claro:se de tanta falcatrua enumerada alguma fôr provada,os culpados deverão ser punidos.

..."

terça-feira, julho 31, 2007

Marinha

A noticia é do Correio da Manhã.
A ser verdade explica muita coisa que nós que andamos por aí de barco assistimos.
Da minha parte, sempre que saio para o Mar, ainda este Domingo o fiz, chamo a Policia Maritima (PM) pelo 16 para dar conhecimento da minha saída, da tripulação que me acompanha, do destino que traço.
Contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram dedos, as vezes que a PM me respondeu. Este domingo também não respondeu. Na penultima saída, pela minha insistência na chamada, responderam os Pilotos da Barra.
Compreende-se porque não respondem, estão ocupados com outras tarefas.
Em tempos enviei uma nota à entidades competentes sugerindo que a PM emitisse por VHF, em intervalos regulares, notas meteorologicas. Tinham os meios, tinham a informação e tinham as gentes. Era só ler os comunicados de tempos a tempos.
Chamaram-me burro, o moderno era o GMDSS que, com vantagem, diziam, nos informaria a todos do estado do Mar e dos escolhos flutuantes.
Cinco anos depois o GMDSS mal funciona (funciona????), o Navtex é uma anedota, a PM não responde às chamadas por VHF e nós continuamos a recorrer ao "cheiro" e à internet para obter as informações meteorologicas.
Compreende-se, a rapaziada anda ocupada com outras tarefas.
A nossa sorte é sermos um País de Marinheiros, se não fossemos, imaginem o que seria de tudo isto.

"...

2007-07-30 - 13:00:00

Marinha de Guerra tem saco azul

Capitães e polícias ganham 20 por cento das multas.A Marinha de Guerra tem um ‘saco azul’ para pagar aos a capitães dos portos e a todo o pessoal da Polícia Marítima. O Estado estará a ser lesado em milhares de euros. Jorge Veloso, presidente da Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, e Álvaro Martins, dirigente da Associação Nacional de Sargentos, exigem uma investigação à forma como é gerido o dinheiro resultante das multas a pescadores (profissionais e desportivos), donos de embarcações de recreio, paquetes de turismo, navios comerciais.

As acções de fiscalização no mar são habituais.
Segundo o Correio da Manhã apurou, o Estado está a pagar uma verdadeira fortuna a oficiais que se encontram na reserva e que passaram por uma das 18 capitanias existentes no País. Quando por ali passam, os capitães dos portos têm interesse em que a Polícia Marítima, às suas ordens, multe – porque quanto mais cobrar em multas mais ganham, tanto no salário como mais tarde na reforma. Alguns dos capitães de porto, segundo Jorge Veloso, chegam a reformar-se com ordenados cinco a seis vezes superiores do que os atribuídos a militares exactamente com o mesmo posto e o mesmo tempo de serviço.
Vinte por cento do total das multas reverte para os oficiais da Marinha ao serviço das capitais – e para todo o pessoal da Polícia Marítima. A verba forma uma espécie de bolo, que depois é dividido – em partes diferentes – por capitães de porto, polícias marítimos e até funcionários de limpeza.
A multa mais baixa, que é aplicada a qualquer pessoa que não cumpra as regras, como por exemplo não ter a licença de navegação, um extintor a bordo ou não possuir licença de pesca desportiva, nunca é inferior a 250 euros.“Em capitanias com muito movimento, como é o caso de Lisboa, Setúbal, Portimão, Funchal e Ponta Delgada, o bolo mensal pode ultrapassar os 30 mil euros. O dinheiro é repartido da seguinte forma: o capitão do porto recebe seis partes da verba, os agentes da Polícia Marítima duas partes e o restante pessoal, afecto às secretarias e aos serviços de limpeza, uma parte e meia. “Todos lucram com as autuações feitas pelos polícias marítimos”, disse ao CM uma fonte militar.
A mesma fonte acrescentou: “Enquanto na PSP e GNR quem faz serviços gratificados sabe que vai receber uma determinada verba, quem faz a segurança marítima anda à deriva. Nunca sabe quanto é que vai receber. Depende das multas. O capitão do porto é que faz as partilhas. Nós não sabemos se a verba em causa é ou não real, porque, que se saiba, não há qualquer controlo.”Segundo fontes da Armada, alguns capitães de porto chegam a receber mais de cinco mil euros por mês, fora o salário, verba que depois conta para efeitos de reforma. “Os agentes facturam em média, nas capitanias, entre 500 a mil euros. Só que, ao contrário da maioria dos capitães de porto, que apenas passam dois anos na Polícia Marítima, trabalham uma vida inteira para terem esse dinheiro na reforma”, rematou Jorge Veloso.

CAÇA À MULTA.
A vontade de multar quem anda no mar chega ao ponto, revelou um agente da Polícia Marítima, de “serem empenhados mais de 200 elementos, entre militares e agentes, apenas para se fiscalizar uma traineira”. “Encontra-se sempre uma infracção e isso dá dinheiro a toda a gente”, confessou.
'SINDICATO' GERE AS COLOCAÇÕES
Todos os militares da Armada já ouviram falar da sua existência, mas ninguém sabe explicar quem está por trás da respectiva gestão e muito menos como funciona. Chamam-lhe “O Sindicato” e existem fortes suspeitas de que opera de forma semelhante às máfias italianas. “Quem faz parte do ‘Sindicato’ consegue sempre as melhores colocações e vai para as capitanias onde são feitas mais multas, que é como quem diz, sítios onde se ganham mais emolumentos”, assegurou ao CM um responsável militar que diz ter sido sempre prejudicado por não fazer parte da referida organização.E a mesma fonte concretizou: “Chamam-lhes os militares movimentadores e quem integra a tal organização secreta tem de pagar uma determinada verba por mês. Quem paga está nos lugares apetecíveis e quem não adere ao esquema fica nas secretarias atolado de papéis.”Segundo uma denúncia já feita aos serviços internos da Armada, o alegado ‘Sindicato’ movimenta milhares de euros e controla as colocações em cantinas, bares e sectores de compras. Os fornecedores daqueles serviços da Armada serão também obrigados a pagar uma percentagem, que varia entre os 15 e os 50%, para, por exemplo, abastecerem a Armada de mantimentos.
MARINHA E GNR ENTRAM EM COMPETIÇÃO
Está instalada uma verdadeira competição entre a Armada e a Guarda Nacional Republicana pelo controlo da segurança marítima. Até agora, quem tinha a missão de patrulhamento da zona costeira, até às 12 milhas, era a Polícia Marítima, que se encontra sob a tutela da Armada. Porém, a nova legislação relativa ao Sistema de Autoridade Marítima veio reforçar os poderes de fiscalização da GNR sobre as actividades desenvolvidas na zona costeira nacional, nomeadamente através da Brigada Fiscal. “Há um sentimento de desconfiança bastante forte entre os responsáveis da Armada e da GNR. Ainda ninguém sabe bem quem vai fazer o quê. A verdade é que a Marinha está a tentar adquirir meios para tentar não perder o controlo das 12 milhas. Trata-se de uma missão que dá muito dinheiro aos cofres das capitanias e à própria Armada”, confidenciou ao CM o dirigente de uma associação sócio-profissional das Forças Armadas, solicitando o anonimato. A mesma fonte acrescenta que a alteração profunda em curso nas diversas forças de segurança deixa a Marinha de fora e coloca a segurança marítima em causa.
DINHEIRO DE DESISTENTES EM PARTE INCERTA
Uma das situações já denunciada internamente mas que nunca mereceu a elaboração de qualquer queixa à Procuradoria-Geral da República por parte dos responsáveis da Armada tem a ver com o dinheiro dos recrutas que resolvem abandonar aquela instituição militar. Segundo a queixa interna, a que o CM teve acesso, a maioria dos recrutas é pessoal voluntário e deixam a Armada por se sentirem defraudados com as condições que lhes são oferecidas, nomeadamente instalações e navios degradados. A entidade processadora dos vencimentos dos desistentes continuará, alegadamente, a enviar para a Escola de Fuzileiros (local onde se efectuam as recrutas) os recibos dos ordenados que são pagos à referida entidade em dinheiro. Apenas os militares do quadro recebem os salários por transferência bancária. O Serviço de Apoio Administrativo da Armada é igualmente acusado de má gestão de verbas. As associações sócio-profissionais exigem uma sindicância independente à forma como este dinheiro é gerido.
EXPLICAÇÕES NÃO SURGEM
O Correio da Manhã confrontou a Marinha com as denúncias efectuadas por vários militares da Armada e dirigentes das Associações Sindicais. Apesar das questões terem sido colocadas na passada terça-feira e dos diversos contactos com o respectivo gabinete de Relações Públicas, a resposta obtida foi, até ao final do dia de ontem, o silêncio.
INVESTIGAÇÃOCONCURSO IMPUGNADO
A Armada encomendou a construção de 12 navios para patrulhar a zona costeira portuguesa. Os navios estão prontos, mas não foram entregues porque a empresa que ganhou o concurso não terá respeitado o caderno de encargos.
MATERIAL MILITAR
A Polícia Judiciária alargou em Dezembro último as investigações à compra de material militar, que inicialmente visaram negócios da Marinha de Guerra, ao Exército. As buscas levadas a cabo pela PJ permitiram a apreensão de documentos que indiciam favorecimento na aquisição de equipamentos para as 260 viaturas blindadas – encomendadas ao consórcio austríaco Magna-Steyr.
NEGÓCIO DE MÍSSEIS
Em Outubro último um militar da Marinha e dois empresários foram detidos por decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. As investigações da PJ incidiram sobre negócios relacionados com a aquisição de componentes para mísseis, armamento e munições, que “envolvem largas centenas de milhares de euros”, alegadamente pagas pelos intermediários às pessoas envolvidas.
SUBMARINOS
A Polícia Judiciária investiga o destino de 24 milhões de euros no negócio da compra de submarinos para a Marinha. Escutas telefónicas, no âmbito do caso Portucale, levantaram dúvidas sobre o destino do dinheiro e o Ministério Público ordenou a separação processual abrindo assim um novo inquérito.
SAIBA MAIS
5000 euros é o valor aproximado que o capitão de um porto com muito movimento, como por exemplo Portimão, Lisboa, Funchal ou Ponta Delgada consegue ganhar em multas.500 são os efectivos da Polícia Marítima que também recebem uma percentagem sobre os emolumentos cobrados aos infractores marítimos.
EMBARCAÇÕES DE RECREIO
Os barcos de recreio são um dos alvos das autoridades de fiscalização marítima. Sempre que a bordo não exista a documentação exigida por lei, como livrete, licença de navegação, seguro e selo, o dono é autuado, no mínimo, em 250 euros por documento em falta. O mesmo sucede caso não cumpra qualquer dos requisitos de segurança: ter a bordo extintor, colete salva-vidas para cada ocupante, caixa de primeiros socorros, lanterna e faca de ponta redonda. A multa é 250 euros por cada equipamento em falta.
PESCA DESPORTIVA
Uma das missões atribuídas à Polícia Marítima é a fiscalização da pesca desportiva e profissional. As infracções detectadas com mais frequência pelos agentes são a falta de licença de pesca e pescado com dimensões inferiores ao mínimo.
NOTAS DÍVIDA AOS MILITARES
As Forças Armadas têm actualmente uma dívida para com os militares, relativa aos complementos de pensão de reforma, que já ultrapassa dez milhões de euros.
EXPOSIÇÃO AO PARLAMENTO
A Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima fez recentemente uma exposição ao Parlamento onde denunciava crimes alegadamente praticados por comandantes de portos.
PSP E GNR NADA RECEBEM
Na PSP e na GNR os agentes não recebem qualquer percentagem sobre as multas que aplicam. O dinheiro é dividido por várias entidades, de acordo com a lei.
Carlos Tomás

..."

segunda-feira, julho 30, 2007

Marina Oceânica




Duas fotografias da Marina Oceânica de Aveiro, justamente baptizada com o nome do seu criador, Marina Oceânica Dr Alberto Souto.

Regata de Moliceiros


O Veronique em través "cerrado", vendo-se ao fundo o POPA, o Moliceiro da Avela, num muito honroso 13º lugar, magistralmente tripulado por tripulação de luxo, onde infelizmente o arrais Bolha não pode participar, por ter sido substituido à ultima hora.
Não ficou a perder, o Bolha, porque a velejada no Veronique foi ainda de mais luxo. Pode ainda tirar algumas fotografias "assim assim" que publicou no espaço manhoso que mantêm.

sexta-feira, julho 27, 2007

segunda-feira, julho 23, 2007

O Veronique

Para quem ainda não acreditava que o Veronique era o mais lindo veleiro do Universo, e da Dinamarca, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, tem aqui a prova definitiva.

Numa pagina de um veleiro HR que o JC fez o favor de nos indicar, aqui vem ele, impante.
Fredag d. 19.5 ankom vi til Viana do Castelo. Vi blev mødt af havnefogeden og skulle fremvise skibspapirer med det samme. Herlig by - der var meget rent alle vegne. Vores udflugt gik til kirken Santa Luzia som lå højt, 400 m over byen. Man kunne gå derop ad nogle trapper, men vi foretrak at tage en taxa. Turen derop var smuk men også trist, idet man kunne se hvor meget skade skovbranden, sidste år, havde gjort.
Mandag 22.5 tog vi videre til Aviero, det var dejligt vejr Verøniquå, men en hård tur med mange store dønninger. Vi ankom til en meget faldefærdig havn, hvor der var anlagt en ny bådebro til ca 10- 15 både. Nogle lokale hjalp med at fortøje, der var en kraftige strøm. De fortalte, at der senere på aftenen ville komme en med en nøgle, så vi kunne komme i land. Men akke nej, der kom ingen. Næste morgen fik Flemming fat i en kvinde der var ombord på sin båd for at gøre rent - hun hjalp os med at komme ud, så vi kunne komme en tur i byen. Byen var en overraskelse. De flotte muslingebåde blev brugt som gondoler, så man kunne sejle en tur på de romantiske kanaler. Vi spiste frokost i havnens Cantina, som også var meget forfalden, men på sin måde charmerende - søde madmor manglede en tand - flere lokale fiskere kom ind bare for en kop kaffe og læse dagens avis, meget afslappet.
Efter frokost ledte vi efter en som kunne hjælpe os med en nøgle, men der var ingen. Så nu var gode råd dyre - et langt bræt ville hjælpe, så vi gik i gang med at lede i det gamle skrammel der lå alle vegne. Vi fandt et, nu kunne vi komme over. Så skulle vores cykler og madvarer over, det kunne brættet ikke bære, så der kom vore dejlige fender/landgangsbrobræt til sin ret. Det var
godt at det var højvande, ellers havde brættet været for kort


Para quem não entende dinamarques, aqui vai a tradução:
"...

Cambada, estibemos em Abiero chegados de Biana e atracamos ao lado do Beronique (Os dinamarqueses falam assim, com os BBs carregados).
Como podem ber, trata-se dum beleiro ainda mais lindo que o nosso...come-se muito bem em Abiero, recomendo particularmente uma caldeirada de enguias na cantina do Jé Jé das caldeiradas..."
Depois traduzirei o resto

sexta-feira, julho 20, 2007

XULOS, AZEITEIROS

2007 vai ser o ultimo ano em que o Veronique enverga no mastro de honra a bandeira portuguesa.
O meu veleiro é de 1982.
O ano passado, com a passagem para Oceânico, foi escrito no livrete que o 1º registo era 2000, o que era apenas verdade por ser o primeiro registo nacional, mas o primeiro dos primeiros registos do Veronique é de 1982.
Quem conhece estes meandros sabe que ser o registo anterior ou posterior a 1986 representa mais do dobro do Imposto Municipal.
Expliquei isto à zelosa funcionária da administração fiscal, mas não a demovi, o que estava no livrete PORTUGUÊS era 2000 e a fotocopia do livrete antigo que exibi e que mostrava a verdade, 1982, não quiz dizer nada!!!
Ainda fui ameaçado, por nos anos anteriores ter pago apenas o equivalente ao registo de 1982, com as contas feitas pelo próprio fisco , de poder vir a pagar o erro do fisco no calculo do meu imposto municipal de circulação (pelo Mar).
[é sabido de todos as elevadas verbas que o erário publico dispende anualmente na conservação das vias de circulação no Mar].
O ano de registo, o espirito dessa norma, é penalizar as embarcações mais recentes, o que não é o caso do Veronique.
Então porque alimentar estes azeiteiros quando, nas calmas e na legalidade, posso registar o Veronique no estrangeiro?
Assim não levam mais nada e acabou-se.
Para 2008 o Veronique vai ser belga, com pena minha, mas para azeiteiros já chega.

O nosso dinheiro vai servindo para os 230 assessores da Assembleia da Republica, para os 8 assessores do Sá Fernandes em Lisboa (se este vereador, dos ultimos, tinha 8 assessores, quantos tinham os primeiros?)
Se ligo por VHF à Policia Maritima, ninguém responde, se no Mar necessito de informação meteorológica, como em qualquer país europeu se tem direito, eu que me desenmerde, se ouço um Aviso à Navegação com um perigo entre o Cabo da Roca e o Cabo Finisterre e peço especificação da posição, eu que me desenmerde, se preciso de atracar num porto de recreio, primeiro é preciso que o haja, depois tenho de o pagar, é justo, e tenho de declarar ao SEF, à Guarda Fiscal e à Policia Maritima coisas absurdas como a velocidade do meu veleiro e o numero de animais a bordo !!!!!, se saio dos canais de navegação comercial na Ria de Aveiro não há boias, não há estacas, não há indicações, só há secos e taxa de farolagem.
Essa taxa de farolagem, para embarcações oceânicas, é também quase 10 vezes mais cara que para costeira restrita, o que se entende por ser em Alto Mar que estão as boias, as estacas e as farolagens!!!!
Se quero fundear na Baía de São Jacinto, ao abrigo das estramagueiras da Base Aérea, rápido vem a Policia Maritima e os Paraquedistas armados, a enxotarem-me(nos), a invocar segurança militar, numa zona em que tecnicamente é impossivel desembarcar e frequentada em terra por dezenas de civis dos diferentes aero-clubes que usam aquela zona da base !!!!!!
Rico país de Marinheiros, os Heróis do Mar!!!!!

Que bom seria 10 Berieves carregadinhos de sugo, bosta, merda, a descarregar sobre estes gajos em Lisboa.
Tenho fé que esse dia chegará...

quinta-feira, julho 19, 2007

Christophe outra vez


Aquele tipo foi pai outra vez, desta vez em Cartagena. Lá vão os quatro agora pelos sete mares afora.

domingo, julho 15, 2007

Miguel de Vasconcelos

Nunca gostei do homem, por questões ideologicas, de caracter e estéticas.
Deram-lhe a taça na Suécia muito mais por marketing da mulher que por mérito de escrita.
Há em Portugal, país que existia muito antes de espanha, e que existirá muito para lá de certos cretinos que com a idade vão para senis, muito mais escritores merecedores, que não tem o marketing castelhano a trabalhar para eles.
O Cardoso Pires, o Lobo Antunes, o Torga, (o Eduardo Agualuza e o Mia Couto), a Sophia, o Eugénio de Andrade, o Guerreiro de Sousa, o Sena e tantos tantos outros.
Todos são lusos, de cultura lusa, universalistas, não são como esse vendido por meio prato de lentilhas castelhanas, e podres.
Tenho pelos espanhois o respeito que uma cultura rica me merece, como a dos franceses, dos nórdicos ou dos americanos e dos orientais. Nem um pouquinho mais.
Não deixarei de gostar, por conta do cretino das canárias, do Cervantes ou do Lorca ou do Perez Reverte, mas...

Vai apanhar no cu ó saramago.

"
Não sou profeta, mas Portugal acabará por integrar-se na Espanha
"

terça-feira, julho 10, 2007

Nós é mais Mar...
















Duas fotografias 'assim assim' do Bolha, ambas a partir do Veronique, uma há dias na entrada da Barra de Aveiro, com um Mar jeitosinho e outra em 2001, comigo ao leme, na Biscaia, debaixo de uma depressãosita de 1005 hpa, e três fotografias de Papai, a bordo do Santa Maria Madalena, na Terra Nova, no inicio da década de 50. Pode ver-se o Santa Maria Manuela fundeado em São João da Terra Nova.

NOTA IMPORTANTE DA AVELA


Caros Amigos,

A solicitação do nosso Presidente Paulo Reis sou a informar:

1/ A Avela negociou com o Clube Naval da Povoa a atracação das embarcações na Povoa do Varzim durante o tempo que durarem as obras do Polis. Solicita-se aos sócios interessados que, o mais rápidamente possivel, contactem a direcção da Avela para esta entregar a lista das embarcações ao C N Povoa.

2/ As embarcações mais pequenas poderão ficar no Canal das Pirâmides ou no Clube de Vela da Costa Nova. Mais uma vez solicita-se aos interessados que contactem a direcção da Avela para a apresentação da lista aos clubes receptores e colocação de moirões novos no Canal.

3/ Gorou-se a possibilidade de atracar as embarcações na marina dos pescadores na Lota Nova. Em alternativa a Avela está a estudar a possibilidade de colocação de um pontão na baía de São Jacinto.


Aveiro, 10 de Julho de 2007

sábado, julho 07, 2007

Nas Termas




A minha ultima ida à termas, neste caso às da Figueira da Foz. Optimas águas, aquelas.

sexta-feira, julho 06, 2007

TERMAS

Seguindo o conselho do meu Amigo Toni, inscrevi-me nas Termas de Mondariz para Setembro que vêm.
Não foi fácil, a lista de espera era grande, e também tive de negociar os copos de água diários que tinha de beber.
Assim, fiquei com a obrigação de beber meio copinho de água por dia, logo de manhã, para não ser muito violento.
Entretanto já marquei mesa para o Restaurante Riancho, que tem umas chuletitas de carneiro deliciosas, também para Salva Terra do Minho, tem lá um restaurante de peixe do rio memorável, para Baiona, está claro, para o Pedro Madruga, para o Moscon, para o Clube de Iates, onde se comem uns bocadilhos espectaculares, tudo regado com Alvarinho branco e rioja tinto, um espanto.
No meio tempo ainda vou com a Marieke a RibadeTea malhar uns cozidinhos galegos feitos pela MariCarmen, acompanhados por um verdasco do aido dela, que só de me lembrar já estou cheio de sede.
O meu Amigo Licas também vai connosco para as termas, embora já tivesse marcado outras, as da Mealhada/Curia, também muito boas para as unhas encravadas, queda de cabelo, espondilose, bicos de papagaio, penariços, mau olhado, urceras benignas e malignas, e sobretudo hemerroidal, aceitou vir comigo até Mondariz.
Não se vai arrepender e, com um pouquinho de jeito, ainda vamos até às termas da Curia ainda este ano.

domingo, julho 01, 2007

Também Galegos



É seguro que Galiza e Portugal se axuntarán algún día
Con que dereito se nos obriga a deprendermos a lingua de Castela
e non se obriga aos casteláns a deprenderen a nosa?
Os galegos tiñan unha cultura anterior e superior á de Castela,
e contaban con institucións foraes que concedían aos labregos un
comezo de propiedade
Os ingleses aldraxan aos escoceses; os franceses aos bretóns; os
casteláns aos galegos. E todos eses aldraxes non son máis que un
recoñecemento tácito do "carácter nacional"
A partir de Galiza e de Asturias foise gañando aos mouros o que
despois soio sirveu para engrandecer a Castela.
Nós queremos ser hespañoes, pero a condición de que este nome
non nos obrigue a sermos casteláns.
Pero dentro de Portugal quedounos a mitade da nosa terra, do noso
espírito, da nosa lingua, da nosa cultura, da nosa vida, do noso ser
nacional.

quinta-feira, junho 28, 2007

Viva PORTUGAL

in Diario de Aveiro de 28-Jun-2007
"....
A Força Aérea Portuguesa resgatou, ontem, um tripulante de um veleiro que sofreu ferimentos graves num acidente ao largo de Aveiro.
A Força Aérea Portuguesa resgatou, ontem, um tripulante de um veleiro que sofreu ferimentos graves num acidente ao largo de Aveiro, informaram fontes da Marinha e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O homem, de nacionalidade francesa e de 55 anos de idade, foi resgatado por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, que se deslocou até à embarcação com uma equipa do INEM a bordo.

A mesma equipa, à chegada a Lisboa, transportou o ferido para o Hospital de Santa Maria. O helicóptero chegou ao aeroporto de Figo Maduro, Lisboa, às 07.55 horas, adiantou fonte do Comando Naval de Lisboa. O socorro deu-se quando o veleiro francês, que participava numa regata entre França e a Madeira, se encontrava a 35 milhas ao largo de Aveiro. O acidente ocorreu cerca das 6 horas, de acordo com fonte do Comando Naval de Lisboa, que adiantou que o tripulante terá sofrido um traumatismo no tórax. Alves Salgado, comandante do Porto de Aveiro, disse ao Diário de Aveiro que a Capitania do Porto aveirense não foi abordada e que o acidente e o salvamento que se seguiu não implicaram meios da estrutura por si chefiada.
..."

quarta-feira, junho 27, 2007

Trigéssima Nona Pré Inauguração

Vai decorrer, em data próxima a anunciar, grandioso vernissage no chalé da Boavista, para apresentação do DVD ‘ Berlenga 2007 ’ da autoria do nosso Amigo Amândio Matisse, com trabalhos de afamados fotógrafos como o Quirino Man, a Gamito, o Toni, o Zé Ângelo e mesmo o Bolha.
O filme narra as aventuras do Veronique por mares da Nazaré e Peniche, acompanhado por larga e bem apetrechada flotilha, e tem uns muito extensos 4 minutos e meio.
Serão os convidados presenteados com a 39ª pré-inauguração da minha Churrasqueira, onde serão servidas lulas recheadas de mamãe e caldeirada de enguias como entrada, cabrito assado de conduto e encharcada de maninha de sobremesa.
A acompanhar será servido Quinta de la Rose, do meu antigo patrão Bergkvist e Diamante Negro do meu Amigo Fernando Vieira.

segunda-feira, junho 25, 2007

quarta-feira, junho 20, 2007

Sardinhada de Gala





Amigos e companheiros,
A pedido do Paulo Reis, nosso dignissimo Presidente, endereço a todos os associados e amigos o convite para uma Sardinhada de Gala (desta vez com sardinhas que cheguem) a realizar na nossa sede na Lota Velha, proxima sexta feira, a partir das 1800.
Comemorar-se-á o São João e iniciar-se-á a despedida da nossa sede.
Tragam umas garrafitas de vinho, a Avela entra com os cabazes de sardinha e carapau.
Traje a condizer.

terça-feira, junho 19, 2007

Viva o 18 de Junho

Para o meu Amigo Zé Angelo, o poema do João de Deus,

"....
com que então caiu na asneira
de fazer na segunda feira
53 anos
que tolo
ainda se os desfizesse
mas fazê-los nem parece
de quem tem tanto miolo
não sei quem foi que me disse
que fez a mesma tolice
aqui
o ano passado
pois agora até aposto
como lhe tomou o gosto
faz o mesmo
coitado
não faça tal
pois os anos só nos trazem desenganos
e fazem a gente velha
faça outra coisa que em suma
não fazer coisa nenhuma
também lhe não aconselho

..."

segunda-feira, junho 18, 2007

Ota vs Alcochete

Meus caros Amigos, deixem-me, por uma vez, tomar partido nesta contenda nacional.
Em verdade e em justiça, é em São Jacinto que o Aeroporto Internacional fica bem e adequado.
Senão vejamos, a primeira das vantagens é o nome: não se trata de um nome árabe, Al-Cochete, ou nórdico, Ota, mas bem português, São Jacinto.
Para os ranhosos que dizem que São Jacinto não tem estilo, poderiam sempre chamar-lhe Saint Jacint sur Mer, nome artístico e de carinho.

Seria o Aeroporto Internacional de Saint Jacint sur Mer, lindo.
A outra grande vantagem era ser perto da minha casa. Assim poderia muito mais vezes deslocar-me ao estrangeiro, Paris, Lisboa ou mesmo Nova Iorque ou Frossos, que, como toda a gente sabe, tem o aeródromo mais perto do Travassos e do Manel dos Cornos, onde se comem os melhores rojões do Mundo e das melhores caldeiradas de enguias de que há memória.
São Jacinto também já tem pista. É curta, é certo, mas podem perfeitamente adaptar-se umas redes de travão e os maiores aviões aterrariam assim sem qualquer custo.
Outra grande vantagem era estar na terra dos restaurantes ‘Peixaria’ e ‘Terminal’, com os melhores robalos grelhados do Universo, quiçá mesmo os melhores de Aveiro.
O TGV não seria problema também, fazia-se um túnel de São Jacinto ao estrangeiro, Lisboa, com uma paragem na Boavista, para eu entrar.
Os terrenos em São Jacinto também não são problema, só tinha de saber uns tempos antes para comprar tudo e depois vender, a preço de amigo, claro, ao estado.
Como fica aqui amplamente demonstrado, qed (*), São Jacinto é a localização exacta, correcta, justa e adequada.


(*) é latim, em português quer dizer "Olé Olá, em São Jacinto é que é, ou, mais prosaicamente, Não me fxxx mais os cxxx, São Jacinto é que é"

sexta-feira, junho 15, 2007

Vasco Moscoso de Aragão

“…
Oh João:
Esta é imperdoavél
Então amarras o "Veronique" à popa, só com um spring e um través, com outras embarcações atracadas a ti de braço dado?
Onde está o lancante para "jogar" com o spring de vante?
Nem parecem coisas de um dos skippers mais famosos de Portugal, qiçá, o mais famoso de Aveiro, pois,

…”


Há um romance delicioso do Jorge Amadao, “Os velhos marinheiros ou o Capitão de Longo Curso”, cuja história resumida é a de um individuo, participante de uma tertúlia numa cidade do Brasil em que ele era o único ‘não bacharel’ do grupo.
Descontente com a situação, foi-lhe proposto por um companheiro do grupo, o Capitão do Porto onde viviam, fazer uma espécie de exame, em que ele seria o examinador, e o nosso amigo, Vasco Moscoso de Aragão, ficaria então com o titulo de Capitão de Longo Curso, mesmo sem nunca ter saído, uma vez que fosse, ao Mar.
Se assim o pensou, melhor o fez, e o nosso comandante, dono de uma imaginação prodigiosa, passou a contar, nas tertúlias, histórias de grandes viagens, naufrágios, ataques de piratas, tempestades assustadoras e outras aldrabices que todos nós também contamos.
Tudo corria bem até que um paquete arribou àquela cidade com o capitão morto.
Impunha-se encontrar quem o substituisse e, naquela cidade, o mais famoso comandante era o nosso amigo, Vasco Moscoso de Aragão.
Declinou várias vezes, mas, pressionado, teve de acabar por aceitar.
A viagem decorreu bem, o paquete era de luxo, o nosso comandante fez a viagem nos salões e, quando instado sobre as manobras a efectuar, respondia sempre, ‘fazei como é habito fazer…’

E assim decorria a viagem.
Quando o navio arribou ao ultimo porto do destino, o imediato foi chamar o Comandante Vasco Moscoso de Aragão para coordenar a manobra final de amarração, e ele voltou a responder, ‘fazei como é habito fazer..’
Mas era tradição a ultima manobra da viagem ser coordenada pelo capitão e o nosso comandante não teve alternativa senão subir à ponte e ordenar a manobra.
À questão de quantas amarras deviam ser colocadas, respondia sempre ‘TODAS’, quantos ferros? ‘TODOS’, quantos lançantes à proa?, ‘TODOS’, quantas regeiras? TODAS
Foi a risota geral e o desmascarar do Comandante Vasco Moscoso de Aragão, que nunca tinha ido ao MAR.

Recolheu o Comandante Vasco Moscoso de Aragão ao Hotel triste e de orelha murcha.
Mas nessa noite um violento furacão abateu-se sobre aquele porto e todos os navios soçobraram.
Todos? Não, o navio do nosso Comandante foi o único que se manteve firme, tal o numero de amarras que o prendiam a terra….


Pois é Amigo João David, em Peniche eu fui o Vasco Moscoso de Aragão da Avela.

segunda-feira, junho 11, 2007

Berlenga 2007, o Balanço

O Cruzeiro à Berlenga este ano foi um sucesso, não fora:
1/ Eu ter partido para a sua organização, logo de inicio, sem ponta de pica;
2/ A Sardinhada de Gala ter sido feito com uma sardinha para cada 12 participantes;
3/ Alguma da rapaziada de Lisboa ter dado de frosques;
4/ A entrada na Barra de Aveiro ter sido de duas mãos (uma no leme e outra a segurar as partes baixas).
Raiou a excelência a forma como fomos recebidos na Nazaré e em Peniche. E a Berlenga que, para mim, tem significado idêntico em mística ao dos católicos que vão às Fátimas.
Raiou a execlência a companhia dos Naguais, dos Blues Moons, dos Dominós, dos Celtas, dos Albinos, dos Tibariafs, dos Mike Davis, dos escritores, dos Nados, dos outros.
Para o ano há mais, espero que na altura eu esteja com outra pica.
PS: Para fotografias os meus Amigos visitem os blogs 'Oceânicos' e os 'Lagoas e Riachos'.

quarta-feira, junho 06, 2007

INVEJA

Enquanto eu trabuco que me lixo os meus Amigos da NADO aproveitam o tempo e navegam até onde eu já tantas vezes quis navegar enunca tive opurtunidade.
A flotilha da NADO na concha de São Martinho do Porto ontem.
Não se podia aqui também gastar 0,00001% do orçamento da OTA/TGV e fazer com que se pudesse entrar e sair sempre que se necessitasse da concha? Todos ganhavam, primeiro os pescadores, depois a Náutica de Recreio e o turismo local. (Em França a Náutica de Recreio é a 5ª Industria do País !!!)

segunda-feira, junho 04, 2007

O embalamento em vacuo

É uma sensação estranha entrar num porto luso e levar com a autoridade em cima a pedir as documentações.
Se chegasse de carro ninguém me ligava nenhum, mas como chego de barco, aí vem eles, perguntar se tenho animais a bordo.
Curiosa a pergunta, sobretudo se tomada em conta que foi a seguir a uma outra muito mais inteligente, qual é a velocidade do seu barco?
Esta deixou-me de facto de boca aberta. Sendo o Veronique um veleiro, a sua velocidade é a do vento, isto é, muita, mas respondi à autoridade competente que a velocidade do Veronique se situava algures entre o parado e os 10 nós.
À pergunta se tinha animais a bordo, indiquei o Bolha e mais dois animais que lá tinha, mas a Autoridade não os considerou como tal, referia-se a outros animais. Fiquei, aqui, esclarecido
Seguiu-se o almoço num restaurante local, uma belíssima caldeirada servida por uma serviçal de atributos notáveis, provavelmente embalados a vácuo.
Uma vez mais o Bolha adulterou, por pura inveja, o ocorrido, e fez uma foto, desta vez em oposição aos cursos que detêm, em que se vê a minha pessoa, embora de lado, a ler uma mensagem no telemóvel e, ao mesmo tempo, tenho um telemóvel dual, a gravar para a posteridade os atributos envacuados da serviçal.
Bonito, dirão os senhores, bonito, reforço eu.
Posso adiantar que o cantaril também estava delicioso e o bolinho final, chila, amêndoa e feijão, chamado ‘Amigo de Peniche’, estava de estalo.

terça-feira, maio 29, 2007

Viagens na Minha Terra

Estou a ficar repetitivo, esta é a 3ª vez que publico este texto delicioso do Garrett nos meus blogs. Mas hoje tenho essa especial vontade, vem, pode vir, a propósito, leiam-no os meus Amigos, ou releiam-no.
Ao som do piano da Pires e das sonatas (seriam de violino?!) do Frederico Polaco, de que vale essa tralha toda, o gosto ou falta dele, a deselegancia e o grunhismo, valerá apenas o Azul, porra.
Da minha parte fico me por aqui, e ouço a Pires, que diferença senhores!!!

"...
Ora os homens do Norte estavam disputando com os homens do Sul: a questão fora interrompida com a nossa chegada à proa do barco. Mas um dos ílhavos—bela e poética figura de homem—voltando-se para nós, disse naquele seu tom acentuado.
— Ora aqui está quem há de decidir: vejam os senhores. Eles, por agarrar um toiro, cuidam que são mais que ninguém, que não há quem lhes chegue. E os senhores, a serem cá de Lisboa, hão de dizer que sim. Mas nós...

— Nenhum de nós é de Lisboa: só este senhor que aqui vem agora. Era o C. da T. que chegava.
— Este conheço eu; este é dos nossos (bradou um homem de forcado, assim que o viu). Isto é um fidalgo como se quer. Nunca o vi numa ferra, isso é verdade; mas aqui de Valada a Almerim ninguém corre mais do que ele por sol e chuva, e há de saber o que é um boi de lei, e o que é lidar com gado. Pois oiçamos lá a questão.
— Não é questão — tornou o ílhavo — mas se este senhor fidalgo anda por Almeirim, para Almeirim vamos nós, que era uma charneca outro dia, e hoje é um jardim, benza-o Deus! mas não foram os campinos que o fizeram, foi a nossa gente que o sachou e plantou, e o fez o que é, e fez terra das areias da charneca. Lá isso é verdade.
— Não, não é! Que está forte habilidade fazer dar trigo aos nateiros do Tejo, que é como quem semeia em manteiga. É uma lavoura que a faz Deus por sua mão, regar e adubar e tudo: e o que Deus não faz, não fazem eles, que nem sabem ter mão nesses mouchões com o plantio das árvores: só lá por cima é que algumas têm metido, e é bem pouco para o rio que é, e as ricas terras que lhes levam as enchentes. Mas nos, pé no barco, pé na terra, tão depressa estamos a sachar o milho na charneca, como vimos por aí abaixo com a vara no peito, e o saveiro a pegar na areia por não haver água... mas sempre labutando pela vida...
— A força é que se fala — tornou o campino para estabelecer a questão em terreno que lhe convinha.

— A força é que se fala: um homem do campo que se deita ali à cernelha de um toiro que uma companhia inteira de varinos lhe não pegava, com perdão dos senhores, pelo rabo!...
E reforçou o argumento com uma gargalhada triunfante. que achou eco nos interessados circunstantes que já se tinham apinhado a ouvir os debates. Os ílhavos ficaram um tanto abatidos; sem perderem a consciência de sua superioridade, mas acanhados pela algazarra.
Parecia a esquerda de um parlamento quando vê sumir-se no burburinho acintoso das turbas ministeriais, as melhores frases e as mais fortes razões dos seus oradores.
Mas o orador ílhavo não era homem de se dar assim por derrotado. Olhou para os seus, como quem os consultava e animava, com um gesto expressivo, e voltando-se a nós, com a direita estendida aos seus antagonistas:

— Então agora como é e força, quero eu saber, e estes senhores que digam, qual é que tem mais força, se é um toiro ou se é o mar.
Essa agora!...
Queríamos saber.
É o mar.
— Pois nós que brigamos com o mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é o que tem mais força?
Os campinos ficaram cabisbaixos; o público imparcial aplaudiu por esta vez a oposição, e o Vouga triunfou do Tejo.

..."

segunda-feira, maio 28, 2007

Prioridades

Este fim de semana fiquei na Ericeira.
Entre outras dei conta que o molhe de protecção, que já não está como o da fotografia, não protege coisa nenhuma.
Entre Cascais e Peniche não há nenhum porto de abrigo, e o da Ericeira não é nada.
Então não era de reconstruir e melhorar o molhe existente fazendo da Ericeira um porto de abrigo para a pesca artesanal que alí existe e, eventualmente, para a navegação de recreio?
E o Rio Minho ?, a outra fotografia, e Vila Nova de Mil Fontes? e São Martinho do Porto?
Não se podia desviar 0,000001% dos orçamentos da OTA e do TGV para estas obras? Não somos, dizem, um país de marinheiros?

segunda-feira, maio 21, 2007

domingo, maio 20, 2007

Tropicalismos

O nosso amigo Paulo Marinheiro tem o seu passatempo nos aquários de água salgada e espécies tropicais, peixes, algas e rocha viva (não sei bem o que isto é, rocha viva, mas ele está sempre a falar dela e fica bem mencioná-la aqui).
Para um rapaz que mora a 50 metros do Atlântico de águas mexidas e frias, um aquário destes deve fazer o contraste, digo eu, com as águas chilras do Índico.
Por vezes atesta o aquário com águas atlânticas, mas não muitas, que as rochas vivas podem resfriar-se, diz.

quarta-feira, maio 16, 2007

Olha a Novidade !!!!

"Não tenho ideias nenhumas.....”
Carlos Natividade em ' O Aveiro ' de 3 de Maio passado.
Já todos sabiamos dr, era escusado dizer.

terça-feira, maio 15, 2007

O Bel Canto

Onde se pode apreciar uma das inumeras performances que eu e o meu Amigo Licas demos, antes de entrar em palco no Scala, a entoar uma das nossas arias preferidas, Die Entführung aus dem Serail , embora uma oitava e meio abaixo, aliás intencional, para exercitar as cordas vocais.
Na mesa alguns aditivos vocais, tipicos de quem 'estuca o tecto' com frequência.

segunda-feira, maio 14, 2007

A Pernada da Povoa

A pernada da Povoa correu como esperado. Muito Mar, muito vento e muitos bordos.
Temos de repensar estas regatas de Mar…
O vento na nossa costa, a maior parte das vezes, é lhe paralelo, o que quer dizer que as regatas são feitas todas em popa arrasada ou todas aos bordos.
Desta vez, porque o programa social estava já delineado, quisemos fazer as 32 milhas de Leça a Aveiro em 8,5 horas.
Isto dava uns razoáveis 3,8 nós de média, se viéssemos a direito.
Aos bordos as 32 milhas foram facilmente convertidas em mais do dobro, o que passa imediatamente os 3,8 nós para uns sete e mais, difíceis de obter para a maioria das embarcações.
O resultado foi mais de metade delas ter desistido da Regata, e, mesmo assim, terem entrado na barra de Aveiro por voltas das 2100, uma hora depois do fecho, e também termos iniciado o jantar já depois das 2300.
É de repensar o método.
Para além disso o Mar cresceu muito, atingindo uns quatro metritos a partir de Esmoriz, tornando a navegação entusiasmante mas incomoda.
A Barra, essa, estava acessível, franca.
À entrada estavam muitos barcos galegos, a estudar a barra, que, mal entramos como bons locais, nos seguiram até à Lota Velha, pelos esteiros e canais.

A tripulação do Veronique era de luxo, o Quirino Man, o Zé Angelo e o Afonso.
O Bolha baldou-se para trabalhar e, numa de altruismo, dispensamos o Francisco Albino ao nosso Amigo Pardal, para trazer até Aveiro o Celta Morgana.

quarta-feira, maio 09, 2007

VERDEEEEEEEEEEEEEEEE



Verde como o bixo da fotografia.
"...
Bonjour à tous

Cette lettre débute sur le Rio Chagrès de Panama. Deux semaines ont filé, l’équipage de Téou, mouillé au beau milieu de cette forêt primaire, n’a plus comptabilisé les jours…
Ici, les chants de la forêt bercent nos jours et nos nuits. Cette forêt s’éveille au lever du jour avec les perroquets, toujours en couple, bruyant, haut dans le ciel, volant d’une rive à l’autre en jacassant. Merci, en levant les yeux, nous apercevrons les Toucans faire de même en silence. Le poids de leur bec déséquilibre leur vol entre chaque série de battement d’ailes, des groupes de trois à cinq individus perchés sur les arbres ne sont pas rares. L’autre gueulard matinal se prénomme le « singe hurleur ». En groupe, bien planqué dans les feuillages, haut perchés, ils s’en donnent à cœur joie, notre position de l’entre deux rives nous offre la stéréo. Après ce court opéra, 7h du matin, le petit déjeuner peut avoir lieu, le soleil monte, la température aussi. Avec le kayak, nous longeons les berges et pénétrons les bras de ce Rio, quel plaisir de ressentir cette sensation de découverte totale, chaque bruit est capté par nos sens à nouveau sollicités, ici, on peut croire que tout peut arriver, on se sent véritablement épié. Nous approcherons martin pêcheurs, aigrettes, ibis, lézards capable de courir sur l’eau, iguanes, crabes, tarpons, écureuils, grisons, paresseux, et singes en planque, seuls les crocodiles, chassés ne se laissent pas surprendre. Fin Avril, la saison des pluies a débuté…et il pleut à verse tous les jours, le taud de soleil sert également à récupérer l’eau de pluie, nous regorgeons d’eau douce.
Après la pluie, le beau temps, c’est bien connu… 2 mai ce jour, dire que l’on a oublié de fêter le 1, et que vous allez élire notre nouveau Président, maniant un discours plus écologique que ces prédécesseurs, normal, c’est de rigueur, incontournable. Vu d’ici, difficile de croire tous ces politiciens en quête de pouvoir, l’élément Nature est bien trop loin de leur quotidien, le problème écolo reste bien un problème de pays riche. La chance de ce Rio est d’être classé « Parc National », sans chemin balisé, sans droits d’accès, les élus locaux n’ont pas encore eu idée de rentabiliser le lieu, pardon, leurs poches, sous le couvert de la protection du site…ouf, la Nature y trouve son compte, elle est quasi intacte. Nous nous serons régalés, reposés, ressourcés, dans quelques jours, nous servirons d’équipier à bord d’un voilier ami, pour le passage du Canal de Panama, puis nous réapprovisionnerons notre bord en fonction de la prochaine destination.
Timéry vocalise , imite ses copains singes, leurs cause toute la journée, et nous montre tous les oiseaux ou poissons qui nous entourent, un régal.
Colon,4 Mai, deux heures de navigation pour un retour brutale à la civilisation. Internet nous est à nouveau accessible pour une petite semaine, puis nous filerons en Colombie, à Cartagene, découvrir cette ville et ainsi décider d’y rester si elle nous enchante, le temps d’accueillir notre deuxième enfant..
A tous, bonne continuation, à bientôt.
Les Téou.
Ps, merci de tous vos courriers, vos photos, notre nouvelle adresse
catateou@gmail.com fonctionne,merci de l’enregistrer, à bientôt.
..."

terça-feira, maio 08, 2007

O Veronique na Povoa

A fotografia é do Ferrugens, e mostra o veleiro mais lindo do Universo, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, atracado na Povoa do Varzim.
Não pude fazer a pernada de Baiona (com I) até à Povoa, mas o Veronique estava bem entregue.
Digam lá se não é bonito?!!

segunda-feira, abril 30, 2007

As Estelas

Estelas com pato em voo rasante, foto do Bubbles que, finalmente, fez a cadeira de "Patos em Voo Rasante III", do seu curso de fotografia cee, uma das mais dificeis cadeiras deste curso, infeliz e incompreensivelmente ainda não homologado em universidades prestigiadas, como a de Coimbra, a Independente, e outras.