"... Pois nós que brigamos com o Mar, oito a dez dias a fio numa tormenta, de Aveiro a Lisboa, e estes que brigam uma tarde com um toiro, qual é que tem mais força ?.."
sábado, janeiro 20, 2007
Referendo
Desta vez, contudo, quero contribuir com uma ideia que tive e que podia resolver este problema da penalização/despenalização da IVG.
E é simples:
Em vez de despenalizar a mulher que IVGia, penaliza-se o homem que a engravidou, isto é, iam os dois para a cadeia.
Era fácil, à mulher bastava-lhe dizer que a tinha engravidado, o que seria fácil provar com as tecnologias hoje disponíveis, e, moralmente, seria muito mais justo, pois, à excepção de algumas lesbianas que compram esperma em bancos suiços, o método convencional ainda é o mais usado para a procriação.
Como os legisladores são homens, muito rapidamente lhes calharia a eles, ou aos filhos, irem para a cadeia, e, nessa altura, alguma lei diferente da actual seria parida, mesmo sem referendo.
É ou não uma boa ideia???
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Contributo
"....
O SAQUE DO MINISTRO
Caro Amigo,
Compreendo, e apoio incondicionalmente, a indignação manifesta no teu blog ao Despacho 25522. Certamente que este vai ficar na história do nosso pseudo País de Marinheiros como um acto de insanidade mental do actual Ministro ou, e ainda mais grave, de total e manifesta ignorância. O que em qualquer ministro, mesmo que pouco conhecedor do seu país e dos seus dossiers, é intolerável.
E, o que penso é tão-somente o que referi, pois não consigo acreditar na aplicação prática de tal despacho. A verificar-se, a generalidade dos ancoradouros transitariam necessariamente para gestões comerciais, gestões estas já falidas à partida (a não ser, que conseguissem enquadrar-se numa qualquer actividade industrial pagando €2,00/m2). Pois quem seriam os seus utilizadores? A nossa Ria de Aveiro possui elevadas barreiras físicas à sua navegabilidade (pontes, escassez de caudais de águas, secos, enfim……). Os navegadores que poderiam, eventualmente, suportar os custos decorrentes da aplicação das taxas “imaginadas” pelo Senhor Ministro, passam ao largo da nossa Barra. Pois que, na Ria, não existem condições para atracar esses barcos.
Seria interessante convidar o Senhor Ministro a visitar a nossa Ria de Aveiro. Poderia acontecer que este Senhor tivesse que se atolar nos lodos para safar um seco…..
Abraço
...."
Pensamento do dia, o Despacho 25522/2006
Mas se eu tiver comprado o meu espaço num dos inumeros terrenos ribeirinhos aos canais da Ria, que por aqui são a maioria, tiver pago os impostos respectivos à comunidade, a SISA à entrada e a Contribuição Autárquica todos os anos, porque carga de agua vou ter de pagar ainda mais ao ambiente, à APA ou a quem quer que seja????
E mais, porquê pagar € 10,00/m2 ????
Uma pequena vivenda tem facilmente 1.000 m2 com o terreno circundante.
1.000 m2 x €10,00/m2= €10.000,00/ano !!!!!! Em cima do IMI/C.Autárquica.
A que propósito?!!!!!
terça-feira, janeiro 16, 2007
LADRÕES
As margens da Ria de Aveiro são, desde sempre, desde que a Ria é Ria, habitadas por gente de trabalho, que amanharam estas terras, que navegaram por esse Mar fora para a Terra Nova, Groenelandia, Barentz, para os mares das Maldivas e ainda mais longe, construiram as suas casas junto às águas, não por luxo, mas porque o Sal lhes estava no sangue, porque precisavam da Água e do Sal para viverem.
Essas gentes fizeram associações náuticas para as populações. Põem os miudos a andar de optimist e de laser, a remarem nos skiffs nos quatro e nos oito, a pagaiarem nos kapas, não pagam fortunas a brasileiros e argentinos para darem uns chutos numa bola ao fim de semana, mas pagam do seu bolso as instalações e embarcações para os nossos atletas.
Andam de barco com a naturalidade que um lisboeta anda de carro, é a nossa cultura, é a nossa maneira de estar na vida.
Adoramos o Mar e o Sal, adoramos sentir o Vento e a Surriada na cara.
Adquirimos as nossas casas pagando-as, não ocupámos os terrenos. Construimos e pagámos as contribuições devidas.
Para além das devidas, pagámos, anos a fio, taxas às sucessivas Administrações Portuárias, dificilmente explicáveis, mas pagámos.
Agora quer a CCRDC aplicar outras taxas, injustas e leoninas!!!!! A que propósito??? Com que direito????Onde vão as pessoas e as colectividades, num país que não é rico, o nosso Portugal, arranjar dinheiro para pagar aos senhores ministros?
Vão regularizar as margens da NOSSA Ria com esse dinheiro? NÃO
Vão dragar os canais da NOSSA Ria ? NÃO
Vão balizar os canais da NOSSA Ria ? NÃO (Aqui nós até já pagamos outra taxa)
Lembrem-se senhores ministros que por menos a Maria da Fonte se armou e desancou os Cabrais.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
R O U B O
A Barra de Aveiro foi aberta, como hoje a conhecemos, em 1808.
Uns anos depois, a meados do século XIX foi criada a primeira Administração do Porto de Aveiro, com outro nome nessa época.
Este organismo tomou posse de todos os terrenos ribeirinhos, que administrou até há 2 anos atrás.
Excepcionavam-se as propriedades que à data da constituição da primeira "APA" já se encontravam registados, de que é exemplo a Barra e a Costa Nova.
Não sei se no resto do País há casos idênticos, mas em Aveiro, de Ovar a Mira, a esmagadora maioria dos terrenos ribeirinhos, habitações, apartamentos, clubes desportivos, estabelecimentos comerciais, pagavam anualmente uma taxa à APA.
Em 2004 entendeu-se que as administrações portuárias se deviam dedicar ao seu negócio principal, que é a gestão dos portos. Retirou-se então à sua "jurisdição" as áreas ribeirinhas fora das zonas portuárias.
No caso da Ria de Aveiro, a APA ficou com a área limitada no canal de Ovar pelos estaleiros de S. Jacinto, na Cale da Vila pelo Sporting de Aveiro, no canal de Mira pela ponte da Barra e no rio Boco pela ponte da A25.
Tudo o resto passou para o Ministério do Ambiente.
Em 22 de Novembro de 2006 o Ministro assina e publica o despacho 25522/2006 em que estabelece as taxas a pagar ao Ministério do Ambiente.
As habitações e os Clubes desportivos estão, no entender da CCDR/DRAOT (o organismo que localmente gere as cobranças), no escalão dos € 10,00 por metro quadrado, por ano.
Para além de ser uma taxa injusta, pois as habitações, por exemplo, já pagam o IMI, representa um aumento brutal ao que já se pagava à APA.
No caso das habitações estamos a falar de casas, primeira habitação, completamente legais, devidamente licenciadas e pagadoras de IMI, propriedade há gerações das famílias que nelas habitam.
Não se trata de habitações de luxo que teriam de pagar pelo privilégio de estarem à beira-ria, longe disso. Ao pé de mim, a maior parte, são de lavradores que ganham a vida a "dar de comer" aos senhores das cidades que fazem estes despachos.
No caso dos clubes desportivos trata-se de organismos com funções sociais importantes e sem fontes de receita para este aumento brutal, injustificado e feito por quem parece nem imaginar onde fica a Ria de Aveiro.
Como exemplos refira-se:
a AVELA pagava € 650,00 / ano, vai passar a pagar € 16.500,00
O Clube dos Galitos/Remo pagava € 250,00 / ano, vai pagar € 35.000,00
Um vizinho meu, habitação própria, para além do IMI, pagava € 150,00/ano à APA, vai pagar agora ao Min. Ambiente € 6.000,00/ano!!!!
Deu a louca nestas gentes, ensandeceram.
E é esta a situação.
Da minha parte, se as coisas ficarem desta maneira, vou colocar o Veronique em Baiona e esqueço a bandeira nacional.
Joao Madail Veiga
terça-feira, dezembro 26, 2006
sábado, dezembro 23, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
sábado, dezembro 16, 2006
segunda-feira, dezembro 04, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
Luto

Até Sempre Capitão.
Uma excepção no Ventosga, um poema do Auden,
"...
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, llet the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South,
my East and West,My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good.
..."


















