segunda-feira, novembro 30, 2009

VIVA PORTUGAL

Aquilo a que hoje chamamos Espanha só existe depois de Carlos V, já Portugal levava quatro séculos de existência.
O tronhó do Sebastião, de cabeça feita pela padralhada, foi jogar com os Mouros fora, na casa deles e quilhámo-nos.
Foi o que se viu, os Castelhanos vieram por aí abaixo e ficamos sob o jugo deles 60 anos.
A nacionalidade também é um conceito recente na Europa, mas em terras lusas começou a criar-se em meados do seculo XII e afirmou-se gloriosamente na crise-Revolução de 1383-85, também originada pela cabeça doutro rei tronhó (embora com algum valor sesmaríaco).
Para todos os efeitos, apesar dos planos de invasão castelhana bem recentes, dos anos quarenta do século passado, continuamos a afirmarmo-nos LUSOS e INDEPENDENTES, a ter os nossos próprios corruptos e os nossos próprios filhos da puta que nos governam.
Temos o respeito por Espanha que nos merece a grande nação que é, mas que estejam lá quietinhos com os seus bocadilhos e as suas touradas, que nos vistem sempre que quizerem que nós também lá vamos, mas como vizinhos feitos bons por muros bons.

segunda-feira, novembro 23, 2009

segunda-feira, novembro 16, 2009

Dia do Mar

As minhas vidas, profissional e académica, são quilhadas. O meu lindo barquinho ia nas mãos de três trogloditas que desistiram da Regata após uns escassos 92 minutos e alguns, poucos, segundos.
Estão lixados comigo, vão ficar de faxina à sanita por, pelo menos, cinco viagens.
E Prontes....

quarta-feira, novembro 11, 2009

Hans

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

W H Auden

segunda-feira, novembro 09, 2009

A Termas

Uma vez mais, que a saúde assim o exige, fui a termas este fim de semana, para o Alto Minho, que é onde há as melhores águas medicinais.

Quem não pode vir foi o meu Amigo Hans que, com grande pena e saudade nossa, deixou de beber, deixou mesmo de tudo, e já lá está à nossa espera. Obriga-nos agora a todos a beber dois copinhos, sendo que um será sempre em sua honra e memória.

Assim, tudo começou com um robalinho cozido em algas, na Mariana, muito bem acompanhado de verduras e aquela maionese deliciosa, espessa e amarelinha.
Depois fomos até Ponte de Lima, Casa da Fonte Boa, granitos e madeiras, um pouco fria é certo, mas de paisagem deslumbrante.
Ao jantar fomos provar um cabrito de leite e umas papas de sarrabulho, que estavam deliciosas. Não sem antes, nas entradas, nos terem presenteado com umas alheiras assadas, umas favinhas guizadas, umas punhetas de bacalhau e umas ovinhas de bacalhau de se lhe tirar o chapeu.
Tudo regado com um verdasco tinto a que chamavam Vinhão, de estalo.

Para acabar em beleza, almoçamos em Vila do Conde o já tradicional bacalhau com broa e uns filetezinhos de polvo com arroz do mesmo, acompanhados por um verdinho branco escorripichado das alturas, delicioso.

Já está marcada nova cura de águas, agora numas termas alentejanas que me recomendaram, pela pureza dos ares e pelas águas cristalinas, as termas de Reguengos, de Borba e da Vidigueira.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Palavra do Senhor

De um grande Amigo meu, ilustre Juiz actualmente sabático para doutoramento, recebi esta deliciosa epístola, que reproduzo:

Abraão levou o filho para o deserto.... amarrou-o a uma árvore e acendeu uma fogueira debaixo dos seus pés.
De repente, uma voz diz:
- Abraão, Abraão, que é isso ????
- Senhor, Senhor eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem !!!!
- Não, Abraão, eu só queria medir a tua fé !!
- Mas Senhor....!!!!
- Abraão, solta o menino !!!!!
Abraão soltou o filho.
O menino saiu disparado...correu, correu, correu, e Abraão gritava:
- Filho volte, filho volte, o Senhor libertou-te !!!!
O menino parou, longe, e gritou:
- Libertou o caralho !!! Se eu não fosse ventríloquo estava Fodido!

quinta-feira, novembro 05, 2009

A Barra do Rio Minho

Ontem na foz do Rio Minho.
Os tripulantes safaram-se. O Ketch, ao que consta, não.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Bitaites à ANC

Caros Amigos,
Do meu cantinho de Aveiro, lógicamente longe das questões centrais da gestão da nossa Associação, abordadas nos dois emails distribuidos, se me deixarem, gostaria de 'mandar uma ou duas bocas' daquilo que penso.
A ANC não tem problemas muito diversos dos que tem a minha mais directa associação, a Avela. Como a Avela, a ANC é antes de mais uma associação de armadores que, e muito bem para ambas, mantêm uma actividade desportiva e social para e com os seus associados e, pretende-se, com a sociedade envolvente.
Sendo associações sem fins lucrativos, entende-se que quem cá anda, nos cargos directivos, é por 'carolice' ou por espírito de missão (sei que , pelo menos para alguns, é verdade, é mesmo por missão).

Que importa pois a um associado, sobretudo vivendo a 240 kms de Lisboa, como eu, e a outros daqui do Norte? Para além das vantagens que um seguro de grupo, ou outras iniciativas do género, possam ter, interessam-me sobretudo actividades que aglutinem e federem as iniciativas locais que vamos tendo.
Eu explico-me: As regatas, cruzeiros, colóquios, tertúlias vélicas que a ANC organize em Lisboa dificilmente terão a nossa participação, não por falta de inetresse, muito menos por desacordo, mas simplesmente por impossibilidade geográfica.
Concordo e apoio essas actividades, mas penso que não são elas que podem dar à nossa Associação uma caracter nacional. São da 'espécie' das que a Avela organiza, mas em Lisboa e com mais participantes dada o maior numero de sócios locais.

O caracter NACIONAL da ANC consegue-se, a meu ver, com a vertente 'federadora' que a ANC podia, e devia, assumir, congregando e alavancando as organizações locais, tanto quanto possível fomentando a participação de embarcações de portos diferentes. Essa participação, de embarcações de portos diferentes, obrigaria às navegações entre eles, ao conhecimento e troca de experiências das tripulações de Aveiro, Porto, Figueira, Povoa, Vila do Conde, Nazaré, Lisboa e demais do país.
Fomentaria a necessidade da construção de portos de recreio pela nossa costa afora, traria certamente mais gente para a prática da vela de cruzeiro, tornaria mais vísivel a nossa actividade, daria à ANC um caracter verdadeiramente nacional.
Actividades como o Cruzeiro à Berlenga, a Recepção na Ria de Aveiro aos companheiros da Póvoa e de Leça, o recente Cruzeiro/Regata às Ribeiras do Douro e Ave, são exemplo que considero marcantes, simplesmente por congregarem embarcações de portos diferentes.
São actividades locais, mas aglutinadoras de vários veleiros oriundos de diferentes portos da nossa costa.

Os delegados, como eu, deixariam de ter razão de existir, porque os delegados locais das ANC seriam os clubes e associalções locais. Tudo isto sem beliscar em nada a actividade que a ANC hoje leva a cabo em Lisboa.

Este ideário já tive ocasião de o expôr, e sei que esbarra com algumas questões administrativas relacionadas com o caracter federativo, que já existe, da FPV.
Mas a FPV está muito mais vocacionada para a vela ligeira e de competição, que não é própriamente a nossa actividade principal. Daí que a ANC podia preencher esse vazio.

Bons Ventos para todos,
João Madail Veiga

Sim, retirei a resposta/parecer do Presidente da ANC.
Apesar dela não se ter dirigido só a mim, foi-o a um grupo restrito de sócios e acho que não tinha o direito de a divulgar.
As minhas desculpas.

terça-feira, novembro 03, 2009

segunda-feira, novembro 02, 2009

Agora a falar a sério

Nestas coisas de futebol estou completamente ao lado. Vejo um jogo na televisão de cinco em cinco anos e mando umas bocas aos meus amigos doentes deste ou daquele clube.
Entendo, mas tenho muito dificuldade em aceitar, comportamentos de falta de respeito pelos adversários, de arrogância e outros ao mesmo estilo.
Comigo passou-se um episódio que aqui conto:
Corria o ano de 1972 e fazíamos os Campeonatos Nacionais de Remo, nesse ano na barragem de Montargil.
Disputava-se a final de yolle de 4 e a vantagem que traziamos para o segundo lugar, a Associação Naval de Lisboa, era avassaladora.
O nosso timoneiro, nos derradeiros metros da Regata, levantou-se na embarcação e cortou a meta de pé.
O resultado da brincadeira foi um castigo que todos levamos, e bem, por desrespeito pelos adversários.
Fomos chamados primeiro à direcção do Clube, e depois à Federação, onde nos foi aplicada a correspondente e justa 'piçada'.

Compare-se agora esta situação às bocas e gestos com que atletas, dirigentes e técnicos dos futebois se mimoseiam uns aos outros e tirem-se conclusões.