domingo, julho 01, 2007

Também Galegos



É seguro que Galiza e Portugal se axuntarán algún día
Con que dereito se nos obriga a deprendermos a lingua de Castela
e non se obriga aos casteláns a deprenderen a nosa?
Os galegos tiñan unha cultura anterior e superior á de Castela,
e contaban con institucións foraes que concedían aos labregos un
comezo de propiedade
Os ingleses aldraxan aos escoceses; os franceses aos bretóns; os
casteláns aos galegos. E todos eses aldraxes non son máis que un
recoñecemento tácito do "carácter nacional"
A partir de Galiza e de Asturias foise gañando aos mouros o que
despois soio sirveu para engrandecer a Castela.
Nós queremos ser hespañoes, pero a condición de que este nome
non nos obrigue a sermos casteláns.
Pero dentro de Portugal quedounos a mitade da nosa terra, do noso
espírito, da nosa lingua, da nosa cultura, da nosa vida, do noso ser
nacional.

quinta-feira, junho 28, 2007

Viva PORTUGAL

in Diario de Aveiro de 28-Jun-2007
"....
A Força Aérea Portuguesa resgatou, ontem, um tripulante de um veleiro que sofreu ferimentos graves num acidente ao largo de Aveiro.
A Força Aérea Portuguesa resgatou, ontem, um tripulante de um veleiro que sofreu ferimentos graves num acidente ao largo de Aveiro, informaram fontes da Marinha e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O homem, de nacionalidade francesa e de 55 anos de idade, foi resgatado por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, que se deslocou até à embarcação com uma equipa do INEM a bordo.

A mesma equipa, à chegada a Lisboa, transportou o ferido para o Hospital de Santa Maria. O helicóptero chegou ao aeroporto de Figo Maduro, Lisboa, às 07.55 horas, adiantou fonte do Comando Naval de Lisboa. O socorro deu-se quando o veleiro francês, que participava numa regata entre França e a Madeira, se encontrava a 35 milhas ao largo de Aveiro. O acidente ocorreu cerca das 6 horas, de acordo com fonte do Comando Naval de Lisboa, que adiantou que o tripulante terá sofrido um traumatismo no tórax. Alves Salgado, comandante do Porto de Aveiro, disse ao Diário de Aveiro que a Capitania do Porto aveirense não foi abordada e que o acidente e o salvamento que se seguiu não implicaram meios da estrutura por si chefiada.
..."

quarta-feira, junho 27, 2007

Trigéssima Nona Pré Inauguração

Vai decorrer, em data próxima a anunciar, grandioso vernissage no chalé da Boavista, para apresentação do DVD ‘ Berlenga 2007 ’ da autoria do nosso Amigo Amândio Matisse, com trabalhos de afamados fotógrafos como o Quirino Man, a Gamito, o Toni, o Zé Ângelo e mesmo o Bolha.
O filme narra as aventuras do Veronique por mares da Nazaré e Peniche, acompanhado por larga e bem apetrechada flotilha, e tem uns muito extensos 4 minutos e meio.
Serão os convidados presenteados com a 39ª pré-inauguração da minha Churrasqueira, onde serão servidas lulas recheadas de mamãe e caldeirada de enguias como entrada, cabrito assado de conduto e encharcada de maninha de sobremesa.
A acompanhar será servido Quinta de la Rose, do meu antigo patrão Bergkvist e Diamante Negro do meu Amigo Fernando Vieira.

segunda-feira, junho 25, 2007

quarta-feira, junho 20, 2007

Sardinhada de Gala





Amigos e companheiros,
A pedido do Paulo Reis, nosso dignissimo Presidente, endereço a todos os associados e amigos o convite para uma Sardinhada de Gala (desta vez com sardinhas que cheguem) a realizar na nossa sede na Lota Velha, proxima sexta feira, a partir das 1800.
Comemorar-se-á o São João e iniciar-se-á a despedida da nossa sede.
Tragam umas garrafitas de vinho, a Avela entra com os cabazes de sardinha e carapau.
Traje a condizer.

terça-feira, junho 19, 2007

Viva o 18 de Junho

Para o meu Amigo Zé Angelo, o poema do João de Deus,

"....
com que então caiu na asneira
de fazer na segunda feira
53 anos
que tolo
ainda se os desfizesse
mas fazê-los nem parece
de quem tem tanto miolo
não sei quem foi que me disse
que fez a mesma tolice
aqui
o ano passado
pois agora até aposto
como lhe tomou o gosto
faz o mesmo
coitado
não faça tal
pois os anos só nos trazem desenganos
e fazem a gente velha
faça outra coisa que em suma
não fazer coisa nenhuma
também lhe não aconselho

..."

segunda-feira, junho 18, 2007

Ota vs Alcochete

Meus caros Amigos, deixem-me, por uma vez, tomar partido nesta contenda nacional.
Em verdade e em justiça, é em São Jacinto que o Aeroporto Internacional fica bem e adequado.
Senão vejamos, a primeira das vantagens é o nome: não se trata de um nome árabe, Al-Cochete, ou nórdico, Ota, mas bem português, São Jacinto.
Para os ranhosos que dizem que São Jacinto não tem estilo, poderiam sempre chamar-lhe Saint Jacint sur Mer, nome artístico e de carinho.

Seria o Aeroporto Internacional de Saint Jacint sur Mer, lindo.
A outra grande vantagem era ser perto da minha casa. Assim poderia muito mais vezes deslocar-me ao estrangeiro, Paris, Lisboa ou mesmo Nova Iorque ou Frossos, que, como toda a gente sabe, tem o aeródromo mais perto do Travassos e do Manel dos Cornos, onde se comem os melhores rojões do Mundo e das melhores caldeiradas de enguias de que há memória.
São Jacinto também já tem pista. É curta, é certo, mas podem perfeitamente adaptar-se umas redes de travão e os maiores aviões aterrariam assim sem qualquer custo.
Outra grande vantagem era estar na terra dos restaurantes ‘Peixaria’ e ‘Terminal’, com os melhores robalos grelhados do Universo, quiçá mesmo os melhores de Aveiro.
O TGV não seria problema também, fazia-se um túnel de São Jacinto ao estrangeiro, Lisboa, com uma paragem na Boavista, para eu entrar.
Os terrenos em São Jacinto também não são problema, só tinha de saber uns tempos antes para comprar tudo e depois vender, a preço de amigo, claro, ao estado.
Como fica aqui amplamente demonstrado, qed (*), São Jacinto é a localização exacta, correcta, justa e adequada.


(*) é latim, em português quer dizer "Olé Olá, em São Jacinto é que é, ou, mais prosaicamente, Não me fxxx mais os cxxx, São Jacinto é que é"

sexta-feira, junho 15, 2007

Vasco Moscoso de Aragão

“…
Oh João:
Esta é imperdoavél
Então amarras o "Veronique" à popa, só com um spring e um través, com outras embarcações atracadas a ti de braço dado?
Onde está o lancante para "jogar" com o spring de vante?
Nem parecem coisas de um dos skippers mais famosos de Portugal, qiçá, o mais famoso de Aveiro, pois,

…”


Há um romance delicioso do Jorge Amadao, “Os velhos marinheiros ou o Capitão de Longo Curso”, cuja história resumida é a de um individuo, participante de uma tertúlia numa cidade do Brasil em que ele era o único ‘não bacharel’ do grupo.
Descontente com a situação, foi-lhe proposto por um companheiro do grupo, o Capitão do Porto onde viviam, fazer uma espécie de exame, em que ele seria o examinador, e o nosso amigo, Vasco Moscoso de Aragão, ficaria então com o titulo de Capitão de Longo Curso, mesmo sem nunca ter saído, uma vez que fosse, ao Mar.
Se assim o pensou, melhor o fez, e o nosso comandante, dono de uma imaginação prodigiosa, passou a contar, nas tertúlias, histórias de grandes viagens, naufrágios, ataques de piratas, tempestades assustadoras e outras aldrabices que todos nós também contamos.
Tudo corria bem até que um paquete arribou àquela cidade com o capitão morto.
Impunha-se encontrar quem o substituisse e, naquela cidade, o mais famoso comandante era o nosso amigo, Vasco Moscoso de Aragão.
Declinou várias vezes, mas, pressionado, teve de acabar por aceitar.
A viagem decorreu bem, o paquete era de luxo, o nosso comandante fez a viagem nos salões e, quando instado sobre as manobras a efectuar, respondia sempre, ‘fazei como é habito fazer…’

E assim decorria a viagem.
Quando o navio arribou ao ultimo porto do destino, o imediato foi chamar o Comandante Vasco Moscoso de Aragão para coordenar a manobra final de amarração, e ele voltou a responder, ‘fazei como é habito fazer..’
Mas era tradição a ultima manobra da viagem ser coordenada pelo capitão e o nosso comandante não teve alternativa senão subir à ponte e ordenar a manobra.
À questão de quantas amarras deviam ser colocadas, respondia sempre ‘TODAS’, quantos ferros? ‘TODOS’, quantos lançantes à proa?, ‘TODOS’, quantas regeiras? TODAS
Foi a risota geral e o desmascarar do Comandante Vasco Moscoso de Aragão, que nunca tinha ido ao MAR.

Recolheu o Comandante Vasco Moscoso de Aragão ao Hotel triste e de orelha murcha.
Mas nessa noite um violento furacão abateu-se sobre aquele porto e todos os navios soçobraram.
Todos? Não, o navio do nosso Comandante foi o único que se manteve firme, tal o numero de amarras que o prendiam a terra….


Pois é Amigo João David, em Peniche eu fui o Vasco Moscoso de Aragão da Avela.

segunda-feira, junho 11, 2007

Berlenga 2007, o Balanço

O Cruzeiro à Berlenga este ano foi um sucesso, não fora:
1/ Eu ter partido para a sua organização, logo de inicio, sem ponta de pica;
2/ A Sardinhada de Gala ter sido feito com uma sardinha para cada 12 participantes;
3/ Alguma da rapaziada de Lisboa ter dado de frosques;
4/ A entrada na Barra de Aveiro ter sido de duas mãos (uma no leme e outra a segurar as partes baixas).
Raiou a excelência a forma como fomos recebidos na Nazaré e em Peniche. E a Berlenga que, para mim, tem significado idêntico em mística ao dos católicos que vão às Fátimas.
Raiou a execlência a companhia dos Naguais, dos Blues Moons, dos Dominós, dos Celtas, dos Albinos, dos Tibariafs, dos Mike Davis, dos escritores, dos Nados, dos outros.
Para o ano há mais, espero que na altura eu esteja com outra pica.
PS: Para fotografias os meus Amigos visitem os blogs 'Oceânicos' e os 'Lagoas e Riachos'.

quarta-feira, junho 06, 2007

INVEJA

Enquanto eu trabuco que me lixo os meus Amigos da NADO aproveitam o tempo e navegam até onde eu já tantas vezes quis navegar enunca tive opurtunidade.
A flotilha da NADO na concha de São Martinho do Porto ontem.
Não se podia aqui também gastar 0,00001% do orçamento da OTA/TGV e fazer com que se pudesse entrar e sair sempre que se necessitasse da concha? Todos ganhavam, primeiro os pescadores, depois a Náutica de Recreio e o turismo local. (Em França a Náutica de Recreio é a 5ª Industria do País !!!)

segunda-feira, junho 04, 2007

O embalamento em vacuo

É uma sensação estranha entrar num porto luso e levar com a autoridade em cima a pedir as documentações.
Se chegasse de carro ninguém me ligava nenhum, mas como chego de barco, aí vem eles, perguntar se tenho animais a bordo.
Curiosa a pergunta, sobretudo se tomada em conta que foi a seguir a uma outra muito mais inteligente, qual é a velocidade do seu barco?
Esta deixou-me de facto de boca aberta. Sendo o Veronique um veleiro, a sua velocidade é a do vento, isto é, muita, mas respondi à autoridade competente que a velocidade do Veronique se situava algures entre o parado e os 10 nós.
À pergunta se tinha animais a bordo, indiquei o Bolha e mais dois animais que lá tinha, mas a Autoridade não os considerou como tal, referia-se a outros animais. Fiquei, aqui, esclarecido
Seguiu-se o almoço num restaurante local, uma belíssima caldeirada servida por uma serviçal de atributos notáveis, provavelmente embalados a vácuo.
Uma vez mais o Bolha adulterou, por pura inveja, o ocorrido, e fez uma foto, desta vez em oposição aos cursos que detêm, em que se vê a minha pessoa, embora de lado, a ler uma mensagem no telemóvel e, ao mesmo tempo, tenho um telemóvel dual, a gravar para a posteridade os atributos envacuados da serviçal.
Bonito, dirão os senhores, bonito, reforço eu.
Posso adiantar que o cantaril também estava delicioso e o bolinho final, chila, amêndoa e feijão, chamado ‘Amigo de Peniche’, estava de estalo.

terça-feira, maio 29, 2007

Viagens na Minha Terra

Estou a ficar repetitivo, esta é a 3ª vez que publico este texto delicioso do Garrett nos meus blogs. Mas hoje tenho essa especial vontade, vem, pode vir, a propósito, leiam-no os meus Amigos, ou releiam-no.
Ao som do piano da Pires e das sonatas (seriam de violino?!) do Frederico Polaco, de que vale essa tralha toda, o gosto ou falta dele, a deselegancia e o grunhismo, valerá apenas o Azul, porra.
Da minha parte fico me por aqui, e ouço a Pires, que diferença senhores!!!

"...
Ora os homens do Norte estavam disputando com os homens do Sul: a questão fora interrompida com a nossa chegada à proa do barco. Mas um dos ílhavos—bela e poética figura de homem—voltando-se para nós, disse naquele seu tom acentuado.
— Ora aqui está quem há de decidir: vejam os senhores. Eles, por agarrar um toiro, cuidam que são mais que ninguém, que não há quem lhes chegue. E os senhores, a serem cá de Lisboa, hão de dizer que sim. Mas nós...

— Nenhum de nós é de Lisboa: só este senhor que aqui vem agora. Era o C. da T. que chegava.
— Este conheço eu; este é dos nossos (bradou um homem de forcado, assim que o viu). Isto é um fidalgo como se quer. Nunca o vi numa ferra, isso é verdade; mas aqui de Valada a Almerim ninguém corre mais do que ele por sol e chuva, e há de saber o que é um boi de lei, e o que é lidar com gado. Pois oiçamos lá a questão.
— Não é questão — tornou o ílhavo — mas se este senhor fidalgo anda por Almeirim, para Almeirim vamos nós, que era uma charneca outro dia, e hoje é um jardim, benza-o Deus! mas não foram os campinos que o fizeram, foi a nossa gente que o sachou e plantou, e o fez o que é, e fez terra das areias da charneca. Lá isso é verdade.
— Não, não é! Que está forte habilidade fazer dar trigo aos nateiros do Tejo, que é como quem semeia em manteiga. É uma lavoura que a faz Deus por sua mão, regar e adubar e tudo: e o que Deus não faz, não fazem eles, que nem sabem ter mão nesses mouchões com o plantio das árvores: só lá por cima é que algumas têm metido, e é bem pouco para o rio que é, e as ricas terras que lhes levam as enchentes. Mas nos, pé no barco, pé na terra, tão depressa estamos a sachar o milho na charneca, como vimos por aí abaixo com a vara no peito, e o saveiro a pegar na areia por não haver água... mas sempre labutando pela vida...
— A força é que se fala — tornou o campino para estabelecer a questão em terreno que lhe convinha.

— A força é que se fala: um homem do campo que se deita ali à cernelha de um toiro que uma companhia inteira de varinos lhe não pegava, com perdão dos senhores, pelo rabo!...
E reforçou o argumento com uma gargalhada triunfante. que achou eco nos interessados circunstantes que já se tinham apinhado a ouvir os debates. Os ílhavos ficaram um tanto abatidos; sem perderem a consciência de sua superioridade, mas acanhados pela algazarra.
Parecia a esquerda de um parlamento quando vê sumir-se no burburinho acintoso das turbas ministeriais, as melhores frases e as mais fortes razões dos seus oradores.
Mas o orador ílhavo não era homem de se dar assim por derrotado. Olhou para os seus, como quem os consultava e animava, com um gesto expressivo, e voltando-se a nós, com a direita estendida aos seus antagonistas:

— Então agora como é e força, quero eu saber, e estes senhores que digam, qual é que tem mais força, se é um toiro ou se é o mar.
Essa agora!...
Queríamos saber.
É o mar.
— Pois nós que brigamos com o mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é o que tem mais força?
Os campinos ficaram cabisbaixos; o público imparcial aplaudiu por esta vez a oposição, e o Vouga triunfou do Tejo.

..."

segunda-feira, maio 28, 2007

Prioridades

Este fim de semana fiquei na Ericeira.
Entre outras dei conta que o molhe de protecção, que já não está como o da fotografia, não protege coisa nenhuma.
Entre Cascais e Peniche não há nenhum porto de abrigo, e o da Ericeira não é nada.
Então não era de reconstruir e melhorar o molhe existente fazendo da Ericeira um porto de abrigo para a pesca artesanal que alí existe e, eventualmente, para a navegação de recreio?
E o Rio Minho ?, a outra fotografia, e Vila Nova de Mil Fontes? e São Martinho do Porto?
Não se podia desviar 0,000001% dos orçamentos da OTA e do TGV para estas obras? Não somos, dizem, um país de marinheiros?

segunda-feira, maio 21, 2007

domingo, maio 20, 2007

Tropicalismos

O nosso amigo Paulo Marinheiro tem o seu passatempo nos aquários de água salgada e espécies tropicais, peixes, algas e rocha viva (não sei bem o que isto é, rocha viva, mas ele está sempre a falar dela e fica bem mencioná-la aqui).
Para um rapaz que mora a 50 metros do Atlântico de águas mexidas e frias, um aquário destes deve fazer o contraste, digo eu, com as águas chilras do Índico.
Por vezes atesta o aquário com águas atlânticas, mas não muitas, que as rochas vivas podem resfriar-se, diz.

quarta-feira, maio 16, 2007

Olha a Novidade !!!!

"Não tenho ideias nenhumas.....”
Carlos Natividade em ' O Aveiro ' de 3 de Maio passado.
Já todos sabiamos dr, era escusado dizer.

terça-feira, maio 15, 2007

O Bel Canto

Onde se pode apreciar uma das inumeras performances que eu e o meu Amigo Licas demos, antes de entrar em palco no Scala, a entoar uma das nossas arias preferidas, Die Entführung aus dem Serail , embora uma oitava e meio abaixo, aliás intencional, para exercitar as cordas vocais.
Na mesa alguns aditivos vocais, tipicos de quem 'estuca o tecto' com frequência.

segunda-feira, maio 14, 2007

A Pernada da Povoa

A pernada da Povoa correu como esperado. Muito Mar, muito vento e muitos bordos.
Temos de repensar estas regatas de Mar…
O vento na nossa costa, a maior parte das vezes, é lhe paralelo, o que quer dizer que as regatas são feitas todas em popa arrasada ou todas aos bordos.
Desta vez, porque o programa social estava já delineado, quisemos fazer as 32 milhas de Leça a Aveiro em 8,5 horas.
Isto dava uns razoáveis 3,8 nós de média, se viéssemos a direito.
Aos bordos as 32 milhas foram facilmente convertidas em mais do dobro, o que passa imediatamente os 3,8 nós para uns sete e mais, difíceis de obter para a maioria das embarcações.
O resultado foi mais de metade delas ter desistido da Regata, e, mesmo assim, terem entrado na barra de Aveiro por voltas das 2100, uma hora depois do fecho, e também termos iniciado o jantar já depois das 2300.
É de repensar o método.
Para além disso o Mar cresceu muito, atingindo uns quatro metritos a partir de Esmoriz, tornando a navegação entusiasmante mas incomoda.
A Barra, essa, estava acessível, franca.
À entrada estavam muitos barcos galegos, a estudar a barra, que, mal entramos como bons locais, nos seguiram até à Lota Velha, pelos esteiros e canais.

A tripulação do Veronique era de luxo, o Quirino Man, o Zé Angelo e o Afonso.
O Bolha baldou-se para trabalhar e, numa de altruismo, dispensamos o Francisco Albino ao nosso Amigo Pardal, para trazer até Aveiro o Celta Morgana.

quarta-feira, maio 09, 2007

VERDEEEEEEEEEEEEEEEE



Verde como o bixo da fotografia.
"...
Bonjour à tous

Cette lettre débute sur le Rio Chagrès de Panama. Deux semaines ont filé, l’équipage de Téou, mouillé au beau milieu de cette forêt primaire, n’a plus comptabilisé les jours…
Ici, les chants de la forêt bercent nos jours et nos nuits. Cette forêt s’éveille au lever du jour avec les perroquets, toujours en couple, bruyant, haut dans le ciel, volant d’une rive à l’autre en jacassant. Merci, en levant les yeux, nous apercevrons les Toucans faire de même en silence. Le poids de leur bec déséquilibre leur vol entre chaque série de battement d’ailes, des groupes de trois à cinq individus perchés sur les arbres ne sont pas rares. L’autre gueulard matinal se prénomme le « singe hurleur ». En groupe, bien planqué dans les feuillages, haut perchés, ils s’en donnent à cœur joie, notre position de l’entre deux rives nous offre la stéréo. Après ce court opéra, 7h du matin, le petit déjeuner peut avoir lieu, le soleil monte, la température aussi. Avec le kayak, nous longeons les berges et pénétrons les bras de ce Rio, quel plaisir de ressentir cette sensation de découverte totale, chaque bruit est capté par nos sens à nouveau sollicités, ici, on peut croire que tout peut arriver, on se sent véritablement épié. Nous approcherons martin pêcheurs, aigrettes, ibis, lézards capable de courir sur l’eau, iguanes, crabes, tarpons, écureuils, grisons, paresseux, et singes en planque, seuls les crocodiles, chassés ne se laissent pas surprendre. Fin Avril, la saison des pluies a débuté…et il pleut à verse tous les jours, le taud de soleil sert également à récupérer l’eau de pluie, nous regorgeons d’eau douce.
Après la pluie, le beau temps, c’est bien connu… 2 mai ce jour, dire que l’on a oublié de fêter le 1, et que vous allez élire notre nouveau Président, maniant un discours plus écologique que ces prédécesseurs, normal, c’est de rigueur, incontournable. Vu d’ici, difficile de croire tous ces politiciens en quête de pouvoir, l’élément Nature est bien trop loin de leur quotidien, le problème écolo reste bien un problème de pays riche. La chance de ce Rio est d’être classé « Parc National », sans chemin balisé, sans droits d’accès, les élus locaux n’ont pas encore eu idée de rentabiliser le lieu, pardon, leurs poches, sous le couvert de la protection du site…ouf, la Nature y trouve son compte, elle est quasi intacte. Nous nous serons régalés, reposés, ressourcés, dans quelques jours, nous servirons d’équipier à bord d’un voilier ami, pour le passage du Canal de Panama, puis nous réapprovisionnerons notre bord en fonction de la prochaine destination.
Timéry vocalise , imite ses copains singes, leurs cause toute la journée, et nous montre tous les oiseaux ou poissons qui nous entourent, un régal.
Colon,4 Mai, deux heures de navigation pour un retour brutale à la civilisation. Internet nous est à nouveau accessible pour une petite semaine, puis nous filerons en Colombie, à Cartagene, découvrir cette ville et ainsi décider d’y rester si elle nous enchante, le temps d’accueillir notre deuxième enfant..
A tous, bonne continuation, à bientôt.
Les Téou.
Ps, merci de tous vos courriers, vos photos, notre nouvelle adresse
catateou@gmail.com fonctionne,merci de l’enregistrer, à bientôt.
..."

terça-feira, maio 08, 2007

O Veronique na Povoa

A fotografia é do Ferrugens, e mostra o veleiro mais lindo do Universo, quiçá mesmo o mais lindo de Aveiro, atracado na Povoa do Varzim.
Não pude fazer a pernada de Baiona (com I) até à Povoa, mas o Veronique estava bem entregue.
Digam lá se não é bonito?!!

segunda-feira, abril 30, 2007

As Estelas

Estelas com pato em voo rasante, foto do Bubbles que, finalmente, fez a cadeira de "Patos em Voo Rasante III", do seu curso de fotografia cee, uma das mais dificeis cadeiras deste curso, infeliz e incompreensivelmente ainda não homologado em universidades prestigiadas, como a de Coimbra, a Independente, e outras.

Bar Fetiche

Já muita vez falei deste Bar em Baiona, um dos meus dois bares 'fetiche', a junto com o Peter's.
Este tem uma 'genebra' como dizem os galegos, bastante saboreira, fica ao lado dos veleiros de uma das mais bonitas baías do mundo, a seguir, claro, a Saint Jacint sur Mer, e tem a particularidade de, quando me apetece, ser fácil lá chegar.Desta vez levei lá ...., bem, não posso dizer quem lá levei, e malhámos uns gins à maneira, saboreiros e aromáticos.

Amanhecer no Cabo Sileiro


Tinhamos largado às 1630 locais e uma hora depois saíamos a Barra de Aveiro, rumo nos 358º, directos ao Sileiro.Ao passar Montedor inflectimos um pouco para Oeste, mesmo assim ficamos a cerca de meia milha de terra.
O Sol nasceu entre Montedor e Caminha e umas horas depois dobravamos o Cabo Sileiro.
Uma viagem tranquila com a amarração em Baiona a estar concluida pelas 1100 Lusas. Seguiram-se as visitas da ordem ao Mar y Arte e aos Museus. Mas isso já são outras estórias.

terça-feira, abril 24, 2007

Se duvidas houvera

Ao passar junto às boias do Canal de Navegação, nos moliceiros, com os Amigos da ANC, contou-se-lhes a história de que, uma vez, lá tinhamos deixado o nosso Presidente.
Não acreditaram, não eramos suficientemente democráticos (ou malucos) para lá deixarmos o Paulo Reis à espera que o fossem buscar.
Reparem, ao fundo, o Celta Morgana, de onde se prova que já nessa altura o Celtinha era atreito a estas andanças.
Pois bem, eis aqui a evidência, o Presidente da Avela em cima de uma boia, num fim de tarde de Outubro, à espera de melhores momentos.

segunda-feira, abril 23, 2007

Academices

Em época de duvidas académicas, aqui juro por minha pessoa, que me licenciei na UC (1) e sou o membro da minha Ordem nº1944. Apreciei muito mais das andanças pela FEUP, mas gostava era de ter andado por Paço d'Arcos.
Enfim, foi por onde a Vida me fez andar.
Aqui em cima a Cédula Marítima do Comandante Fernando Veiga, que a Vida não deixou fazer mais que meia duzia de Viagens.

(1) "...Local onde gerações de estupidez estratificada glorificam a nossa ignorância..." Fernando Namora in "Fogo na Noite Escura"

sexta-feira, abril 20, 2007

Rescaldo

Como já disse atrás, decorreu em ambiente de franca camaradagem Náutica a Recepção à Associação Nacional de Cruzeiros no fim de semana passado.

Queria, ainda nesse âmbito, endereçar os meus mais sinceros e muito sentidos agradecimentos (1) em primeirissimo lugar, pela lealdade, amizade e coerência, ao Pardal, Toni na clandestinidade, à Sónia (mulher do Toni), ao Luis Vilela, o eterno distraído e à Maria de Lurdes, a mulher do eterno distraido, ao Licas e à Lurdes, os meus mais bem dispostos Amigos, ao Bonito Galacho, boqueiro mas Amigo e Leal, à respectiva Mulher e Filho João, de muito luxo os dois, ao Eugénio Bolha Sempre Fotografante e à Adelaide, ao Paulo Reis, Amigo, Presidente e Leal, aos Arrais, Sócios e Amigos Simões e Dias, ao Vitorino Madaleno, ao Aníbal Marques, da Nazaré, sempre presente, ao meu Amigo Berna, grande Marinheiro, e à Elvira , ao duplamente vizinho César Ferreira, grande marinheiro também, e à Marieke, a sensual galega.
Aos Mouros Ruy Ribeiro e Mulher, um abraço forte, à Julia Torres e ao Fernando, gostei muito de o ouvir, muito obrigado pela presença, ao Francisco e Isabel Snoopies, luxoooooo, SARAVÁÁÁÁ, ao Oliveira, colega, e mulher, às doces Amélia e Ofélia, SARAVÁÁÁ, ao Rui Moreira e esposa, à Paula Isidoro, aos Katzenteins e aos Sacaduras, SARAVÁÁÀÁÁÁ.
Ao pessoal da Associação Náutica da Torreira pela recepção e pelo Porto, ao Museu Maritimo de Ilhavo, à Morgadinho do Santo André pelo acompanhamento simpático, ao faroleiro do Farol de Aveiro pela recepção, disponibilidade e acompanhamento, ao pessoal do Hotel de Ilhavo, ao Alcides dos Leitões, ao Fernando Vieira Barrocão que entrou com o Diamante Negro, ao pessoal da Avela que preparou e limpou a sala para o encontro, às pessoas que estiveram presentes, o meu muito Sentido Obrigado.

(1) Falo aqui como se a realização fosse minha e por isso me visse obrigado a agredecer. Nada mais errado, a Recepção e a Festa foram da Avela, da ANC e das pessoas que a puseram de pé. Em verdadeira análise, todos deviamos agradecer a todos.
Eu, pela minha parte, expresso-o aqui e deste modo, depois de o ter feito pessoalmente a quase todos.

LLoyd


Pois esta é que é a questão, com o Veronique em fabricos de frigorifico e veio de hélice, uma quarta feira de correria para Lisboa, e volta, sem almoço e quase sem jantar, lá fomos para a Casa da Musica ouver o Charles Lloyd.
Foi a segunda vez que lá fui, sendo que a primeira, para a Carla Bley, ainda estava tudo em obras, estive sentado num tijolo.
O LLoyd está como o Vinho Porto, a melhorar com a idade. Gostei de ouvir onde estavam as origens do Jarreth e do Garbarek, estava tudo alí. Foi nele que eles foram beber, e desenvolver, os seus estilos.
Para a semana já vai haver Mar e voltaremos aos temas com sal.
Pois.

terça-feira, abril 17, 2007

Recepção à ANC

Decorreu em Ambiente de franca camaradagem náutica a recepção aos nossos Amigos Mouros.
A ideia do Pardal, Toni na clandestinidade, finalmente frutificou e podemos orgulharmo-nos da forma como correu o fim de semana passado.
O passeio de moliceiro foi magnífico, fizemos a cale de Bulhões, o meu muito conhecido e querido esteiro do Gramato, a cale do Parrachil mais a do Ouro, para chegar ao Bico da Murtosa
O almoço, com uma também magnifica caldeirada de enguias, deliciou-nos e aos alfacinhas, que só conheciam os bitoques da Portugália.
A Associação Náutica da Torreira presenteou-nos com um Porto de Honra, e aos discursos prometeu-se mais cooperação entre as Associações de Lisboa e as da Ria.
Depois navegámos até Aveiro pelo Canal de Ovar, subiram-se, e desceram-se, a pé, os 62 metros do Farol de Aveiro, (desculpa-me oh Machadinho e oh João David), chegando à Avela mesmo a tempo de malhar uma leitoada a primor, servida pelo Alcides dos Leitões, com um Diamante Negro de estalo.
O Domingo, em Ilhavo, foi para visitar o Museu Marítimo, como sempre de lágrima no olho, e o arrastão Santo André.
Fotografias desta vez não há. Aconselho, que remédio, a visita ao Hortas que, fazendo jus ao cursos cee que coleccionou, tem uma razoável reportagem sobre o evento.

sábado, abril 14, 2007

Lota Velha, Correctamente

Esta fotografia, retirada do Blog do Bubbles, está correcta aqui. Nas aulas da CEE de fotografia, o Bubbles faltou a Ampliadores III, precisamente nas aulas onde se ensinava a colocar correctamente os negativos no Ampliador. Depois teve de copiar pelos colegas e o resultado é o que se vê.

sexta-feira, abril 13, 2007

Fotografia

Esta não é minha, nem o balão que lhe foi aposto.
Uma vez, há muitos anos, foi-me reinvidicada pelo Sr Vilhena, bibliotecário em Aveiro e amante das coisas da fotografia. Mas nunca me foi possível confirmar essa autoria.
O Paulo Silva, cunhado do Bolha, tinha um exemplar desta fotografia na sua casa da Torreira e também não me confirmou a origem.
É do tempo em que havia moliceiros, e moliço, na Ria.

A Lota Velha

Aqui o rapaz não tem jeito para o desenho. Há uns anos tirei uma fotografia e sobre ela desenhei, a tinta da china, este boneco.
O Bolha ontem lembrou-mo. Aqui está.
Trata-se da Lota Velha de Aveiro, onde hoje está o trapiche da AVELA e o Veronique, naquela altura com as traineiras e, momentaneamente, com uma barca e dois outros veleiros, de passagem.

quinta-feira, abril 12, 2007

Rio Novo do Príncipe

Rio Novo do Principe, há muitos anos.
Era uma tripulação engraçada, estavamos a começar, ganhamos (e perdemos) muitas vezes mais, até que arrumamos definitivamente os ' finca-pés '.
Praticamente com os mesmos elementos ganhamos mais dois campeonatos em juniores, e mais uns quantos em séniores. Até um campeonato da MP em yolle de 4, que sabia a campeonato do mundo, pois mais ninguém usava aquele barco.
Era o Modesto, moço de sal até há bem pouco, o Emidio, colega de liceu e de faculdade, o Estima, mais tarde selecionador nacional e presidente da FPRemo, o Magalhães, moço de sal então, mais tarde campeão de box e empresário da noite e este vosso amigo.
O Magalhães resolveu há dois anos ir remar e lutar para outras paragens, mais calmas, ao que consta.

quarta-feira, abril 11, 2007

Fim de Semana com a ANC

É já este fim de semana que vamos receber os Amigos da ANC.
Na impossibilidade de contactar os Avelistas pessoalmente, ou por anuncio na sede, convido-os desta forma a estarem presentes para o passeio de moliceiro até à Murtosa para a caldeirada de enguias, passagem na Torreira para o Porto de Honra, regresso a Aveiro e leitoada na sede da Avela, isto no sábado.
Domingo teremos a visita ao farol e aos museus de Ilhavo e Santo André.
Os contactos são os meus (imodéstia, toda a gente os tem) e os do Vilela, que está a tratar da caldeirada murtoseira.

terça-feira, abril 10, 2007

Pensamento do dia

QUEM SE METE COM GAROTOS TEM TODAS AS POSSIBILIDADES DE SAIR BORRADO.

sexta-feira, abril 06, 2007

Mais Clandestinos




Numa tarde de Sol e de cima para baixo, o Canal do Cojo, o Cais dos Botirões e a Galega Marieke com a Assembleia Municipal em fundo, tudo clandestino.

quarta-feira, abril 04, 2007

Novos (e outros) Mares

Haja Vida, estou recuperado das solipampas das semanas anteriores.
O Bolha foi em peregrinação a Braga participar na semana santa e de regresso passou por aqui, pela minha guerra, e fomos almoçar à Casa Tanoeiro (*).
Iniciámos as hostilidades com umas petinguinhas de escabeche que estavam, simples e como habitualmente, deliciosas.
O branquinho, não havia vinho, tivemos de ir no Branco, de uvas Maria Gomes, fresquinho, deixava-se beber nas nuvens.
O pãosinho, do Fontão, sem os fermentos venezuelanos das padarias convencionais, esturnicava-se nos beiços com uma volupia indescritivel.
Por fim vieram os afamados rijões, os melhores do Mundo, quiçá mesmo os melhores de Angeja, com uma molhanga fortemente alhada, deliciosos.
Não havendo Mar, ficamo-nos por estas actividades.
O Bolha, que nunca na vida tinha visto petinguinhas de escabeche espetadinhas num palito, pensando que se tratava de uma espetada de porco com espinhas, à moda do litoral, malhou só à sua conta umas boas duzias delas.


(*) Chamo mais uma vez a vossa atenção para a forma de extrema educação, polimento e bom gosto, como o autor destas modestas linhas se refere a um restaurante a que a maioria dos autores chama, de forma muito mais prosaica, o 'Manel dos Cornos'.

segunda-feira, abril 02, 2007

Galiza



Sábado fui à Galiza.
Desta vez não comi bem, os padrons do Rianxo estavam secos e a Galiza parecia um penico, tal a quantidade de água que dos céus caía.
Ficam as fotos, a Catedral de Riba de Tea, o propriamente dito Tea, as termas de Mondariz, onde estou inscrito para uma cura de aguas especial, meio copinho de agua por dia, para não ser muito violento o tratamento.
Ainda deu para, no regresso, passar por Baiona, a Real, que continua linda e, como toda a Galiza sábado passado, um penico.Pois.

O Haff Delta de Aveiro


Dizia hoje o Dr Fernando Rebelo, geógrafo, que a Ria de Aveiro, correctamente Haff Delta de Aveiro, será, num futuro proximo uma planicie litoral.
Segundo ele o processo natural de sedimentação orgânica e de areias, interiores na laguna, acabará por torná-la numa planície seca. O Homem poderá atrasar o processo, mas será isso que os nossos netos terão.
Nós, que andamos na Ria, vemos isto todos os dias. Ainda ontem, ao passar com o Veronique no esteiro do Gramato, se sentia a verdade destas frases, que muito nos custam a ouvir.
Acredito que a nossa Ria ficará limitada aos canais de navegação comercial, ficando todos os outros transformados em pantanos, em praias de junco e esteiros de lodo.
Nós ficaremos com as recordações e o Estado com as taxas cobradas aos 'clandestinos' pelo privilégio de terem as lanchas à porta de casa.
As fotos são do Cais dos Botirões, ao lado do Canal de São Roque, junto à Praça do Peixe.

domingo, abril 01, 2007

San Blas, Panamá


Vale a pena termos inveja, ficarmos verdes? Às tantas não, o que eles foram de diferente foi na coragem de tomarem as decisões que eu(nós) não fui(fomos) capaz(es) de tomar.
O resultado são os emails que vamos recebendo do Christophe por um lado, a rotina das empresas e a xaxada da socialidade por outro.
As conclusões serão as vossas:
"
Bonjour à tous
Tout l’équipage s’excuse pour notre manque de news, ces derniers mois ont filé, les quelques charters nous laissant peu de temps libre, propice à l’écriture.
Primo, comment allez vous ?
Secundo, vos nouvelles, news, projets nous intéressent, alors surtout, n’oubliez pas d’écrire...A ce sujet, nous changeons d’adresse email, merci de bien prendre note : catateou@gmail.com
Pour la suite du voyage, nous allons créer notre blog afin que tous puissent suivre notre périple, avec plus d’images.Un site également est en construction, afin de promouvoir notre activité Charter, mais sachez que nous n’avons pas accès à Internet ici, aux San-Blas, alors le blog et le site verrons le jour à Carthagène, Juin 2007.Afin de vous donner un aperçu du programme à venir, Maiken devrait accoucher d’un petit Colombien, début Juillet.
Après sa naissance, nous profiterons des infrastructures de Carthagène pour refaire un lifting à Téou, afin de le préparer pour notre prochaine saison de Charter aux San-Blas, de fin Novembre à fin Avril, puis nous traverserons le canal de Panama pour voguer dans le Pacifique, vivre de nouvelles destinations.Ici, cet archipel est bien cool à vivre, l’alizé après soufflé toujours entre 15 et 25 nœuds, s’essouffle en cette fin de Mars, les journées sont carrément chaudes et les couleurs époustouflantes.
Les Kunas en cayuco viennent au cata, nous vendrent leurs fameux mola, mais aussi, poissons langoustes ou crabes, pains, toujours avec le sourire.
La chasse sous-marine nous permet de partager entre amis, un bon poisson frais…et ces îles toutes couvertes de sable blanc et de cocotiers, habitées quelques fois, nous offrent des mouillages protégés, tous plus beaux les uns que les autres.
Le temps file, seul hic de l’endroit, l’absence de possibilité à ce jour de communiquer ensemble à travers le net…Maiken s’envole donc pour Panamacity, afin que ce mail vous arrive, concernant les photos, si l’ordinateur vous réclame un programme pour les ouvrir, ouvrez les avec « aperçu des images Window » ou autre programme de lecture d’images.
L’email se lit sous « Word ».
A très bientôt
L’équipage de Téou.
..."

sexta-feira, março 30, 2007

Mais Clandestinos

É a rua que vem, ou vai, da Ponte de Juncal Anxo até à Ponte da Vista Alegre.
O Canal é o Boco.
As gentes da margem Poente, a que se vê, e também as da Nascente, a outra, vivem aqui há gerações, pagaram as suas propriedades às Administrações Portuárias e as Contribuições à Comunidade.
Todos clandestinos.(Não há uma musica assim do Manu Chao ?)

Baiona 2002




Largámos de Baiona para as Cyes com vento norte de força 5 ou 6. As águas eram interiores pelo que o risco naquela travessia não existia. O Mar também estava baixo, vagas de vento inferiores a 1 metro, que no entanto molhavam, com surriada, sobretudo na viagem para norte, salpicando quem estava no poço.
Chegados às Cyes não encontrámos baía onde se pudesse fundear com sossego tal era o vento que se sentia. Rumámos então um pouco mais para NNW, para a enseada da Barra, mesmo no sopé do monte de Ravinaldes, promontório com uns bons 200 metros de altura, o que nos garantia um bom resguardo de vento.
Fundeámos então, juntos com o Valhala, e de bote fomos a terra para as lapas e mexilhões, abundantes nas rochas da margem.
Deram uma magnífica refeição, preparadas com esmero pelo Ricardo, a bordo do Valhala.
Sentia se que a viagem de regresso, proa à passagem entre o Monte Ferro e as Estelas, seria mais suave, pois teríamos o vento e as vagas a favor, e assim foi na verdade.
A travessia foi feita integralmente à vela, em popa arrasada, com o vento a cair para os 15 nós, forte mas certinho, sem rajadas, e com o mar a cair também para uma ‘marejada’ suave inferior a 1 metro.
A tripulação não se sentiu, mesmo assim, nada bem.
Na verdade, o Mar ama-se ou odeia-se, não há termo médio. Foi complicado aguentar os nervos e os ânimos, durante as escassas 6 milhas, sobretudo depois de sairmos do abrigo das Cyes e até às Estelas.
A canção não era de facto a mesma para os tripulantes do Blue Tooth.

quinta-feira, março 29, 2007

Malte(s)

Hoje tive um dia estuporado.
Comecei pelos dossiers a entregar na capital sem falta até às 1500 UTC e acabei pelas listas de aumentos da minha guerra.
Felizmente havia picanha, e boa, para o jantar (depois do cozido do almoço) e um Bushmills de Malte que, sendo bom, não chega aos calcantes do meu Glenfidich.
Isto no meio de Graça Morais, Bandarra, Barreth, Pino, Cargaleiro e Julio Pires, um privilégio identico aos meus Piazzollas.
Ainda me cruzei na A25 com o meu bébé que ia lançado para o Porto e para os gémeos e também pelo LILI II do José Inácio, é sempre bom ver um barcalhão daqueles.
E agora, balanço de um dia estuporado com o maltesinho da ordem e com o Piazzolla. Que mais um gajo pode querer?